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domingo, 10 de março de 2024

O INFINITO MACRO E MICRO: DESVENDANDO O UNIVERSO INTERIOR E EXTERIOR

 




Por MI Luis Genaro L. Figoli (Moshe)

Grau 33°

 O ser humano, desde os primórdios da civilização, sempre se fascinou pela vastidão do universo exterior. As estrelas, planetas e galáxias, com sua imensidão e mistérios, aguçam a nossa imaginação e nos convidam a explorar o desconhecido. Mas, em meio a essa busca incessante pelo macrocosmo, muitas vezes ignoramos um universo tão rico e complexo quanto o exterior: o nosso universo interior.

1.    O Cosmos Interior: Um Mundo a Descobrir

Assim como o universo exterior, composto por bilhões de galáxias, o universo interior é formado por uma miríade de elementos: pensamentos, emoções, memórias, crenças e valores. Cada indivíduo é um microcosmo único, com um universo interior particular, moldado por suas experiências, relações e interpretações do mundo.

Embora fascinados pelo cosmos exterior, com suas galáxias distantes e estrelas imponentes, muitas vezes ignoramos um universo igualmente intrigante e misterioso: o cosmos interior. Este mundo, composto pelas células que formam nosso corpo, é um microcosmo de complexidade e beleza, repleto de mistérios a serem desvendados.

Viajando pelas Células:

Cada célula do nosso corpo, estimada em cerca de 37 trilhões, é um universo em miniatura. Envolta por uma membrana plasmática, como a fronteira de um planeta, ela possui um núcleo que guarda o DNA, o "código da vida", e diversos organelas[1] com funções específicas, como as mitocôndrias, as "usinas de energia" da célula.

Explorando as Funções Essenciais:

As células trabalham incansavelmente para manter nosso corpo funcionando. Elas se multiplicam para reparar tecidos danificados, absorvem nutrientes dos alimentos que consumimos, liberam energia para nossas atividades e combatem invasores indesejáveis, como vírus e bactérias. Essa orquestra celular garante nosso bem-estar e a própria vida.

Desvendando os Mistérios da Vida:

O cosmos interior ainda guarda muitos segredos. Cientistas desvendam os mecanismos que controlam o ciclo de vida das células, como elas se comunicam entre si e como doenças surgem quando esse sistema complexo falha. Essa busca incessante por conhecimento abre caminho para novas tecnologias e tratamentos médicos que podem melhorar a qualidade de vida da humanidade.

Um Universo Acessível a Todos:

Explorar o cosmos interior não é um privilégio de cientistas. Através de ferramentas simples, como microscópios ópticos e livros didáticos, podemos observar células e aprender sobre suas funções. Essa jornada de descobertas pode despertar a paixão pela ciência e a admiração pela vida em todas as suas formas.

O cosmos interior é um universo fascinante, com potencial para inspirar e transformar nossa visão do mundo. Ao mergulharmos nesse microcosmo, descobrimos a incrível complexidade da vida e a importância de cuidarmos do nosso corpo, templo de trilhões de células que trabalham incansavelmente para nossa saúde e bem-estar.

 

2.    Explorando as Profundezas da Mente

Mas há outro Universo Interior, mais sutil. Para desvendar os mistérios deste universo interior, é necessário mergulhar nas profundezas da mente humana ou quiçá, de nosso espírito. Através da introspecção, da meditação e do autoconhecimento, podemos acessar camadas mais profundas do nosso ser e compreender melhor nossas motivações, desejos e medos.

A mente e o espírito, conceitos distintos e, ao mesmo tempo, interligados, permeiam a experiência humana desde a aurora da civilização. Desvendar a complexa relação entre eles é essencial para alcançarmos o bem-estar holístico, integrando razão, emoção e transcendência.

Mente: O reino do pensar, sentir e agir.

Espírito: A essência imaterial do ser humano.

A mente e o espírito, como duas faces da mesma moeda, formam a tapeçaria da nossa experiência humana. Ao nutrirmos essa relação com cuidado e atenção, cultivamos um estado de ser mais pleno, equilibrado e conectado com a nossa essência. A jornada para alcançar essa harmonia é individual e contínua, mas as recompensas são abundantes: paz interior, felicidade genuína e um profundo senso de propósito.

A mente humana é um universo em si mesma, um labirinto intrincado de pensamentos, emoções, memórias e experiências. Explorar suas profundezas é uma jornada fascinante, repleta de descobertas sobre quem somos e como funcionamos. Tanto quanto a experiência do universo de nosso espírito.

Práticas para a mente: Meditação, yoga, mindfulness, exercícios físicos e hobbies.

Práticas para o espírito: Oração, conexão com a natureza, gratidão, serviço ao próximo e leitura de textos inspiradores.

 

Mergulhando no Consciente:

Nosso consciente é a parte da mente que conhecemos e controlamos de forma consciente. É onde processamos informações, tomamos decisões e experimentamos o mundo ao nosso redor. Através da atenção, podemos focar em pensamentos, sentimentos e sensações específicos, direcionando nossa consciência para diferentes aspectos da realidade.

Desvendando o Subconsciente:

O subconsciente, por outro lado, é a parte da mente que opera fora da nossa consciência. Ele armazena memórias, crenças e hábitos que moldam nosso comportamento e influenciam nossas decisões, muitas vezes sem que tenhamos consciência disso. Através da meditação, da hipnose e da análise dos sonhos, podemos acessar o subconsciente e compreender melhor suas influências.

Mapeando o Inconsciente:

O inconsciente é a parte mais profunda da mente, um reino misterioso que guarda segredos e traumas da nossa infância e da nossa história ancestral. Acessar o inconsciente é um processo desafiador, mas pode ser extremamente terapêutico, pois nos permite lidar com traumas e desbloquear o potencial criativo reprimido.

Explorando as Ferramentas da Mente:

Para explorar as profundezas da mente, podemos utilizar diversas ferramentas, como:

  • Meditação: A meditação nos ajuda a treinar a atenção, a acespíritor a mente e a acessar estados de consciência mais profundos.
  • Terapia: A terapia nos permite trabalhar com um profissional para compreender nossos pensamentos, emoções e comportamentos, e desenvolver ferramentas para lidar com os desafios da vida.
  • Psicanálise: A psicanálise é um método terapêutico que busca desvendar os conteúdos do inconsciente, trazendo à luz traumas e conflitos que podem estar afetando nossa vida.
  • Yoga e Tai Chi: Essas práticas combinam exercícios físicos com técnicas de respiração e meditação, promovendo o bem-estar físico e mental.
  • Arte e Criatividade: A expressão artística pode ser uma forma de acessar o subconsciente e expressar emoções e pensamentos de forma simbólica.

Benefícios da Exploração Interior:

Explorar as profundezas da mente e do espírito, pode trazer diversos benefícios para a nossa vida, como:

  • Maior autoconhecimento: Ao compreendermos melhor nossos pensamentos, emoções e comportamentos, podemos tomar decisões mais conscientes e assertivas.
  • Melhor gerenciamento do estresse: Através da meditação e de outras técnicas, podemos aprender a controlar a ansiedade e o estresse, promovendo o bem-estar mental.
  • Aumento da criatividade: Ao acessarmos o subconsciente, podemos liberar a criatividade e encontrar novas soluções para problemas antigos.
  • Melhoria nos relacionamentos: Ao desenvolvermos maior autoconhecimento e inteligência emocional, podemos nos relacionar melhor com as pessoas ao nosso redor.

Uma Jornada Contínua:

Explorar as profundezas da mente é uma jornada que dura a vida toda. É um processo de autodescoberta que nos leva a conhecermos melhor a nós mesmos e a desenvolvermos todo o nosso potencial. Através da persistência, da autocompaixão e da abertura para novas experiências, podemos desvendar os mistérios da nossa mente e construir uma vida mais plena e significativa.

 

3.    O Espelho do Espírito: A Relação entre Interior e Exterior

O universo interior e o exterior estão intrinsecamente conectados. O que somos por dentro se reflete no mundo exterior, nas nossas ações, relacionamentos e escolhas. Um universo interior rico e equilibrado contribui para uma vida mais plena e feliz, enquanto um universo interior em desordem pode gerar sofrimento e conflitos.

Desde a aurora da humanidade, o ser humano busca compreender a complexa relação entre o interior e o exterior. Filósofos, artistas e poetas mergulharam nesse mistério, buscando desvendar como nosso mundo interior se manifesta no mundo físico. A metáfora do espelho do espírito surge como uma poderosa ferramenta para explorar essa relação, convidando-nos a uma jornada de autoconhecimento e transformação.

O reflexo do espírito

O espelho, em sua simplicidade, oferece um portal para a nossa essência. Ao contemplarmos nosso reflexo, somos confrontados com a imagem física de quem somos, mas também com a oportunidade de mergulhar em nosso mundo interior. As emoções que pulsam em nosso coração, os pensamentos que habitam nossa mente, as experiências que moldaram nossa história - tudo isso se encontra codificado em nosso rosto, em nossos gestos, em nossa postura.

A linguagem do corpo

O corpo é a primeira tela em que o espírito se projeta. A maneira como nos vestimos, como nos movemos, como gesticulamos e expressamos nossas emoções são todos elementos que revelam quem somos por dentro. A ciência da psicossomática comprova a profunda interconexão entre mente e corpo, demonstrando como o estado mental pode influenciar diretamente na saúde física e vice-versa.

A expressão da individualidade

O espelho do espírito também reflete nossa individualidade. Cada ser humano é único, com uma combinação singular de características físicas, emocionais e intelectuais. Essa unicidade se manifesta na maneira como nos expressamos, nas escolhas que fazemos, nos valores que defendemos. Ao reconhecermos e celebrarmos nossa individualidade, abrimos caminho para a autenticidade e a autorrealização.

O poder da transformação

O espelho do espírito não é apenas um reflexo do que somos, mas também um instrumento de transformação. Ao observarmos nosso interior com honestidade e compaixão, podemos identificar áreas que desejamos desenvolver, superar traumas e crenças limitantes, e cultivar as qualidades que nos aproximam da nossa melhor versão.

A arte como espelho

A arte, em suas diversas formas, atua como um poderoso espelho do espírito. Através da literatura, da música, da pintura, da escultura e de outras expressões artísticas, podemos explorar a nossa psique, conectar-nos com emoções profundas e encontrar significado na nossa existência.

O espelho do espírito é um convite à auto exploração e ao crescimento. Ao reconhecermos a interconexão entre o interior e o exterior, podemos fortalecer nossa autoconsciência, desenvolver nossa autocompaixão e construir relações mais autênticas com o mundo ao nosso redor. A jornada do autoconhecimento é um caminho contínuo, e o espelho do espírito nos acompanha a cada passo, oferecendo-nos a oportunidade de nos conhecermos cada vez mais profundamente.

Para aprofundar a sua jornada:

  • Explore a filosofia oriental, como o budismo e o taoísmo, que oferecem perspectivas milenares sobre a relação entre corpo e mente.
  • Mergulhe na psicologia junguiana, que trabalha com os arquétipos do espírito e o inconsciente.
  • Pratique a meditação e o mindfulness[2], ferramentas que promovem a autoconsciência e a conexão com o interior.
  • Conecte-se com a arte que te toca, seja através da literatura, da música, da pintura, da dança ou de outras formas de expressão artística.
  • Busque ajuda profissional de um psicólogo ou terapeuta, se sentir necessidade de apoio no seu processo de autoconhecimento.

Lembre-se, a jornada do autoconhecimento é um presente que você oferece a si mesmo. Ao desvendar os mistérios do seu interior, você abre caminho para uma vida mais rica, autêntica e significativa.

 

4.    A Jornada do Autoconhecimento: Uma Busca Essencial

Explorar o universo interior é uma jornada de autodescoberta e transformação. Ao conhecermos a nós mesmos, podemos desenvolver nossa autoconsciência, lidar com as nossas emoções de forma mais eficaz e tomar decisões mais conscientes.


A Jornada do Autoconhecimento: Uma Busca Essencial

Em meio ao turbilhão da vida cotidiana, com suas demandas e obrigações, surge a indagação fundamental: quem somos nós? A resposta a essa pergunta reside em um caminho árduo e transformador: a jornada do autoconhecimento.

Desvendando o Labirinto Interior

O autoconhecimento é a chave que abre as portas para o nosso universo interior, um labirinto intrincado de pensamentos, emoções, crenças e valores. Mergulhar nesse labirinto é um convite à introspecção, um processo de autodescoberta que nos permite desvendar os mistérios que habitam nosso ser.

Filosofia e a Busca pela Essência Humana

Ao longo da história, grandes filósofos se debruçaram sobre a natureza humana, buscando compreender a essência do que nos define. Sócrates, com sua célebre frase "conhece-te a ti mesmo", incitava seus discípulos a embarcarem na jornada do autoconhecimento, reconhecendo-a como a base para uma vida autêntica e virtuosa.

Nietzsche e a Superação do Eu

Friedrich Nietzsche, por outro lado, propôs uma visão mais complexa do autoconhecimento. Para ele, a busca pela verdade sobre si mesmo implicava em confrontar os próprios demônios, superar os limites impostos pela moral tradicional e construir um novo "eu", livre das amarras do passado.

Jung e o Inconsciente Coletivo

Carl Jung, por sua vez, explorou o inconsciente como um universo a ser desvendado. Segundo ele, o autoconhecimento não se limita à mente consciente, mas exige a integração dos arquétipos e símbolos presentes no inconsciente coletivo, um reservatório de experiências e memórias ancestrais que moldam nossa psique.

A Jornada como um Ato de Coragem

Embora crucial para o desenvolvimento humano, a jornada do autoconhecimento não se configura como um caminho fácil. É um processo que exige coragem para encarar as próprias fragilidades, reconhecer as sombras que habitam nosso interior e lidar com as dores que podem surgir nesse processo.

A Recompensa da Autêntica Felicidade

No entanto, as recompensas dessa jornada são inestimáveis. Ao conhecermos a nós mesmos em nossa totalidade, desenvolvemos autoconsciência, aumentamos nossa capacidade de lidar com os desafios da vida e construímos relações mais saudáveis com o mundo ao nosso redor.

A Arte de Viver em Harmonia

O autoconhecimento nos permite navegar pelas turbulências da vida com maior serenidade e resiliência. Ao compreendermos nossas motivações e emoções, podemos tomar decisões mais conscientes e construir uma vida mais autêntica e em harmonia com nossos valores.

A Jornada como Propósito de Vida

O autoconhecimento não se configura como um destino final, mas sim como um processo contínuo de transformação. É um convite a vivermos em constante estado de aprendizado, explorando as infinitas possibilidades que residem em nosso interior.

Inspirações para a Jornada

Ao longo da história, diversos autores e pensadores ofereceram ferramentas valiosas para auxiliar na jornada do autoconhecimento. Obras como "Meditações", de Marco Aurélio, "O Despertar da Espírito", de Krishnamurti, e "O Poder do Agora", de Eckhart Tolle, servem como guias inspiradores para aqueles que buscam desvendar os mistérios do ser.

Conclusão: Um Caminho Essencial para a Felicidade

A jornada do autoconhecimento é uma aventura singular e essencial para o desenvolvimento humano. É um convite à autorreflexão, à transformação pessoal e à construção de uma vida mais autêntica e significativa. Através da introspecção e da busca incessante pelo conhecimento de si mesmo, podemos alcançar a verdadeira felicidade e encontrar o nosso lugar no mundo.

Lembre-se:

  • A jornada do autoconhecimento é um processo contínuo, sem um ponto final definido.
  • As ferramentas e recursos para essa jornada são diversos, desde a leitura de livros inspiradores até a prática de meditação e terapia.
  • Compartilhar suas experiências com outras pessoas que também estão nesse caminho pode ser enriquecedor e motivador.

 

5.    Exemplos Inspiradores: Figuras Históricas e Literárias

Ao longo da história, diversas figuras se destacaram por sua jornada de autoconhecimento. Personalidades como Buda, Gandhi e Nelson Mandela, por exemplo, dedicaram-se a explorar o universo interior e utilizaram seus aprendizados para transformar o mundo exterior.

Literatura e Cinema: Reflexões sobre a Interioridade Humana

A literatura e o cinema também oferecem reflexões valiosas sobre a interioridade humana. Obras como "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry, e "O Senhor dos Anéis", de J.R.R. Tolkien, exploram temas como a busca pela identidade, o significado da vida e a importância da compaixão.

6.     A Importância do Equilíbrio

Assim como a natureza busca o equilíbrio entre os seus elementos, o ser humano também precisa encontrar um equilíbrio entre o universo interior e o exterior. Cuidar do nosso mundo interior, através do autoconhecimento e da prática de valores humanísticos, é essencial para construirmos uma vida mais significativa e harmoniosa, tanto para nós mesmos quanto para o mundo ao nosso redor.

7.    Referências Bibliográficas:

8.    Outras Fontes:

9.    Recursos Adicionais:

  • Artigo Wikipedia sobre a Mente: https://pt.wikipedia.org/wiki/Mente
  • Artigo Psychology Today sobre o Subconsciente: [URL inválido removido]
  • Artigo Freud sobre o Inconsciente: [URL inválido removido]
  • Livro "O Despertar da Mente" de Jiddu Krishnamurti: [URL inválido removido]
  • Livro "Os Segredos da Mente Milionária" de T. Harv Eker: [URL inválido removido]


[1] Organelas celulares são estruturas envolvidas por membranas, localizadas no citoplasma de células eucarióticas e que desempenham importantes funções relacionadas com a sobrevivência da célula. São exemplos: núcleo, mitocôndria, retículo endoplasmático, complexo golgiense, lisossomo, peroxissomo, cloroplasto e vacúolo.

[2] Mindfulness, palavra que pode ser traduzida como “atenção plena”, é a prática de se concentrar completamente no presente. Em atenção plena, as preocupações com passado e futuro dão lugar à uma consciência avançada do “agora”, que inclui percepção de sentimentos, sensações e ambiente.

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sábado, 14 de abril de 2018

A Ciência Moderna e a Maçonaria - A Busca de uma Consciência Superior.



Por:
Irm.'. Luis Genaro Ladereche Figoli
M.'.I.'. Grau 32°

Heine, poeta e filósofo alemão, dizia que "não existe plágio na filosofia", é claro se não houver cópia literal do pensamento de outrem e apor nossa assinatura. Num nível mais alto e sutil, muito além do pragmatismo da vida cotidiana, sabemos que as ideias fundamentais da filosofia "pairam na atmosfera", reclamando somente uma atenção maior, um poder de percepção mais aguçado e, sobretudo, o raro dom de síntese a fim de serem sistematizadas, trazidas até o nosso mundo das idéias e dos ideais. Todos os conceitos expressos neste artigo já são conhecidos. Estão disponíveis na mídia mundial, em livros recentemente escritos, com as novas descobertas científicas. Também se encontram em nossos escritos maçônicos, com mais de duzentos anos, alguns com vários milenios, como vamos ver. O nosso propósito foi traçar um paralelo entre estas informações dispersas e aparentemente desconexas, entre a ciência moderna e nossa filosofia como forma de demonstrar que há, por traz de tudo isso, um conceito maior, que talvez esteja em nossa frente e não o consigamos perceber. Esta é minha tentativa de modesta contribuição. Tentar unir as pontas aparentemente desligadas e, em alguns casos, contraditórias.

Na física:

Somos feitos de vazios!!!. Pois bem, não estou me referindo a vazios existenciais, mas de vazios físicos mesmo. Explico: em nosso corpo existem 7 octilhões de átomos, os quais existem de 14,7 bilhões (o hidrogênio por exemplo) a 11 bilhões de anos (o carbono por exemplo). Somos assim, poeira das estrelas, mas esse não é o papo. O mais impressionante é que os átomos são compostos de grandes espaços “vazios”. Noventa e nove por cento, segundo a física quântica. A sua estrutura é similar à do sistema solar: uma parte central concentra a massa (núcleo/sol) e partículas giram ao seu redor (elétrons/planetas). Os elétrons, porém, se movimentam como ondas. Sua trajetória não é determinada por uma órbita regular, mas por um cálculo de probabilidades. Exemplificando, se pudéssemos amplificar um próton de um átomo de hidrogênio,  ao tamanho de nosso Sol, o elétron que órbita em torno dele, estaria distante a incríveis 47 bilhões de quilômetros, ou seja oito vezes mais distantes do que a distância do Sol a Plutão. Outro comparativo: se este próton tivesse o tamanho de uma bola de gude, o elétron de encontraria a 2.000 quilômetros de distância. Entre eles, vazio. Se um átomo tivesse um centímetro de raio, seu núcleo teria 800 bilhões de quilogramas, ou seja, sua massa seria semelhante à de um arranha-céus. A densidade, então, seria aproximadamente 1,91x1013 kg/m3. Em suma, cada um de nós, além de pertencer ao Universo (e ser sua consciência existencial) somos compostos por um gigantesco universo interno, com mais de 99% de vazios ou de matéria ou energia escura que até hoje não sabemos o que é!!!!

E na Maçonaria:

Como sabemos, nossa filosofia, repositório dos antigos mistérios das mais diversas civilizações, desde que o homo sapiens sofreu a revolução cognitiva à aproximadamente 70 mil anos atrás, construiu suas teses a partir da contemplação e, fundamentalmente, da inspiração fruto da meditação e do contato com uma consciência ampliada e superior, que chamamos de Verdade.

Desde cedo, na Ordem, aprendemos que nosso Templo é uma representação do Universo. Mas também aprendemos que temos o Templo Exterior e o Interior. E o que o nosso Templo Interior também é um Universo. 

Sabemos também que a busca é interior, pois "tudo que tem encima, tem embaixo, e o que esta dentro é como o que está fora". Esta é uma das Leis do Hermetismo, que é um conjunto de princípios atribuídos a Hermes Trimegisto que formam uma filosofia que ficou conhecida como Hermetismo.

Hermes Trimegisto viveu, segundo se especula, por volta de 1.300 a.C..A literatura Hermética hoje em dia foi quase perdida. Estima-se que Hermes Trismegisto fora a inspiração para diversos pensadores da Antiguidade que o sucederam, como Sócrates, Platão e Aristóteles.
Seus conhecimentos encontrariam particular força na Idade Média, quando os Alquimistas estudavam os princípios Herméticos sob o pretexto de transformar chumbo em ouro. Todavia, a escusa utilizada pelos Alquimistas não passava de um pretexto. Seu verdadeiro objetivo era estudar o processo de transformação do ser humano. Como o ouro, o objetivo era transformar a essência humana imune à desintegração.
Através da contemplação e da cognição, talvez, com acesso a uma consciência superior (ou outra dimensão da nossa própria consciência), os filósofos e as civilizações antigas "intuíram" o que hoje estamos "descobrindo" através da ciência. E a Maçonaria, como repositório destas antigas civilizações e seus mistérios, traduz hoje em dia para cada um de nós, este conhecimento (Kabbalah) na forma de pilulas sobre a Verdade.
Nossa filosofia e a ciência não se chocam, se complementam. Nossa realidade sensitiva (fruto dos estímulos de nossos cinco sentidos no ambiente) é uma pequena porção da realidade. Somos mais do que corpo material, com cognição e inteligência. A ciência ainda não consegue explicar (e talvez nunca consiga) qual a  verdadeira dimensão da realidade. Pesquisas recentes buscam demostrar que poderemos co-existir em várias dimensões de realidade, ou em diversos Universos chamados de Mulltiversos (e já há modelos matemáticos que conseguem se aproximar desta tese). Assim, o que enxergamos, ouvimos, cheiramos, tocamos e sentimos o gosto, pode ser apenas uma "ilusão" da nossa mente. "O Todo é Mente; o Universo é mental", dizia Trimegisto à mais de 3.000 anos atrás.
Damos demasiada importância a este ciclo de nossa existência, que sequer sabemos se ela é real ou não. Descuidamos do essencial, preocupados no aparente. Precisamos prestar atenção nos ensinamentos que a nossa filosofia nos traz, nesta escalada que se nos apresenta (simbolicamente representada pela Escada de Jacó) que, muito além do que a religação ao Divino, se propõe a buscar a Luz, que pode ser a nossa Verdadeira Consciência Superior. E o caminho que se propõe é através da prática continuada da Virtude, cujas expressões máximas não: Fé, Esperança e o Amor Fraternal.
Somos matéria em 99% de vazios incongnisíveis!!!! Pretendemos ser a consciência do Universo, quando estamos limitados a cinco sentidos primários, e sequer sabemos como chegamos até aqui, e para onde devemos ir!!!! Precisamos atingir níveis mais elevados de nossa consciência, níveis mais situis, que nos permitam (através da meditação), buscar a Verdade oculta. Esta é a grande tarefa da Maçonaria e de nós Maçons. E esta poderá ser a grande contribuição que daremos à humanidade. 

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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Pensamento, Palavra e Ação: Fontes da Virtude Maçônica. Praticando o Amor Fraternal – Parte I



A prática da VIRTUDE[1] é a verdadeira passagem para o Paraíso. O crescimento espiritual se dá através da prática continuada da virtude, aplicando-se as regras morais, principalmente àquela ensinada pelo Grande Mestre Nazareno:

“O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.”[2] 

Teria Jesus substituído os Mandamentos inscritos por Jeová, no monte Sinai, na Tábua da Aliança em número de dez? Na verdade não, o que Jesus ensinou é que o maior de todos os Mandamentos, o que permite que não cometamos erros (ou pequemos na visão da religião), é a prática continuada da Virtude, através do amor ao próximo, ou a fraternidade.

Somos recebidos na Maçonaria como Pedra Bruta. Nesta condição, somos homens onde impera a matéria sobre o espírito, sufocado pelos vícios e erros comuns de quem vive numa sociedade que propugna pela vida desregrada, individualista e consumista. Assim recebidos como “homem-material”, precisamos “descascar” nosso ser destes vícios e erros, para que renasçam em nós as Virtudes inatas ao ser humano, tal qual fomos dotados pelo Grande Arquiteto do Universo.

Temos a concepção de que o homem nasce com o seu próprio feixe de virtudes. Assim, as virtudes fariam parte de seu Ser, e o trabalho que devemos executar em nós mesmos, seria o de fazer “eflorescer” estas Virtudes, eliminando os vícios e erros. Por isso a alegoria alquimista[3] da Pedra Bruta. Para nos tornarmos uma Pedra Polida (ou seja, livre das imperfeições mundanas), precisamos “lapidar” esta Pedra (que é o nosso Ser) usando as ferramentas da prática continuada do “Âgape”[4] com as alegóricas ferramentas que a maçonaria nos oferece, como o Maç.´. e o Cinz.´..  Praticamos desta forma a “Alquimia Social”, transmutando o “homem-material” no “homem-moral”, símbolo da elevação moral, corresponde à pedra filosofal da construção espiritual, que constitui a grande obra ou o aperfeiçoamento individual, que conduz a um estado superior.

É o único sólido que pelo seu paralelismo e a retidão das suas faces, deve ser bem aproveitados a bem da humanidade, daí sua importância no simbolismo maçônico. Representa também o Mestre maçom, e o ideal de perfeição e retidão humana.

O cubo (Pedra Polida ou Cúbica) também representa o homem ajustado, isto é, aquele que conseguiu equilibrar seus éteres (camadas mais sutis), aliados com seus sentidos físicos equilibrados.

O Amor Fraterno (Ágape), incondicional, divino, auto sacrificante, de grande afeição pelo próximo, além de ser um preceito Bíblico, está contido em quase todas as religiões e filosofias praticadas pelo homem desde os mais remotos tempos. Os hebreus já declaravam o amor fraterno, e vivenciavam este princípio como vemos em Salmos:

“Vivifica-me, ó SENHOR, por amor do teu nome; por amor da tua justiça, tira a minha alma da angústia”.[5]
“Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.”[6] 

Jesus, posteriormente, declara de forma insofismável que o crescimento, a sublimação do homem, é o Amor Fraterno. Aliás, o único mandamento que deixou como legado: Ama teu próximo, assim como Ele os amou e deu a própria vida para libertá-los. Paulo de Tarso, em sua carta aos Romanos, nos ensina:

“O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem.
Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.
Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor;
Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração.”[7]

Algumas orientações importantes nesta mensagem, que podemos entender e aproveitar:

1. Amor verdadeiro não é fingido. A Fraternidade precisa ser “vivida”, “sentida”, não apenas expressada, falada. É comum em nossa Ordem nos chamarmos de IIr.´. e na prática, não exercermos a verdadeira fraternidade

2. Lutar contra o mal, ou seja, os vícios e erros que nos aviltam e praticar o bem, são duas ações importantes no crescimento do maçom;

3.  Devemos cuidar das coisas do espírito. A vida na sociedade, o mundo moderno, nos leva à materialidade. Não é fácil encontrarmos tempo para a reflexão, a busca interior, a conversa com nosso Grande Arquiteto;

4. Todos nós, em maior ou menor grau, temos problemas, tribulações. Sejamos tolerantes frente a estas dificuldades, busquemos na “oração”, na reflexão, no contato com nosso “eu interior”, a força necessária para vencer estas tribulações. Devemos ter “fé” e “esperança” na superação de nossas dificuldades, sejam materiais, financeiras ou de saúde. A , a Esperança e a Caridade, são as nossas Virtudes Teologais, presentes na Esc.´. de Jac.´. como vemos no Painel do A.´. M.´.. A Fé é a Sabedoria do espírito, sem a qual o homem nada levará a termo. A Esperança é a Força do espírito, amparando-o e animando-o nas dificuldades que encontra, a cada passo, no caminho da existência. A Caridade é a Beleza que adorna o espírito e os corações bem formados, fazendo com que neles se abriguem os mais puros sentimentos humanos.

No excerto bíblico 1ª Coríntios 13:13, apresenta-nos a seguinte citação: "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor".

A temática do amor é comum a quase todos os filósofos gregos, entendido como um princípio que governa a união dos elementos naturais e como princípio de relação entre os seres humanos.

A noção de amor é central no pensamento platônico. Em seus diálogos, Sócrates dizia que o amor era a única coisa que ele podia entender e falar com conhecimento de causa. Platão compara-o a uma caçada (comparação aplicada também ao ato de conhecer) e distinguia três tipos de amor: o amor terreno, do corpo; o amor da alma, celestial (que leva ao conhecimento e o produz); e outro que é a mistura dos dois. Em todo caso o amor, em Platão, é o desejo por algo que não se possui.

Depois de Platão, entretanto, só os platônicos e os neoplatônicos consideraram o amor um conceito fundamental. Em Plutarco o amor é a aspiração daquilo que carece de forma (ou só a tem minimamente) às formas puras e, em última instância, à Forma Pura do Bem. Em "As Enéadas", Plotino trata do amor da alma à inteligência; e na sua Epistola ad Marcelam, Porfírio menciona os quatro princípios de Deus: a fé, a verdade, o amor e a esperança. No pensamento neoplatônico, o conceito de amor tem um significado fundamentalmente metafísico ou metafísico-religioso.

Voltando aos conceitos iniciais, somos Pedra Bruta em processo de lapidação, em busca da sublimação espiritual, através do aperfeiçoamento intelectual e moral, pelo amor fraternal e pela prática da Virtude. 

Detalhamos isso com profundidade nas linhas anteriores. Agora precisamos pontuar outros conceitos importantes, muitas vezes esquecidos, de como se dá este processo de aperfeiçoamento.
Como se estrutura o processo do agir humano? O Homem se expressa através do Pensamento, da Palavra e da Ação propriamente dita.

Pensamento e pensar são, respectivamente, uma forma de processo mental ou faculdade do sistema mental. Pensar permite aos seres modelarem o mundo e com isso lidar com ele de uma forma efetiva e de acordo com suas metas, planos e desejos. Palavras que se referem a conceitos e processos similares incluem cognição, senciência, consciência, ideia, e imaginação. O pensamento é considerado a expressão mais "palpável" do espírito humano, pois através de imagens e ideias revela justamente a vontade deste.

O movimento de fenomenologia na filosofia viu uma mudança radical na forma como entendemos o pensamento. A análise fenomenológica de Martin Heidegger da estrutura existencial do homem em Ser e Tempo lança uma nova luz sobre a questão do pensar, trazendo inquietação à cognição tradicional ou às interpretações racionais do homem que afetam o modo como entendemos o pensamento.

A filosofia da mente é um ramo de ideias da filosofia analítica moderna que estuda a natureza da mente, os eventos mentais, funções mentais, propriedades mentais, consciência e seus relacionamentos com o corpo físico, particularmente o cérebro. O problema mente-corpo, isto é, o relacionamento entre a mente e o corpo, e comumente visto como a questão central da filosofia da mente, apesar de haver outras questões envolvendo a natureza da mente que não envolvem sua relação com o corpo físico.

O problema corpo-mente se preocupa em explicar a relação que existe entre a mente, ou processo mental, e o estado ou processo do corpo. O principal objetivo dos filósofos que trabalham nesta área é determinar a natureza da mente e dos estados/processos mentais, e como - ou mesmo se - a mente é afetada pelo corpo e pode afetá-lo.

Nossas experiências perceptíveis dependem dos estímulos que chegam nos nossos vários órgãos sensoriais do mundo exterior e esses estímulos causam mudanças no nosso estado mental, nos fazendo sentir algo, o que pode ser bom ou ruim. O desejo de alguém por uma fatia de pizza, por exemplo, tende a fazer com que esta pessoa mova seu corpo de uma maneira e direção específica para obter o que ele quer.

A questão é, então, como pode ser possível que experiências conscientes surjam de uma massa de matéria cinzenta dotada de nada além de propriedades eletroquímicas. Um problema relacionado é o de explicar como as atitudes proposicionais de alguém (por exemplo, crenças e desejos) podem causar que os neurônios desse indivíduo trabalhem e seus músculos se contraiam exatamente da maneira correta. Esses são alguns dos enigmas que têm sido enfrentados por epistemólogos[8] e filósofos da mente desde pelo menos o tempo de René Descartes[9].

O Pensamento, biologicamente, é um processo eminentemente neural. Um neurônio (também chamado de célula nervosa) é uma célula excitável no sistema nervoso que processa e transmite informação por sinais eletroquímicos. Pois bem, se são sinais eletroquímicos, podemos dizer que devem produzir ondas eletromagnéticas que ultrapassam a “caixa” física que as produzem. De outra forma, o nosso pensamento “voa” além de nosso corpo físico, seja em dimensões atemporais (ver, por exemplo, a Teoria das Cordas[10] ou o “buraco de minhoca”[11]), seja em nossa própria dimensão, “sintonizando” com outras mentes que estejam (sob ponto de vista de vibração)  alinhadas com o cérebro que produziu a onda. O fato de não enxergarmos as ondas de TV ou Rádio, por exemplo, não significam que não existam. Elas estão presentes em nossa volta, transpassando nosso corpo a todo instante, sem percebê-las e sem senti-las. Entretanto basta um receptor com um potenciômetro de frequência para que passem a captar a onda. Com um conjunto de componentes eletrônicos que o decodifiquem, poderemos ouvir o som produzido ou “enxergar” a imagem. Assim também funciona com o pensamento. Se tivermos a capacidade de nos “alinharmos” com a mente que produziu o pensamento, poderemos ler o mesmo. Por outro lado, os nossos pensamentos podem “viajar” até onde desejarmos, desde que tenhamos prática e disciplina. São o que chamamos de formas-pensamento.

Segundo a teosofia[12] formas-pensamento são criações mentais que utilizam a matéria fluídica ou matéria astral para compor as características de acordo com a natureza do pensamento. Deste ponto de vista podemos criar formas-pensamento, com características boas ou ruins, positivas ou negativas. As formas-pensamento são supostamente criadas através da ação da mente sobre as energias mais sutis, criando formas que correspondem a natureza do pensamento gerado. Segundo C. W. Leadbeater[13], em seu livro Compêndio de Teosofia descreve-o da seguinte forma:

"Quando um homem dirige o pensamento para um objeto concreto, uma caneta, uma casa, um livro ou uma paisagem, forma-se na parte superior de seu corpo mental uma pequena imagem do objeto, que flutua em frente ao seu rosto, ao nível dos olhos. Enquanto a pessoa mantiver fixo o pensamento sobre o objeto a imagem vai permanecer, e persiste mesmo algum tempo depois.
O tempo de duração desta imagem dependerá da intensidade e também da clareza do pensamento. Além disso, essa imagem é inteiramente real e poderá ser vista por aqueles que tenham desenvolvido suficientemente a visão de seu próprio corpo mental. Do mesmo modo como ocorre com os objetos, quando pensamos em um dos nossos semelhantes, criamos em nosso corpo mental o seu retrato miniaturizado.
Quando o nosso pensamento é puramente contemplativo e não encerra um determinado sentimento como a afeição, inveja ou a avareza, nem um determinado desejo, como por exemplo, o desejo de ver a pessoa em quem pensamos, o pensamento não possui energia suficiente para afetar sensivelmente essa pessoa."

Afirma ainda a Teosofia de C. W. Leadbeater[14]:

"Cada pensamento produz uma forma. Quando visa uma outra pessoa, viaja em direção a essa. Se é um pensamento pessoal, permanece na vizinhança do pensador. Se não pertence nem a uma, nem a outra categoria, anda errante por um certo tempo e pouco a pouco de descarrega, se desfazendo no éter.
Cada um de nós deixa atrás de si por toda parte onde caminha, uma série de formas-pensamentos. Nas ruas flutuam quantidades inumeráveis. Caminhamos no meio deles.
Quando o homem momentaneamente faz o vácuo em sua mente, os pensamentos que lhe não pertencem o assaltam; em geral, porém, o impressionam fracamente. Algumas vezes, todavia, um pensamento surge e atrai a sua atenção de um modo particular. O homem comum se apodera-se dele e o considera como coisa própria, fortifica-o pela ação de sua própria força, e, por fim, o expele em estado de ir afetar outra pessoa. O homem não é responsável pelo pensamento que lhe atravessa a mente, porquanto pode não lhe pertencer. Porém, torna-se responsável quando se apodera de um pensamento e o fixa em si e depois o reenvia fortalecido."

Nossos pensamentos geram forma. Podemos praticar o bem e o mal, dependendo de como construímos os nossos pensamentos em nosso “corpo mental”. Influenciamos assim, a partir de nossos pensamentos o nosso “corpo atral”[15] e, consequentemente, o nosso “corpo espiritual” que nada mais é do que nossa alma ou espírito. Mas o que é mais importante: Além de influenciarmos o nosso corpo astral, também influenciamos o de outras pessoas a quem dirigimos os nossos pensamentos. Por isso, não apenas a ação deliberada pode trazer benefícios ou malefícios a outrem, mas os pensamentos também.

Mas se imaginamos que isto se dá somente no campo da hipótese dogmática da Religião, ou da pseudociência da Teosofia, ao ainda na filosofia rosacruziana ou da maçônica, vejamos o que pensa a neurociência.

Escreve Rogério Martins, num artigo intitulado “Somos o que pensamos”[16]:

O que a neurociência vem comprovando cientificamente hoje e os psicólogos estudam há anos, já era verdade a mais de mil anos em outras culturas: somos o resultado do que pensamos!
No filme “Quem somos nós?” há muitas referências da física quântica para comprovar a máxima de que nossos pensamentos influenciam a vida que temos. Ken O’Donell, em Caminhos para uma consciência mais elevada, afirma: “Se tenho pensamentos positivos, movo-me numa direção positiva. Se tenho pensamentos negativos, movo-me numa direção negativa. Se não tenho nenhum pensamento, não vou a lugar nenhum.”
Quando penso - “sou gordo e não há jeito para emagrecer” - sem dúvida estarei reafirmando esta condição e me resignando com ela. Minhas atitudes serão compatíveis com este pensamento. Continuarei comendo, pois nada que fizer irá me tirar desta condição: de gordo. Este exemplo poderá ser utilizado no trabalho, nos relacionamentos, no ensino, na carreira, na busca por um emprego etc.
Por isso, fique mais atento aos seus pensamentos. Anote tudo o que vem a sua mente no dia-a-dia. Como um diário. Escreva:
Como eles ocorrem?
Que tipo de pensamento é mais frequente?
O que surge em primeiro lugar em sua mente quando tem um problema?
Como você reage quando é elogiado por alguém?
Como se sente no trânsito congestionado, numa reunião chata e numa roda de amigos que só falam bobagens?
Depois faça a seguinte experiência: durante uma semana procure pensar positivamente sobre tudo que acontece a sua volta. É difícil, mas é um exercício extremamente interessante.
Antes de sair de casa visualize um dia fantástico. Ao participar dos diversos eventos diários tenha sempre em mente o lado positivo das coisas. Mesmo quando algo não sair como esperava, busque o lado positivo.
Tente se relacionar com as pessoas que conhece e não conhece de modo menos defensivo e reativo. Pare antes de reagir a uma provocação e lembre-se deste exercício. Quando sentir raiva por alguma razão tente controlar os pensamentos e atitudes. Enfim, fique atento a seus pensamentos e ações, buscando constantemente elevá-los para o lado positivo.
No início poderá ser mais complicado, pois não temos este hábito. A vida moderna nos torna cada vez mais competitivos, reativos e impacientes. Mas persista, ao menos por uma semana. Ao final dela faça um levantamento de como se saiu. Como reagiu às adversidades? Como se sentiu nas situações que passou? Como as pessoas reagiram? Gostou da experiência? Houve alguma situação onde não conseguiu ter controle? Percebeu alguma mudança em você mesmo e nos outros?
Não recomendo fazer o exercício contrário, pois o resultado poderá ser realmente negativo. Não há necessidade de experimentarmos algo que não nos faz bem.
O fato é que ao modelarmos positivamente nossos pensamentos teremos condições de lidar com tudo que vivemos de forma mais gratificante e produtiva. Sentimo-nos melhores. As pessoas ao nosso redor também sentem e passam a reagir conforme nossas atitudes. É a base para o comportamento operante. Os estudos da Psicologia Comportamental demonstram que podemos condicionar nosso próprio comportamento e dos demais com as atitudes que queremos.
Por isso, não basta apenas pensar positivamente para ter algum resultado prático. É necessário agir. Ficar sentado durante horas apenas pensando não trará o objeto de seu desejo. Contudo, quando começamos nossas atividades diárias emitindo pensamentos positivos, começamos de forma diferente, mais centrada, mais focada naquilo que realmente importa. Os fatores negativos continuarão existindo, porém não terão o mesmo efeito de quando estamos dispersos, deprimidos ou ansiosos.
Não há mágica, nem tampouco ilusionismo. Apenas somos o resultado daquilo que pensamos de nós mesmos. A base é simples: se quer ver alguma mudança em sua vida, comece mudando seus pensamentos. Pensamentos positivos nos levam a ações positivas. Ações positivas nos levam a hábitos saudáveis. Hábitos saudáveis nos levam a uma estrutura de caráter agradável, carismática e instigante. O caráter define quem você é, o que pensa e o que faz.
Então pense, reflita e promova pequenas ações em seu dia-a-dia. Deixe de lado os velhos e ineficazes paradigmas, dogmas e pré-conceitos. Experimente diariamente coisas novas. Abra sua mente para novas possibilidades. Arrisque! Desfrute as novas oportunidades. Comece pensando positivamente sobre você e tudo que está a sua volta.

Da próxima vez que for elaborar um pensamento. Cuidado!!! Podemos estar construindo pontes ou abismos.

E a palavra? Também tem essa força demonstrada pelo pensamento?

Analisaremos isso na Parte II deste artigo.



[1] Virtude (latim: virtus) é uma qualidade moral particular. Virtude é uma disposição estável em ordem a praticar o bem; revela mais do que uma simples característica ou uma aptidão para uma determinada ação boa: trata-se de uma verdadeira inclinação. Virtudes são todos os hábitos constantes que levam o homem para o bem, quer como indivíduo, quer como espécie, quer pessoalmente, quer coletivamente. A virtude, no mais alto grau, é o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. Segundo Aristóteles, é uma disposição adquirida de fazer o bem e elas se aperfeiçoam com o hábito.
[2] João 15:12
[3] - Alquimia é uma prática antiga que combina elementos da Química, Antropologia, Astrologia, Magia, Filosofia, Metalurgia, Matemática, Misticismo e Religião. Existem vários objetivos principais na sua prática. Um deles seria a transmutação dos metais inferiores ao ouro.
[4] - Amor Fraternal. Essa palavra representava o amor divino, incondicional, com auto sacrifício ativo, pela vontade e pelo pensamento, embora esse amor Ágape também possa ser praticado por humanos, mas em grau bem inferior, obviamente, em função da imperfeição e limitações humanas. Os filósofos gregos nos tempos de Platão e outros autores antigos usaram o termo para denotar o amor a membros da família, de um grupo com afinidades, ou uma afeição para uma atividade particular em grupo, em contraste com philia, uma afeição que poderia ser encontrada entre amigos que praticavam tarefas assim, em conjunto e de forma assexuada, diferente do amor romântico eros, uma afeição de natureza sexual e romântica. No Sermão da Montanha Jesus diz: "Ouvistes dizer: 'amarás (ágape) teu irmão e odiarás teu inimigo', mas eu vos digo: amai (ágape) vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam, e orai por aqueles que vos perseguem e maltratam, pois deste modo sereis filhos de vosso Pai nos céus, aquele que faz com que o sol se levante sobre o mau e sobre o bom, e faz chover sobre o justo e sobre o injusto. Se amais apenas aqueles que vos amam, que recompensa tereis?"
Os escritores Cristãos descreveram geralmente o ágape, como exposto por Jesus, como uma expressão do amor que é incondicional e voluntário, isto é, não discrimina, não tem nenhuma pré-condição, e é algo que se decide fazer voluntariamente. O Apóstolo Paulo descreve o amor como segue: "O amor (ágape) é paciente, o amor é amável. Sem inveja, ele não tem ostentação, ele não é orgulhoso. Não é rude, ele não é interessado, ele não se irrita facilmente, ele não mantém nenhum registro dos erros. O amor não se deleita com o mal mas rejubila com a verdade. Protege sempre, confia sempre, sempre tem esperança, sempre persevera. O amor nunca falha.” (I Coríntios, 13, 4:8).
[5] - Salmos 143:11
[6] - Salmos 133:1
[7] - Romanos 12:9-12
[8] - Epistemologia: também chamada de teoria do conhecimento, é o ramo da filosofia que trata da natureza, das origens e da validade do conhecimento. Entre as principais questões debatidas pela epistemologia destacam-se: O que é o conhecimento? Como obtemos conhecimento? Como o ceticismo ajuda a humanidade a separar as crenças falsas das crenças verdadeiras e justificadas? Como defender os nossos modos de conhecer das investidas do pseudo-ceticismo?
[9] - René Descartes (La Haye en Touraine, 31 de março de 1596 – Estocolmo, 11 de fevereiro de 1651 ) foi um filósofo, físico e matemático francês.1 Durante a Idade Moderna também era conhecido por seu nome latino Renatus Cartesius. Notabilizou-se, sobretudo por seu trabalho revolucionário na filosofia e na ciência, mas também obteve reconhecimento matemático por sugerir a fusão da álgebra com a geometria - fato que gerou a geometria analítica e o sistema de coordenadas que hoje leva o seu nome. Por fim, ele foi uma das figuras-chave na Revolução Científica.
[10] - A teoria das cordas (ou teoria das supercordas) é um modelo físico cujos blocos fundamentais são objetos extensos unidimensionais, semelhantes a uma corda, e não pontos sem dimensão (partículas), que eram a base da física tradicional. Por essa razão, as teorias baseadas na teoria das cordas podem evitar os problemas associados à presença de partículas pontuais (entenda-se de dimensão zero) em uma teoria física tradicional, como uma densidade infinita de energia associada à utilização de pontos matemáticos. O estudo da teoria de cordas tem revelado a necessidade de outros objetos que não propriamente cordas - incluindo pontos, membranas e outros objetos de dimensões mais altas. O interesse na teoria das cordas é dirigido pela grande esperança de que ela possa vir a ser uma teoria de tudo. Ela é uma possível solução do problema da gravitação quântica e, adicionalmente à gravitação, talvez possa naturalmente descrever as interações similares ao eletromagnetismo e outras forças da natureza. As teorias das supercordas incluem os férmions, os blocos de construção da matéria. Não se sabe ainda se a teoria das cordas é capaz de descrever o universo como a precisa coleção de forças e matéria que nós observamos, nem quanta liberdade para escolha destes detalhes a teoria irá permitir. Nenhuma teoria das cordas fez alguma nova predição que possa ser experimentalmente testada.
[11] - Em física, um buraco de verme ou buraco de minhoca é uma característica topológica hipotética do continuo espaço-tempo, a qual é, em essência, um "atalho" através do espaço e do tempo. Um buraco de verme possui ao menos duas "bocas" conectadas a uma única "garganta" ou "tubo". Se o buraco de verme é transponível, a matéria pode "viajar" de uma boca para outra passando através da garganta. Embora não exista evidência direta da existência de buracos de verme, um contínuo espaço-temporal contendo tais entidades costuma ser considerado válido pela relatividade geral. O termo buraco de verme (wormhole em inglês) foi criado pelo físico teórico estadunidense John Wheeler em 1957. Todavia, a ideia dos buracos de verme já havia sido proposta em 1921 pelo matemático alemão Hermann Weyl em conexão com sua análise da massa em termos da energia do campo eletromagnético.
[12] Palavra Teosofia é de origem grega, "theos" (Deus), e "sophos" (sabedoria), significando literalmente "sabedoria divina", ou "conhecimento divino". A Teosofia é um corpo de conhecimento que sintetiza Filosofia, Religião e Ciência. Embora essa afirmação não seja reconhecida universalmente, mas apenas por simpatizantes do ocultismo, pois creem que tanto hoje como na antiguidade, a Teosofia se constitui na sabedoria universal e eterna presente nas grandes religiões, filosofias e nas principais ciências da humanidade,1 e pode ser encontrada na raiz ou origem, em maior ou menor grau, dos diversos sistemas de crenças ao longo da história. A teosofia foi apresentada ao mundo moderno por Helena Blavatsky, no final do século XIX, e desde então vem sendo divulgada por teosofistas em diversos países . Com seu caráter interdisciplinar, a teosofia proporciona uma ponte entre as diversas culturas e tradições religiosas. Segundo Blavatsky, “Teosofia é conhecimento divino ou ciência divina.”
[13] Charles Webster Leadbeater (Londres, Inglaterra, 16 de fevereiro de 1847 — Perth, Austrália, 1º de março de 1934), foi sacerdote da Igreja Anglicana e Bispo da Igreja Católica Liberal, escritor, orador, maçom Grau 33, e uma das mais influentes personalidades da Sociedade Teosófica. Escreveu entre outros livros, a “Vida Oculta na Maçonaria”.
[14] - idem
[15] - Segundo os  rosacruzes, diz-se que o corpo de atral ou dos desejos,  tem uma densidade ainda inferior à do corpo vital, e é por meio dele que o homem exerce suas faculdades emocionais. Tal corpo amadurece no homem apenas na puberdade e tem a forma de uma esfera achatada, que circunda o corpo denso, sendo preso a este por meio do fígado. Após a morte, este corpo adquire a mesma forma do corpo denso durante a vida terrestre e permanece vivo por cerca de dois terços do tempo em que o indivíduo tenha vivido no mundo físico.
[16] - http://www.psicologia.pt/profissional/emprego/ver_artigo.php?id=190&grupo=1
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