segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

O PISO OU PAVIMENTO DE MOSAICO


Por M.'.I.'. Luís Genaro Ladereche Figoli

G.'.33°

O piso mosaico é um dos símbolos da maçonaria, representando a diversidade e a variedade de pessoas que compõem a humanidade.

Na maçonaria, o piso mosaico é frequentemente usado em lojas maçônicas (os locais de reunião dos maçons) como um tapete no chão ou previamente instalado, com um padrão quadriculado de preto e branco. A ideia por trás desse símbolo é que, assim como o piso mosaico é composto por pedras de diferentes cores, a humanidade é composta por pessoas com diferentes origens, crenças e personalidades.

Além disso, o piso mosaico também representa a dualidade da vida. O preto e o branco representam o bem e o mal, o positivo e o negativo, a luz e a escuridão, e assim por diante. A maçonaria ensina que, para se alcançar a harmonia e a sabedoria, é necessário encontrar o equilíbrio entre esses opostos.o

O piso mosaico na maçonaria, portanto, é um símbolo que representa a diversidade humana e a dualidade da vida.

Além das interpretações mencionadas, o piso mosaico na maçonaria também representa a ideia de que cada indivíduo tem sua própria jornada a seguir na busca pela verdade e pela iluminação. Isso significa que cada pessoa tem suas próprias experiências, desafios e aprendizados, assim como as pedras do piso mosaico são diferentes umas das outras.

Outra interpretação comum é que o piso mosaico simboliza a igualdade entre os seres humanos. Independentemente de suas diferenças de origem, religião, posição social, etc., todos os indivíduos têm o mesmo valor e merecem o mesmo respeito. Essa ideia é reforçada pela disposição das pedras do piso mosaico, que não dá destaque a nenhuma delas.

Além disso, o piso mosaico também é um lembrete para os maçons de que eles devem estar preparados para enfrentar os desafios da vida. Assim como o piso mosaico é duro e resistente o suficiente para suportar o peso dos membros da loja maçônica, os maçons também devem ser fortes e resilientes para superar as dificuldades e obstáculos que encontram em suas vidas.

Por fim, é importante ressaltar que, embora o piso mosaico seja um símbolo importante na maçonaria, ele não tem um significado único ou fixo. Cada maçom é livre para interpretá-lo de acordo com suas próprias experiências e compreensão.

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domingo, 19 de fevereiro de 2023

 "A felicidade é o objetivo supremo da vida humana, e só pode ser alcançada através da busca da excelência em todas as coisas que fazemos, pois é através da virtude que o homem atinge sua plenitude."

Mestre Moshe 33°

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AS SETE LEIS DO HERMETISMO - Natureza e Espiritualidade


Por M.'.I.'. Luis Genaro Ladereche Figoli

G.'.33°

O Hermetismo é uma tradição espiritual que tem suas raízes na filosofia e na mitologia egípcia, e que foi desenvolvida na Grécia Antiga. Suas leis, também conhecidas como "Princípios Herméticos", são geralmente consideradas como um conjunto de ensinamentos que guiam aqueles que buscam compreender e aplicar as leis universais do cosmos.

Estas Leis são atribuídas a Hermes Trimegisto "Hermes, o três vezes grande") que é uma figura mítica de origem sincrética. Essa figura mítica indica o deus Thoth dos antigos egípcios, considerado o inventor das letras do alfabeto e da escritura, escrita dos deuses, e portanto, revelador, profeta e intérprete da divina sapiência e do divino logos. Quando os gregos tiveram conhecimento desse deus egípcio, descobriram que apresentava muitas analogias com seu deus Hermes, intérprete e mensageiro dos deuses, e o qualificaram com o adjetivo “Trismegisto” que significa “três vezes grandíssimo”.

Na antiguidade tardia, especialmente nos primeiros séculos da era imperial (sobretudo no séculos II e III depois de Cristo), alguns teólogos e filósofos pagãos, em contraposição ao cristianismo galopante, produziram uma série de escritos, conhecidos como literatura hermética, apresentando-os sob o nome desse deus, com a evidente intenção de opor às Escrituras divinamente inspiradas dos cristãos, como outras escrituras difundidas como divinas “revelações”. A literatura hermética hoje em dia está quase perdida.

As pesquisas modernas já acordaram, sem sombra de dúvida, que sob a máscara do deus egípcio se escondem autores diversos, e que os elementos “egípcios” são exíguos. Na realidade, trata-se de uma das últimas tentativas de resgate do paganismo, amplamente fundado em doutrinas do platonismo da época (o médio platonismo).

Pela diversidade de temas, é pouco provável que todos esses livros tenham sido escritos por uma única pessoa, mas representam o saber acumulado pelos egípcios ao longo do tempo.

Alguns autores figuristas consideravam Hermes Trismegisto, bem como outros personagens lendários antigos, como sendo a mesma pessoa do patriarca bíblico Enoque.

As sete leis do Hermetismo são:

1. Princípio de Mentalismo: "O Todo é mente; o universo é mental". Este princípio ensina que tudo no universo é mental e que a mente é a causa primária de toda a criação.

2. Princípio de Correspondência: "Como é em cima, é embaixo; como é dentro, é fora". Este princípio ensina que existem correspondências entre as leis e fenômenos dos planos físico, mental e espiritual.

3. Princípio de Vibração: "Nada está parado; tudo se move; tudo vibra". Este princípio ensina que tudo no universo está em constante movimento e vibração.

4. Princípio de Polaridade: "Tudo é duplo; tudo tem polos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau". Este princípio ensina que tudo tem seu oposto e que esses opostos são complementares.

5. Princípio de Ritmo: "Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação". Este princípio ensina que tudo no universo tem um ritmo e um movimento, e que esses movimentos são equilibrados e compensados.

6. Princípio de Causa e Efeito: "Toda causa tem seu efeito; todo efeito tem sua causa; tudo acontece de acordo com a lei; o acaso é simplesmente um nome dado a uma lei não reconhecida; há muitos planos de causalidade, mas nada escapa à lei". Este princípio ensina que toda ação tem uma reação correspondente e que tudo o que acontece tem uma causa e uma explicação.

7. Princípio de Gênero: "O gênero está em tudo; tudo tem seu princípio masculino e feminino; o gênero se manifesta em todos os planos da criação". Este princípio ensina que tudo no universo tem um princípio masculino e feminino e que esses princípios são necessários para a criação e a manifestação da vida.

Essas leis são consideradas fundamentais para a compreensão da natureza do universo e para a evolução espiritual e pessoal.

Fonte:
Wikipedia
Pike, Albert - Moral e Dogma
Adum, Jorge - As Chaves do Reino Interno

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sábado, 18 de fevereiro de 2023

A PEDRA BRUTA E A PEDRA POLIDA NA MAÇONARIA

Por M.'.I.'. Luis Genaro Ladereche Figoli 33°

Na Maçonaria, a pedra bruta e a pedra polida são simbólicas e representam diferentes estágios de desenvolvimento pessoal e espiritual.

A pedra bruta é o estado inicial do indivíduo, que representa sua natureza humana e imperfeita. Essa pedra é áspera, irregular e sem forma definida, e representa a ignorância, os vícios, as fraquezas e as limitações do ser humano. A pedra bruta é, portanto, um símbolo da matéria-prima que precisa ser trabalhada para se tornar uma obra-prima.

A pedra bruta é o estado primordial do ser humano, simbolizando a ignorância, os vícios e as limitações que devem ser superados para se alcançar a sabedoria, a virtude e a excelência. É uma referência à matéria-prima que, por meio do trabalho, pode ser transformada em algo útil, belo e valioso.

Na Maçonaria, a pedra bruta representa a jornada do aprendiz maçom, que busca lapidar sua própria natureza, superando seus defeitos e desenvolvendo suas qualidades. A pedra bruta é um convite para o trabalho interior, o autoconhecimento e o aprimoramento constante, que levam o indivíduo a evoluir, aperfeiçoar-se e a alcançar a pedra polida.

Já a pedra polida é o estado final do indivíduo, que representa sua natureza divina e perfeita. Essa pedra é lisa, simétrica e com forma definida, e representa a sabedoria, a virtude, a força e as habilidades desenvolvidas pelo ser humano ao longo de sua vida. A pedra polida é, portanto, um símbolo da obra-prima que foi construída a partir da matéria-prima da pedra bruta.

A pedra polida, por sua vez, representa a transformação da pedra bruta em uma obra-prima. É o estado final da jornada do aprendiz maçom, onde se alcança a excelência, a sabedoria, a virtude e a fraternidade. A pedra polida simboliza o trabalho bem-sucedido, a construção de uma personalidade forte, equilibrada e harmoniosa, e a contribuição para o bem-estar da humanidade.

A Maçonaria utiliza o simbolismo da pedra bruta e da pedra polida como um meio para transmitir lições filosóficas e morais que visam aprimorar o indivíduo e a sociedade. Esses símbolos nos convidam a refletir sobre nossas próprias limitações e desafios, e a buscar constantemente o aprimoramento pessoal e o bem comum.

Na Maçonaria, o processo de transformação da pedra bruta em pedra polida é simbolizado pela jornada do aprendiz maçom, que busca aprimorar suas habilidades, virtudes e conhecimentos para alcançar seu pleno potencial como ser humano e como membro da sociedade. A pedra polida também representa a construção de um mundo melhor, baseado na fraternidade, na igualdade e na liberdade.


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domingo, 12 de fevereiro de 2023

FUNDAMENTOS SOBRE O PAINEL DO A.´. M.´. – O QUE PRECISAMOS SABER INCIALMENTE

 



Por M.´. I.´. Luis Genaro Ladereche Fígoli
G.´.33°

O Painel do Aprendiz é uma das principais simbologias da Maçonaria, sendo uma representação gráfica da jornada do Aprendiz em sua busca pelo conhecimento e autoconhecimento.

A Maçonaria é uma instituição filosófica e fraternal cujos membros são chamados de "maçons". Seus princípios incluem a busca pelo conhecimento, a moralidade, a ética e a fraternidade. Os membros da Maçonaria usam simbologias, rituais e cerimônias para transmitir seus ensinamentos.

O Painel do Aprendiz é uma dessas simbologias. Ele é geralmente encontrado nas Lojas Maçônicas, que são os locais onde os maçons se reúnem para realizar suas cerimônias e atividades. O Painel do Aprendiz é um quadro com imagens que representam a jornada do Aprendiz, desde o momento em que ele entra na Maçonaria até o momento em que ele alcança o grau de Mestre Maçom.

O Painel do Aprendiz geralmente inclui imagens de ferramentas, como maço, cinzel, esquadro, nível, prumo e compasso, que simbolizam as virtudes e habilidades que o Aprendiz deve desenvolver durante sua jornada. Além disso, também inclui imagens do Sol da Lua, da Pedra Bruta er da Pedra Polida, cada um simbolizando aspectos importantes que vão se desenhar no aprendizado do Aprendiz ao longo de sua caminhada, em busca de sua perfeição e espiritualidade.

A jornada do Aprendiz é uma jornada de transformação pessoal, na qual ele aprende a se aprimorar moral e ética, a desenvolver sua inteligência e a cultivar sua camaradagem com os outros membros da Maçonaria. Ao longo do caminho, o Aprendiz é desafiado a superar obstáculos e a enfrentar desafios que o ajudam a crescer como pessoa e a se desenvolver como maçom.

O Painel do Aprendiz é uma das principais simbologias da Maçonaria, representando a jornada do Aprendiz em sua busca pelo conhecimento, autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. É uma forma poderosa de transmitir os ensinamentos da Maçonaria de geração em geração, e é uma fonte inesgotável de inspiração e orientação para os membros da instituição.

Além de simbolizar a jornada do Aprendiz, o Painel do Aprendiz também é visto como uma forma de ensinar as verdades universais da Maçonaria. As imagens e símbolos presentes no Painel são interpretados de diversas formas, mas geralmente têm como objetivo transmitir ensinamentos sobre moralidade, ética, camaradagem e fraternidade.

Um dos ensinamentos mais importantes transmitidos pelo Painel do Aprendiz é a importância da busca pelo conhecimento. A Maçonaria acredita que o conhecimento é uma das chaves para a evolução da humanidade e que cada pessoa deve estar em constante busca por novas descobertas e aprendizados. O Painel do Aprendiz é uma representação gráfica dessa busca pelo conhecimento e autoconhecimento.

Outro ensinamento importante transmitido pelo Painel do Aprendiz é a importância da moralidade e da ética. A Maçonaria acredita que cada pessoa deve viver de acordo com padrões elevados de moralidade e ética, e que esses valores são essenciais para a construção de uma sociedade justa e equilibrada. O Painel do Aprendiz é uma forma de transmitir esses ensinamentos de uma geração para outra, ajudando os membros da Maçonaria a viverem de acordo com seus valores e princípios.

A União entre Irmãos é outro ensinamento importante transmitido pelo Painel do Aprendiz. A Maçonaria acredita que a união e a fraternidade são valores fundamentais para o bem-estar da sociedade e para a construção de uma comunidade forte e coesa. O Painel do Aprendiz é uma forma de transmitir esses ensinamentos, ajudando os membros da Maçonaria a fortalecer suas relações e a construir uma comunidade mais próspera.

Em resumo, o Painel do Aprendiz é uma das principais simbologias da Maçonaria, sendo uma forma poderosa de transmitir ensinamentos sobre a busca pelo conhecimento, a moralidade, a ética, a camaradagem e a fraternidade. Ele é uma fonte constante de inspiração e orientação para os membros da Maçonaria, ajudando-os a viverem de acordo com seus valores e princípios.

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

O "LIVRO DA LEI" NA MAÇONARIA (Law Book in Freemason)

 


O livro da lei é uma das peças mais sagradas e importantes da Maçonaria. É considerado o guia moral e espiritual dos Maçons, e seu uso é obrigatório em todas as cerimônias e reuniões.

A Maçonaria é uma organização filosófica e fraternal que tem como objetivo o desenvolvimento moral, intelectual e espiritual dos seus membros. A partir disso, o livro da lei é uma das fontes principais de inspiração para os Maçons, pois contém os princípios e valores que devem ser seguidos pelos membros da organização.

O livro da lei é composto por diversos textos sagrados, incluindo a Bíblia, o Corão, o Bhagavad-Gita, entre outros. Cada texto é escolhido com base nas crenças e tradições dos membros da Maçonaria, e todos são considerados sagrados para a organização. Além disso, o livro da lei contém regras e regulamentos que devem ser seguidos pelos Maçons, incluindo a ética profissional, a moral e os valores que devem ser praticados na vida pessoal e profissional.

A importância do livro da lei na Maçonaria é evidente na forma como é utilizado em cerimônias e reuniões. Ele é sempre colocado em um lugar de destaque, e os Maçons são incentivados a consultá-lo frequentemente para melhorar sua conduta e desenvolver suas habilidades como seres humanos. Além disso, o livro da lei é usado como um guia para ajudar os Maçons a tomar decisões éticas e morais em situações difíceis.

Em resumo, o livro da lei é uma peça fundamental para a Maçonaria. É considerado sagrado e é usado como fonte de inspiração e orientação para os membros da organização. Além disso, o livro da lei é um importante meio de desenvolvimento moral, intelectual e espiritual dos Maçons, e é fundamental para a preservação dos valores e princípios da organização.

Por M.´. I.´. Luis Genaro Ladereche Fígoli
G.´.33°

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A SIMBOLOGIA NA MAÇONARIA SEGUNDO ALBERT PIKE

A simbologia na Maçonaria é uma parte fundamental da tradição e doutrina da organização. Desde a sua fundação, a Maçonaria tem sido conhecida por seu uso de símbolos e alegorias para transmitir suas crenças e ensinamentos aos seus membros.

De acordo com Albert Pike, um dos mais renomados teóricos maçônicos, a simbologia é "a língua universal dos seres humanos". Ele acreditava que através da simbologia, os ensinamentos maçônicos poderiam ser compreendidos e apreciados independentemente da cultura, língua ou época.

Um dos símbolos mais conhecidos na Maçonaria é o compasso e o esquadro, que representam a equidade e a justiça. Estes símbolos são usados para simbolizar a necessidade de medir e regular a conduta dos maçons, bem como para lembrá-los de que seus atos devem ser equilibrados e justos em todas as situações.

Outro símbolo importante na Maçonaria é o olho que tudo vê, também conhecido como "Olho de Deus". Este símbolo representa a vigilância divina sobre todos os seres humanos, e é usado para lembrar aos maçons de que suas ações são constantemente monitoradas e julgadas.

O trabalho de construção também é uma parte importante da simbologia maçônica. Os trabalhadores maçônicos são representados por diferentes ferramentas, como martelos, serros e tesouras, que simbolizam a busca constante pela perfeição e aprimoramento.

Além disso, a Maçonaria tem uma forte tradição de utilizar alegorias de construção, como a história de Edifício do Templo de Salomão, para ensinar lições morais e éticas aos seus membros. Estas alegorias são uma forma poderosa de transmitir ensinamentos, pois permitem que os maçons reflitam sobre suas próprias vidas e ações ao mesmo tempo em que aprendem sobre os valores da organização.

Em resumo, a simbologia é uma parte vital da tradição e doutrina da Maçonaria, e é um meio poderoso para transmitir ensinamentos aos seus membros. Como afirmou Albert Pike, "A simbologia é a língua universal dos seres humanos, e através dela, podemos aprender e compreender as verdades universais da vida".



Por M.´. I.´. Luis Genaro Ladereche Fígoli
G.´.33°

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O ESQUADRO E O COMPASSO NA MAÇONARIA

O Esquadro e o Compasso são dois dos instrumentos mais importantes e simbólicos na Maçonaria. Embora sejam simplesmente ferramentas de construção, eles são utilizados como símbolos poderosos da ética e da moralidade na Maçonaria.

O Esquadro é um instrumento de metal retangular que é usado para medir ângulos retos e garantir que as linhas sejam paralelas ou perpendiculares. Na Maçonaria, o Esquadro é visto como um símbolo da justiça e da retidão, representando o dever do Maçom em manter suas ações e pensamentos em linha reta e justos.

Por outro lado, o Compasso é um instrumento de metal circular que é usado para desenhar círculos e arcos. Na Maçonaria, o Compasso é visto como um símbolo da moderação, representando o dever do Maçom de manter suas emoções e desejos sob controle.

Juntos, o Esquadro e o Compasso formam a marca registrada da Maçonaria, simbolizando a equilibrada combinação de justiça e moderação que é tão valorizada pelos Maçons. Além disso, eles representam o compromisso dos Maçons em trabalhar juntos com perfeição e harmonia para construir uma sociedade melhor.

Na cerimônia de iniciação, um novo Maçom é apresentado ao Esquadro e ao Compasso como uma forma de lhe lembrar de seus deveres éticos e morais. Além disso, o Esquadro e o Compasso são frequentemente exibidos em Lojas Maçônicas e em eventos Maçônicos, servem como lembrete constante da história e dos valores da Maçonaria.

Em resumo, o Esquadro e o Compasso são instrumentos simples, mas repletos de significado na Maçonaria. Eles simbolizam a justiça, a retidão, a moderação e o compromisso com a construção de uma sociedade melhor, e são usados como lembretes dos deveres éticos e morais dos Maçons. Eles são um símbolo poderoso da fraternidade, da ética e da moralidade que é tão valorizada pela Maçonaria.


Por M.´. I.´. Luis Genaro Ladereche Fígoli
G.´.33°

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domingo, 6 de novembro de 2022

O TABERNÁCULO NO SIBOLISMO DO GR.´. 23° DO REAA

 

O SIMBOLISMO NO 23º GR.∙.

CHEFE DO TABERNÁCULO



Introdução – História e Lenda

De acordo com o Ritual o Grau Vinte e Três foi adotado no sistema de vinte e cinco GGr.´., em 1786, quando Frederico II, da Prússia aumentou para 33 o seu número. Tinha por base a comemoração do Presbiterado de Aarão, e de seus filhos Eliazar e Itamar.

Os CCav.´. deste Gr.´. são os guardadores da entrada do Tabernáculo, onde se conservam as leis e princípios fundamentais da moral universal e as verdades reveladas à razão dos sentidos, pela consciência e pela inteligência.

Não há no desenvolvimento do Ritual nenhum aprofundamento sobre a lenda do Grau, apenas as menções feitas anteriormente.

Todavia precisamos lembrar os personagens histórico-lendáticos mencionados na Instrução.

Na bíblia hebraica e no alcorão, Aarão, ou Arão (palavra que significa "progenitor de mártires" em hebraico possivelmente relacionado com o egípcio "Leão Guerreiro"), foi o irmão mais velho de Moisés (Êxodo 6:20), e um profeta do Deus de Israel servindo como o primeiro sumo sacerdote dos hebreus.

Era filho de Anrão e Joquebede (Êxodo 6:20), da Tribo de Levi (1Crônicas 6:1-3). Era bisneto de Levi.Tinha uma irmã mais velha, Miriã, Êxodo 2:4). Casou com Eliseba, filha de Aminadabe, da Tribo de Judá, que lhe deu quatro filhos, Nadabe, Abiú, Eliazar e Itamar.

Aarão aparece na bíblia quando o Deus de Israel o envia desde o Egito para se reunir com o seu irmão Moisés no Monte Horeb. Tornou-se escolhido por Deus como porta-voz (profeta) de Moisés (que teria problemas de dicção de acordo com a tradição), e serviu como orador junto do Faraó, nas diligências que permitiram a realização do Êxodo e da libertação do povo hebreu do Egito, em direção à Terra prometida.

Seu papel central levou à sua escolha e de sua descendência em perpetuidade como sumo sacerdote dos israelitas quando da constituição do sacerdócio no Tabernáculo, ainda que posteriormente, por covardia, tenha participado de algumas rebeliões contra a autoridade divina, como na criação do bezerro de ouro, ídolo pedido pelos israelitas para guiar-lhes, já que Moisés estaria desaparecido pois estava no Monte Sinai recebendo os Dez Mandamentos.

 Aarão e Moisés não foram autorizados por Deus a entrar em Canaã. A razão alegada é que os dois irmãos apresentaram impaciência em Cades, no último ano de peregrinação no deserto.

Somente Eliazar e Itamar são mantidos na tradição maçônica, como Chefes e guardiões do Tabernáculo. Os outros filhos, Nadabe o primogênito e Abiú foram devorados pelas chamas, por ter deitado fogo profano no turíbulo, passando a função sacerdotal para os irmãos Eliazar e Itamar.

O Tabernáculo vem do latim tabernaculum, "tenda", "cabana" ou "barraca" e designa o santuário portátil onde durante o Êxodo até os tempos do Rei Davi os israelitas guardavam e transportavam a arca da Aliança, a menorá e demais objetos sagrados. Em hebraico se chamava mishkan, "moradia", (local da Divina morada). Também se denominava "Tenda da Reunião". Era composto de três dependências: Átrio Exterior, Santo Lugar e Santo dos Santos ou Santo Santorum onde ficavam o Véu - Cortina que separava o Santo Lugar do Santo dos Santos, a Arca da Aliança que simbolizava a presença de Deus e carregava as Tábuas da Lei - os 10 Mandamentos - a Vara de Aarão, que floresceu e o pote de maná (alimento mandado por Deus no deserto) sendo a peça mais santa do Tabernáculo; e o Propiciatório que era nada mais do que a tampa da Arca, lugar onde o Sumo Sacerdote, uma vez ao ano, no dia da Expiação, aspergia o sangue pela remissão de seus pecados e pelos pecados do povo.

Ainda há menção dos Levitas, denominação dadas a todos os Irmãos que integram este Grau. Na tradição judaica, um levita ("unido") é um membro da tribo de Levi. Quando Josué conduziu os israelitas na terra de Canaã, os levitas foram a única tribo israelita que recebeu cidades, mas não foram autorizados a ser proprietários de terra "porque o Senhor Deus de Israel é sua herança" (Deuteronômio 18:2). A Tribo de Levi servia deveres religiosos particulares para os israelitas e tiveram responsabilidades políticas também. Em troca, as tribos das terras eram esperadas a dar o dízimo para os Levitas. O profeta Moisés e seu irmão o sacerdote Aarão, foram ambos levitas, daí o Grau vinte e três denominar os integrantes da Loja de tal forma.

 

 A moral e o significado da Lenda do Grau

 

Além dos aspectos histórico-lendáticos apresentados pelo Grau, com relação ao Tabernáculo (cuja decoração da Loja pretende imitar), das personagens bíblicas Moises, Aarão, Eliazar e Itamar, na Instrução do Garu vemos o desenvolvimento da interpretação e a moral do Grau.

O Tabernáculo, segundo o Ritual, num profundo significado, simboliza o Universo no qual Seus habita como a alma no corpo do Homem. Assim, nosso corpo seria o nosso Tabernáculo a abrigar nossa essência divina que é nossa alma. Desenvolve-se assim, a necessidade do cuidado do nosso corpo, protegido pelos Guardiões do Tabernáculo, num permanente e incessante digladiar com nossos defeitos e vícios, que não alcançam nunca a nossa alma.

Por outro lado, o fogo do incenso sempre ardendo significa a continua misericórdia e bondade de Deus e aquele zelo que devemos ter ao gênero humano, o qual jamais deve extinguir-se ou debilitar no coração de um Chefe do Tabernáculo.

Também as cores do Avental do Grau nos trazem significados:

O branco, a candura, inocência e pureza que são indispensáveis aos Levitas;

O Verde, a perfeição infinita;

A púrpura e a violeta. A Majestade e o Poder daquela Divindade a quem os Levitas dedicavam o seu serviço, ou seja, Deus.

Escondido em meio ao Juramento, encontramos uma outra simbologia da moral do Grau de extrema importância: A oposição às arbitrariedades da Justiça e propagar e defender as leis do Habeas Corpus.

Por não encontramos maiores detalhes no Ritual, socorremo-nos de Rizzardo Da Camino, que em seu livro “REEA de 1 ao 33°”, nas páginas 265 a 276, nos apresenta um interrogatório que parece ter sido suprimido dos atuais Rituais do Grau, que dariam sentido mais claro para o que se pretende jurar:

INTERROGATÓRIO: Pergunta: Que dizeis da Instituição de Moisés?

Resposta: Uma escola de governo para instruir os privilegiados garantindo o freio de qualquer abuso.

P: E qual foi o defeito primordial daquela Instituição?

R: Que somente o temor a Deus detinha os ambiciosos, Porém, como eles se consideravam Ministros de Deus, eram impunes às suas próprias falhas.

P: Acreditais capaz de se consolidar, um governo que não garante a conduta de seus agentes e não lhes ponha cobro?

R: Não, Grande sacrificador; até os usurpadores mais cruéis procuraram guardar aparências de justiceiros; sabem que o povo não suporta a tirania e para contornar seu despotismo, criaram Tribunais para o julgamento dos que praticam arbitrariedades; infelizmente, porém, sempre surgem os abusos.

P: Que conceito fazeis da prisão em flagrante?

R: Naqueles tempos a prisão preventiva era desconhecida; ao colhido em flagrante delito se o apresentava aos Juízes que ouvidas as partes, sentenciava e o condenado podia apelar ou não aos Tribunais superiores. Porém, se não ocorresse o flagrante, o sentimento instintivo da Justiça o considerava inocente enquanto não se pronunciasse o Tribunal. Na Grécia, Juízes de primeira instância condenaram Sócrates à morte, que continuou em liberdade, sem fugir; sua confiança na Justiça, porém, o levou à morte.Em Roma sucedeu o mesmo; os filhos de Anco Márcio fugiram, homiziando-se em Suessa Promelia, cidade fora do alcance da Justiça Romana, para não sofrer o castigo pela morte do rei sucessor; ninguém impediu aquela fuga porque ainda, não haviam sido julgados.

P: Dizei Irmão, se as Autoridades podem hoje em dia, decretar a prisão preventiva, correndo o risco de constituir uma arbitrariedade judicial?

R: Sim, Grande Sacrificador, porque a perda da Liberdade ou o encarceramento, além de constituir uma escravidão temporal, acarreta sofrimento de todo gênero, físicos e morais; deixa ao desamparo a família e dificulta ao acusado a busca de provas de sua inocência. O risco de se prender a um inocente e mantê-lo detido até o julgamento, jamais apagará as consequências que advirão, mormente, as que refletem em sua família e seu patrimônio.

P: E para corrigir possíveis erros judiciais, não acreditais a necessidade de Leis que reparem o mal feito e que puna o caluniador?

R: A aplicação dessas Leis seria muita difícil e o resultado não cobriria o prejuízo moral.

P: Se nem a consciência, nem o temor a Deus, nem a apelação aos tribunais podem nos salvar dos abusos, arbitrariedades e erros da autoridade, o que dizer da Justiça tardia?

R: A aplicação do que garante a Magna Carta da Ingla¬terra e que consta quase em todas as Constituições: o instituto do habeas-corpus.

P: Que se entende, Irmão, o instituto do habeas-corpus?

R: Essa Lei, Irmão, cujo nome equivale a "posse da própria pessoa", foi inspirada pelos Maçons gildenses e fildenses para depois, penetrar na Inglaterra. Através dela toda súdito inglês, preso por qualquer motivo, adquiria o direito de impetrar por ele ou por outrem, a um dos Juízes da Nação, um Decreto de habeas-corpus, em virtude do qual, o carcereiro era obrigado a apresentar o impetrante à autoridade judiciária e esclarecer a causa da prisão; ouvido o preso sob juramento, era posto em liberdade imediatamente, se julgada arbitrária a prisão; caso não aceitasse o Juiz totalmente a palavra do preso, lhe impunha uma fiança antes de soltá-lo, fiança, geralmente, paga em dinheiro pelo próprio Impetrante ou alguém por ele.

P: Que opinais, Irmão, sobre a fiança?

R: A fiança é um instituto imperfeito, se considerarmos a facilidade do rico em pagá-la e a impossibilidade do pobre; porém, sendo o pobre homem de bem, sempre surgirá quem pague por ele.

Outra polêmica levantada por Irmãos como Nicola Aslan e José Castellani, para citar apenas autores brasileiros, é em relação ao fato de ter sido Frederico II da Prussia o autor dos Rituais dos Graus Superiores da Maçonaria, e principalmente, quem estabeleceu os trinta e três graus.

Nicola Aslan no seu Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia[1], no verbete Frederico II, O Grande (1712-1786), diz o seguinte:

 “A ratificação da Constituição do Supremo Conselho do REAA, no dia 01/05/1786, por Frederico II da Prussia, não passa de uma invenção do Ir.´. Frederico Dalcho, que a lançou num discurso em 08/12/1802. Este fato foi completamente desmentido pela Grande Loja Mãe Nacional dos Três Globos Terrestres, de Berlim, em carta data de 17/08/1833 dirigida ao Irm.´. Marconnay, em resposta à solicitação que este Maçom lhe fizera em sua correspondência de 25/05/1833, à respeito daquele monarca no Rito Escocês. Naquela data, 01/05/1786, Frederico estava no seu castelo de Potsdam, atacado de gota, caduco e absolutamente cansado da vida. Faleceu três meses e meio depois, em 17/08/1786”

Já Castellani no seu clássico “O Rito Escocês Antigo e Aceito[2]” é bastante enfático em relação ao tema:

“E foi nos EUA que surgiu a maior empulhação, o maior logro da história do escocesismo: a invenção de que nos Altos Graus foram criados pelo rei da Prussia, Frederico II. Na realidade, aos 25 graus criados pelo Conselhos dos Impreadores, os maçons americanos, sob, provavelmente a inspiração de Morin, acrescentaram mais oito, criando o sistema de trinta e três graus. Reunidos, então, na cidade de Charleston, no estado da Carolina do Sul, fundaram a 31 de maio de 1801, o Supremo Conselho do Rito Escocês, concentrando em suas mãos todo o poder administrativo dos Altos Graus. Esse Supremo Conselho só se tornou conhecido pelo restante da Maçonaria mundial, a partir de 04 de dezembro de 1802, quando expediu uma circular comunicando o fato, enaltecendo o sistema dos 33 graus e atribuindo a sua organização – em maio de 1786 – ao rei Frederico II da Prússia. Se isso houvesse realmente ocorrido nessa data, que é a da publicação, segundo os americanos, da Constituição e dos Regulamentos do Supremo Conselho – é no mínimo estrenho que só se tivesse conhecimento do fato em 1802”.

Esta versão é refutada, além desses autores brasileiros, por autores estrangeiros como Findel, Linday, Marconnay, Rebold, Thory, Ragon, Clavel, Cordier, entre outros.

“Um fato ponderável”, diz o Ven.´. Irm.´. William Almeida de Carvalho,33°[3] “para essa mitologização foi a certeza de que os EUA, à época em que se criaram os 33 graus, não eram nenhuma potência maçônica, como vieram a se tornar posteriormente. Necessitavam, portanto, de um forte aval para legitimar o Supremo Conselho de Charleston para que não caísse no ridículo, Seria como se hoje a Nigéria pretendesse criar um novo rito para a maçonaria mundial. Nada melhor, então, do que um rei europeu, um déspota esclarecido, com nítida simpatia pela maçonaria, tornar-se o autor das Constituições de 1786”.

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Bibliografia:
Da Camino, Rizzardo: A Loja de Perfeição de 1° ao 33°;Ed. Madras, 2006.

Gervásio de Figueiredo, Joaquim – Dicionário de Maçonaria.

PACHECO JR, Walter – Uma Visão Global dos 33 Graus do REAA. Ebook

VENEZIANI COSTA, Wagner - Uma visão global dos 33 graus do R E. A. A. http://cidademaconica.blogspot.com.br/2007/07/uma-viso-global-dos-33-graus-do-r-e-a.html

ALMEIDA DE CARVALHO, WILLIAM – Frederico II da Prússia e as Grandes Constituições de 1786. http://www.freemasons-freemasonry.com/6carvalho.html

CASTELLANI, José – O Rito Escocês Antigo e Aceito – Cadernos de Estudos Maçônicos, Ed. Trolha, Londrina-PR, 1988)

Ritual do Grau;

Bíblia Sagrada

Wikipédia



[1] Vol II ed. Artenova, Rio de Janeiro, 1974, p. 438

[2] CASTELLANI, José – O Rito Escocês Antigo e Aceito – Cadernos de Estudos Maçônicos, Ed. Trolha, Londrina-PR, 1988, P.58

[3] ALMEIDA DE CARVALHO, WILLIAM – Frederico II da Prússia e as Grandes Constituições de 1786. http://www.freemasons-freemasonry.com/6carvalho.html

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sábado, 5 de novembro de 2022

O respeito ao segredo alheio. Os ensinamentos do Simbolismo no 6º GR.∙.

 

O respeito ao segredo alheio. Os ensinamentos do Simbolismo no 6º GR.∙.

O Grau é baseado na idéia de aprendizagem do comando, e sua moral resume-se no respeito que

devemos ter aos segredos alheios.

GRAU 6 – Secretário Íntimo

 

É também um Grau intermediário e igualmente transmitido por comunicação, tratando-se de um Grau Bíblico cujo tema foi eleito no primeiro livro de Reis[1].

1.     Da Lenda do Grau

Como podemos observar no relato Bíblico, não há correspondência entre o próprio relato do livro de Reis e a Lenda do Grau, que deve ter sido transmitida oralmente ao longo dos tempos.

Recordemos que, tratando-se da construção do Templo de Jerusalém, Hiram II, rei de Tiro, envia a Salomão um embaixador para fazer um Tratado de Aliança, contendo estipulações secretas que sejam somente conhecidas dos monarcas.

Em virtude desse Tratado, Hiram enviou a Salomão os melhores arquitetos de seu país, grande número de obreiros e vários superintendentes inspetores para zelarem pelos trabalhos da construção, assim como alguns materiais necessários, tais como madeiras de cedro e abeto do Líbano, ouro das minas de suas possessões e pedras de Tiro. Em recompensa destes serviços, Salomão prometeu entregar-lhe, enquanto durasse a construção do Templo, vinte mil medidas de trigo, vinte de vinho, azeite puro, cevada e mel, e ceder-lhe, após a conclusão da obra, vinte cidades do território da Galiléia!!!

Salomão cumpria o pacto e a construção do Templo avançava prodigiosamente; tendo, porém, ocorrido a morte de Hiram Abi, as obras foram suspensas pelo tempo necessário, destinado à busca de seu cadáver, e, depois, à celebração de seus funerais.

A esses compareceu o rei de Tiro, mas em vez de retirar-se imediatamente com sua corte, visitou excitado pela curiosidade, várias cidades da Galiléia, encontrando muitas arruinadas, os terrenos estéreis para o cultivo, e seus habitantes grosseiros e ignorantes, que chamou de Cabul[2].

Em virtude do que viu, votou a Jerusalém para exigir de seus aliados, contas detalhadas daquilo que ele considerava um logro.

Dirigiu-se ao palácio de Salomão, e passando precipitadamente entre os guardas que o custodiavam, penetrou irado, na sala de audiências. Salomão recebeu seu aliado com carinho, e os guardas se retiraram, deixando os dois soberanos a sós.

Um fiel servidor de Salomão de nome Johaben (Filho de Deus), ao notar a cólera no semblante do rei de Tiro, seguiu-o até a porta da câmara régia, e deteve-se para escutar.

Hiram notou a presença do indiscreto, e crendo estar sendo espreitado, tirou a espada para matar Johaben, mas, Salomão interviu e declarou a Hiram que este servidor era seu confidente, seu maior favorito e depositário de todos os negócios do reino, como seus próprios pensamentos.

Então, Johaben obteve o perdão, e ambos os soberanos concordaram que fosse reconhecido como secretário íntimo e que presenciasse o pacto de aliança que de novo iam celebrar.

Esta é a origem do GRAU DE MESTRE POR CURIOSIDADE.[3]

 

2.     Da Ornamentação da Loja

O Templo decorado para este Grau representa a Câmara de Audiências do Rei Salomão.

Forrado em negro e salpicado de lágrimas prateadas, tem relação ao luto mantido em relação à morte do Mestre Hiram.Abi.

Iluminado por 27 luzes (representando os 2.700 candelabros que Salomão mandou fabricar para iluminar o Templo), dispostos em 3 CCand.∙. de 9 braços cada um.

No centro do Templo está o Alt.∙. dos JJur.∙. e sobre o Altar há duas EEsp.∙. desembainhadas e cruzadas, o L.∙. da L.∙. e um rolo de pergaminho.

Todos estes instrumentos e alegorias nos lembram do novo acordo ou aliança firmada entre o Rei Salomão e o Rei de Tiro, com o Testemunho silencioso de Johabem ou o Secretário Íntimo.

No Trono, o Presidente que representa Salomão, tem a seu lado (direito) o 1° Vig.∙. que representa o Rei Hiram de Tiro. Nos Vales o 2° Vig é p Cap.∙. das Guard.∙. (que teria deixado passar o Rei de Tiro sem comunicação) e o recipiendiário representa Johaben, o Secretário Íntimo.

 

3.     Da Simbologia do Grau

A moral deste Gr.∙., como indica o próprio Ritual, resume-se: “No respeito que devemos aos segredos alheios, cuja descoberta e divulgação devemos evitar”.

Auxilio-me do Mestre Adum para explicar a simbologia esotérica do Grau[4]:

“A Liturgia dispõe que, ao começar, o Mestre Ilustre que representa Salomão (face da Trindade: SUBCONSCIÊNCIA), permaneça só no TEMPLO (CORPO). Em seguida, entra no Templo o Primeiro Vigilante (MENTE SUPERIOR) que representa Hiram II, Rei de Tiro, atravessa rapidamente a antecâmara para pedir a Salomão o comprimento do pacto estabelecido. Estes dois reis que representam também os dois pólos do homem, os quais, se não se unem em alguma parte, sua energia permanecerá inútil. JOHABEN, que significa FILHO DE DEUS, manifesta-se no homem pelos dois pólos, aproveitando a dualidade da Unidade para formar a TRINDADE. A mente consciente, ou Rei de Tiro, indigna-se, como intelecto, pela presença daquele intruso, mas, a subconsciência, ou Salomão, lhe convence que o intruso esteve sempre oculto neles e com eles. Porém, eles não o sentiam porque ambos estavam dedicados à satisfação de suas paixões e inclinações, e por isto não puderam sentir, antes, sua presença. Hoje o Templo está terminado e está em perfeitas condições, e o FILHO DE DEUS tem que se manifestar em sua CASA-TEMPLO, ou corpo.”

Também há, no trolhamento do Gr.∙.,  referência que os triângulos da Jóia que pende da faixa do Secretário Íntimo são relativas às três virtudes Teológicas: Fé, Esperança e Caridade.[5]

Johaben, segundo o ritual, sentiu risco de perder a vida, já que preso ouviu sua sentença pronunciada a pedido do Rei de Tiro, que fora descoberto dentro da C.∙. velando Hiram-Abi, tendo adentrado ao Templo sem autorização.

O perigo, diz Da Camino[6], sempre acompanha o maçom; a vida do maçom sempre é perigosa, e por isto é homem de fé, porque necessita do amparo constante do G.∙.A.∙.D.∙.U.∙..

Zelo, Fidelidade, Desinteresse e Bondande (prossegue), quatro atributos do Secretário Íntimo, envolvem a situação de curioso que assim age, impelido de proteger o seu AMO, ou seja, aquele a quem serve; o maçom serve a seu Irmão e à Humanidade.

 

Bibliografia:

Adum, Jorge - Secretário Íntimo Preboste ou Juiz ou Mestre Irlandês Intendente dos Edifícios ou Mestre em Israel 6.° Grau – 7.° Grau – 8.°Grau;

Da Camino, Rizzardo - Os Graus Inefáveis, 4° a 14° do Rito Escocês, Antigo e Aceito. Loja de Perfeição;

Walter Pacheco Jr. - Uma visão global dos 33 graus do REAA.

Ritual do Gr.∙.

Bíblia Sagrada



[1] 1°  Reis 5: 1-11

1

¶ E enviou Hirão, rei de Tiro, os seus servos a Salomão (porque ouvira que ungiram a Salomão rei em lugar de seu pai), porquanto Hirão sempre tinha amado a Davi.

2

Então Salomão mandou dizer a Hirão:

3

Bem sabes tu que Davi, meu pai, não pôde edificar uma casa ao nome do SENHOR seu Deus, por causa da guerra com que o cercaram, até que o SENHOR pôs seus inimigos debaixo das plantas dos seus pés.

4

Porém agora o SENHOR meu Deus me tem dado descanso de todos os lados; adversário não há, nem algum mau encontro.

5

E eis que eu intento edificar uma casa ao nome do SENHOR meu Deus, como falou o SENHOR a Davi, meu pai, dizendo: Teu filho, que porei em teu lugar no teu trono, ele edificará uma casa ao meu nome.

6

Dá ordem, pois, agora, que do Líbano me cortem cedros, e os meus servos estarão com os teus servos, e eu te darei o salário dos teus servos, conforme a tudo o que disseres; porque bem sabes tu que entre nós ninguém há que saiba cortar a madeira como os sidônios.

7

E aconteceu que, ouvindo Hirão as palavras de Salomão, muito se alegrou, e disse: Bendito seja hoje o SENHOR, que deu a Davi um filho sábio sobre este tão grande povo.

8

E enviou Hirão a Salomão, dizendo: Ouvi o que me mandaste dizer. Eu farei toda a tua vontade acerca das madeiras de cedro e de cipreste.

9

Os meus servos as levarão desde o Líbano até ao mar, e eu as farei conduzir em jangadas pelo mar até ao lugar que me designares, e ali as desamarrarei; e tu as tomarás; tu também farás a minha vontade, dando sustento à minha casa.

10

¶ Assim deu Hirão a Salomão madeira de cedro e madeira de cipreste, conforme a toda a sua vontade.

11

E Salomão deu a Hirão vinte mil coros de trigo, para sustento da sua casa, e vinte coros de azeite batido; isto dava Salomão a Hirão anualmente.

12

Deu, pois, o SENHOR a Salomão sabedoria, como lhe tinha falado; e houve paz entre Hirão e Salomão, e ambos fizeram acordo.

 

1°Reis 9: 10-13

10

¶ E sucedeu, ao fim de vinte anos, que Salomão edificara as duas casas; a casa do SENHOR e a casa do rei

11

(Para o que Hirão, rei de Tiro, trouxera a Salomão madeira de cedro e de cipreste, e ouro, segundo todo o seu desejo); então deu o rei Salomão a Hirão vinte cidades na terra da Galiléia.

12

E saiu Hirão de Tiro a ver as cidades que Salomão lhe dera, porém não foram boas aos seus olhos.

13

Por isso disse: Que cidades são estas que me deste, irmão meu? E chamaram-nas: Terra de Cabul, até hoje.

 

 

[2] - Cabul significa: “terra de areia seca”.

[3] - Adum, Jorge – Secretário Íntimo Preboste ou Juiz ou Mestre Irlandês Intendente dos Edifícios ou Mestre em Israel 6.° Grau – 7.° Grau – 8.°Grau.

[4] - Idem

[5] - Que encontramos, simbolicamente, na Esc.∙. de J.∙. presente no Painel do Gr.∙. de Apr.∙.M.∙.

[6] - Da Camino, Rizzardo – Os Graus Inefáveis, 4° a 14° do Rito Escocês, Antigo e Aceito. Loja de Perfeição.

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