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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Iniciação na Maçonaria: O Início de uma Jornada Mística

Peça de Arquitetura


Por Irm.´. Luis Genaro L. Fígoli (Moshe)
Sobre o Livro “O Diário de Um Maçom” de Paulo Valzacchi

Apresentação

Garimpando minha biblioteca, encontrei um pequeno, mas interessante Livro, que havia tempo não lia, e me deparei com um capítulo que me chamou a atenção pela beleza plástica e profundidade de conceitos, dentro de uma aparente simplicidade. Uma reflexão se impõe antes de me debruçar sobre o assunto: é dentro de pedras aparentemente sem nenhum valor que encontramos uma joia. Precisamos lapida-la para encontra-la, e para isso precisamos de ferramentas, sendo que a principal é a sabedoria. Podemos ler muitas vezes um livro, uma frase ou um texto qualquer, mas para entendê-lo e decifrá-lo precisamos algo mais do que conhecimento e interpretação. Precisamos de sabedoria. É por isso que a cada leitura, a cada instrução que recebemos, sempre conseguimos ver outra faceta ou ângulo do assunto em questão. Esta é a beleza de nossa Filosofia.

Mas voltando ao Livro, trata-se de uma obra publicada pela editora Universo dos Livros, escrito por Paulo Valzacchi e o nome “O Diário de um Maçom”. O capítulo em questão é “O Início da Jornada Mística” que trata dos sentimentos havidos pelo escritor, quando fora iniciado nos Augustos Mistérios de nossa Ordem. Para quem já é iniciado na Maçonaria, encontrará certamente lembranças de sua própria iniciação, com todos os sentimentos que se projetam nesta belíssima cerimônia. Para quem não é iniciado, servirá como conhecimento superficial (sutil) da forma como na Maçonaria estudamos a filosofia.

Não farei a transcrição literal de todo o capítulo, mas pinçarei àquelas passagens mais interessantes e enriquecerei com comentários ou acréscimos meus. Espero que seja do agrado do leitor, assim como o foi para mim.


O INÍCIO DA JORNADA MÍSTICA

Após alguns anos, fui chamado para ir à Ordem Maçônica. Naquele dia eu estava ansioso e demasiadamente repleto de medo. Embora eu tivesse muito conhecimento sobre a Ordem, estava tomado por uma impetuosa sensação de insegurança, afinal não sabia o que estava por vir em sua íntegra. Eu havia seguido todos os pré-requisitos solicitados pelos irmãos da Loja, ou seja, de não me alimentar fartamente, de não comer carne, para manter minha vibração em uma sintonia positiva, de beber muita água e orar mais frequentemente, com a finalidade de aumentar minha luminosidade espiritual.

Fui recebido por um senhor de cabelos brancos, de voz mansa e ponderada, o que, de certa maneira, transmitiu-me segurança e tranquilidade. Conversamos por alguns minutos e suas palavras invadiram-me o espírito como uma forma de preparação pelos eventos que se seguiriam. Jamais poderei esquecer as palavras dóceis e sábias transmitidas por ele que abordaram a respeito da calma, da utilização dos sentidos, da espiritualidade de da confiança. Havia algo de sublime no ar, algo que as simples palavras não poderiam expressar.

Iniciar nos mistérios sagrados é algo que não ocorre somente no plano físico, como muitas pessoas imaginam. Existe algo mais complexo que transcende o significado físico para adentrar outras esferas, Em outras palavras: uma verdadeira viagem.
Minutos se passaram, e o senhor que havia me recepcionado levou-me ao interior do templo. Fui então conduzido por corredores imensuráveis, andando em voltas por muito tempo, como em um labirinto escuro e interminável. Toda a jornada foi silenciosa e parecia que deixava para trás toda uma vida de escuridão e desencontros, um círculo de conflitos.

Fui levado a uma pequena sala, simples e escura, onde havia apenas uma cadeira, uma mesa e uma lamparina. Observei e senti algo fúnebre no ar, pois notei que havia, no teto da sala, algumas pequenas cav.´. entalhadas, o que me levou a mais insegurança sobre os próximos atos.

Então comecei a ponderar sobre aquela visão. Eu estava realmente diante de uma reflexão profunda, a própria morte, e era nítido que naquele instante eu iria morrer, mas não fisicamente. Eu estava começando a entender algo primordial. Não sobre a morte, mas sobre a vida.

Todos nós teremos de passar por essa transição. Aliás, esta é a única certeza que temos sobre a nossa vida, ou seja, o rito de passagem da vida para a morte.

Certamente a grande lição é que tudo no mundo é extremadamente efêmero, tudo muda em fração de segundos, o universo é dinâmico, existe apenas o agora, o passado acabou de ficar para trás e o futuro é realmente incerto.

Um dos obstáculos que se apresentam constantemente em nossas vidas é a recorrência do passado. As viajarmos mentalmente através do tempo, migramos diretamente ao passado doloroso, como um replay do sofrimento e dos erros, que, ao invés de nos fortalecer com as experiências ocorridas, nos prende a uma teia de hesitação, e dessa maneira limita nossos passos.

Não somos capazes de nos libertarmos do nosso passado, mas poderemos conseguir que ele não se torne um fantasma que assombre nossa vida.

Como fazer isso?

Esteja sempre querendo alcançar o desenvolvimento, É claro que às vezes precisamos dar uma parada, para nos orientarmos, mas isso não significa que devemos ficar estacionados, pois isso seria negar a própria vida. Naqueles instantes que se seguiram sobre a luz tênue da lamparina, dentro de mim brotou um silencio avassalador, mas a minha mente continuava frenética, buscando por respostas. Senti-me muito pequeno, lembrei-me de todos os meus apegos materiais, e como somos apegados as coisas, apegados ao carro, onde um pequeno risco na pintura pode acabar com a harmonia de nosso dia, apegados ao dinheiro, como a falta dele nos desequilibra, apegados às paixões transitórias, ao sexo fortuito e ao pessimismo, somos criaturas que, via de regra, não sabemos o que queremos. Quantas vezes naquele recinto me perguntei sobre o que realmente queria? Esta é uma pergunta que ajuda a nos desvencilharmos de todas as ilusões, pois percebemos que temos tudo, que toda a felicidade está a nosso lado, mas não compreendemos isso.

Lembrei-me das pessoas dizendo aquela famosa frase: “Eu era feliz e não sabia”.

Essa é a grande verdade, você é feliz, eu sou feliz, mas iremos apenas a nos dar conta dessa felicidade daqui a alguns anos. Percebemos, então, que já e tarde demais e precisamos começar já a realizar as verdadeiras mudanças, hoje, agora!

Jamais poderia imaginar que ficar em silêncio por algumas horas poderia me levar a tantas conclusões, afinal, estamos sempre com pessoas a nosso lado, sempre ruminando, conflitando as ideias, subordinados a uma gritaria interior. Tenho certeza, o silêncio pode nos deixar loucos por não estarmos acostumados a ele. Foi somente com o passar dos anos que aprendi que o silêncio é uma forma poderosa de meditação e eu tenho a convicção de que ele pode lhe ajudar muito, afinal, com o tempo, quando ensinamos a nossa mente a morar no silêncio, toda a gritaria se dissipa e é possível ouvir uma voz refinada, uma voz que pode guiar seus passos por um caminho seguro: a intuição.

Neste momento precisamos estabelecer uma diferença na forma de agir de homens e mulheres. As mulheres naturalmente tem a capacidade de intuir, pois são dotadas deste sentido sutil (6° sentido). Não fazem nenhuma força ou meditação, é extremadamente natural que consigam enxergar com os olhos que vêm e enxergam. O homem, pragmático por natureza, não desenvolveu esta capacidade. Como diz John Gray em seu Livro “Os homens são de Marte e as mulheres de Vênus”, provavelmente, estas capacidades foram adquiridas e desenvolvidas quando o gênero humano ainda estava nas cavernas. O homem precisava combater para proteger sua prole, caçar e pescar para alimentá-la (daí o desenvolvimento da força, destreza, agilidade, sentido de direção e pragmatismo), enquanto as mulheres permaneciam nas cavernas, em sociedade, cuidando, alimentando e protegendo a prole e sociabilizando-se com as demais famílias. Daí a facilidade de comunicação e o desenvolvimento da intuição (para saber, por exemplo, quando seus bebês estavam com fome, frio, doentes, etc.). Nós homens, quanto temos problemas para resolver (inclusive de conflitos internos) entramos em nossa “caverna” para buscar a solução. Não queremos conversar, sociabilizar o problema. A solução está “dentro” de nós e precisamos do silêncio para “despertar” a nossa intuição. Já as mulheres, “contrario senso”, como a sua intuição sempre mostra o caminho, precisam, por natureza, conversar sobe o problema, pois apesar de intuitivas tem pouco senso prático, pincipalmente em se tratando de relacionamento social.

É para despertar a consciência, ou a intuição, que o Apr.´. M.´. deve primar pelo silêncio. O estado de meditação é o mais propício para poder absorver estados mais sutis da consciência e ingressar na subconsciência, onde encontramos as respostas para uma série de indagações sobre a nossa natureza. Em silêncio, em profunda meditação, conseguimos aquietar nossa mente e nosso espírito, desabrochando uma série de experiências que são únicas e somente alcançadas através desse caminho.


Dentro de cada m de nós há uma luz poderosíssima, mas é preciso estar “acordado” para fazer uso dela; se dormir, ou seja, se a consciência não estiver “desperta”, será igual aos homens que estão há milhares de anos adormecidos. Viverá da mesma maneira que eles, nas trevas. Mas, ao despertar do sono profundo, alcançará a graça da felicidade.

Após algum tempo em que minha mente começou a silenciar-se, detive-me a olhar a chama da lamparina e lentamente fui me sentindo diferente, calmo, tranquilo e relaxado. Eu sabia que aquele exercício era realizado pelos rosa-cruzes, para treinar a concentração, mas diante de toda aquela atmosfera algo maior aconteceu: eu estava integrado ao fogo da chama e tudo ao meu lado começou lentamente a desvanecer, eu simplesmente não conseguia observar o ambiente físico. Teria eu perdido a razão, a lógica ou a visão?

Era certo que a chama que havia eliminado a minha visão colocou-me em um estado único de percepção aguçada, e naquele instante (quando o meu guia entrou na sala) eu estava pronto para iniciar a grande jornada mística.

- Levante-se e siga-o, disse-me a intuição.

O guia não poupou palavras e me passou um ensinamento fundamental:

- A calma é dos atributos especiais das pessoas sensatas, afinal ela é o tempo específico para que tudo passe pelo crivo da razão antes de chegar à ação. Manter-se neste estado é indispensável em momentos de crise e, uma vez nesse estado e colhendo os frutos dessa sabedoria, você terá alcançado o sucesso.

Bibliografia:
- Valzacchi, Paulo – O Diário de um Maçom – Editora Universo dos Livros, 2008;
- Gray, John – Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus – Editora Rocco, 1997;
- Wikipédia.

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4 comentários:

Célia disse...

Uma jornada de estase do conhecimento dentro do templo.Conectar a luz interior a uma lamparina,em silêncio e segurança.Que fascinante! "O Senhor abre os olhos aos cegos, O Senhor levanta os abatidos, O Senhor ama os JUSTOS.salmos146-18.Que o G.A.D.U.,continue a te espirar Genaro.

Anderson disse...

Que Deus em sua infinita bondade e compaixão, tenha misericórdia de vocês, dos atos que praticam.
Pois afirmo de todo coração; vocês não sabem o que fazem!!!

atacadista massa de bolo de mandioca disse...

UM DIA VOU SER MAÇOM

Divino catita catita disse...

Anderson, espero de todo coração, que Deus tenha piedade da sua ignorância e fanatismo. o fanatismo é a pior cegueira que o homem pode ter . pois, limita sua inteligência.