domingo, 6 de novembro de 2022

O TABERNÁCULO NO SIBOLISMO DO GR.´. 23° DO REAA

 

O SIMBOLISMO NO 23º GR.∙.

CHEFE DO TABERNÁCULO



Introdução – História e Lenda

De acordo com o Ritual o Grau Vinte e Três foi adotado no sistema de vinte e cinco GGr.´., em 1786, quando Frederico II, da Prússia aumentou para 33 o seu número. Tinha por base a comemoração do Presbiterado de Aarão, e de seus filhos Eliazar e Itamar.

Os CCav.´. deste Gr.´. são os guardadores da entrada do Tabernáculo, onde se conservam as leis e princípios fundamentais da moral universal e as verdades reveladas à razão dos sentidos, pela consciência e pela inteligência.

Não há no desenvolvimento do Ritual nenhum aprofundamento sobre a lenda do Grau, apenas as menções feitas anteriormente.

Todavia precisamos lembrar os personagens histórico-lendáticos mencionados na Instrução.

Na bíblia hebraica e no alcorão, Aarão, ou Arão (palavra que significa "progenitor de mártires" em hebraico possivelmente relacionado com o egípcio "Leão Guerreiro"), foi o irmão mais velho de Moisés (Êxodo 6:20), e um profeta do Deus de Israel servindo como o primeiro sumo sacerdote dos hebreus.

Era filho de Anrão e Joquebede (Êxodo 6:20), da Tribo de Levi (1Crônicas 6:1-3). Era bisneto de Levi.Tinha uma irmã mais velha, Miriã, Êxodo 2:4). Casou com Eliseba, filha de Aminadabe, da Tribo de Judá, que lhe deu quatro filhos, Nadabe, Abiú, Eliazar e Itamar.

Aarão aparece na bíblia quando o Deus de Israel o envia desde o Egito para se reunir com o seu irmão Moisés no Monte Horeb. Tornou-se escolhido por Deus como porta-voz (profeta) de Moisés (que teria problemas de dicção de acordo com a tradição), e serviu como orador junto do Faraó, nas diligências que permitiram a realização do Êxodo e da libertação do povo hebreu do Egito, em direção à Terra prometida.

Seu papel central levou à sua escolha e de sua descendência em perpetuidade como sumo sacerdote dos israelitas quando da constituição do sacerdócio no Tabernáculo, ainda que posteriormente, por covardia, tenha participado de algumas rebeliões contra a autoridade divina, como na criação do bezerro de ouro, ídolo pedido pelos israelitas para guiar-lhes, já que Moisés estaria desaparecido pois estava no Monte Sinai recebendo os Dez Mandamentos.

 Aarão e Moisés não foram autorizados por Deus a entrar em Canaã. A razão alegada é que os dois irmãos apresentaram impaciência em Cades, no último ano de peregrinação no deserto.

Somente Eliazar e Itamar são mantidos na tradição maçônica, como Chefes e guardiões do Tabernáculo. Os outros filhos, Nadabe o primogênito e Abiú foram devorados pelas chamas, por ter deitado fogo profano no turíbulo, passando a função sacerdotal para os irmãos Eliazar e Itamar.

O Tabernáculo vem do latim tabernaculum, "tenda", "cabana" ou "barraca" e designa o santuário portátil onde durante o Êxodo até os tempos do Rei Davi os israelitas guardavam e transportavam a arca da Aliança, a menorá e demais objetos sagrados. Em hebraico se chamava mishkan, "moradia", (local da Divina morada). Também se denominava "Tenda da Reunião". Era composto de três dependências: Átrio Exterior, Santo Lugar e Santo dos Santos ou Santo Santorum onde ficavam o Véu - Cortina que separava o Santo Lugar do Santo dos Santos, a Arca da Aliança que simbolizava a presença de Deus e carregava as Tábuas da Lei - os 10 Mandamentos - a Vara de Aarão, que floresceu e o pote de maná (alimento mandado por Deus no deserto) sendo a peça mais santa do Tabernáculo; e o Propiciatório que era nada mais do que a tampa da Arca, lugar onde o Sumo Sacerdote, uma vez ao ano, no dia da Expiação, aspergia o sangue pela remissão de seus pecados e pelos pecados do povo.

Ainda há menção dos Levitas, denominação dadas a todos os Irmãos que integram este Grau. Na tradição judaica, um levita ("unido") é um membro da tribo de Levi. Quando Josué conduziu os israelitas na terra de Canaã, os levitas foram a única tribo israelita que recebeu cidades, mas não foram autorizados a ser proprietários de terra "porque o Senhor Deus de Israel é sua herança" (Deuteronômio 18:2). A Tribo de Levi servia deveres religiosos particulares para os israelitas e tiveram responsabilidades políticas também. Em troca, as tribos das terras eram esperadas a dar o dízimo para os Levitas. O profeta Moisés e seu irmão o sacerdote Aarão, foram ambos levitas, daí o Grau vinte e três denominar os integrantes da Loja de tal forma.

 

 A moral e o significado da Lenda do Grau

 

Além dos aspectos histórico-lendáticos apresentados pelo Grau, com relação ao Tabernáculo (cuja decoração da Loja pretende imitar), das personagens bíblicas Moises, Aarão, Eliazar e Itamar, na Instrução do Garu vemos o desenvolvimento da interpretação e a moral do Grau.

O Tabernáculo, segundo o Ritual, num profundo significado, simboliza o Universo no qual Seus habita como a alma no corpo do Homem. Assim, nosso corpo seria o nosso Tabernáculo a abrigar nossa essência divina que é nossa alma. Desenvolve-se assim, a necessidade do cuidado do nosso corpo, protegido pelos Guardiões do Tabernáculo, num permanente e incessante digladiar com nossos defeitos e vícios, que não alcançam nunca a nossa alma.

Por outro lado, o fogo do incenso sempre ardendo significa a continua misericórdia e bondade de Deus e aquele zelo que devemos ter ao gênero humano, o qual jamais deve extinguir-se ou debilitar no coração de um Chefe do Tabernáculo.

Também as cores do Avental do Grau nos trazem significados:

O branco, a candura, inocência e pureza que são indispensáveis aos Levitas;

O Verde, a perfeição infinita;

A púrpura e a violeta. A Majestade e o Poder daquela Divindade a quem os Levitas dedicavam o seu serviço, ou seja, Deus.

Escondido em meio ao Juramento, encontramos uma outra simbologia da moral do Grau de extrema importância: A oposição às arbitrariedades da Justiça e propagar e defender as leis do Habeas Corpus.

Por não encontramos maiores detalhes no Ritual, socorremo-nos de Rizzardo Da Camino, que em seu livro “REEA de 1 ao 33°”, nas páginas 265 a 276, nos apresenta um interrogatório que parece ter sido suprimido dos atuais Rituais do Grau, que dariam sentido mais claro para o que se pretende jurar:

INTERROGATÓRIO: Pergunta: Que dizeis da Instituição de Moisés?

Resposta: Uma escola de governo para instruir os privilegiados garantindo o freio de qualquer abuso.

P: E qual foi o defeito primordial daquela Instituição?

R: Que somente o temor a Deus detinha os ambiciosos, Porém, como eles se consideravam Ministros de Deus, eram impunes às suas próprias falhas.

P: Acreditais capaz de se consolidar, um governo que não garante a conduta de seus agentes e não lhes ponha cobro?

R: Não, Grande sacrificador; até os usurpadores mais cruéis procuraram guardar aparências de justiceiros; sabem que o povo não suporta a tirania e para contornar seu despotismo, criaram Tribunais para o julgamento dos que praticam arbitrariedades; infelizmente, porém, sempre surgem os abusos.

P: Que conceito fazeis da prisão em flagrante?

R: Naqueles tempos a prisão preventiva era desconhecida; ao colhido em flagrante delito se o apresentava aos Juízes que ouvidas as partes, sentenciava e o condenado podia apelar ou não aos Tribunais superiores. Porém, se não ocorresse o flagrante, o sentimento instintivo da Justiça o considerava inocente enquanto não se pronunciasse o Tribunal. Na Grécia, Juízes de primeira instância condenaram Sócrates à morte, que continuou em liberdade, sem fugir; sua confiança na Justiça, porém, o levou à morte.Em Roma sucedeu o mesmo; os filhos de Anco Márcio fugiram, homiziando-se em Suessa Promelia, cidade fora do alcance da Justiça Romana, para não sofrer o castigo pela morte do rei sucessor; ninguém impediu aquela fuga porque ainda, não haviam sido julgados.

P: Dizei Irmão, se as Autoridades podem hoje em dia, decretar a prisão preventiva, correndo o risco de constituir uma arbitrariedade judicial?

R: Sim, Grande Sacrificador, porque a perda da Liberdade ou o encarceramento, além de constituir uma escravidão temporal, acarreta sofrimento de todo gênero, físicos e morais; deixa ao desamparo a família e dificulta ao acusado a busca de provas de sua inocência. O risco de se prender a um inocente e mantê-lo detido até o julgamento, jamais apagará as consequências que advirão, mormente, as que refletem em sua família e seu patrimônio.

P: E para corrigir possíveis erros judiciais, não acreditais a necessidade de Leis que reparem o mal feito e que puna o caluniador?

R: A aplicação dessas Leis seria muita difícil e o resultado não cobriria o prejuízo moral.

P: Se nem a consciência, nem o temor a Deus, nem a apelação aos tribunais podem nos salvar dos abusos, arbitrariedades e erros da autoridade, o que dizer da Justiça tardia?

R: A aplicação do que garante a Magna Carta da Ingla¬terra e que consta quase em todas as Constituições: o instituto do habeas-corpus.

P: Que se entende, Irmão, o instituto do habeas-corpus?

R: Essa Lei, Irmão, cujo nome equivale a "posse da própria pessoa", foi inspirada pelos Maçons gildenses e fildenses para depois, penetrar na Inglaterra. Através dela toda súdito inglês, preso por qualquer motivo, adquiria o direito de impetrar por ele ou por outrem, a um dos Juízes da Nação, um Decreto de habeas-corpus, em virtude do qual, o carcereiro era obrigado a apresentar o impetrante à autoridade judiciária e esclarecer a causa da prisão; ouvido o preso sob juramento, era posto em liberdade imediatamente, se julgada arbitrária a prisão; caso não aceitasse o Juiz totalmente a palavra do preso, lhe impunha uma fiança antes de soltá-lo, fiança, geralmente, paga em dinheiro pelo próprio Impetrante ou alguém por ele.

P: Que opinais, Irmão, sobre a fiança?

R: A fiança é um instituto imperfeito, se considerarmos a facilidade do rico em pagá-la e a impossibilidade do pobre; porém, sendo o pobre homem de bem, sempre surgirá quem pague por ele.

Outra polêmica levantada por Irmãos como Nicola Aslan e José Castellani, para citar apenas autores brasileiros, é em relação ao fato de ter sido Frederico II da Prussia o autor dos Rituais dos Graus Superiores da Maçonaria, e principalmente, quem estabeleceu os trinta e três graus.

Nicola Aslan no seu Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia[1], no verbete Frederico II, O Grande (1712-1786), diz o seguinte:

 “A ratificação da Constituição do Supremo Conselho do REAA, no dia 01/05/1786, por Frederico II da Prussia, não passa de uma invenção do Ir.´. Frederico Dalcho, que a lançou num discurso em 08/12/1802. Este fato foi completamente desmentido pela Grande Loja Mãe Nacional dos Três Globos Terrestres, de Berlim, em carta data de 17/08/1833 dirigida ao Irm.´. Marconnay, em resposta à solicitação que este Maçom lhe fizera em sua correspondência de 25/05/1833, à respeito daquele monarca no Rito Escocês. Naquela data, 01/05/1786, Frederico estava no seu castelo de Potsdam, atacado de gota, caduco e absolutamente cansado da vida. Faleceu três meses e meio depois, em 17/08/1786”

Já Castellani no seu clássico “O Rito Escocês Antigo e Aceito[2]” é bastante enfático em relação ao tema:

“E foi nos EUA que surgiu a maior empulhação, o maior logro da história do escocesismo: a invenção de que nos Altos Graus foram criados pelo rei da Prussia, Frederico II. Na realidade, aos 25 graus criados pelo Conselhos dos Impreadores, os maçons americanos, sob, provavelmente a inspiração de Morin, acrescentaram mais oito, criando o sistema de trinta e três graus. Reunidos, então, na cidade de Charleston, no estado da Carolina do Sul, fundaram a 31 de maio de 1801, o Supremo Conselho do Rito Escocês, concentrando em suas mãos todo o poder administrativo dos Altos Graus. Esse Supremo Conselho só se tornou conhecido pelo restante da Maçonaria mundial, a partir de 04 de dezembro de 1802, quando expediu uma circular comunicando o fato, enaltecendo o sistema dos 33 graus e atribuindo a sua organização – em maio de 1786 – ao rei Frederico II da Prússia. Se isso houvesse realmente ocorrido nessa data, que é a da publicação, segundo os americanos, da Constituição e dos Regulamentos do Supremo Conselho – é no mínimo estrenho que só se tivesse conhecimento do fato em 1802”.

Esta versão é refutada, além desses autores brasileiros, por autores estrangeiros como Findel, Linday, Marconnay, Rebold, Thory, Ragon, Clavel, Cordier, entre outros.

“Um fato ponderável”, diz o Ven.´. Irm.´. William Almeida de Carvalho,33°[3] “para essa mitologização foi a certeza de que os EUA, à época em que se criaram os 33 graus, não eram nenhuma potência maçônica, como vieram a se tornar posteriormente. Necessitavam, portanto, de um forte aval para legitimar o Supremo Conselho de Charleston para que não caísse no ridículo, Seria como se hoje a Nigéria pretendesse criar um novo rito para a maçonaria mundial. Nada melhor, então, do que um rei europeu, um déspota esclarecido, com nítida simpatia pela maçonaria, tornar-se o autor das Constituições de 1786”.

*

*            *

Bibliografia:
Da Camino, Rizzardo: A Loja de Perfeição de 1° ao 33°;Ed. Madras, 2006.

Gervásio de Figueiredo, Joaquim – Dicionário de Maçonaria.

PACHECO JR, Walter – Uma Visão Global dos 33 Graus do REAA. Ebook

VENEZIANI COSTA, Wagner - Uma visão global dos 33 graus do R E. A. A. http://cidademaconica.blogspot.com.br/2007/07/uma-viso-global-dos-33-graus-do-r-e-a.html

ALMEIDA DE CARVALHO, WILLIAM – Frederico II da Prússia e as Grandes Constituições de 1786. http://www.freemasons-freemasonry.com/6carvalho.html

CASTELLANI, José – O Rito Escocês Antigo e Aceito – Cadernos de Estudos Maçônicos, Ed. Trolha, Londrina-PR, 1988)

Ritual do Grau;

Bíblia Sagrada

Wikipédia



[1] Vol II ed. Artenova, Rio de Janeiro, 1974, p. 438

[2] CASTELLANI, José – O Rito Escocês Antigo e Aceito – Cadernos de Estudos Maçônicos, Ed. Trolha, Londrina-PR, 1988, P.58

[3] ALMEIDA DE CARVALHO, WILLIAM – Frederico II da Prússia e as Grandes Constituições de 1786. http://www.freemasons-freemasonry.com/6carvalho.html

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sábado, 5 de novembro de 2022

O respeito ao segredo alheio. Os ensinamentos do Simbolismo no 6º GR.∙.

 

O respeito ao segredo alheio. Os ensinamentos do Simbolismo no 6º GR.∙.

O Grau é baseado na idéia de aprendizagem do comando, e sua moral resume-se no respeito que

devemos ter aos segredos alheios.

GRAU 6 – Secretário Íntimo

 

É também um Grau intermediário e igualmente transmitido por comunicação, tratando-se de um Grau Bíblico cujo tema foi eleito no primeiro livro de Reis[1].

1.     Da Lenda do Grau

Como podemos observar no relato Bíblico, não há correspondência entre o próprio relato do livro de Reis e a Lenda do Grau, que deve ter sido transmitida oralmente ao longo dos tempos.

Recordemos que, tratando-se da construção do Templo de Jerusalém, Hiram II, rei de Tiro, envia a Salomão um embaixador para fazer um Tratado de Aliança, contendo estipulações secretas que sejam somente conhecidas dos monarcas.

Em virtude desse Tratado, Hiram enviou a Salomão os melhores arquitetos de seu país, grande número de obreiros e vários superintendentes inspetores para zelarem pelos trabalhos da construção, assim como alguns materiais necessários, tais como madeiras de cedro e abeto do Líbano, ouro das minas de suas possessões e pedras de Tiro. Em recompensa destes serviços, Salomão prometeu entregar-lhe, enquanto durasse a construção do Templo, vinte mil medidas de trigo, vinte de vinho, azeite puro, cevada e mel, e ceder-lhe, após a conclusão da obra, vinte cidades do território da Galiléia!!!

Salomão cumpria o pacto e a construção do Templo avançava prodigiosamente; tendo, porém, ocorrido a morte de Hiram Abi, as obras foram suspensas pelo tempo necessário, destinado à busca de seu cadáver, e, depois, à celebração de seus funerais.

A esses compareceu o rei de Tiro, mas em vez de retirar-se imediatamente com sua corte, visitou excitado pela curiosidade, várias cidades da Galiléia, encontrando muitas arruinadas, os terrenos estéreis para o cultivo, e seus habitantes grosseiros e ignorantes, que chamou de Cabul[2].

Em virtude do que viu, votou a Jerusalém para exigir de seus aliados, contas detalhadas daquilo que ele considerava um logro.

Dirigiu-se ao palácio de Salomão, e passando precipitadamente entre os guardas que o custodiavam, penetrou irado, na sala de audiências. Salomão recebeu seu aliado com carinho, e os guardas se retiraram, deixando os dois soberanos a sós.

Um fiel servidor de Salomão de nome Johaben (Filho de Deus), ao notar a cólera no semblante do rei de Tiro, seguiu-o até a porta da câmara régia, e deteve-se para escutar.

Hiram notou a presença do indiscreto, e crendo estar sendo espreitado, tirou a espada para matar Johaben, mas, Salomão interviu e declarou a Hiram que este servidor era seu confidente, seu maior favorito e depositário de todos os negócios do reino, como seus próprios pensamentos.

Então, Johaben obteve o perdão, e ambos os soberanos concordaram que fosse reconhecido como secretário íntimo e que presenciasse o pacto de aliança que de novo iam celebrar.

Esta é a origem do GRAU DE MESTRE POR CURIOSIDADE.[3]

 

2.     Da Ornamentação da Loja

O Templo decorado para este Grau representa a Câmara de Audiências do Rei Salomão.

Forrado em negro e salpicado de lágrimas prateadas, tem relação ao luto mantido em relação à morte do Mestre Hiram.Abi.

Iluminado por 27 luzes (representando os 2.700 candelabros que Salomão mandou fabricar para iluminar o Templo), dispostos em 3 CCand.∙. de 9 braços cada um.

No centro do Templo está o Alt.∙. dos JJur.∙. e sobre o Altar há duas EEsp.∙. desembainhadas e cruzadas, o L.∙. da L.∙. e um rolo de pergaminho.

Todos estes instrumentos e alegorias nos lembram do novo acordo ou aliança firmada entre o Rei Salomão e o Rei de Tiro, com o Testemunho silencioso de Johabem ou o Secretário Íntimo.

No Trono, o Presidente que representa Salomão, tem a seu lado (direito) o 1° Vig.∙. que representa o Rei Hiram de Tiro. Nos Vales o 2° Vig é p Cap.∙. das Guard.∙. (que teria deixado passar o Rei de Tiro sem comunicação) e o recipiendiário representa Johaben, o Secretário Íntimo.

 

3.     Da Simbologia do Grau

A moral deste Gr.∙., como indica o próprio Ritual, resume-se: “No respeito que devemos aos segredos alheios, cuja descoberta e divulgação devemos evitar”.

Auxilio-me do Mestre Adum para explicar a simbologia esotérica do Grau[4]:

“A Liturgia dispõe que, ao começar, o Mestre Ilustre que representa Salomão (face da Trindade: SUBCONSCIÊNCIA), permaneça só no TEMPLO (CORPO). Em seguida, entra no Templo o Primeiro Vigilante (MENTE SUPERIOR) que representa Hiram II, Rei de Tiro, atravessa rapidamente a antecâmara para pedir a Salomão o comprimento do pacto estabelecido. Estes dois reis que representam também os dois pólos do homem, os quais, se não se unem em alguma parte, sua energia permanecerá inútil. JOHABEN, que significa FILHO DE DEUS, manifesta-se no homem pelos dois pólos, aproveitando a dualidade da Unidade para formar a TRINDADE. A mente consciente, ou Rei de Tiro, indigna-se, como intelecto, pela presença daquele intruso, mas, a subconsciência, ou Salomão, lhe convence que o intruso esteve sempre oculto neles e com eles. Porém, eles não o sentiam porque ambos estavam dedicados à satisfação de suas paixões e inclinações, e por isto não puderam sentir, antes, sua presença. Hoje o Templo está terminado e está em perfeitas condições, e o FILHO DE DEUS tem que se manifestar em sua CASA-TEMPLO, ou corpo.”

Também há, no trolhamento do Gr.∙.,  referência que os triângulos da Jóia que pende da faixa do Secretário Íntimo são relativas às três virtudes Teológicas: Fé, Esperança e Caridade.[5]

Johaben, segundo o ritual, sentiu risco de perder a vida, já que preso ouviu sua sentença pronunciada a pedido do Rei de Tiro, que fora descoberto dentro da C.∙. velando Hiram-Abi, tendo adentrado ao Templo sem autorização.

O perigo, diz Da Camino[6], sempre acompanha o maçom; a vida do maçom sempre é perigosa, e por isto é homem de fé, porque necessita do amparo constante do G.∙.A.∙.D.∙.U.∙..

Zelo, Fidelidade, Desinteresse e Bondande (prossegue), quatro atributos do Secretário Íntimo, envolvem a situação de curioso que assim age, impelido de proteger o seu AMO, ou seja, aquele a quem serve; o maçom serve a seu Irmão e à Humanidade.

 

Bibliografia:

Adum, Jorge - Secretário Íntimo Preboste ou Juiz ou Mestre Irlandês Intendente dos Edifícios ou Mestre em Israel 6.° Grau – 7.° Grau – 8.°Grau;

Da Camino, Rizzardo - Os Graus Inefáveis, 4° a 14° do Rito Escocês, Antigo e Aceito. Loja de Perfeição;

Walter Pacheco Jr. - Uma visão global dos 33 graus do REAA.

Ritual do Gr.∙.

Bíblia Sagrada



[1] 1°  Reis 5: 1-11

1

¶ E enviou Hirão, rei de Tiro, os seus servos a Salomão (porque ouvira que ungiram a Salomão rei em lugar de seu pai), porquanto Hirão sempre tinha amado a Davi.

2

Então Salomão mandou dizer a Hirão:

3

Bem sabes tu que Davi, meu pai, não pôde edificar uma casa ao nome do SENHOR seu Deus, por causa da guerra com que o cercaram, até que o SENHOR pôs seus inimigos debaixo das plantas dos seus pés.

4

Porém agora o SENHOR meu Deus me tem dado descanso de todos os lados; adversário não há, nem algum mau encontro.

5

E eis que eu intento edificar uma casa ao nome do SENHOR meu Deus, como falou o SENHOR a Davi, meu pai, dizendo: Teu filho, que porei em teu lugar no teu trono, ele edificará uma casa ao meu nome.

6

Dá ordem, pois, agora, que do Líbano me cortem cedros, e os meus servos estarão com os teus servos, e eu te darei o salário dos teus servos, conforme a tudo o que disseres; porque bem sabes tu que entre nós ninguém há que saiba cortar a madeira como os sidônios.

7

E aconteceu que, ouvindo Hirão as palavras de Salomão, muito se alegrou, e disse: Bendito seja hoje o SENHOR, que deu a Davi um filho sábio sobre este tão grande povo.

8

E enviou Hirão a Salomão, dizendo: Ouvi o que me mandaste dizer. Eu farei toda a tua vontade acerca das madeiras de cedro e de cipreste.

9

Os meus servos as levarão desde o Líbano até ao mar, e eu as farei conduzir em jangadas pelo mar até ao lugar que me designares, e ali as desamarrarei; e tu as tomarás; tu também farás a minha vontade, dando sustento à minha casa.

10

¶ Assim deu Hirão a Salomão madeira de cedro e madeira de cipreste, conforme a toda a sua vontade.

11

E Salomão deu a Hirão vinte mil coros de trigo, para sustento da sua casa, e vinte coros de azeite batido; isto dava Salomão a Hirão anualmente.

12

Deu, pois, o SENHOR a Salomão sabedoria, como lhe tinha falado; e houve paz entre Hirão e Salomão, e ambos fizeram acordo.

 

1°Reis 9: 10-13

10

¶ E sucedeu, ao fim de vinte anos, que Salomão edificara as duas casas; a casa do SENHOR e a casa do rei

11

(Para o que Hirão, rei de Tiro, trouxera a Salomão madeira de cedro e de cipreste, e ouro, segundo todo o seu desejo); então deu o rei Salomão a Hirão vinte cidades na terra da Galiléia.

12

E saiu Hirão de Tiro a ver as cidades que Salomão lhe dera, porém não foram boas aos seus olhos.

13

Por isso disse: Que cidades são estas que me deste, irmão meu? E chamaram-nas: Terra de Cabul, até hoje.

 

 

[2] - Cabul significa: “terra de areia seca”.

[3] - Adum, Jorge – Secretário Íntimo Preboste ou Juiz ou Mestre Irlandês Intendente dos Edifícios ou Mestre em Israel 6.° Grau – 7.° Grau – 8.°Grau.

[4] - Idem

[5] - Que encontramos, simbolicamente, na Esc.∙. de J.∙. presente no Painel do Gr.∙. de Apr.∙.M.∙.

[6] - Da Camino, Rizzardo – Os Graus Inefáveis, 4° a 14° do Rito Escocês, Antigo e Aceito. Loja de Perfeição.

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

UMA MENSAGEM IMPORTANTE AOS IRMÃOS - LEIAM E REFLITAM

 Meus queridos II.´.:

A série de postagens "O MESTRE E O APRENDIZ", é uma compilação de textos que tenho escrito, a partir de pensamentos fislosóficos gerais e da nossa filosofia da Ordem, como pitadas de questões que (hipoteticamente) um Aprendiz ou Companheiro, perguntam a um M.´. M.`., e este devolve com uma resposta curta e consisa, mas que pode ser muito desenvolvida, pois traz dentro dela, muito conhecimento e sabedoria.

Em vez de textos longos, que a maioria não lê, nesta nossa vida hediorna, tenho buscado passar os conhecimentos mais profundos, num diáligo entre quem busca e quem acumula o conhecimento. Na famosa parábola: "Não estou dando o peixe, ensino a pescar".

A inspiração surge de dois momentos: Um primeiro momento, quando eu mesmo era Apr.´. (cheio de dúvidas e curisidades) e procurava os M.´. e eles (invariavelmente) me respondiam "quande chegares ao G.´. correspondente, terás as respostas". Todavia e apesar de essa aparente "boa vontade" dos MM.´. o entendimento e a busca tive que faze-lo sozinho. Num segundo momento, a procura de II.´. que querem informações, e conhecimentos sobre a Ord.´., seja aqui, seja no Templo ou nos contatos que tenho nas Palestras que ministro, 

Eis que surge o espaço do Maçom, com mais de um milhão e cem mil acessos, dos cinco continentes, que vêm em busca de conhecimento e sabedoria.

Dessa forma creio estar contribuindo com os II.`. e com a Ord.´. como todos deveríamos fazer. Nunca deixo nenhuma pergunta sem resposta, seja ela qual for. Apenas não revelo aquilo que é segredo de cada G.´., que são os t.´. s.´. e p.´..

Assim como está escrito em Mateus 7:7-8:

7 Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.

8 Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.

Quem busca deve encontrar; quem bate deve ser aberto. Não é diferente do conhecimento, que nós é dado ao longo de nossa trajetória na Maçonaria, não apenas para nosso uso, mas para preparar as gerações que nos secundarão.

Bem vindos ao saber. Bem vindos a um trabalho humilde mas responsável, que já ajudou milhares de II,´. em todas partes do Mundo, que é motivo de grande orgulho maçonico para nós.

Sabemos do trabalho de formiguinha que estamos fazendo desde 2008. Muito mais fácil é divulgar um site de fofocas, de política, de violência, de sexo: aqui é filosofia pura, cada vez menos presente na vida de cada ser humano. Mas resistimos, e precisamos a tua ajuda meu II.´. para continuar divulgando o Blog, e poder chegar muito mais longe.

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TFA


Por M.´. I.´. Luis Genaro Ladereche Fígoli
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O MESTRE E O APRENDIZ; "A taça do bem e do mal"

 REFLEXÕES DE UM MESTRE

No Templo:
O Mestre apresentou duas taças para o Aprendiz. Numa tinha um liquido doce e noutra amargo. Fez ele provar das duas.
- Mestre, porque temos que tomar da taça amarga e da taça doce, durante nossa vida:
- A taça amarga nos ensina a termos tolerância frente às dificuldades e amarguras da vida. Já a taça doce nos ensina que teremos pitadas de
felicidades
, as quais precisamos valorizar. É a dualidade da vida.
Nada é definitivo, nem a amargura nem a felicidade.
O Mestre é Sábio!!!

Por M.´. I.´. Luis Genaro Ladereche Fígoli
G.´.33°

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

O MESTRE E O APRENDIZ: "Racionalidade e Fé"

 REFLEXÕES DE UM MESTRE

No Templo:
- Mestre, a racionalidade se opõe à fé?
- Para uma mente científica, a hipótese encontra-se sempre em comprovação. Para a Fé, a mente precisa de oração e de meditação. A racionalidade poderá nos levar à Verdade. A Fé contém a Verdade.
O Mestre é Sábio!!!

Por M.´. I.´. Luis Genaro Ladereche Fígoli
G.´.33°

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

JUSTIÇA IGUAL PARA TODOS, O TRIBUNAL DO GRAU 7 NO R.´.E.´.A.´.A.´.

 


O simbolismo no Grau 7º 

Preboste e Juiz

1 - A Lenda do Grau

Prosseguindo a Lenda de Hiram Abi, a parte do sétimo Grau informa que após a morte de Hiram, o rei Salomão tomou os 3.600 Inspetores (II Crônicas 2:2)[1] e instituiu um Tribunal, dirigido por sete Prebostes a Juízes, chefiados por Tito que era o depositário da Urna onde estavam guardadas as atas das reclamações.[2]

A finalidade do Tribunal era a de que a Justiça continuasse a ser distribuída aos Obreiros, de vez que cessara o trabalho da grande construção.

A Justiça deveria ser igual para todos, e Salomão dera eloqüente exemplo disso, como se lê no Livro I Reis 2:16-27[3] quando julgou a causa de duas mulheres.

O desejo de conhecer e de saber revelado no Grau 6, transforma-se, no Grau 7, no empenho de espargir Justiça entre os Irmãos.

É a consagração de um direito natural, o respeito à Lei o julgamento daqueles que a desrespeitam; são atitudes tão homogêneas que o fazer Justiça torna-se como uma segunda Natureza tão importante como a original.

"Preboste" diz respeito a uma Justiça Militar e "Juiz", a uma Justiça civil.

Dentre os 3.600 Inspetores, partes constituíam exército, porque a manutenção da disciplina, considerando serem 150.000 os trabalhadores, era tarefa que exigia o poder da força.

Inspetores eram os que orientavam, administrativamente, e os que zelavam pela disciplina.

O conceito de Justiça é amplo. O Antigo brocardo latino é expressivo: "Justitia est constantes perpetua voluntas jus suum cuique tribuendi" (A Justiça é a vontade constante a perpétua de dar a cada o que é seu). Ou o segundo: "Justitia porro eta virtus est quae sua cuique tributi" (Pois a Justiça é aquela virtude que dá a cada um o que é seu).

 O rei Salomão, inicialmente, tomara como modelo jurídico toda a legislação deixada por Moisés ampliando-a caso a caso, de conformidade com o seu conceito pessoal, já que era mercê a graça divina, um homem pleno de sabedoria.

 O Grau 7, indubitavelmente, inspirou-se na primitiva organização do Tribunal composto de Prebostes e Juízes, que além de aplicarem o direito, legislavam.

 Resta lermos o Livro dos Juízes, para termos uma ideia do conceito salomônico de Justiça.

 Porém, o Grau 7º, nos dá uma informação mais segura, quando diz que o Tribunal estudava as sentenças prolatadas pelos Tribunais inferiores, de onde se conclui que Salomão ocupou os 3.600 Inspetores para organizar um complexo judiciário a ponto de distribuir, equitativamente, a Justiça, tanto aos hebreus como aos fenícios.

 No entanto, o conceito moderno de Justiça das diversas nações não se iguala ao conceito antigo de Justiças se nos detivermos a ler as Sagradas Escrituras, tanto o Velho como o Novo Testamento, encontraremos decisões totalmente divorciadas do conceito moderno.

 Lemos no Salmo 11: "Porque o Senhor é Justo e ama a Justiça; o seu rosto está voltado para os retos".

 O conceito de Justiça hebreu é um conceito religioso, sendo o alicerce da Justiça, que é o Direito, a própria "pessoa" de Jeová.

 O conceito cristão do juízo é bem diverso, segundo o que lemos em Mateus 7:1-5:

 

"Não julgueis, para que não sejais julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.

 

E por que reparas tu no argueiro que está nos olhos de teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?

 

Ou como dirás a teu irmão: deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?

 

“Hipócrita, tira primeira a trave do teu olho, e então, cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão”.

 O conceito de Justiça, para o Maçom, também difere do conceito comum.

 Fazer Justiça não será, apenas, dar a cada um o que é seu; a Justiça Maçônica excede a Justiça profana, porque será dado a cada um, não, tão somente o que já lhe pertence, mas sim, de sobejo, para que enriquecido, possa ele por sua vez, dividir em igual medida.

 O direito de defesa, de apelo, consideração e, sobretudo de perdão, constituem linhas mestras que jamais poderão ser desprezadas.

 O direito de expectativa, por sua vez, pode ser violado; não basta o direito da posse, da liberdade, do alimento, ou da educação; existem direitos dentro das profissões, como os possuíam os Aprendizes que aspiravam passar a Companheiros e sucessivamente, a Mestres.

 Os três assassinos, os Jubelos, não tinham o direito de se apossar das Palavras de Passe e Sagrada, para auferir maior remuneração e posição, porém, tinham o direito de aspirar a posições superiores. O caminho que seguiam para aquela conquista, contudo, foi inadequado e pagaram com a própria vida.

 Hoje, temos, embora palidamente, casos semelhantes quando, por capricho de poucos, muitos são impedidos de evoluírem no conhecimento e alcançarem Graus mais elevados.

 O direito à evolução em todo o campo, hoje é negado no mundo profano; poucos privilegiados encontram os meios para ascenderem a uma vida sonhada de plena realização.

 Maçonicamente, a atitude dos que detêm um poder, é semelhante; obstaculizam aqueles que buscam o seu direito de ascensão.

 Infelizmente, não temos um Tribunal a que possam os Maçons recorrer para a conquista dos seus direitos.

 Apesar da antiguidade e sabedoria de nossa Instituição, falta esse detalhe: a distribuição total de Justiça. (E a sugestão para a criação de um Tribunal de Justiça Maçônica do Supremo Conselho.)

 Assim, a moral do Grau 7º é a "Justiça igual para todos".











 2. Decoração da Loja

 A decoração é vermelha e o Templo é iluminado por cinco luzes, sendo uma em cada canto e uma no centro do Templo.

 O Presidente é Tito e representa o Príncipe dos Harodins.

 A Idade é de quatorze anos; Bateria quatro golpes mais um.

 O questionário é simples:

 

"P. Sois vós Proboste ou Juiz?

R. Distribuo Justiça a todos os operários sem prevenção

ou parcialidade.

P. Para que trabalhais?

R. Para aperfeiçoar o túmulo de Hiram

P. Quando trabalhais?

R. Sempre.

P. Por quê?

R. Porque devo estar sempre pronto para distribuir Justiça.

P. Onde está vosso Mestre?

R. Onde houver necessidade de fazer Justiça."

 Sob o Dossel do Trono há um quadro representando uma Urna de Ébano, símbolo da que continha as atas do Tribunal de Prebostes e Juízes.

 A cor vermelha, sempre, foi símbolo do Direito e da Justiça; o Triângulo Eqüilátero representa a igualdade; as Espadas cruzadas, a presença dos Prebostes e as Chaves douradas, os Juízes comuns; os Iniciados, serão os futuros Juízes; serão Prebostes, quando recebidos cargos de mando.

 BIBLIOGRAFIA:

 Da Camino, Rizzardo – Os Graus Inefáveis 4° ao 14º;

 Pacheco, Walter Jr. – Uma Visão Global dos 33º Graus do REAA

 Da Camino, Rizzardo – Loja de Perfeição do 1º ao 33º

 Da Camino, Rizzardo - Preboste e Juiz - Grau 7o

 Artigos da Internet


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[1]

- E designou Salomão setenta mil homens de carga, e oitenta mil, que talhavam pedras na montanha e três mil e seiscentos inspetores sobre eles;

 [2]  - Da Camino, Rizzardo – Os Graus Inefáveis  4° ao 14° REAA;

[3]-

16 Então vieram duas mulheres prostitutas ao rei, e se puseram perante ele.

    17 E disse-lhe uma das mulheres: Ah! senhor meu, eu e esta mulher moramos numa casa; e tive um filho, estando com ela naquela casa.

    18 E sucedeu que, ao terceiro dia, depois do meu parto, teve um filho também esta mulher; estávamos juntas; nenhum estranho estava conosco na casa; somente nós duas naquela casa.

    19 E de noite morreu o filho desta mulher, porquanto se deitara sobre ele.

    20 E levantou-se à meia noite, e tirou o meu filho do meu lado, enquanto dormia a tua serva, e o deitou no seu seio; e a seu filho morto deitou no meu seio.

    21 E, levantando-me eu pela manhã, para dar de mamar a meu filho, eis que estava morto; mas, atentando pela manhã para ele, eis que não era meu filho, que eu havia tido.

    22 Então disse à outra mulher: Não, mas o vivo é meu filho, e teu filho o morto. Porém esta disse: Não, por certo, o morto é teu filho, e meu filho o vivo. Assim falaram perante o rei.

    23 Então disse o rei: Esta diz: Este que vive é meu filho, e teu filho o morto; e esta outra diz: Não, por certo, o morto é teu filho e meu filho o vivo.

    24 Disseram mais o rei: Trazei-me uma espada. E trouxeram uma espada diante do rei.

    25 E disse o rei: Dividi em duas partes o menino vivo; e dai metade a uma, e metade a outra.

    26 Mas a mulher, cujo filho era o vivo, falou ao rei (porque as suas entranhas se lhe enterneceram por seu filho), e disse: Ah! senhor meu, dai-lhe o menino vivo, e de modo nenhum o mateis. Porém a outra dizia: Nem teu nem meu seja; dividi-o.

    27 Então respondeu o rei, e disse: Dai a esta o menino vivo, e de maneira nenhuma o mateis, porque esta é sua mãe.

    28 E todo o Israel ouviu o juízo que havia dado o rei, e temeu ao rei; porque viram que havia nele a sabedoria de Deus, para fazer justiça.

 

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