segunda-feira, 25 de agosto de 2008

A Revolução Farroupilha e a Maçonaria - Antecedentes Históricos sobre o envolvimento da Maçonaria na Guerra dos Farrapos.

PEÇA DE ARQUITETURA


Ha 170 anos, escrevia-se nestas latitudes, uma das páginas mais importantes e bonitas da história do Rio Grande do Sul, do Brasil e, porque não, da América.

Homens idealistas, liberiais, valentes e patriotas, reuniram-se para lutar por um ideal que está na essência da natureza humana: A LIBERDADE.

Sim, o homem livre é o homem moralmente correto. É o homem que não se deixa acorrentar pelo interesse ímpio, escuso, viciante e viceral do poder.

“Liberdade" designa a ausência de submissão, de servidão e de não determinação, isto é, ela qualifica a independência do ser humano. De maneira positiva, liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional. Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários.
Como disse Cecília Meirelles em Romanceira da Inconfidência:

"Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda."

Ser livre, ademais, é um atributo indispensável na Maçonaria. Nesta instituição não se admite, desde épocas remotas, da sua própria fundação, de que o homem seja escravo de outro homem, escravo de ideias, convicções, dogmas ou qualquer que seja a submissão a que esteja sujeito.
Foi com esse espírito libertário, inspirados nas idéias iluministas da Revolução Francesa, da Independência dos Estado Unidos, da Independência da Provincia Cisplatina, da Independência Argentina, dos movimentos brasileiros como a Inconfidência Mineira, a Federação dos Guanais (Bahia), Cabanagem (Pará), que nossos antepassados, plantaram com a chamada Revolução Farroupilha, a semente da República, da Democracia e o repúdio à submissão do imperialismo representado pela Monarquia despótica do Império do Brasil.

No ano de 1835 os ânimos políticos estavam exaltados. Como em todos os grandes movimentos políticos, entrechocavam-se no cenário os conservadores, que representavam os interesses da monarquia que eram chamados de “caramurus” e os liberais representados pelos “farrapos” ou “farroupilhas” como eram chamados despectivamente, para significar tratar-se de gente sem nenhuma reprsentação na sociedade. Longe de se darem por ofendidos pelo apodo, os nacionalistas passaram a adota-lo com orgulho, procurando dar arras assim ao seu espírito democrático e de menosprezo pelas distinções e honrarias, de que tão ciosos se mostravam os monarquistas.

Mas no próprio cenário liberal, haviam várias tendências. Vozes moderadas clamavam apenas contras as más administrações, esperançosas que tudo pudesse se remediar com um pouco mais de atenção por parte do governo central. Outras, mais avançadas, propugnavam a federação: enquanto se negasse às provincias o direito de se governarem por sí, a situação permaneceria a mesma. Outras, ainda, iam aos extremos da secessão, ou seja, da separação do Rio Grande do resto do país. E procurando aproveitar-se da confusão, Rosas (Argentina) e Rivera (Uruguay) atiçavam o mal-estar reinante, que a miopia dos estadistas do Rio de Janeiro não sabiam estancar.
A difusão do liberalismo no Brasil realizou-se pela Maçonaria, pelos carbonários (que era uma sociedade secreta e revolucionária que atuou na Itália, França, Portugal e Espanha) e pela Sociedade “Itália Jovem”, movimento revolucinário que lutou pela independência da Itália e que derrotados, foram seus líderes exilados no Brasil.
Diga-se de passagem, a Maçonaria já havia tido um papel importante na Independência do Brasil, tendo sido o Imperador Dom Pedro I inciado na sociedade e chegado ao cargo de Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil. Posteriormente, por questões políticas (já que a Maçonaria é republicana por natureza), Dom Pedro I proibiu que as Lojas funcionassem e muitos maçons foram perseguidos politicamente, presos e mortos.

Mas voltando a 1835, devido a toda esta efervecência política, e ao descontentamento de estancieiros, liberais, industriais do charque, e militares locais, promoviam-se reuniões em casas de particulares, lideradas por um ex- coronel do estado maior do exército imperal, que havia lutado na campaha contra a Independência da Provincia Cisplatina, tendo sido condecorado por isso, mas que caiu em desgraça frente ao Imperador por denúncias de negociações secetas com o prócer uruguaio (e também Maçom) Juan Antonio Lavalleja para a separação do Rio Grande do Sul e anexação ao Uruguay, tendo sido exonerado do cargo. Este militar atendia pelo nome de Bento Gonçalves da Silva.

Estas reuniões aconteciam em sociedades secretas como os Carbonários e a Maçonaria.

Na noite de 18 de setembro de 1835, houve uma reunião histórica na loja Maçônica Philantropia e Liberdade, da qual Bento Gonçalves da Silva era Venerável-Mestre. Ficava na Rua da Igreja, n° 67, atual Rua Duque de Caxias, no trecho que começa no Solar dos Câmara, em Porto Alegre.

O número remete, provavelmente, ao prédio antigo da Assembléia Provincial, existente até hoje. Estavam presentes José Mariano de Mattos (um ferrenho separatista), Gomes Jardim (primo de Bento e futuro Presidente da República Rio-Grandense), Vicente da Fontoura (farroupilha, mas anti-separatista), Pedro Boticário (fervoroso farroupilha), Paulino da Fontoura (irmão de Vicente, cuja morte seria imputada a Bento Gonçalves, estopim da crise na República), Antônio de Sousa Neto (imperialista e farroupilha, mas simpatizava com as idéias republicanas) e Domingos José de Almeida (separatista e grande administrador da República).

Decidiu-se por unanimidade, nesta reunião, que dali a dois dias, no dia 20 de Setembro, de 1835 tomariam militarmente Porto Alegre e destituiriam o presidente provincial Fernandes Braga.
Vamos ler, na transcrição “ipsis literis”, a ata daquela noite histórica, que se gendrou dentro de uma Loja Maçônica igual a esta:
Eis a ata nº 67 que deu origem a Revolução Farroupilha:

Aos dezoito dias do mês de setembro de 1835 E:. V:. e 5835 V:. L:.,reunidos em sua sede, sito à Rua da Igreja, nº 67, em lugar Claríssimo, Forte e Terrível aos tiranos, situado abaixo da abóbada celeste do Zenith, aos 30º sul e 5º de latitude da América Brasileira, ao Vale de Porto Alegre, Província de São Pedro do Rio Grande, nas dependências do Gabinete de Leituras onde funciona a Loj:. Maç:. Philantropia e Liberdade, com o fim de, especificamente, traçarem as metas finais para o início do movimento revolucionário com que seus integrantes pretendem resgatar os brios, os direitos e dignidade do povo Riograndense. A sessão foi aberta pelo Ven:. Mestre, Ir:. Bento Gonçalves da Silva. Registre-se, a bem da verdade, ainda as presenças dos IIr:. José Mariano de Mattos, ex- Ven:., José Gomes de Vasconcellos Jardim, Pedro Boticário, Vicente da Fontoura, Paulino da Fontoura, Antônio de Souza Neto e Domingos José de Almeida, o qual serviu como secretário e lavrou a presente ata. Logo de início o Ven:. Mestre, depois de tecer breves considerações sobre os motivos da presente reunião, de caráter extraordinário, informou a seus pares que o movimento estava prestes a ser desencadeado. A data escolhida é o dia vinte de setembro do corrente, isto é, depois de amanhã. Nesta data, todos nós, em nome do Rio Grande do Sul, nos levantaremos em luta contra o imperialismo que reina no país. Na ocasião, ficou acertada a tomada da capital da província pelas tropas dos IIr:. Vasconcellos Jardim e Onofre Pires, que deverão se deslocar desde a localidade de Pedras Brancas, quando avisados. Tanto Vasconcellos Jardim como Onofre Pires, ao serem informados, responderam que estariam a postos, aguardando o momento para agirem. Também se fez ouvir o nobre Ir:. Vicente da Fontoura, que sugeriu o máximo cuidado, pois certamente, o Presidente Braga seria avisado do movimento. O Tronco de Beneficência fez a sua circulação e rendeu a medalha cunhada de 421$000, contados pelo Ir:. Tes:. Pedro Boticário. Por proposição do Ir:. José Mariano de Mattos, o Tronco de Beneficência foi destinado à compra de uma Carta da Alforria de um escravo de meia idade, no valor de 350$000, proposta aceita por unanimidade. Foi realizada poderosa Cadeia de União, que pela justiça e grandeza da causa, pois em nome do povo Riograndense, lutariam pela Liberdade, Igualdade e Humanidade, pediam a força e a proteção do G:. A:. D:. U:. para todos os IIr:. e seus companheiros que iriam participar das contendas. Já eram altas horas da madrugada quando os trabalhos foram encerrados, afirmando o Ven:. Mestre que todos deveriam confiar nas LL:. do G:. A:. D:. U:. e, como ninguém mais quisesse fazer uso da palavra, foram encerrados os trabalhos, do que eu, Domingos José de Almeida, Secretário, tracei o presente Balaústre, a fim de que a história, através dos tempos, possa registrar que um grupo de maçons, homens livres e de bons costumes, empenhou-se com o risco da própria vida, em restabelecer o reconhecimento dos direitos desta abençoada terra, berço de grandes homens, localizada no extremo sul de nossa querida Pátria. Oriente de Porto Alegre, aos dezoito dias do mês de setembro de 1835 da E:. V:., 18º dia do sexto mês, Tirsi, da V:. L:. do ano de 5835. Ir Domingos José de Almeida - Secretário.

E assim começara a Guerra dos Farrapos que só teria conclusão uma década depois com o armistício assinado junto a Duque de Caxias que veio com a missão de apaziguar o Rio Grande do Sul.

Irm:. Luis Genaro Ladereche Fígoli
M:.M:.
Loja Palmares do Sul n°213
G:.L:.R:.G:.S:.
Agosto de 2008
------------------------------------------------------------------------------------
Fonte de Consulta Bibliográfica:
Collor, Lindolfo – Garibaldi e a Guerra dos Farrapos, Fundação Paulo do Couto e Silva – 4ª edição – 1989;
Flores, Moacyr – Modelo Político dos Farrapos, Editora Mercado Aberto - 3ª edição – 1985;
Castellani, José – A Maçonaria e o Movimento Republicano Brasileiro – Traço Editora – 1989;
- A Ação Secreta da Maçonaria na Política Mundial – Editora Landmark – 2ª edição – 2007;
Quevedo, Julio (Organizador) – Rio Grande do Sul, Quatro Séculos de História – Martins Livreiro Editor – 1999;
Cheuiche, Alcy – A Guerra dos Farrapos – Habitasul – 1984;
Cocuzza, Felippe – A Maçonaria na Evolução da Humanidade - Editora Icone – 1994;
Fagundes, Morivalde Calvet – Revelações da História da Maçonaria Gaúcha –Episódios da História Antiga e Moderna da Maçonaria I – Editora da Academia Brasileira Maçonica de Letras - 1986
Wikipédia (A Revolução Farroupilha, Guerra dos Farrapos, Proclamação da República Brasileira, Revoluções no Brasil, Bento Gonçalves da Silva, Carbonários, Jovem Itália e a Revolução Italiana, Giussepe Garibaldi).
Clique para ler mais...

sábado, 16 de agosto de 2008

O PAVIMENTO DE MOSAICO

PEÇA DE ARQUITETURA

A três passos da porta, que se encontra no Ocidente, estão situadas as duas colunas, J. e B., emblema dos dois princípios e dos pares de opostos que dominam o mundo visível. A atividade combinada destes dois princípios aparece manifestadamente no pavimento de mosaico em ladrilhos brancos e negros, que se estendem desde a base das colunas em direção ao Oriente, igualmente em forma de quadrilongo, ocupando o centro do Templo.

O pavimento de mosaico é um belo emblema da multiplicidade engendrada pela dualidade, constituída pelos pares de opostos que se encontram constantemente um perto do outro; o dia e a noite, a obscuridade e a luz, o sonho e a vigília, a dor e o prazer, as honras e as calúnias, o êxito e a desilusão, a sorte e o azar, etc. Sobre estes opostos, que se encontram em todos os caminhos e em todas as etapas de nossa existência, o iniciado que tenha provado da Taça da Amargura deve marchar com ânimo sereno e igual, sem deixar-se exaltar pelas condições favoráveis nem reprimir-se pelas aparências desfavoráveis.

Por cima desta visão dualística da vida formada por pares de opostos, levanta-se a ara ou Altar (etimologicamente "altura" ou elevação), símbolo da elevação de nossos pensamentos, por meio do qual percebemos a realidade transcendente que se esconde sob a aparência contraditória, e atingimos o conhecimento da palavra, ou seja da Verdade, que é o propósito intimamente benéfico de toda experiência, sempre compreendida como útil ao nosso progresso e benefício mais verdadeiro.

As três luzes que se encontram sobre o altar, formando um triângulo equilátero, representam a necessária relação, que deve existir em nossa inteligência, entre a dualidade ocidental (ou fenomênica) das colunas e a Unidade Oriental da Verdadeira Luz, por meio da qual se realiza o ternário da harmonia e do perfeito equilíbrio, sobre todos os extremos e as tendências dualistas.

Entre estas luzes tem seu lugar mais conveniente o livro sagrado, símbolo da Verdade que se encerra na tradição, uma vez que saibamos convenientemente interpretá-la por meio de nossas faculdades inteligentes, representadas pelo esquadro e o compasso que são colocados sobre esse livro para que possamos realmente compreendê-lo e medi-lo em toda a sua extensão.
Clique para ler mais...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

A MARCHA DO APRENDIZ

PEÇA DE ARQUITETURA

A MARCHA DO APRENDIZ
Após o neófito receber a Luz, tornando-se Aprendiz Orientado, momento em que aprende a soletrar as Primeiras Palavras, e são ensinados os Primeiros Passos no Novo caminhar, quando então toma consciência de que é a Arte Real o principal objetivo da Maçonaria.

Como todos os demais integrantes da Instituição já realizaram, seus Primeiros Passos tem início na Porta do Templo em direção única do Ocidente para o Oriente, no eixo da loja, por três passos completos com os pés em esquadria, simbolizando a necessária e obrigatória retidão de conduta, que a partir de então deverá nortear toda sua Nova Vida.

Assim o PRIMEIRO PASSO da marcha de Aprendiz, simboliza sua Luta, sabedor que é representado pelo Cordeiro, animal do ardor e da coragem, demonstrando a disposição que deve ter um Aprendiz para dedicar-se aos conhecimentos de seu Grau.

O SEGUNDO PASSO simboliza a Perseverança, indicando que um Maçom deve ser forte e trabalhar com prudência e sem temor;

O TERCEIRO PASSO simboliza a Fraternidade, sendo considerado como o símbolo da Amizade e União, que deve aglutinar todos os Maçons.

Completado o Terceiro Passo, o Aprendiz chega vitorioso dos esforços que empregou, mais distanciado das trevas e iniqüidades da sociedade profana.

Também representam os três passos, o Nascimento, a Vida e a Morte, correlacionado com às provas físicas a que se submeteu no Cerimonial Iniciático, através da primeira, segunda e terceira viagem simbólica


Fonte:
D´Elia Junior, Raymundo - Maçonaria 100 Instruções de Aprendiz, Madras, Pag 79, 2007.


Irm:. Luis Genaro Ladereche Fígoli
M:.M:.
Loj:. Sim:. Palmares do Sul nro 213
G:.L:.R:.G:.S:.
Clique para ler mais...

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Visite meu Blog sobre assuntos gerais:

Blog do Genaro NetCult Clique para ler mais...

ORIGEM HISTÓRICA E ARQUITETÔNICA DO TEMPLO

PEÇA DE ARQUITETURA


Como surgiu o Templo Maçônico da forma moderna, quais as origens e influências históricas e arquitetônicas no seu desenvolvimento
.


Por Irm:. Luis Genaro Ladereche Figoli*

As construções de templos maçônicos iniciaram-se com a Maçonaria moderna, sendo o primeiro inaugurado em 1776 na Inglaterra. Contribuíram para seu estilo a Igreja Medieval, os agrupamentos e seitas místicas da época e o modelo de parlamento inglês.

O templo maçônico, como o conhecemos, é realmente recente.

Na realidade, o primeiro templo maçônico, que foi a Grande Loja de Londres, teve lançada a sua pedra fundamental no dia 1 de maio de 1775. Sendo inaugurado e consagrado a 23 de maio de 1776.

Antes disso, as Lojas maçônicas reuniam-se em tabernas ou nos adros das igrejas, numa prática herdada das lojas de maçons de ofício, ou operativos. As tabernas européias, nos séculos 17 e 18, possuíam uma função importante e tinham uma fama bem diferente dos bares e cervejarias atuais: serviam para descontraídas reuniões de entidades associativas e intelectuais.

A primeira obediência maçônica do mundo, a Grande Loja de Londres, criada em 24 de junho de 1717, foi formada, inicialmente, por quatro Lojas que tomavam como título distintivo, os nomes das tabernas em que se reuniam: 1. O Ganso e a Grelha; 2. A Macieira; 3. A Coroa e 4. O Copo e as Uvas.
A Loja da taberna O Ganso e a Grelha era também chamada de Loja de São Paulo, porque celebrava as reuniões no pátio da Igreja de São Paulo. Esta Loja que posteriormente adotaria o nome de “Antiquity” (teria sido fundada em 1691) e a partir dos primeiros anos do século 18 teria começado a promover modificações estruturais que iriam redundar na moderna Maçonaria.

Inicialmente operativa, teria iniciado a admitir homens não ligados à arte de construir.

Assim, o Templo Maçônico, não teria surgido de uma só vez. Teria servido de modelo arquitetônico o Templo de Jerusalém (que era modelo do Templo de Salomão) e que já servira de modelo para as Igrejas. Isso não é de estranhar, visto que a Maçonaria Operativa frutificou à sombra da Igreja, reunindo-se nos adros ou dentro delas mesmas.

O conceito que havia, aí, uma influência da ordem dos Templários cujos estatutos consideravam o templo de Jerusalém como o símbolo das obras perfeitas e dedicadas a Deus.

Parece indiscutível que a orientação na construção dos Templos Maçônicos, assim como das Igrejas, tem origem no Templo de Jerusalém, assim como algumas peças arquitetônicas internas e as duas colunas vestibulares. Todavia existem outras influências não só das antigas civilizações, como do misticismo medieval e oriental, influência esta não apenas na concepção do templo, como também na sua Doutrina, Ritualística, Filosofia e Misticismo.

Outras contribuições:

- Das antigas Civilizações

a) O Templo de Salomão (depois o Templo de Jerusalém), com sua forma, orientação, divisão e as colunas vestibulares. Além disso, arrecada daquele templo, o Altar de Perfumes, estrela de Cinco Pontas, Mar de Bronze, além do Altar, com Trono que fica no Oriente (santo dos santos do Templo de Jerusalém);

b) Dos gregos, as colunas dórica, jônica e corintia, e a estrela de cinco pontas (Pentáculo ou Pentagrama) que é a estrela hominal da escola de Pitágoras (e que foi introduzida na maçonaria no século 18. Dos gregos ainda, a doutrina maçônica adotou a mística do Deuses e Semi-Deuses gregos, vinculados aos oficiais de uma Loja:
- Venerável Mestre – representa Zeus (Júpiter) por sua condição de dirigente, podendo ser absorvido também pela deusa Atená (Minerva), da sabedoria;
- 1° Vigilante – representa Ares (Marte), deus da agricultura e da guerra, ou da força, e pode também ser relacionado a Héracles (Hércules);
- 2° Vigilante – representa Afrodite (Vênus), deusa do amor e da beleza;
- Orador – representa Apolo, deus do Sol, pois sendo responsável pela guarda da lei e pelas peças de oratória, este oficia representa a luz;
- Secretário – representa Artemis (Diana), deusa da lua, já que este oficial reflete nas atas a Luz que vêm do Orador;
- Mestre de Cerimônias – representa a Hermes (Mercúrio), mensageiro dos deuses olímpicos, pois este oficial, em sua circulação é o mensageiro das dignidades da Loja.
Dos gregos ainda temos a Espada Flamejante (que representa o raio que Zeus tem em sua mão). Ainda do Pitagorismo temos a similaridade entre os graus iniciáticos (Ouvintes, Matemáticos e Físicos), que correspondem aos nossos graus simbólicos e ainda o pensamento Pitagórico, que apregoava que a evolução do pensamento humano se dá pela: Intuição, Análise e Síntese. Além disso, é do Pitagorismo, a influência mística dos números na maçonaria, embora também possa ser localizada na Cabala Hebraica. Do pensamento de Pitágoras, temos a dualidade (corpo e alma) e os conceitos do bem e do mal (vício e virtude).

c) Dos egípcios, a contribuição foi a decoração estelar do teto. Os templos egípcios eram a representação da Terra e do Universo, de onde brotavam as colunas como gigantescos papiros em direção ao firmamento. Observar que as colunas vestibulares (originárias dos babilônicos) são na verdade uma contribuição egípcia ao Templo de Salomão. Ainda dos egípcios advêm os mitos solares e o conceito da trindade (Osíris, Isis e Horus), presentes também na mitologia grega e na Igreja Católica (Santa Trindade).

d) Dos Sumérios, o Pavimento de Mosaico, sendo para eles um terreno sagrado. Já para os gregos era apenas um elemento decorativo.

- Dos agrupamentos medievais:

a) Dos astrólogos – As colunas zodiacais e o simbolismo das mesmas;
b) Da Alquimia – os quatro elementos (ar, água, terra e fogo) e, principalmente, nos elementos encontrados na Câmara de Reflexões. A Alquimia pretendia fazer a transmutação de metais em ouro. Simbolicamente a Alquimia Espiritual, transforma o homem impuro em puro;
c) Dos Rosa-Cruzes – Encontram-se na decoração dos graus simbólicos;
- Da Igreja Medieval e da Igreja do Início da era Moderna
a) A Maçonaria teve decisiva contribuição da Igreja, pois como vimos, cresceu e fortaleceu á sombra desta. As antigas Igrejas tinham duas colunas na entrada e um triângulo eqüilátero (Delta) na fachada. Além disso, adotou o conceito de uma Entidade Única Criadora (Deus) – teísmo - que denominou como GADU – lembrar que as antigas civilizações eram, por excelência, politeístas – e o uso da Bíblia como Livro da Lei

- Do Parlamanto Inglês que existe desde 1296

a) Do Parlamento Inglês, a Maçonaria adotou a disposição existente dos assentos dos Maçons em templo, as hierarquias. Neste, o Presidente tem assento no “Great Chair” (Grande Cadeira), sendo ladeado pelos líderes do governo e da oposição, enquanto os demais membros sentam-se frente a frente, situação de um lado e oposição de outro em bancadas de diferentes níveis. Também a Sala dos Passos Perdidos, que é uma anexo do Parlamento Inglês, foi colocado como anexo do Templo Maçônico.

Membro da Loj:. Simb:. Palmares do Sul nro 213
G:.L:.R:.G:.S:.
M:.M:.

Assista uma maquete eletrônica do Templo de Salomão:
Clique para ler mais...

terça-feira, 3 de junho de 2008

A Astronomia na Maçonaria

Para complemento da Peça de Arquitetura abaixo, e buscando esclarecer com mais rigor alguns conceitos emitidos (solstício, equinócio, elíptica, etc), apresentamos um vídeo de astronomia que buscará trazer mais luz sobre o assunto.

O video está em espanhol mas é perfeitamente compreensível.

Clique para ler mais...

PRANCHA: CIRCULO ENTRE PARALELAS: o Mistério da 2ª Instrução do Aprendiz

PEÇA DE ARQUITETURA
Diz nosso Ritual:

Em toda Loja Regular, Justa e Perfeita , existe um ponto dentro de um círculo pelo qual um Maçom não pode transpor. Este círculo é limitado entre o norte e o sul por duas grandes linhas paralelas, uma representando Moisés, a outra representando o Rei Salomão. Na parte superior do círculo fica o L:. da L:., que suporta a Escada de Jacó, cujo cimo toca os Céus. Caminhando dentro deste circ:., sem nunca o transpormos, limitar-nos-emos às duas linhas Paralelas e ao L:. da L:. e enquanto assim procedermos, não podemos errar.

Atrás desta explicação escondem-se alguns mistérios e simbologias, que tentaremos humildemente decifrar a partir desta peça de arquitetura.

Se o Temp:. é a representação do Universo, e está orientado de Leste a Oeste e de Norte a Sul, podemos dizer que o eixo que vai do Ocidente (representado pelas colunas J e B) ao Oriente (representado pelo Delta), corresponde ao equador terrestre. Sua profundidade é da superfície ao centro da terra e sua altura é da Terra ao Céu.

Quando verificamos que o círculo é limitado entre norte e sul, podemos observar no Globo Terráqueo, que de fato, entre o equador e o norte e o sul, existe os trópicos de câncer (no Norte) e de Capricórnio (no sul). Assim, simbolicamente, estamos desvendando este mistério pela luz da Astronomia.

Algumas explicações astronômicas se fazem necessárias para entender melhor esta simbologia oculta.

Além de girar em torno de seu eixo, a Terra desloca-se no espaço, com um movimento de translação em torno do Sol, quando descreve uma elipse, de acordo com as leis de Kepler. Para o observador situado na Terra, todavia, é como se esta fosse fixa e o Sol se movesse em torno dela, seguindo um caminho, que, como já foi visto, é chamado de eclíptica.

Em sua marcha em torno do Sol, a Terra, descrevendo uma elipse, ficará mais próxima, ou mais afastada do astro da luz. O ponto mais próximo --- 147 milhões de quilômetros --- é o periélio; o mais afastado --- 152 milhões de quilômetros --- é o afélio. Se a Terra, no movimento de translação, girasse sobre um eixo vertical em relação ao plano da órbita, as suas diferentes regiões receberiam iluminação sempre sob o mesmo ângulo e a temperatura seria sempre constante, em cada uma delas. Mas, como o eixo é inclinado, em relação à órbita, essa inclinação faz com que os raios solares incidam sobre a Terra segundo um ângulo diferente, a cada dia que passa. E, assim, vão se sucedendo as estações: verão, outono, inverno e primavera.

Como os planos do equador terrestre e da eclíptica não coincidem, tendo uma inclinação, um em relação ao outro, de 23 graus e 27 minutos, eles se cortam ao longo de uma linha, que toca a eclíptica em dois pontos: são os equinócios. O Sol, em sua órbita aparente, cruza esses pontos, ao passar de um hemisfério celeste para outro; a passagem de Sul a Norte, marca o início da primavera no hemisfério Norte e do outono no hemisfério Sul; a passagem do Norte para o Sul, marca o início do outono no hemisfério Norte e da primavera no hemisfério Sul. Esses são os equinócios de primavera e de outono.

Por outro lado, nos momentos em que o Sol atinge sua maior distância angular do equador terrestre, ou seja, quando é máximo o valor de sua declinação, ocorrem os solstícios. Os dois solstícios ocorrem a 21 de junho e a 21 de dezembro; a primeira data marca a passagem do Sol pelo primeiro ponto do trópico de Câncer, enquanto que a segunda é a passagem do Sol pelo primeiro ponto do trópico de Capricórnio. No primeiro caso, o Sol está em afélio e é solstício de verão no hemisfério Norte e de inverno no hemisfério Sul; no segundo, o Sol está em periélio e é solstício de inverno no hemisfério Norte e de verão no hemisfério Sul. Portanto, o solstício de verão no hemisfério Norte e de inverno no hemisfério Sul, ocorre quando o Sol está em sua posição mais boreal (Norte), enquanto que o solstício de verão no hemisfério Sul e de inverno no hemisfério Norte, ocorre quando o Sol está em sua posição mais austral (Sul).

Por herança recebida dos membros das organizações de ofício, que, tradicionalmente, costumavam comemorar os solstícios, essa prática chegou à Maçonaria moderna, mas já temperada pela influência da Igreja sobre as corporações operativas. Como as datas dos solstícios são 21 de junho e 21 de dezembro, muito próximas das datas comemorativas de São João Batista --- 24 de junho --- e de São João Evangelista --- 27 de dezembro --- elas acabaram por se confundir com estas, entre os operativos, chegando à atualidade. Hoje, a posse dos Grão-Mestres das Obediências e dos Veneráveis Mestres das Lojas realiza-se a 24 de junho, ou em data bem próxima; e não se pode esquecer que a primeira Obediência maçônica do mundo, como já foi visto, foi fundada em 1717, no dia de São João Batista.

Graças a isso, muitas corporações, embora houvesse um santo protetor para cada um desses grupos profissionais, acabaram adotando os dois São João como padroeiros, fazendo chegar esse hábito à moderna Maçonaria, onde existem, segundo a maioria dos ritos, as Lojas de São João, que abrem os seus trabalhos “à glória do Grande Arquiteto do Universo (Deus) e em honra a S. João, nosso padroeiro”, englobando, aí, os dois santos.

No templo maçônico, essas datas solsticiais estão representadas num símbolo, que é o Círculo entre Paralelas Verticais e Tangenciais. Este significa que o Sol não transpõe os trópicos, o que sugere, ao maçom, que a consciência religiosa do Homem é inviolável; as paralelas representam os trópicos de Câncer e de Capricórnio e os dois S. João.

Tradicionalmente, por meio da noção de porta estreita, como dificuldade de ingresso, o maçom evoca as portas solsticiais, estreitos meios de acesso ao conhecimento, simbolizados no círculo cósmico, no círculo da vida, no zodíaco, pelo eixo Capricórnio-Câncer, já que Capricórnio corresponde, ao solstício de inverno e Câncer ao de verão (no hemisfério Norte, com inversão para o Sul). A porta corresponde ao início, ou ao ponto ideal de partida, na elíptica do nosso planeta, nos calendários gregorianos e também em alguns pré-colombianos, dentro do itinerário sideral.

O homem primitivo distinguia a diferença entre duas épocas, uma de frio e uma de calor, conceito que, inicialmente, lhe serviu de base para organizar o trabalho agrícola. Graças a isso é que surgiram os cultos solares, com o Sol sendo proclamado --- como fonte de calor e de luz --- o rei dos céus e o soberano do mundo, com influência marcante sobre todas as religiões e crenças posteriores da humanidade. E, desde a época das antigas civilizações, o homem imaginou os solstícios como aberturas opostas do céu, como portas, por onde o Sol entrava e saía, ao terminar o seu curso, em cada círculo tropical.

Tradicionalmente, tanto para o mundo oriental, quanto para o ocidental, o solstício de Câncer, ou da Esperança, alusivo a São João Batista (verão no hemisfério Norte e inverno no hemisfério Sul), é a porta cruzada pelas almas mortais e, por isso, chamada de Porta dos Homens, enquanto que o solstício de Capricórnio, ou do Reconhecimento, alusivo a São João Evangelista (inverno no hemisfério Norte e verão no hemisfério Sul), é a porta cruzada pelas almas imortais e, por isso, denominada Porta dos Deuses. Para os antigos egípcios, o solstício de Câncer (Porta dos Homens) era consagrado ao deus Anúbis; os antigos gregos o consagravam ao deus Hermes. Anúbis e Hermes eram, na mitologia desses povos, os encarregados de conduzir as almas ao mundo extraterreno.

Continua, aí, a dualidade, princípio da vida: diante de Câncer, Capricórnio; diante dos dias mais longos, do verão, os dias mais curtos, do inverno; diante de São João “do inverno”, com as trevas, Capricórnio e a Porta de Deus, o São João “do verão”, com a luz, Câncer e a Porta dos Homens (vale recordar que, para os maçons, simbolicamente, as condições geográficas são, sempre, as do hemisférios Norte).
Ainda para os cabalistas que influenciaram no início da Maçonaria especulativa, as linhas paralelas simbolizam Moisés e o Rei Salomão. O Rei Salomão conforme descrição cabalística representa além da sabedoria, o arguto espírito científico, a observação minuciosa das coisas da natureza, a comparação inteligente entre a natureza e o ser humano, que dever guiar todo Iniciado. Moisés é, segundo o Zoar, um portador da Verdadeira Luz, um ser espiritualizado, pois Moisés viu a Deus, isto é, era detentor da verdadeira Gnose, do auto-conhecimento, depois de uma vida sofrida e cheia de atribulações.

O círculo, também pode ser representado por uma serpente mordendo a própria cauda, é um dos símbolos mais antigos, é um símbolo de eternidade – o universo sem começo ou fim, completo em si e totalmente sábio. O ponto no centro do círculo representa a unidade absoluta, o Centro da Criação, o princípio gerador universal, o G A D U.

Podemos ainda interpretar este símbolo da seguinte maneira: as paralelas representam as colunas B e J que dão entrada aos nossos Templos, o círculo representa a própria Loja, ou seja, o universo que ela encerra, e o ponto central é o próprio Grande Arquiteto do Universo, presidindo nossos trabalhos, distribuindo o Verdadeiro Amor a todos os Obreiros.

Elaborado por Irm:. Luis Genaro Ladereche Figoli
Loj:. Simb:. Palmares do Sul nro° 213
G:.L:.R:.G:.do S:.


Fonte de Consulta:
Prancha “São João” de Jose Castellani
Ritual do Grau do Apr:. M:.
Prancha do Irm:. Altivo Tavares de Souza Filho;
Outros artigos da Internet
Clique para ler mais...

sexta-feira, 30 de maio de 2008

PRANCHA: A Escada de Jacó

PEÇA DE ARQUITETURA

Encontramos no Painel da Loja de Aprendizes uma escada, denominada Escada de Jacó que simbolicamente representa a ligação entre a Terra e os Céus. A origem da introdução do simbolismo da Escada de Jacó na Maçonaria Especulativa deve-se à visão de Jacó, registrada no Velho Testamento, Gênesis 28 vers.10,11,12, 17 e 18.

Gênesis 28 - 10: "E Jacó seguiu o caminho desde Bersba e dirigiu-se a Harã". Gênesis 11: "Com o tempo atingiu certo lugar e se preparou para ali pernoitar , visto que o Sol já se tinha posto. Tomou, pois, uma das pedras do lugar e a pôs como apoio para a sua cabeça e deitou-se naquele lugar ". Gênesis 12: "E começou a sonhar, e eis que havia uma escada posta da terra e seu topo tocava nos céus; e eis que anjos de Deus subiam e desciam por ela". Gênesis 17: "Jacó acordou do sono e disse "Verdadeiramente, Jeová está neste lugar e eu mesmo não o sabia" ". Gênesis 18: "E ficou temeroso e acrescentou; "Quão aterrorizante é este lugar" Não é senão a casa de Deus e este é seu portão de entrada" ".

Simbolismo da Escada de Jacó
Erguendo-se a partir do Altar dos Juramentos, sustentada pelo L.`. L.`. vai em direção à abóbada celeste representada no teto da Loja. Na base da escada, centro e topo encontramos três símbolos: a cruz - que representa a FÈ, a ancora que representa a ESPERANÇA e um braço estendido em direção a um cálice que representa a CARIDADE e no seu ápice uma estrela de sete pontas.

No dicionário encontramos um dos significados de estrela = destino, sorte, fado, fadário. A estrela de Davi, símbolo judaico tem 6 pontas, formada pela interposição, entrelaçamento ou superposição de dois triângulos eqüiláteros. No painel do aprendiz, ao lado da estrela de 7 pontas encontramos à direita a Lua rodeada de 7 estrelas e à esquerda o Sol. O número 7, na simbologia mística nos esclarece do porque uma estrela incomum de 7 pontas no ápice da escada de Jacó

Simbologia do número 7
Principio neutro dominando os elementos da natureza, aliança da idéia e da forma; a unidade em equilíbrio; paciência desenvolvendo a inteligência. Vitória: ligada à natureza e ao amor, simboliza o triunfo do iniciado ao fim da sua busca ( entendimento, compreensão e conhecimento)

Poder espiritual vivificante, o aconselhamento fornecido ao iniciado por Deus. Poder final do espírito sobre a matéria. Reintegração da matéria no espírito e do tempo na eternidade. Número de poder mágico com sua força plena, onde estão compreendidos os estados de evolução física e espiritual que se completam; poder adquirido pelo iniciante nos dois mundos (material e espiritual). Misterioso. Profundo. Estranho e indefinível aos olhos do profano.

Número que representa a energia mais perfeita que Deus concedeu para utilização dos iniciados nos rituais. O sete, diz os seguidores de Pitágoras, era assim chamado em função do verbo grego "sebo", - venerar e deriva do hebraico Shbo, set, ou satisfeito, abundância, sendo Septos, em grego "santo, divino, de mãe virgem".

Assim como a Escada de Jacó está envolvida nos mistérios e instituições que a tradição nos dá conhecer, temos a árvore da vida, no jardim do Éden nos mostrando caminhos entre um estágio inferior para um estágio superior. O verso da carta do tarô - o arcanjo maior - O julgamento - aonde vemos uma escada de sete degraus um arcanjo com sua trombeta , tendo à sua volta uma serpente que engole seu rabo com uma árvore ao seu redor. Além de figuras humanas na base da escada.

Esta carta mostra a ressurreição sob influência do Verbo. A Arvore da Vida carrega a seiva para Ourobus, a serpente que morde sua própria cauda, que é o símbolo da eternidade. A misteriosa escada dourada (escada de Jacó) que é o veículo para o homem ascender a um plano superior, atendendo ao chamado do arcanjo. A compreensão desta linguagem simbólica implica o conhecimento de questões que estão diretamente ligadas ao estudo e análise do nosso subconsciente, dos arquétipos e do nosso inconsciente coletivo descrito por Carl Gustav Jung.

È a Escada de Jacó um símbolo religioso nos mostrando que só chegaremos à morada de Deus se galgarmos degrau por degrau a escada da vida. È o símbolo do caminho para a perfeição. Sua colocação no painel do aprendiz indica que o neófito colocou o pé no primeiro degrau da escada, iniciando sua busca para o aperfeiçoamento moral. Outra visão - a esotérica - da escada de Jacó, onde anjos subiam e desciam por ela, nos mostra, simbolicamente os ciclos evolutivos e involutivos da vida num perpétuo fluxo e refluxo através dos sucessivos nascimentos e mortes.

A citação bíblica "a casa de meu pai tem muitas moradas" também nos reporta ao seu sentido esotérico, dizendo-nos que há muitos níveis para as criaturas dentro do seu grau de evolução e progresso. Que possamos, na nossa ignorância, atinar para a grande inteligência do Plano de Evolução da Vida, que nos é sugerido no painel da Loja de Aprendiz, pois após a estrela de sete pontas, que simboliza a verdadeira sabedoria e a perfeição moral, ainda poderemos transcender rumo às nuvens, Lua, Sol e demais estrelas do firmamento, incorporando-nos no grande e glorioso Céu, contido na abóbada celeste, para verdadeiramente nos reencontramos com o G.`.A.`.D.´.U.´.

Jurandyr José Teixeira das Neves
M.'.M.'., ARLS Renascença - Santo André - SP - Brasil

Clique para ler mais...

segunda-feira, 5 de maio de 2008

PRANCHA: A Pedra Bruta e suas Aplicações Filosóficas

PREFÁCIO
A pedra bruta é a pedra de cantaria, que é uma pedra própria para ser esquadrejada e usada nas construções, já que só a pedra esquadrejada cúbica, ou em forma de paralelepípedo - é que encaixa perfeitamente nas construções, sem deixar vãos. Os homens que nela trabalhavam eram os canteiros, ou esquadrejadores da pedra, os quais a transformavam na pedra cúbica. Daí os dos símbolos em Loja, já que praticamente tudo o que fazemos, hoje, tem sua origem nas organizações dos franco-maçons de ofício, ou operativos, como a dos canteiros. (José Castellani)
INTRODUÇÃO
Para os iniciados nos Augustos Mistérios da Maçonaria, a apresentação do seu primeiro trabalho é um passo de valor imensurável, por tratar da importância de pesquisar, comparar obras de mais de um autor, tirar conclusões próprias, externar o que pôde aprender e o que progrediu com os ensinamentos prestados pelos irmãos de Loja.O tema escolhido é palpitante haja vista sua aplicabilidade tanto no meio profano como na maçonaria simbólica, de vez que podemos verificar desde as mais antigas civilizações já se faziam menções sobre as pedras, que ao longo do tempo foram utilizadas das mais diversas formas para expor o pensamento humano, seja ele religioso como filosófico. Não obstante a maçonaria especulativa muito sabiamente aproveita esses conceitos retirados das pedras a expressão marcante e lança ensinamentos para todos seus membros, desde sua iniciação.O objetivo principal desse trabalho é apresentar a simbologia das pedras presentes em várias civilizações e em diferentes épocas e sua aplicação na formação dos maçons-aceitos.
DESENVOLVIMENTO
A história da humanidade desde seu inicio tem um vínculo forte com as pedras. O homem das cavernas descobriu-as como grandes aliadas. A pedra foi utilizada para vários fins seja como arma ou outra ferramenta qualquer que facilitara a vida de nossos ancestrais.O tempo foi passando e o homem evoluía cada vez mais, seus aprendizados foram aprofundando-se, até que adquiriu o domínio de várias técnicas, as quais eram vitais para sua sobrevivência. Essas técnicas deram origem a ciência, produto do intelecto humano, como somatório dos conhecimentos adquiridos. Ainda em sua primitividade o homem, por seus caracteres que diferem dos outros animais (corpo, alma e mente), sentia a necessidade de comunicar com o ser superior, pois percebia em sua espiritualidade que foi criado, logo, desse sentimento nasceu a religião que era manifestada de forma muito variada conforme cada região onde habitava.As pedras dentro da religiosidade têm um valor sem par, elas eram erigidas para representar seus deuses. E vemos que de simples pedras não-talhadas, gradativamente os homens foram utilizando pilares lavrados e depois para colunas talhadas esculturalmente segundo a semelhança de animais ou homens destinados a tornarem objetos de reverência e culto como representação de deuses, que por sua solidez e durabilidade servia para sugerir o poder e a estabilidade de uma divindade.O culto utilizando pedras tem sido rastreado em quase todas as regiões da terra e entre quase todos os povos bárbaros. A Bíblia Cristã, desde o livro do Gênese até o Apocalipse, faz alusões às pedras, vejam alguns exemplos:
Em Gênese, capítulo vinte e oito, versículo dezoito, lemos: “No dia seguinte pela manhã, tomou Jacó A PEDRA sobre a qual repousara a cabeça e a erigiu em Estela derramando óleo sobre ela;
As tábuas onde foram escritos os dez mandamentos eram de PEDRA (Êxodo, capítulo trinta, versículo dezoito);
Há referências bem conhecidas tanto no Velho com no Novo Testamento sobre as pedras-símbolos. No Livro dos Salmos, capítulo cento e dezoito, lemos: “ A PEDRA que os construtores rejeitaram, tornou-se PEDRA ANGULAR”. Considera-se isso uma profecia dirigida a Jesus, como o Cristo, que foi rejeitado pelos judeus, mas tornou-se a PEDRA fundamental da igreja.
Jesus cita essas palavras em Mateus, capítulo vinte e um, acrescentando: “Aquele que tropeçar nesta PEDRA, far-se-á em pedaços, e aquele sobre quem cair será esmagado”.
Pedro denomina Jesus em sua segunda epístola, capítulo quatro, como PEDRA PRECIOSA;
Ao passo que Pedro foi chamado CEPHAS, quer dizer PEDRA, pelo próprio Jesus em Mateus, capítulo vinte e seis, versículo dezoito.
Já no judaísmo se vê a velha lenda sobre o maravilhoso depósito de PEDRA DE FUNDAÇÃO, É encontrada no livro Talmúdio-yoma, que afirma, ela tinha sobre si o nome sagrado de DEUS gravado na síntese da sigla G.A.O.T.U. Alguns rabinos hebraicos dos tempos antigos adeptos à doutrina metempsicose acreditavam que uma alma humana podia após a morte não só renascer num corpo humano, mas também, por culpa de seus pecados, num corpo de animal e até mesmo aprisionado numa PEDRA. No fólio hebraico número cento e cinqüenta e três, podemos ler: “A alma de um caluniador pode ser forçada a habitar uma PEDRA SILENCIOSA.Os antigos gregos costumavam erguer colunas de pedras consagradas diante de seus templos e ginásios e até mesmo as habitações de seus cidadãos insignes. No mundo árabe em Meca (cidade de peregrinação islâmica), acha-se a PEDRA mais notável do mundo, é uma PEDRA PRETA, que está preservada na “kaaba” ou casa cúbica que fica no átrio da mesquita sagrada. Acredita-se que seja um aerólito ou pedra meteórica. Esta PEDRA PRETA tem sete polegadas de comprimento aproximadamente, e é oval, segundo diz, ela foi quebrada durante o assédio de Meca em 683 DC, foi recomposta com cimento e encerrada numa cinta de prata. Está embutida na parede do ângulo nordeste da kaaba a uma altura que permite que os devotos a beijem em ato de adoração.Esses são apenas alguns dos inúmeros exemplos da correlação homem e pedra, presente na cultura religiosa que é a mais antiga manifestação circundada na vida humana. Assim também para a maçonaria as pedras têm um valor imensurável, posto que a própria origem desta instituição tenha muito haver com elas, uma vez que é herdeira o conhecimento de várias associações de construtores, principalmente daquelas manifestada durante a Idade Média. A representação simbólica das pedras está intimamente ligada com a vida de um maçom, desde sua iniciação, seu primeiro trabalho realizado à frente do irmão primeiro vigilante, onde ele ainda não percebe a riqueza existente nesse gesto.A PEDRA BRUTA é o ponto de partida para a grande transformação a ser feita no espírito do maçom. Desbastar esta PEDRA BRUTA significa que esse trabalho simbólico deve-se dedicar o maçom para chegar a ser o obreiro que domina a boa arte de construir. Na realização desse trabalho o iniciado é ao mesmo tempo obreiro, matéria-prima e instrumento. Ele mesmo é a PEDRA BRUTA, que representa seu atual estado de imperfeito desenvolvimento, que deve converter-se em forma de perfeição interior.Como a perfeição é infinita e seu absoluto é inacessível, o que nos resta fazer é tão somente aproximar da perfeição ideal, por etapas de progresso, desenvolvendo-as através de sucessivos graus de perfeição relativa. O próprio reconhecimento de nossa imperfeição por um lado e de outro um ideal desejado são as primeiras condições indispensáveis para que possa existir o trabalho de desbaste. Se o Aprendiz souber relevar, quando algum irmão o aborrecer, estará retirando uma aresta, se ele usar o exercício da tolerância contra as agressões, mais arestas caem. O construir, o participar, o contribuir e o atender são atributos que também retiram arestas.Contudo a melhor maneira de desbastar a PEDRA BRUTA é a própria comprovação fraterna – chave para abrir portas aos irmãos e assim estaremos dando mostras de que os amamos. Este é o caminho certo, o início do aperfeiçoamento, que certamente será longo, áspero e de sacrifícios, mas vale a pena ser trilhado. É dando que se recebe lembra-nos Francisco de Assis, em uma mensagem de amor.Assim pedem os aprendizes-maçons, sempre haja alguém que os ajudam a suportar o fardo, a torná-lo leve, colaborando com seu progresso mostrando sempre o caminho do bem e da virtude. É necessário ainda que cada um de nós, sendo PEDRA BRUTA conheça sua natureza, descubra de que material é feito, que resistência possui, se é pedra-ferro, pedra mármore, granito ou outra composição. Esse trabalho deve ser uma contínua rotina em nossas vidas, uma vez que a necessidade de aprimoramento seja ele intelectual; espiritual ou psíquico faz parte da natureza humana para atingir novos paradigmas do verdadeiro progresso, a serviço da própria humanidade que vai adentrando por séculos e séculos cumprindo seu destino. Pois somos degraus na cadeia da divindade, e cada degrau sustenta um e é sustentado por outro, o ser evolucionado além de limpar e polir seu degrau tem também o dever de contribuir para a limpeza dos outros, para que nada de feio se veja, assim estaremos evoluindo e colaborando para a evolução do todo, pois “o todo é muito maior que a simples soma das partes”.
CONCLUSÃO:
O valor alegórico inspirado nas pedras, desde os primórdios tempos, é refletido para toda a existência, que o homem moderno precisa obter os ensinamentos que elas – as pedras proporcionam, a fim de melhorar sua própria vida, para contribuir na construção de uma sociedade centrada nos bons costumes. Desta forma, faz-se necessário buscar incessantemente o aprimoramento individual e coletivo, quer nos trabalhos das oficinas, nos encontros fraternos, na aplicação da doutrina, no ensinamento geral a que todos abrangem, nas ocupações do mundo profano, que o maçom cumpre integralmente sua finalidade na sociedade humana.A transformação de PEDRA BRUTA EM PEDRA POLIDA só encontra seu significado real com o trabalho primitivo dos PEDREIROS LIVRES, quando, a própria oficina procura anular as arestas de seus próprios membros quaisquer que sejam as suas posições em Loja, sejam quais forem seus títulos iniciáticos.Reflitamos, pois meus Irmãos.E que o G.•.A.•.D.•.U.•. a todos ilumine e guarde.

Bibliografia:
Constituição do Grande Oriente do Brasil
Ritual (REAA) 1º Grau - Aprendiz
Enciclopédia Barsa
"A simbólica Maçônica" – Jules Boucher
"Caderno de Estudos Maçônico" – José Castellani
Manual do Aprendiz-
Maçom Bíblia Sagrada
Enciclopédia da Sociedade de Ciências Antigas


GERALDO BATISTA DE CAMARGOS
A.'.M.'. , ARGBLS Fênix de Brasília nº 1959, Brasília - DF, Brasil
Fonte:http://www.maconaria.net/200708_pedra_bruta_filosoficas.shtml Clique para ler mais...

Mensagem de Boas Vindas

Meu Irm:.
Este espaço é teu. Fiz com o objetivo de poder auxiliar-te na evolução de tua caminhada em nossa Ord:., principalmente na elaboração de P:. de Arq:. e artigos que tragam o conhecimento em nossa Art:. Real.
Nosso objetivo é trazer aos IIrm:. um pouco de luz neste meio de comunciação, uma vez que a Internet está viciada de informações distorcidas, incorretas e não verdadeiras . Sabemos que a Internet hoje representa uma grande fonte de pesquisa e de informação e é neste sentido que vamos laborar.
Postarei aqui, algumas P:. de Arq:. de minha lavra e de lavra de outros IIrm:.. Peço-te que me ajudes a elaborar este Espaço (que insisto é nosso) encaminhado tuas P:. de Arq:. e trabalhos que realizares em Loj:. para serem postadas neste Blog. As mensagem podem ser enviadas através do e mail espacodomacom@hotmail.com, as mesmas serão avaliadas e, se corresponderem a trabalhos de verdadeiros IIrm:. serão postadas.
Precisamos no e mail com o trabalho enviado, sejam respondidas três perguntas:

1. Sois maçom?
2. Durante que tempo devemos trabalhar como Maçons?
3. Qual a sua Loj:., Poten:. e Orien:. ?
Clique para ler mais...