sábado, 13 de setembro de 2014

Origem da Vida: Cosmos, Big Bang, Hipóteses e o que fazemos aqui???


Origem da Vida: Cosmos, Big Bang, Hipóteses e o que fazemos aqui???

Irm.`. Luis Genaro Ladereche Fígoli

Toda filosofia natural trabalha em função de duas dimensões, a curiosidade e a miopia. Toda a existência humana (de aproximadamente 200.000 anos) está marcada pela evolução desta espécie, a partir dessas duas premissas. A curiosidade, que nos leva a fazer as perguntas básicas de nossa existência: O que é a vida, de onde viemos, para onde vamos e o que fazemos aqui?; bem como a noção clara (inicialmente da filosofia natural – precursora da ciência – e da própria ciência atual) de que o que nos olhos “enxergam” e nossos sentidos “sentem” são meros reflexos de uma realidade maior. Na maçonaria, entendemos essa realidade maior, como a Verdade, ou a busca da Verdade.

É o que chamamos de Realidade visível. Os cinco sentidos são integrados no cérebro e criam uma sensação de realidade. A realidade “vista” é ínfima em relação ao que está acontecendo em torno de nós. Somos os únicos seres multicelulares, que têm a noção da existência. Evoluímos de estruturas simples (uni moleculares) que permearam durante mais de 3 bilhões de anos na terra. Num determinado momento, como veremos a seguir, por algum motivo, iniciou-se o processo de agregação molecular que resultou em seres mais complexos, chegando até nós. Se colocarmos a existência da terra (os 3,5 bilhões de anos) numa escala de 24 horas, a humanidade teria aparecido no último segundo do dia 31 de dezembro. Somos muito, mas muito novos na ocupação deste planeta!!!  Como já disse, somos os únicos seres com vida (exploraremos um pouco mais a noção de vida), que têm noção da existência, que tem consciência e que são cognitivamente inteligentes.

Uma lição importante é que o Universo não favorece a Vida. Nós somos seres, entidades organizações macromoleculares capaz de sobreviver neste ambiente terráqueo. Com nossa inventividade, todavia, nós podemos criar instrumentos e equipamentos que nos permitam explorar o espaço e outros ambientes, extremadamente hostis para a nós. A terra é um planeta especial para a vida!!! Fora da terra, não sobrevivemos.

A vida pode existir em outros mundos. As leis da física e da química são iguais para todo o Universo. Isto é fantástico!!! Mas certamente a vida vai ser rara. É uma organização complexa da matéria.

Como se deu a transformação de elementos simples em elementos complexos que levaram a vida?. É o grande mistério da ciência atual, como se deu a transição da matéria inanimada (aglomerado de moléculas) para uma matéria animada, uma matéria viva. Como se dá sem uma interferência divina?. Houve uma transição uma grande complexificação?.

Descobriram que era vantajoso (tentativa e erro) serem autossuficientes pegando energia do meio ambiente, ou seja, metabolizando esta energia e criando a capacidade de se reproduzir.

O que seria a Vida? Qual a definição da Vida?

Vida sob ponto de vista biológico, é essencialmente um network, uma rede de reações químicas autossustentáveis, capaz de metabolizar a energia que retiram do meio ambiente e tem capacidade de reprodução segundo a teoria da evolução (NASA).

A vida passou a ser unicelular (3,5 bilhões de anos) para um big bang (aproximadamente 520 milhões de anos) na terra onde houve uma transição para organismos multicelulares mais complexos derivando posteriormente para seres cognitivamente inteligentes.

A função da vida não é criar inteligência. A função da vida é criar condições de sobrevivência. Ou seja, se uma forma de vida está perfeitamente adaptada ao ambiente, ela não muda. A regra para mudar é a adaptação, para sobreviver.

Os elementos essenciais para a vida são: a existência de Carbono (que se combina bem com quase todos os elementos) e a água, que é o fluido (meio) onde se dão as reações e combinações físicas e químicas que possibilitaram a existência da vida. Segundo os cientistas os elementos fundamentais para a existência de vida, são conhecidos pela CHON (Carbono, Hidrogênio, Oxigênio e Nitrogênio). Sem estes elementos combinados, num planeta que tem a temperatura adequada (a distância do Sol, permite que não seja quente demais, nem frio demais), além a existência de atmosfera, possibilitou o desenvolvimento da vida.

A terra tem uma porção de proteções para facilitar o desenvolvimento e manutenção da vida. Exemplo a existência de uma Lua pesada, o eixo de rotação da Terra, a gravidade, o campo magnético protegendo da radiação do espaço. A vida, como processo de evolução e mutações por seleção natural, é uma característica única da terra.

O essencial é invisível aos olhos. A Ciência nos mostra fragmentos dessa realidade invisível. Neste exato momento por exemplo, apesar de não “vermos” e nem “sentirmos”, há milhões de ondas eletromagnéticas, raios ultra violetas, radiações de toda espécie atravessando nosso corpo sem percebermos. Só de neutrino[1] se calcula que somos atravessados por 1 trilhão desta partícula subatômica por segundo!!! Todavia são invisíveis aos nossos fracos sentidos!!!, Precisamos de aparelhos para poder decifrar ou captar essas ondas e transformá-las em alguma interação (som, imagem, sensação térmica, gosto, etc.) para poder entende-las como real. Por exemplo um celular que capta as ondas eletromagnéticas emitidas a partir de um satélite e uma antena, passando por um receptor, convertido em onda sonora que ativa nosso ouvido pela vibração e o nosso cérebro o interpreta como um som, uma palavra, etc; a partir do qual damos um “sentido de realidade”.

É assim também o microscópio[2], que inventado no século XVII, permitiu ao homem entender e “enxergar” que havia uma vida microscópica intensa, até aquele momento desconhecida e apenas hipotética. Foi a partir desse instrumento que descobrimos a existência de bactérias, cuja população em cada ser humano, contam-se aos bilhões. Um verdadeiro universo aparte.

Também a invenção do telescópio[3], desenvolvido igualmente no século XVII, permitiu “enxergar” o Cosmos e entender a origem da vida, a partir da interpretação do Universo. O homem passou perceber que a terra era apenas um planeta em meio a trilhões de trilhões, um ponto minúsculo no Universo em expansão. Deve ter sido uma situação muito chocante para àqueles homens terem descoberto a imensidão do Cosmos em detrimento de sua pequenez. Todas as guerras, as disputas, os sentimentos, os orgulhos, os feitos, as conquistas humanas, pareceram completamente menores e insignificantes, frente a esta.

Apenas em 1924 Edwin Powell Hubble descobriu que existiam bilhões (figuras 1, 2 e 3) de galáxias no Universo e não apenas uma, como se pressupunha. A maioria absoluta das galáxias tem bilhões de estrelas, e cada uma dessas estrelas tem planetas girando em torno delas. A via láctea tem 200 bilhões de estrelas. Por coincidência o número de neurônios em nosso cérebro é de 100 bilhões. Se essas estrelas têm planetas e luas, existem trilhões de mundos só um nossa Galáxia. Agora, multiplique-se esses trilhões de mundos pelos bilhões de galáxias, então teremos uma dimensão astronômica do tamanho do universo. Outra característica é que cada mundo é diferente, assim como somos diferentes (unos) em relação aos outros seres humanos. A terra é um planeta único, podem existir planetas com propriedades semelhantes, mas a terra é única. O universo é uma entidade em expansão, ela é dinâmica, não estática (conforme descoberto em 1929).

Passamos a entender melhor as leis herméticas[4], estudadas na Maçonaria, a partir das descobertas científicas. Aquilo que era um “sentimento” ou uma “hipótese”, formuladas pelas chamadas ciências ocultas, passam a ser verdades. Por exemplo a Lei da Correspondência: "Aquilo que está embaixo é como aquilo que está em cima, aquilo que está em cima é como aquilo que está embaixo". Tudo inicia num ponto (Big Bang - se estima que toda a matéria estava concentrada num ponto do tamanho menor do que um grão de arroz, e por volta de 13,6 bilhões de anos iniciou a se expandir). Se formos ao Micro Cosmos, veremos que a nosso conhecimento termina também num ponto, que são as partículas sub atômicas. Então, tudo o que tem embaixo tem encima, ou seja, toda a matéria de que somos formados, é a mesma matéria que constitui o Universo inteiro. Aliás, de acordo com as descobertas científicas, toda a matéria do Universo, incluindo a matéria que está neste momento teclando este artigo, foi constituída no momento seguinte ao Big Bang. O que varia é a forma como ela se agrega e se estrutura, formando novos elementos. Por sinal 75% da Matéria do Universo é formada por Hidrogênio (1 próton e 1 elétrons), 24% é Hélio (2 prótons no Núcleo, 2 neutros e 2 elétrons) e 1% da Matéria é o resto.

Outro princípio formulado pelo Hermetismo e do qual vamos abordar é a Lei da Vibração: "Nada está parado, tudo se move, tudo vibra". Somos compostos de átomos, com elétrons, que além de interagir com outras partículas pela força eletromagnética, também interage pela força nuclear fraca, onde normalmente vem acompanhado do seu neutrino associado. Sua antipartícula é o posítron, com a mesma massa, mas carga positiva. O elétron é uma partícula elementar; isso significa que não apresenta uma subestrutura - pelo menos não foi comprovado até agora. Por isso, pode ser representado por um ponto, ou seja, sem extensão espacial. Entretanto, nas cercanias de um elétron, pode-se medir variações na sua massa e na sua carga elétrica. Este é um efeito comum a todas as partículas elementares: a partícula influi nas flutuações do vácuo que o cerca, de forma que as propriedades observadas de maior distância são a soma das propriedades da partícula mais as causadas pelo efeito do vácuo que a rodeia. “Tudo é Vibração”, o “Universo Vibra”. A diferença entre os seres animados e inanimados é a composição atômica e molecular. Nada mais. É realidade invisível.

O misticismo e, principalmente, a Religião (de “Religare” ou religar o homem à divindade) se desenvolveram a partir da “sensação” de que havia sim uma “realidade invisível”, que não era palpável, mas que a consciência humana detectava como existente. Quanto mais mistério (falta de explicação racional) maior era o misticismo. Onde há segredo, há mistério; onde há mistério, há mística; onde há mística, há religião; onde há religião, há dogma; onde há dogma, há verdade oculta. O mistério só se revela para os que buscam responder os segredos com verdades e não com dogmas.

Também, a consciência da existência, trouxe ao homem a angustia da própria existência. As perguntas sobre o que possa ser a vida, qual o seu destino, a questão da finitude, sempre inquietaram o homem. Por isso, vê-se já nos primeiros hominídeos, a necessidade de se voltar para os deuses, de enterrar seus mortos com cerimônias fúnebres voltadas para facilitar a entrada num outro plano (incerto para ele, mas sentido através de suas elevadas consciências). Os fenômenos naturais incompreensíveis também angustiavam o homem (o Sol nascendo e se pondo, a Lua e seus ciclos, o trovão, as marés, os cometas, os eclipses, a natureza, o rio, o mar, etc). Ali havia mística, e por conseguinte, religião (dogma).

É o que alguns autores chamam de deus das lacunas. A religião como uma tentativa de interpretar a realidade, onde não há explicação científica. Na medida que essas lacunas vão sendo preenchidas por conhecimento científico, a mística desaparece, a religião dogmática passa a não ter mais sentido (por exemplo a questão do criacionismo versus evolucionismo) e o homem passa a entender melhor, pela razão, a sua existência e a existência das coisas, visíveis ou invisíveis.

Nós Maçons, como livres pensadores, devemos entender isso. Não cabe em nossa filosofia o dogma da religião (apesar de aceitarmos todos os credos em nosso meio). Somos livres para escolher o caminho que entenderemos mais adequado para viver. Escolher nossas concepções. Mas a própria filosofia maçônica nos induz ao estudo da ciência com esse propósito claro. Afastar o dogma, o mistério, o misticismo e entender a nossa existência à luz da Verdade.

Os Filósofos Gregos passaram a buscar explicações com o uso da Razão, ao invés de explicações místicas (criar mitos). Nos primórdios da civilização reinava o misticismo. Por volta de 600 anos antes de cristo, o Mundo deu uma acordada, não se sabe ao certo porque. Na Grécia inventou-se a Filosofia, na Índia apareceu o Buda, na China apareceu Lao Tse (Taoismo[5]) e o Confúcio (Confucionismo), no Oriente Médio os Profetas e Jesus, tentando explicar os porquês. Como a filosofia pode ajudar a ter uma vida melhor, a ser mais feliz, a ter uma vida mais correta.

Desenvolveu-se o conceito de moral, tão utilizado pela filosofia maçônica, como um meio, um caminho à auto realização e a fazer com que tenhamos, nós e a humanidade, uma existência melhor e mais feliz. O conceito de um Criador Incriado, ao qual denominamos Grande Arquiteto do Universo, ultrapassa o conceito do Deus cristão, ou de outras divindades definidas pelas mais diferentes religiões. Certo é que, pelas suas origens, forjadas na religião Católica, muitas vezes se confunde com o próprio conceito do Deus Bíblico. Mas dependente de credo, o qual respeito, o Grande Arquiteto do Universo é isto mesmo: um Arquiteto que forjou o Universo!!!! Muito claro. Apesar de toda a evolução da ciência humana, a nossa percepção do Universo é ínfima, é atômica. Talvez nunca cheguemos a verdadeira concepção de tudo o que ela representa. Assim, num processo de simplificação necessária à nossa mente imperfeita e ainda desenvolvida parcialmente, a ideia de um Princípio Criador, uma força superior que deu o “starter” a tudo o que conhecemos ou não, se faz imprescindível.

A ciência fala essencialmente do “como” e não do “por que”. Nós continuaremos buscando o porquê. Atrás do porquê, possivelmente encontraremos a resposta de muitas de nossas perguntas fundamentais. E nelas, encontraremos a Verdade, e na Verdade encontraremos a resposta sobre o Grande Arquiteto do Universo.

E isto não é apenas um exercício de retórica, senão vejamos. A ciência, por exemplo, explica como se deu o Big Bang e como está se dando a expansão do Universo. Além de explicar (o que poderia ser apenas uma hipótese), mostra (ver figura 3. Também explica que tudo o que compõe este gigante Universo (ou os vários Universos que coexistem, na Teoria do Multiverso[6]) foi originário da partícula inicial, primeira, e que todos os elementos são presentes em qualquer parte do Universo. Custa acreditar que o mesmo átomo de hidrogênio que tenho no meu corpo, seja o que existe em trilhões de trilhões de estrelas e planetas do Universo. Mas é assim!!!. Também explica que o macro e o micro cosmos são exatamente iguais, tem as mesmas propriedades químicas e físicas. Etc, etc.

Porem...

Não explica como se deu este processo e nem porquê. Quem disparou o gatilho do Big Bang e qual foi o propósito?? Porque evoluímos de um organismo unicelular (que viveu imutável durante mais de 3 bilhões de anos) para um organismo multicelular, complexo, e posteriormente, para nós humanos, com raciocínio cognitivo e com a angustia da própria consciência da existência??

Uma coisa é certa: Nossa missão é viver no período que vai da parteira ao coveiro. Esta é a única certeza de existência. E precisamos fazer com que esta existência seja a melhor possível, ou seja, que possamos ser felizes e fazer felizes a todos àqueles que interagem e convivem conosco.

Além disso, nós Humanidade, conjunto de moléculas evoluídas, que somos capazes de raciocinar sobre a própria existência, como seres conscientes, manifestação extremadamente rara da Vida, temos a missão primaz de sermos guardiões da vida e do planeta terra a todo custo. Nada é mais importante do que a preservação da Vida. Desta forma, possibilitaremos que este milagre chamado VIDA possa ser garantido para as futuras gerações.

Preservação=> Menos Água, Menos Lixo e Menos Energia


 Fig 1

 Fig 2

Fig 3

Fig 4



[1] O neutrino é uma partícula subatômica sem carga elétrica e que interage com outras partículas apenas por meio da interação gravitacional e da fraca (duas das quatro interações fundamentais da Natureza, ao lado da eletromagnética e da forte) . É conhecido por suas características extremas: é extremamente leve (algumas centenas de vezes mais leve que o elétron), existe com enorme abundância (é a segunda partícula mais abundante do Universo conhecido, depois do fóton) e interage com a matéria de forma extremamente débil (cerca de 65 bilhões de neutrinos atravessam cada centímetro quadrado da superfície da Terra voltada para o Sol a cada segundo).
[2] O microscópio é um aparelho utilizado para visualizar estruturas minúsculas como as células. Acredita-se que o microscópio tenha sido inventado em 1590 por Hans Janssen e seu filho Zacharias, dois holandeses fabricantes de óculos.3 Tudo indica, porém, que o primeiro a fazer observações microscópicas de materiais biológicos foi o neerlandês Antonie van Leeuwenhoek4 (1632 - 1723).Os microscópios de Leeuwenhoek eram dotados de uma única lente, pequena e quase esférica. Nesses aparelhos ele observou detalhadamente diversos tipos de material biológico, como embriões de plantas, os glóbulos vermelhos do sangue e os espermatozoides presentes no sêmen dos animais. Foi também Leeuwenhoek quem descobriu a existência dos micróbios, como eram antigamente chamados os seres microscópicos, hoje conhecidos como microorganismos.
[3] Costuma-se dizer que Hans Lippershey, um fabricante de lentes neerlandês, construiu em 1608 o primeiro instrumento para a observação de objetos à distância: o telescópio. O conceito que desenvolveu era a utilização desse tubo com lentes para fins bélicos e não para observações do céu. A notícia da construção do tubo com lentes por Lippershey espalhou-se rapidamente e chegou até o astrónomo italiano Galileu Galilei, que, em 1609, apresentou várias versões do aparelho feitas por ele mesmo a partir de experimentações e polimento de vidro. Galileu logo apontou o telescópio para o céu noturno, sendo considerado o primeiro homem a usar o telescópio para investigações astronómicas. O telescópio de Galileu também é conhecido por luneta. Galileu, utilizando seu instrumento óptico, descobriu diversos fenômenos celestes, entre os quais as manchas solares, as crateras e o relevo lunar, as fases de Vênus, os principais satélites de Júpiter, e a natureza da Via Láctea como a concentração de incontáveis estrelas, iniciando assim uma nova fase da observação astronômica na qual o telescópio passou a ser o principal instrumento, relegando ao esquecimento os melhores instrumentos astronômicos da antiguidade (astrolábios, quadrantes, sextantes, esferas armilares, etc.). As descobertas de Galileu forneceram evidências muito fortes aos defensores do sistema heliocêntrico de Copérnico. Pouco tempo depois de Galileu, Johannes Kepler descrevia a óptica das lentes (ver "Astronomiae Pars Optica" e "Dioptrice"), incluindo um novo tipo de telescópio astronómico com duas lentes convexas (um princípio muitas vezes referido como telescópio de Kepler).
[4] Hermetismo é o estudo e prática da filosofia oculta e da magia associados a escritos atribuídos a Hermes Trismegisto, "Hermes Três-Vezes-Grande", uma deidade sincrética que combina aspectos do deus grego Hermes e do deus egípcio Thoth. Os escritos mais importantes atribuídos a Hermes são a Tábua de Esmeralda e os textos do Corpus Hermeticum. Estas crenças tiveram influência na sabedoria oculta europeia, desde a Renascença, quando foram reavivadas por figuras como Giordano Bruno e Marsilio Ficino. A magia hermética passou por um renascimento no século XIX na Europa Ocidental, onde foi praticada por nomes como os envolvidos na Ordem Hermética do Amanhecer Dourado e Eliphas Levi. No século XX foi estudada por Franz Bardon, entre outros.
[5] O taoísmo, também chamado daoismo e taoísmo, é uma tradição filosófica e religiosa originária da China que enfatiza a vida em harmonia com o Tao (romanizado atualmente como "Dao"). O termo chinês tao significa "caminho", "via" ou "princípio", e também pode ser encontrado em outras filosofias e religiões chinesas. No taoísmo, especificamente, o termo designa a fonte, a dinâmica e a força motriz por trás de tudo que existe. É, basicamente, indefinível: "O Tao do qual se pode discorrer não é o eterno Tao."3 A principal obra do taoísmo é o Tao Te Ching, um livro conciso e ambíguo que contém os ensinamentos atribuídos a Lao Zi (Lao Tzu). Juntamente com os escritos de Zhuangzi, estes textos formam os alicerces filosóficos do taoísmo. Este taoísmo filosófico, individualista por natureza, não foi institucionalizado. Ao longo do tempo, no entanto, foram sendo criadas formas institucionalizadas do taoísmo na forma de diferentes escolas que, frequentemente, misturaram crenças e práticas que antecediam até mesmo os textos-chave do taoísmo - como, por exemplo, as teorias da Escola dos Naturalistas, que sintetizaram conceitos como o do yin-yang e o dos cinco elementos religiões reconhecidas pela República Popular da China e, embora não costume ser compreendida com facilidade longe de suas raízes asiáticas, tem seguidores em diversas sociedades ao redor do mundo.

[6] Multiverso (ciência): a teoria das cordas, estudos sobre a enigmática matéria escura e os resultados obtidos sobre a expansão crescente e sem retorno do nosso universo parecem exigir uma resposta que rompe com um paradigma fundamental - o universo é infinito e nele tudo está contido. A teoria do multiverso traz o sentido no nome: existiriam infindáveis universos numa espécie de queijo de energia quântica, onde bolhas se formam e somem sem parar. O nosso universo seria um deles.
Clique para ler mais...

sábado, 23 de agosto de 2014


PALESTRA: A MAÇONARIA E A PAZ, no II Encontro Ecumênico de Tramandaí/RS




Clique para ler mais...

domingo, 21 de julho de 2013

A INFLUÊNCIA ROSACRUCIANA, HERMÉTICA E ALQUIMISTA NO GRAU 18° DO REAA

As Lojas Capitulares fecham com o Grau 18°, de Soberano Príncipe Rosa-Cruz, resumindo a integração de três grandes tradições doa antigos mistérios: Cavalaria (representada pelos Templários), da Alquimia[1], e da Gnose (da mais pura tradição Hebraica).

Todas estas tradições foram condensadas em uma síntese do pensamento rosacruciano que inspirou decisivamente a elaboração da Doutrina Maçônica, pelo menos naquilo que ela contêm de Esoterismo.

Afirma ANATALINO (2007) que os “Rosa-cruzes”, como instituição, não existiu antes do século XIX. As fraternidades atuais que se denominam rosacrucianos nada têm a ver com o grupo de pensadores que, entre 1614 e 1616, provocaram comoção na Europa pelo lançamento de alguns trabalhos de conteúdo misterioso e hermético[2].

Ainda COSTA (2010) esclarece:

Supostamente, o conteúdo do ritual tem muito poucos elementos “rosa-cruzes” óbvios – nenhuma referência a Christian Rosenkreuz ou à Casa do Espírito Santo, ou até à fraternidade R.C. Comentaristas maçônicos acadêmicos se acostumaram a concluir que as palavras Rose (“Rosa”) e Croix (“Cruz”) são puramente acidentais e não há como inferir nenhuma influência rosa-cruz. Essa crítica não faz sentido dentro do contexto real da Maçonaria da metade do século XVIII, em que os mitos logo perderam sua especificidade, sendo reduzidos a lições morais e éticas.
As lições morais da Rose-Croix permanecem as virtudes cristãs da Fé, Esperança e Amor – aprendidas por meio de uma jornada simbólica empreendida pelo “cavaleiro maçom” em potencial a um local no Oriente, onde um mistério alquímico da primeira ordem é representado – a saber, a crucificação de Cristo em Jerusalém: “A Pedra Cúbica que emana sangue e água”, como o ritual vividamente declara.
É bem possível que o escritor do ritual estivesse ciente do simples misticismo cristão dos textos pós-Fama de Andreae, embora o sabor do ritual sugira com mais força sensibilidades mais católicas que espirituais protestantes. O ritual não está preocupado com a mitologia de Christian Rosenkreuz, apenas com o potencial iconográfico da rosa e da cruz. Essa imagem é combinada com a do pelicano alimentando suas crias com o próprio sangue, um claro símbolo de Cristo e Seu amor salvador.[3]

Esses trabalhos (rosacrucianos) foram produzidos pelo alquimista Johann Valentin Andréas[4], pioneiro do grupo de pensadores rosacrucianos que está na origem da Maçonaria Especulativa. Refletiam estes trabalhos, as questões políticas da época, envolvendo as lutas religiosas da Reforma Protestante, como também as disputas dinásticas que perduraram na Europa por muitos séculos.

Apesar da Filosofia Rosa-Cruz, com instituição, não teve identidade própria antes do fim do século XIX, parece também claro que sua filosofia foi introduzida na Maçonaria Especulativa a parti do início do século XVII.

De acordo com os manifestos Rosa-Cruzes, iria ocorrer uma transformação no mundo, da política e do pensamento, em razão da aplicação dos “segredos” que eles possuíam. Uma noa época de liberdade espiritual começaria para a humanidade, em que ela seria liberada dos grilhões que lhes impuser a Igreja Católica (note-se claramente a disputa entre a Igreja Católica e a Reforma Protestante[5]). Segundo seus pensadores, o homem voltaria fazer parte da natureza, com ela convivendo harmoniosamente, em uma relação de participação e colaboração, não como predador e dominador, como pregavam os racionalistas. Sem dúvida este pensamento filosófico, desembocou na Renasença[6].

Esse “novo homem” renasceria desta nova era. Engajado socialmente numa ideia de progresso e espiritualmente preparado para professar uma nova religião, sem dogmas, baseada na virtude da igualdade, da fraternidade, da liberdade e da justiça. Alguma relação com a maçonaria???.

Nessa época, o pensamento esotérico disseminou-se pela Europa, como consequência da fundação de escolas filosóficas dedicadas ao estudo pitagórico, o neo-platonismo, do pensamento gnóstico e hermético. Segundo ANATALINO (2007) é deste movimento que surgiram pensadores como Marcilio Ficcino[7], mais tarde, Tommaso Campanella[8] e Giordano Bruno[9], pais do chamado espiritualismo (precisamos lembrar que Giordano Bruno, na obra "Il Candelaio" (1582), regista a sua convicção da possibilidade de conversar com os mortos) que posteriormente teria influenciado a Maçonaria Moderna. BAIGENT (2006) faz esta dedução, a partir da similitude de temas e a forma de desenvolvê-los, utilizando principalmente, o método iniciático[10].

Interessante é recordar que, em 1738, o papa Clemente XII[11] emitiu Bula[12] condenando e excomungando os maçons como “inimigos de Roma”. Nunca se soube realmente a razão desta decisão Papal, na medida em que os Maçons da época eram constituídos de católicos-jacobitas, como eram chamados os “stuarts” que desenvolveram o Rito Escocês. Possivelmente, especulam alguns autores, esta reação deva ter sido como consequência em uma possível relação entre a Maçonaria e os rosacrucianos, declaradamente anticatólicos. Posteriormente, a própria Igreja Católica redimiu-se do erro praticado pelo Papa Clemente XII, com a Epístola de João XXIII, na qual o Papa pede desculpas aos maçons pelas perseguições perpetradas pela Igreja. A maçonaria jamais se permitiu às heresias alegadas, nem as tradições rosacrucianas também o fizeram, apesar de ter alguma simpatia pela reforma protestante.

O grau 18, Soberano Príncipe Rosa Cruz, pelo próprio título, já indica a sua origem. Parece razoável imaginar que o grau foi introduzido na Maçonaria por influencia daqueles maçons rosacrucianos que se abrigaram na nova Ordem, não só para fugir da Inquisição (como vemos acima), mas para dar continuidade ao projeto político representado pela Reforma Protestante, que veio a questionar o “status quo” da Igreja Católica, imiscuída não apenas nas questões do espírito e da alma do povo, mas principalmente das questões de Estado.

Segundo COSTA (2010), “a composição original do grau do “Soberano Príncipe Rose-Croix [“Rosa-Cruz”], Cavaleiro do Pelicano e da Águia”, há muito foi atribuída a Jean-Baptiste Willermoz (1730-1824). De acordo com A.C.F. Jackson (Rose Croix, A History of the Ancient & Accepted Rite for England and Wales. Lewis Masonic, 1980) [“Rosa-Cruz, Uma História do Rito Antigo e Aceito na Inglaterra e no País de Gales”], o título apareceu pela primeira vez em 1761, como uma deferência aos detentores do grau do Cavaleiro da Águia”

É bem possível que o escritor do ritual estivesse ciente do simples misticismo cristão dos textos pós-Fama de Andreae, embora o sabor do ritual sugira com mais força sensibilidades mais católicas que espirituais protestantes. O ritual não está preocupado com a mitologia de Christian Rosenkreuz, apenas com o potencial iconográfico da rosa e da cruz. Essa imagem é combinada com a do pelicano alimentando suas crias com o próprio sangue, um claro símbolo de Cristo e Seu amor salvador.
O ritual foi provavelmente criado como uma maneira poderosamente conveniente de afirmar a identidade cristã dentro da Maçonaria (que estava sob ameaça), embora retenha uma atmosfera de sugestivo mistério maçônico. Que melhor fonte para o tema cristão em um cenário esotérico simpatizante à “casa oculta” ou Loja ideal da Maçonaria do que um Rosacrucianismo de fervor cristão, celestial e fragrantemente místico em espírito. No clímax do rito, por exemplo, o futuro “aprimorado” cavaleiro maçom encontra uma escada (associada com Jacó e Beth-el, o lugar de Deus) que conduz a um altar adornado com rosas”[13].

Como contraponto, anota ANATALINO (2007) citando o historiador Jouast[14], o Grau 18 seria essencialmente católico e sacerdotal, introduzido na Maçonaria pelos jesuítas, como forma de contrabalançar o poder dos protestantes. O próprio Inácio de Loyola[15], segundo esta fonte, em virtude de seu pensamento e atitudes místicas, o coloca próximo dos irmãos da Rosa-Cruz.

Os membros desta confraria rosacruciana, tinham como obrigação a pratica da caridade com os pobres e a proteção dos oprimidos contra as injustiças praticadas pelos poderosos. Em seus manifestos, vê-se claramente, princípios da Cavalaria e do pensamento hermético.

Vemos estes postulados do pensamento rosacrucianos, no Grau 18, na simbologia do reencontro da Palavra Perdida, e pelo reconhecimento das três virtudes cardeais, fé, esperança e caridade. Evoca-se também a tradição messiânica (típica da religião católica) na qual o Soberano Príncipe Rosa-Cruz se reveste do filho primogênito do Grande Arquiteto do Universo, para realizar neste plano terreno, um trabalho de resgatar o gênero humano.

As virtudes cardeais são aprendidas por meio de uma jornada simbólica empreendida pelo “cavaleiro maçom” em potencial a um local no Oriente, onde um mistério alquímico da primeira ordem é representado – a saber, a crucificação de Cristo em Jerusalém: “A Pedra Cúbica que emana sangue e água”, como o ritual vividamente declara.

Alias, toda a decoração da Loja evoca a tradição cristã, da morte e ressureição de Cristo e sua missão redentora. Desta maneira, de certa forma, repete-se “cristicamente” a lenda de Hiram.

Além da forte influencia rosacruciana, como pudemos detalhar anteriormente, pode-se observar a presença da tradição hermética (e cavalariana), mas também alquimista: a arte de separar o espírito da matéria, para fins de obter uma quintessência da alma, cuja ação podia ser comparada à de Cristo sobre a humanidade[16].

Interessante citação de ROGERS (1994), em relação à influência Hermética e Alquímica, está na publicação de um célebre tratado de Alquimia, em 1691, denominado A Nova Luz Química[17], onde o autor fala de uma sociedade de filósofos herméticos, na qual se transmitira as verdades da Arte de Hermes, e que seria formada por homens vindos de todas as partes do mundo, com a única condição de serem livres e de bons costumes, e que mantivessem os deveres do silêncio, fidelidade, afeto e fraternidade entre os irmãos. Como vemos, este escrito, seria fonte da filosofia maçônica.

O grau 18 é inteiramente crístico como pudemos observar no capítulo anterior. Com forte influência rosacruciana, hermética e alquímica. Com uma lenda baseada em momentos de grandes lutas na Europa ocidental, principalmente na Inglaterra e na França, onde se degladiavam cristãos e protestantes em busca de uma nova Ordem, envolvendo não apenas a população em geral, mas principalmente o Clero e as Monarquias, bem como as sociedades filosóficas que surgiram (ou fizeram surgir) a Renascença, tirando o mundo das trevas da Idade Média.

Alguns elementos são percebidos na Loja do Grau 18°:
(SÓ PARA INICIADOS NO GRAU - PEDIR POR E MAIL O ARTIGO COMPLETO)

Cada um destes elementos ou alegorias tem profundidade filosófica, que não abordaremos neste trabalho. Entretanto é necessário dizer, para um perfeito entendimento do que se passa neste Grau, que estamos representando as últimas horas de Jesus na terra, antes de ser delatado, crucificado e morto, repetindo o que ocorrera na Lenda de Hiram, de forma a que, a partir de sua ressureição (ou imortalidade) nasça o Novo Homem, mais puro, mais virtuoso e voltado para o Divino.

Sendo um Grau eminentemente crístico, toda a simbologia, bem como sua liturgia e ritualística (que por força do segredo não vamos abordar) , é profundamente evocativa de motivos cristãos. O compasso,  esquadro, o tríplice triangulo, uma rosa mística dentro da cruz de ébano reina em sua imponente beleza. Três colunas resplandecentes, com a triologia virtuosa (fé, esperança e caridade), embelezam o ambiente[18].

O ponto alto do ritual se encontra na Ceia, como descreve DACAMINO (1999)[19]:
“A Ceia do Grau 18 é a mesma "Santa Ceia", ou comunhão ou Missa dos cristãos Constitui uma Cerimônia que, embora evoque a Santa Ceia realizada por Jesus, foge a qualquer semelhança." 
(SÓ PARA INICIADOS NO GRAU - PEDIR POR E MAIL O ARTIGO COMPLETO)

         ALMEIDA (2000) afirma que a Maçonaria enlaçou a lembrança de Jesus à antiga associação dos IIr.˙. Rosa-Cruzes. Esses IIr.˙. foram intrépidos naturalistas que sob as aparências mais ou menos sinceras da Alquimia, promoveram pesquisas científicas por meio da observação. Sob pretexto da medicina, percorreram durante dois séculos todo o Ocidente da Europa, recolhendo elementos que outros deveriam fazer frutificar, par refundir o método científico. Inúmeros livros foram escritos pró e contra eles. É uma história que deveremos estudar, pois a sua história se funde com a história da Maçonaria. E nós os reconhecemos como nossos antepassados.

            Assim como os Rosa-Cruzes foram ardorosos livres pensadores do século XV e XVI e os audaciosos defensores das ciências naturais puras, assim JESUS foi o livre pensador da moral.

           Ninguém, como ele, pregou resolutamente a moral Ideal, fundada sobre os sentimentos, a única possível naquele tempo. Ninguém feriu com mais vigor e sucesso a hipocrisia e a tirania sacerdotal da época.

        A doutrina de Jesus Cristo repousa na intuição de Deus, como providência, e da Alma Humana como sendo imortal. A antiga maçonaria sempre proclamou os mesmos princípios mas com um corretivo: LIBERDADE DE ESPIRITO E OBRIGAÇÃO DO TRABALHO, isto é, com indagação da VERDADE.

     Identificando-se com a obra dos Rosa-Cruzes, a Maçonaria proclamou o estudo da Natureza, como base de todo o progresso, porém, com este aditivo: A NATUREZA NÃO ESTÁ SOMENTE NA MATÉRIA MAS, TAMBÉM, NAS LEIS MORAIS, cuja sede é a Consciência e cuja realidade está demonstrada pela formação da sociedade humana.

      De uma forma geral, entendemos que a Fraternidade Rosa-Cruz tem uma forte ligação com os conhecimentos do Oriente e também com os Templários que buscaram no Oriente parte de seus ensinamentos. Não podemos confundir Maçonaria com Rosacrucianismo e nem com a tradição dos Templários mas, indiretamente, incorporamos parte de seus ensinamentos o que nos torna parciais herdeiros dessas duas grandes correntes místico-filosóficas fortemente[20].




[1]  A Alquimia foi praticada na Mesopotâmia, Egito Antigo, Mundo Islâmico, América Latina Pré-Histórica, Egito, Coreia, China, Grécia Clássica, Kiev e Europa, e mesmo entre os Aborígenes.
[2]- Anatalino, João – Conhecendo a Arte Real – A Maçonaria e suas Influencias Históricas e Filosóficas, São Paulo, Ed. Madras, 2007, p.305
[3] - http://tresjanelas.blogspot.com.br/2010/06/o-18-grau-maconico-por-wagner-veneziani.html
[4] - Johannes Valentinus Andreae, ou Johann Valentin Andreas (1586-1654), foi um teólogo alemão, apontado por muitos como o principal autor dos manifestos rosacruzes Fama Fraternitatis RC, Confessio Fraternitatis RC e Núpcias Químicas de Christian Rozenkreuz Ano 1459, e da expressão "Ordem Rosacruz" (ou Fraternidade Rosacruz).
[5] - A Reforma Protestante foi um movimento reformista cristão iniciado no início do século XVI por Martinho Lutero, quando através da publicação de suas 95 teses, em 31 de outubro de 1517 na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, protestou contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica Romana, propondo uma reforma no catolicismo romano. Os princípios fundamentais da Reforma Protestante são conhecidos como os Cinco solas. Lutero foi apoiado por vários religiosos e governantes europeus provocando uma revolução religiosa, iniciada na Alemanha, estendendo-se pela Suíça, França, Países Baixos, Reino Unido, Escandinávia e algumas partes do Leste europeu, principalmente os Países Bálticos e a Hungria. A resposta da Igreja Católica Romana foi o movimento conhecido como Contra-Reforma ou Reforma Católica, iniciada no Concílio de Trento. O resultado da Reforma Protestante foi a divisão da chamada Igreja do Ocidente entre os católicos romanos e os reformados ou protestantes, originando o Protestantismo.
[6] - Renascimento, Renascença ou Renascentismo são os termos usados para identificar o período da História da Europa aproximadamente entre fins do século XIV e meados do século XVI. O período foi marcado por transformações em muitas áreas da vida humana, que assinalam o final da Idade Média e o início da Idade Moderna. Apesar de estas transformações serem bem evidentes na cultura, sociedade, economia, política e religião, caracterizando a transição do feudalismo para o capitalismo e significando uma ruptura com as estruturas medievais, o termo é mais comumente empregado para descrever seus efeitos nas artes, na filosofia e nas ciências. Chamou-se "Renascimento" em virtude da redescoberta e revalorização das referências culturais da antiguidade clássica, que nortearam as mudanças deste período em direção a um ideal humanista e naturalista.
[7] - Marsílio Ficino (em italiano Marsilio Ficino; Figline Valdarno, província de Florença, 19 de outubro de 1433 — Careggi, Florença, 1° de outubro de 1499), filósofo italiano, é o maior representante do Humanismo florentino.  Juntamente com Giovanni Pico della Mirandola, está na origem dos grandes sistemas de pensamento renascentistas e da filosofia do século XVII. Traduziu obras de Platão e difundiu suas ideias.
[8] - Giovanni Domenico Campanella (Stignano, 5 de Setembro de 1568 — Paris, 21 de Maio de 1639) foi um filósofo renascentista italiano, poeta e teólogo dominicano. Campanella deixou uma obra vasta que abrange vários tópicos: gramática, retórica, filosofia, teologia, política, medicina etc.. Segundo Campanella, as ciências tratam das coisas como elas são, cabendo à filosofia (e especialmente à metafísica) explicar as coisas em seu sentido mais profundo.
[9] - Giordano Bruno (Nola, Reino de Nápoles, 1548 — Roma, Campo de Fiori, 17 de fevereiro de 1600) foi um teólogo, filósofo, escritor e frade dominicano italiano condenado à morte na fogueira pela Inquisição romana (Congregação da Sacra, Romana e Universal Inquisição do Santo Ofício) por heresia. É também referido como Bruno de Nola ou Nolano. Bruno filiou-se ao hermetismo, baseado em escrituras egípcias, da época de Moisés. Entre outras referências, esse movimento utilizava os ensinamentos atribuídos ao deus egípcio Thoth, cujo equivalente grego era Hermes (daí hermetismo), conhecido pelos seguidores como Hermes Trimegistus. Bruno teria abraçado a teoria de Copérnico porque ela se encaixava bem na ideia egípcia de um universo centrado no sol. Deus seria a força criadora perfeita que forma o mundo e que seria imanente a ele. Bruno defendia a crença nos poderes humanos extraordinários, e enfrentou abertamente a Igreja Católica e seus preceitos.
[10] - BAIGENT, Michel e LEIGH, Richard – O Templo e a Loja, São Paulo, Ed. Masdras, 2006.
[11] - Clemente XII nascido Lorenzo Corsini (Florença, 7 de Abril de 1652 — Roma, 6 de Fevereiro de 1740) foi Papa de 7 de abril de 1730 até à data da sua morte.
[12] - “IN EMINENTI APOSTOLATUS SPECULA -  BULA PAPAL DE CLEMENTE XII SOBRE A MAÇONARIA
CLEMENTE, bispo, servo dos servos de Deus a todos os fiéis, Saudações e Bênçãos Apostólicas.(...) Agora, chegou a Nossos ouvidos, e o tema geral deixou claro, que certas Sociedades, Companhias, Assembleias, Reuniões, Congregações ou Convenções chamadas popularmente de Liberi Muratori ou Franco-Maçons ou por outros nomes, de acordo com as várias línguas, estão se difundindo e crescendo diariamente em força; e que homens de quaisquer religiões ou seitas, satisfeito com a aparência de probidade natural, estão reunidos, de acordo com seus estatutos e leis estabelecidas por eles, através de um rigoroso e inquebrantável vínculo que os obriga, tanto por um juramento sobre a Bíblia Sagrada quanto por uma variedade de severos castigos, a um inviolável silêncio sobre tudo o que eles fazem em segredo em conjunto. Mas é parte da natureza do crime trair a si própria e para mostrar ao seu próprio clamor. Assim, estas citadas Sociedades ou Convenções têm causado na mente dos fiéis a maior suspeita, e todos os homens prudentes e íntegros tem apresentado o mesmo juízo sobre eles como sendo pervertidos e depravados. Pois se eles não estão fazendo mal, então não deveriam ter um ódio tão grande da luz. De fato, este rumor tem crescido a tais proporções que, em vários países estas sociedades têm sido proibidas pelas autoridades civis como sendo contra a segurança pública, e por algum tempo pareceu terem sido prudentes eliminados. (...) Deste modo, Nós ordenamos precisamente, em virtude da santa obediência, que todos os fiéis de qualquer estado, grau, condição, ordem, dignidade ou preeminência, seja esta clerical ou laica, secular ou regular, mesmo aqueles que têm direito a menção específica e individual, sob qualquer pretexto ou por qualquer motivo, devam ousar ou presumir o ingresso, propagar ou apoiar estas sociedades dos citados Liberi Muratori ou Franco-maçons, ou de qualquer outra forma como sejam chamados, recebê-los em suas casas ou habitações ou escondê-los, associar-se a eles, juntar-se a eles, estar presente com eles ou dar-lhes permissão para se reunirem em outros locais, para auxiliá-los de qualquer forma, dar-lhes, de forma alguma, aconselhamento, apoio ou incentivo, quer abertamente ou em segredo, direta ou indiretamente, sobre os seus próprios ou através de terceiros; nem a exortar outros ou dizer a outros, incitar ou persuadir a serem inscritos em tais sociedades ou a serem contados entre o seu número, ou apresentar ou a ajudá-los de qualquer forma; devem todos (os fiéis) permanecerem totalmente à parte de tais Sociedades, Companhias, Assembléias, Reuniões, Congregações ou Convenções, sob pena de excomunhão para todas as pessoas acima mencionadas, apoiadas por qualquer manifestação, ou qualquer declaração necessária, e a partir da qual ninguém poderá obter o benefício da absolvição, mesmo na hora da morte, salvo através de Nós mesmos ou o Pontífice Romano da época.
[13] - http://tresjanelas.blogspot.com.br/2010/06/o-18-grau-maconico-por-wagner-veneziani.html
[14] - A.G. Jouast, Histoire du Grand Orient de France, Paris, Éditions Télètes, 1999.
[15] - Santo Inácio de Loyola ou Loiola, nascido Íñigo López (Azpeitia, 31 de maio de 1491 — Roma, 31 de julho de 1556) foi o fundador da Companhia de Jesus, cujos membros são conhecidos como os jesuítas, uma ordem religiosa católica romana, que teve grande importância na Reforma Católica. Atualmente a Companhia de Jesus é a maior ordem religiosa católica no mundo. Para maiores informações, ver livro “O Papa Negro” de Ernesto Mezzabotta, íntegra no link: http://xa.yimg.com/kq/groups/16689647/406317547/name/O%20Papa%20Negro%20-%20Ernesto%20Mezzabota.pdf
[16] - ROGER, Bernard, Descobrindo a Alquimia, Círculo do Livro, 1994.
[17] - Escrito por Alexandre Sethon, O Cosmopolita.
[18]Anatalino, João – Conhecendo a Arte Real – A Maçonaria e suas Influencias Históricas e Filosóficas, São Paulo, Ed. Madras, 2007
[19] - DA CAMINO, Rizzado – O Rito Escocês e Aceito – Loja de Perfeição do 1° ao 33°, São Paulo, Editora Masdras, 1999.
[20] - ALMEIDA, Euclides Lacerda e DIAS, Paulo G. – Sobre o Grau Rosa Cruz na Maçonaria, Artigo, 2000.
Clique para ler mais...