quarta-feira, 21 de outubro de 2009

SESSÃO MAGNA DE INICIAÇÃO

Estou postando as fotos da Sessão Magna de Iniciação na Loja Palmares do Sul n° 213, do Rio Grande do Sul, filiada às Grandes Lojas do RS, com a presença do Sereníssimo Grão Mestre Irm:. Gilberto Mussi, em 20 de Outubro de 2009.

TFA a todos os IIrm:.

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terça-feira, 6 de outubro de 2009

O HEXAGRAMA

ESTRELA DE DAVI
Por Lucinano Santana Bins (C:.M:.)

Origem do símbolo:

De acordo com a tradição judaica, este símbolo era desenhado ou encravado sobre os escudos dos guerreiros de exército do rei DAVID. Esta tradição teve origem no fato de o nome hebraico para David ser escrito originalmente por três letras do alfabeto hebraico – DALET, VAV e DALET. Estas duas letras DALET tinham uma forma triangular no alfabeto hebraico usado até então, uma variação do alfabeto fenício, conhecido como porto-hebraico. Estas duas letras então eram encravadas nos escudos dos soldados uma sobreposta a outra, formando uma espécie de estrela. Apesar de ser uma explicação plausível, carece de provas históricas ou arqueólogas para prová-la.
A forma atual do Escudo de David já aparecia em diversas culturas do Extremo Oriente há milhares de anos, só nas últimas centenas de anos que mudou-se para um símbolo puramente judaico. Este símbolo apareceu primeiramente ligado aos judeu já na Era do Bronze – no século IV a.C. – num selo judaico achado na cidade de SIDON. Ele também aparece em muitas sinagogas antigas na terra de ISRAEL datadas da época do SEGUNDO TEMPLO e até mesmo em algumas depois de sua destruição pelos romanos. Não lhe era dado, ao menos aparentemente, um significado tão místico, mas ornamental, assim com muitas Estrelas de David foram achadas ao lado de “ESCUDOS DE SALOMÃO” (estrela de cinco pontas ou pentagrama) e, curiosamente ao lada de suásticas. Um exemplo é o friso da Sinagoga de Cafarnaum (século II ou III da era comum) e uma lápide (do ao 300 da era comum), encontrada no sul da Itália. Apesar disto, a Estrela de David não aparece entre os símbolos judaicos mais importantes do período helenístico.
O testemunho mais antigo deste emblema na literatura judaica é mostrado no livro do sábio caraíta YEHUDAH BEM ELISHU HADASI, que viveu no século 12, em seu livro “Eshkol Hakofer”. No capítulo 242, ele expõe costumes de pessoas do povo que aos poucos foram mudando o símbolo do Escudo de David de um simples selo para um tipo de signo místico ou amuleto.

A identificação efetiva da Estrela de David com o judaísmo começou na Idade Média. Em 1354, rei KAREL IV concedeu o privilégio a comunidade judaica de PRAGA de ter sua própria bandeira. Os judeus confeccionaram, num fundo vermelho, um Hexagrama, a Estrela de David, em ouro. Documentos referem-se a este símbolo como sendo a “bandeira do rei David”. Em Praga, a estrela de seis pontas – sempre chamada de “Maguen David” – passou a ser usada tanto em sinagogas, como no selo oficial da comunidade e em livros impressos. No século XIX, difundiu-se o símbolo da Estrela de David também aos carimbos de judeus e sobre a cortina das ARCAS SANTAS das sinagogas.

As Diferentes Influências No Símbolo:

Existem interpretes que argumentam que o lírio branco que é composto por seis pétalas num estilo parecido com a Estrela de David. De fato, esta é a flor que é identificada com o povo de Israel no livro bíblico de “Cântico dos Cânticos”.
Há pensadores que viram no conceito de “Estrela de David” e nos dois triângulos que a compõe uma ligação ou conexão com o elemento macho (triângulo com a ponta voltada para cima, constituindo o símbolo masculino) com o elemento fêmea (o triângulo voltado para baixo, constituindo a forma de um receptáqaulo). Há os que viram neste símbolo a relação entre o elemento celestial que aspirado para a terra seu poder (o triângulo com a ponta para baixo), contra o elemento terrestre que aspira para o céu sua influência (o triângulo que aponta para cima). Outros pensadores argumentam que a Estrela de David constituída por seis ponta representaria o domínio celestial sobre os quatro ventos, sobre o que esta em cima e sobre o que esta em baixo da terra.

De acordo com a CABALA, a Estrela de David insinua a representação das sete emanações divinas (sefirot) inferiores. Cada triângulo dos seis triângulos que formam os lados da estrela representariam uma emanação e o centro dos triângulos maiores sobrepostos da Estrela de David representariam a emanação denominada MALCHUT.
MALCHUT: Sétima semana- Soberania, Nobreza, Liderança.

Soberania: o último dos sete atributos – é diferente dos seis anteriores. É um modo de ser, não uma atividade.
Nobreza: é uma expressão passiva da dignidade humana, que nada tem em si mesma, exceto aquilo que recebe das outras seis emoções.
Liderança: é a arte do desprendimento; é apenas um reflexo de uma vontade Superior.

Por outro lado MALCHUT manifesta-se e torna reais o caráter e a majestade do espírito humano. É a própria fibra que nos faz humano.

HEXAGRAMA



Origem:

De um modo primitivo, por hexagrama, podemos compreender como uma reunião de seis letras ou caracteres. Portanto, uma seqüência de seis sinais gráficos (letras ou figuras geométricas) pode ser considerada um hexagrama. A figura, objeto de nosso estudo, é o descrito na página 96 do ritual de companheiro, ou seja, dois triângulos entrelaçados.

Porem, dentro da maioria das escolas esotéricas ocidentais, o hexagrama usualmente assume a forma de uma estrela de seis pontas e é conhecido também por Estrela de David, Selo de Salomão, entre outros. É esta versão que carrega inúmeros significados ao longo da história e figura tanto como símbolo de Estado de Israel como na simbologia mística.

A maioria das teorias que pretende encontrar a origem específica do hexagrama está relacionada ao judaísmo. Uma delas sem embasamento histórico confiável, faz alusão ao nome de Rei David. Entretanto, desde a Idade do Bronze, símbolos em forma de estrela, como o pentagrama e o hexagrama, já eram encontrados em civilizações distantes, tanto no aspecto geográfico como cultural, como na Índia, Mesopotâmia e Grã-Bretanha.

O místico hexagrama:

Segundo a obra de Albert G. Mackey sobre a maçonaria, os dois triângulos entrelaçados representam a união das forças ativa e passiva na natureza, os pólos feminino e masculino, yoni e linga (representações dos genitais no hinduísmo). Sendo o triângulo voltado para baixo o símbolo do princípio feminino e o triângulo voltado para cima representando o princípio masculino. Portanto, nesta interpretação, o hexagrama possui um simbolismo sexual. O hexagrama também foi adotado na Maçonaria do Arco Real e, neste caso, segundo o autor maçom Wes Cook, o símbolo representa equilíbrio e harmonia.
Há também uma interpretação na qual o triângulo voltado para baixo representa o céu e o segundo triângulo simboliza a terra; de forma que um interfira no outro. Supõe-se também que as seis pontas representam o domínio celeste sobre os quatro ventos, sobre o que está em cima e o que está em baixo na terra.
Embora, sejam a Estrela de David e o Hexagrama, iguais por definição morfológica, mas na verdade apresentam diferenças substanciais. Na Estrela de David os triângulos são sobrepostos enquanto que no hexagrama os mesmos são entrelaçados. Esta diferença leva os estudiosos a terem interpretações místicas e esotéricas das mais variadas possíveis.
Ao nosso estudo importa compreendermos que a estrela Flamígera corresponde ao Microcosmo humano, isto é, ao homem considerado como um mundo em miniatura, ao passo que os dois triângulos entrelaçados designam a Estrela no Macrocosmo, isto é, do mundo em toda a sua extensão infinita.
Também é possível que, como uma forma geométrica simples, como por exemplo o triângulo, círculo, quadrado ou, hexagrama foi criado por vários povos diferentes, sem ligação entre si.
Senão vejamos:

USO POR JUDEUS:

A Estrela de David é um símbolo gerralmente reconhecidos do judaísmo e da identidade judaica. Seu uso como identidade judaica começou na idade média, embora seu uso religioso começou mais cedo aproximadamente, conforme estudos arqueológicos



No século 4.

USO POR CRISTÃOS:

O hexagrama pode ser encontrado em algumas igrejas e vitrais. Um exemplo disto é um embutido no teto da Catedral Nacional de Washington. Como um sinal, semelhante à chamada de pentagrama cercado é usado em ocultismo, ele não foi utilizado na arquitetura da igreja até que os arquitetos cristãos, tanto católicos e protestantes, começaram a aceitar a idéia de que a Estrela de David é um sinal velho judeu. No cristianismo, é muitas vezes chamado de estrela da criação.
A Bíblia não faz menção direta da Estrela de David, no entanto, o Catecismo da Igreja Católica do ano 528 refere-se a estrela que conduziu os Magos a Cristo como "a estrela de Davi". No contexto, a frase citação provavelmente significava "a estrela do rei de Israel" em vez do triângulo duplo símbolo em forma usada hoje.

SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS (MÓRMONS)



Estrela de David no Hall de Salt Lake Assembly

A Estrela de Davi também é utilizada com menos destaque por A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, principalmente na arquitetura. Simboliza as Tribos de Israel e da amizade e sua afinidade reivindicou para o povo judeu. Além disso, alguns teólogos como independente LDS Daniel Rona têm sugerido a possibilidade de que a Estrela de Davi realmente foi modelado após o Urim eo Tumim, mas esta não é a doutrina oficial da Igreja.

USO POR MUÇULMANOS



Hexagrama em cantaria islâmico no complexo Qutb, Delhi, Índia.

O símbolo é conhecido em árabe como نجمة داوود, Dawud Najmat (Estrela de Davi) ou خاتم سليمان Khatem Sulayman (Selo de Salomão), mas o "Selo de Salomão" pode se referir a um pentagrama ou uma espécie de planta.
Em vários lugares no Alcorão, está escrito que Davi e Salomão (árabe, Suliman ou Sulayman) foram profetas e reis e, portanto, eles são figuras reverenciadas pelos muçulmanos. O pré-medieval Beyliks Otomano Turco Anatolian do Karamanoğlu e Candaroğlu usavam a estrela em sua bandeira. Ainda hoje, a estrela pode ser encontrada em mesquitas e em árabe outros e artefatos islâmicos.
O Talmud Babilônico contém uma lenda sobre o rei Salomão ser seqüestrado por Ashmedai, o rei dos demônios. Ele conseguiu o seqüestro do rei por roubar seu "selo de Salomão", embora de acordo com o selo esta Talmud era simplesmente uma moeda de metal com letras hebraico que significa o nome de Deus, inscrita no mesmo. É possível que o selo foi alterada nos contos árabes. A primeira aparição do símbolo em escrituras judaicas foi nos escritos cabalísticos oriental, por isso, é possível que se tratava de uma alteração do pentagrama sob a influência árabe.

Professor Gershom Sholem teoriza Que a "Estrela de Davi" origina nos escritos de Aristóteles, que usava triângulos em posições diferentes para indicar os diferentes elementos de base. Os triângulos superpostos assim representados combinações desses elementos. A partir dos escritos de Aristóteles, esses símbolos feitos em suas formas iniciais, pré-muçulmano literatura árabe.

USO PELO HINDUÍSMO E RELIGIÕES ORIENTAIS



Diagrama com as duas sílabas Om místico e Hrim

Seis estrelas apontaram também foram encontrados em diagramas cosmológicos no hinduísmo, budismo e jainismo. As razões por trás de aparência comum este símbolo em religiões índico e do Ocidente estão perdidas nas brumas da antiguidade. Uma possibilidade é que eles têm uma origem comum. A outra possibilidade é que os artistas e as pessoas religiosas de diversas culturas criado independentemente da forma de estrela de seis pontas, que afinal é um projeto relativamente simples e óbvio geométricas.

Dentro lore índico, a forma é geralmente entendida como constituída por dois triângulos, um apontado para cima e outro para baixo bloqueado em harmonioso abraço. Os dois componentes são chamados de "Om" e "Hrim 'em sânscrito, e simboliza a posição do homem entre a terra e o céu. O triângulo descendente simboliza Shakti, a personificação sagrada da feminilidade, e o triângulo para cima simboliza Shiva, ou Tattva Agni, representando os aspectos focados da masculinidade. A união mística dos dois triângulos representa a criação, ocorrendo através da união divina do masculino e feminino. Os dois triângulos fechados também são conhecidos como 'Shanmukha "- as seis faces, representando as seis faces de Shiva e Shakti Kartikeya progênie. Este símbolo é também uma parte de vários yantras e tem profundo significado no ritual hindu de adoração e mitologia.

No budismo, algumas versões antigas do Bardo, também conhecido como O Livro Tibetano dos Mortos, contêm um hexagrama com um interior suástica. Foi composta pelos editores para esta publicação especial. Em tibetano, é chamado de 'origem do fenômeno "(Byung-chos kyi'-gnas). É especialmente relacionadas com Vajrayogini, e constitui a parte centro de sua mandala. Na realidade, é em três dimensões, e não dois, embora possa ser interpretado de qualquer maneira.

Bibliografia:
Wikipédia;
Aslam, Nicolas: “Estudos Maçônicos sobre Simbolismo”;
Boucher, Jules: “A Simbólica Maçônica”;
Castellani, José: “Cartilha do Grau de Companheiro”;
Outros trabalhos colhidos na Internet.

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A IMPORTÂNCIA DA MULHER PARA A MAÇONARIA


A base da Instituição Maçônica é a fraternidade, por isso reúne os homens em suas Lojas, nas quais reinam a moral, a tolerância e a solidariedade. Porém, a Maçonaria também dedica à família o melhor de suas atenções. E embora a mulher não participe diretamente dos trabalhos maçônicos, não se pode dizer que não lhes presta a sua colaboração, pois, enquanto os maridos se dedicam aos trabalhos da Loja, as esposas se constituem em guardiãs do lar e dos filhos.

Portanto, sob o critério filosófico, a Maçonaria destina-se tanto ao homem como à mulher, complementos que são um do outro e destinados como estão a constituir a família como base celular de uma sociedade bem organizada.

Os Maçons tributam, portanto, à mulher não somente o respeito que ela merece como mãe, esposa, irmã e filha, mas também pela admiração a que tem direito por ser o ornamento da humanidade, na qual tem exercido um grande papel civilizador e propulsor do progresso dos povos.

Para os maçons, a mulher é a Deusa do lar, é aquela que reúne a família em torno de si, que auxilia o marido, ocupando-se das tarefas do lar e da educação moral dos filhos, a fim de torná-los dignos de serem os homens de amanhã, inspirando-lhes aqueles sentimentos de afetividade e de moral sobre os quais assenta a sociedade.

De fato, não é nas escolas que as crianças aprenderão a sentir o calor dos bons sentimentos. Não é apenas nas escolas que se irá formar o seu caráter e aonde irão aprender a se considerarem irmãos entre sí. É ao lar que esta tarefa cabe exclusivamente, e a mulher tem um papel fundamental nisso.

Depois de DEUS, o único ser onipotente, em nossas vidas é a mulher. Nascemos do útero de uma, morreremos nos braços de outra. Entre um evento e outro, em nome delas construímos a civilização e seus destinos. Nunca chegamos a compreendê-las. A natureza, para nosso alívio, nos poupou dessa missão impossível: cabe-nos apenas amá-las e respeitá-las.

Confesso que, através da vida, nunca presenciei nenhum fato que me provasse ser o homem realmente o sexo forte.

Pertenço à geração que assistiu à ascensão da mulher no mercado de trabalho. Devemos reconhecer que elas são mais eficientes, esforçadas e determinadas do que nós. Pobre do executivo que, em uma reunião de negócios, topa pela frente com um interlocutor do sexo feminino. A luta é desigual. Quando não nos fulmina com argumentação melhor fundamentada, tratam de derreter nossa intransigência com um simples sorriso. Isso para não citar o extremo e desleal recurso da lágrima, sem dúvida a mais poderosa força hidráulica criada pela humanidade. Apesar de sua inegável superioridade, ainda lhes reservamos, nas organizações, funções quase exclusivamente subalternas.

Se, aos poucos, vão nos superando no campo profissional, desde sempre nos suplantaram na política de vida. São biológica e afetivamente mais resistentes do que o homem: vivem mais tempo do que nós e são capazes de viver sem nós. Quem nos dera poder afirmar o mesmo!

A arena onde os dois sexos medem forças é o matrimônio. O homem o procura em busca de carinho e sentido para a vida. A mulher procura nessa aliança o ninho seguro para criar seus filhos; obviamente, o poder de barganha do homem é muito menor. Acabam restando, nos dias atuais, três tipos de casamento: aqueles que não dão certo; aqueles que a mulher manda e aqueles em que o homem pensa que manda...

A mulher concebe homem não. E aí esta fundamentalmente, a diferença. DEUS delegou a elas o Dom de reproduzir a vida. E nós nunca as perdoamos por isso. Através dos séculos, as flagelamos, as dominamos, as submetemos justamente para que, dessa forma, pudéssemos camuflar a nossa revolta, a nossa frustração, o nosso inconsciente sentimento de inferioridade. Impusemos a sua virgindade, exigimos a sua exclusividade, trancamo-las, a sete chaves, em nossos castelos. Elas, mais seguras, nunca nos reivindicam nada disso. As mulheres multiplicam a vida, os homens só possuem a sua.

A mulher acima de tudo é MÃE. E não há palavra mais bela, mais suave e mais plena de conteúdo que lábios humanos sejam capazes de pronunciar; ao mesmo tempo pequena e imensa, significa o consolo da aflição, a luz na desesperança, a força na derrota; é o peito onde reclinamos nossa cabeça, a mãe que nos abençoa, o olho que nos protege.

Quer o destino que nossas MÃES cruzem os portões do infinito antes que nós o façamos. E assim, por sabedoria de DEUS, aprendemos a transferir todo o seu significado para nossas mulheres, que são mães de nossos filhos, e para nossas filhas que serão mães de nossos netos. Este é o sentido de nossa existência.

A mulher para nós, MAÇONS, é a maior estrela brilhante neste universo. Tanto é verdade que, quando iniciamos na Ordem Maçônica, nos é entregue dois pares de luvas brancas, sendo um par para nosso uso e o outro para a mulher que mais estimamos. As luvas, na Maçonaria, é símbolo de pureza e de candura e também de inocência. Por isso as luvas devem ser brancas. Usadas pelo homem, devem relembrar-lhe a mansidão e a pureza a que esta obrigado, e aquelas entregues à mulher simbolizam que o Maçom deve ter consideração pelo belo sexo, presenteando-as aquela que considera mais digna de ser amada. Sem dúvida alguma, a mulher é tudo para nós.


Publicado na edição nº 195 da Revista "A TROLHA", de Janeiro 2003
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A Maçonaria na Independência do Brasil

Antecedentes e Cronologia

A iniciação de D Pedro I, o fechamento das Lojas e o ressurgimento da Maçonaria em 1830.

Por Irm.∙. Luis Genaro L. Fígoli (Moshe)*

Nos dias atuais, os grandes vultos e os fatos marcantes da nossa história estão, na maioria das pessoas, adormecidos. O sentimento cívico esta distante e muitas vezes apagado em nossas mentes. Fatos e acontecimentos importantes marcaram o início da emancipação política da nossa nação. Retomemos os tempos idos e a alguns referenciais da nossa rica história.

- Início do século XIX – ano de 1808 – D. João e toda família real, refugia-se no Brasil em decorrência da invasão e dominação de Portugal por tropas francesas, encetadas pelo jugo napoleônico.

Este fato trouxe um notável progresso para a colônia, pois esta passou a ter uma organização administrativa idêntica à de um Estado independente. D. João assina o decreto da Abertura dos Portos, que extinguia o monopólio português sobre o comércio brasileiro. O Brasil começa a adquirir condições para ter uma vida política independente de Portugal, porém sob o aspecto econômico, passa a ser cada vez mais controlado pelo capitalismo inglês.

- Ano de 1810 – Ocorre a expulsão dos franceses pôr tropas inglesas, que passam a governar
Portugal com o consentimento de D. João.

- Ano de 1815 – D. João, adotando medidas progressistas, Põe fim na situação colonial do Brasil, criando o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve, irritando sobremaneira os portugueses.

- Ano de 1820 – Cansados da dominação e da decadência econômica do país, os portugueses iniciam uma revolução na cidade do Porto culminando com a expulsão dos ingleses. Estabelecem um governo temporário, adotam uma constituição provisória e impõem sérias exigências a João (agora já com o título de rei e o nome de D. João VI), ou seja:

- Aceitação da constituinte elaborada pelas cortes,
- nomeação para o ministério e cargos públicos,
- sua volta imediata para Portugal.

Com receio de perder o trono e sem alternativa, face às exigências da Corte (Parlamento Português), D.João VI regressa a Lisboa (Portugal) em 26 de abril de 1821, deixando como Príncipe Herdeiro, nomeado Regente do Brasil pelo Decreto de 22 de abril de 1821, o primogênito com então 21 anos de idade – PEDRO DE ALCANTARA FRANCISCO ANTÔNIO JOÃO CARLOS XAVIER DE PAULA MIGUEL RAFAEL JOAQUIM JOSÉ GONZAGA PASCOAL CIPRIANO SERAFIM DE BRAGANÇA E BURBON. O Príncipe Dom Pedro, jovem e voluntarioso, aqui permanece, não sozinho pois logo viu-se envolvido por todos os lados de homens de bem, Maçons, que constituíam a elite pensante e econômica da época.

Apesar de se verem aceitas suas reivindicações, os revolucionários portugueses não estavam satisfeitos. As cortes de Portugal estavam preocupadas comas perdas das riquezas naturais do
Brasil e previam sua emancipação, como ocorria em outros países sul-americanos. Dois decretos em 1821 de números 124 e 125 emanados das Cortes Gerais portuguesas são editados na tentativa de submeter e inibir os movimentos no Brasil. Um reduzia o Brasil da posição de Reino Unido à antiga condição de colônia, com a dissolução da união brasílico-lusa, o que seria um retrocesso, o outro, considerando a permanência de D. Pedro desnecessária em nossa terra, decretava a sua volta imediata.

Os brasileiros reagiram contra os decretos através de um forte discurso do Maçom Cipriano José Barata, denunciando a trama contra o Brasil. O Maçom, José Joaquim da Rocha, funda em sua própria casa o Clube da Resistência, depois transformado no Clube da Independência.

Verdadeiras reuniões maçônicas ocorrem na casa de Rocha ou na cela de Francisco de Santa Tereza de Jesus Sampaio, Frei Sampaio, no convento de Santo Antônio, evitando a vigilância da polícia. Várias providências foram tomadas, dentre elas: consultar D. Pedro; convidar o Irmão, Maçom, José Clemente Pereira, Presidente do Senado a aderir ao movimento e enviar emissários aos maçons de São Paulo e Minas Gerais. Surge o jornal, “Revérbero Constitucional Fluminense”, redigido por Gonçalves Ledo e pelo Cônego Januário, que circulou de 11 de setembro de 1821 a 08 de Outubro de 1822, e que teve a mais extraordinária influência no movimento libertador, pois contribuiu para a formação de uma consciência brasileira, despertando a alma da nacionalidade.

Posteriormente a 29 de julho de 1822 passa a ser editado o jornal – “Regulador Brasílico-Luso”, depois denominado, “Regulador Brasileiro”, redigido pelo Frei Sampaio, que marcou também sua presença e atuação no movimento emancipador brasileiro.

Na representação dos paulistas, de 24 de dezembro de 1821, redigida pelo Maçom José Bonifácio de Andrada e Silva, pode-se ler o seguinte registro:

“É impossível que os habitantes do Brasil, que forem honrados e se prezarem de serem homens, possam consentir em tais absurdos e despotismo... V.Alteza Real deve ficar no Brasil, quaisquer que sejam os projetos das Cortes Constituintes, não só para o nosso bem geral, mas até para a independência e prosperidade futura do mesmo. Se V. Alteza Real estiver (o que não é crível) deslumbrado pelo indecoroso decreto de 29 de setembro, além de perder para o mundo a dignidade de homem e de príncipe, tornando-se escravo de um pequeno grupo de desorganizadores, terá que responder, perante o céu, pelo rio de sangue que, decerto, vai correr pelo Brasil com a sua ausência...”.

- 09 de janeiro de 1822 – Na sala do trono e interpretando o pensamento geral, cristalizando nos manifestos dos fluminenses e dos paulistas e no trabalho de aliciamento dos mineiros, o Maçom José Clemente Pereira, presidente do Senado da Câmara, antes de ler a representação, pronunciou inflamado e contundente discurso pedindo para que o Príncipe Regente Permanecesse no Brasil.

Após ouvir atentamente, o Príncipe responde: “estou pronto, diga ao povo que fico”.

A alusão às hostes maçônicas era explícita e D. Pedro conheceu-lhe a força e a influência, entendendo o recado e permanecendo no Brasil. Este episódio, conhecido como o Dia do Fico, marcou a primeira adesão pública de D. Pedro a uma causa brasileira.

- Em 13 de maio de 1822 – os Maçons fluminenses, sob a liderança de Joaquim Gonçalves Ledo, e por proposta do brigadeiro Domingos Alves Munis Barreto, resolviam outorgar ao Príncipe Regente o título de Defensor Perpétuo do Brasil, oferecido pela Maçonaria e pelo Senado.

- Ainda em maio de 1822 – aconselhado pelo então seu primeiro ministro das pastas do Reino e de Estrangeiros, o Maçom, José Bonifácio de Andrada e Silva, D. Pedro assina o Decreto do
Cumpra-se, segundo o que só vigorariam no Brasil as Leis das Cortes portuguesas que recebessem o cumpra-se do príncipe regente.

- Em 02 de junho de 1822 – em audiência com D. Pedro, o Irmão José Clemente Pereira leu o discurso redigido pelos Maçons Joaquim Gonçalves Ledo e Januário Barbosa, que explanavam da necessidade de uma Constituinte. D. Pedro comunica a D. João VI que o Brasil deveria ter suas Cortes. Desta forma, convoca a Assembléia Constituinte para elaborar uma Constituição mais adequada ao Brasil. Era outro passo importante em direção à independência.

- Em 17 de junho de 1822 – a Loja Maçônica, “Comércio e Artes na Idade do Ouro” em sessão memorável, resolve criar mais duas Lojas pelo desdobramento de seu quadro de Obreiros, através de sorteio, surgindo assim as Lojas “Esperança de Niterói” e “União e Tranqüilidade”, se constituindo nas três Lojas Metropolitanas e possibilitando a criação do “Grande Oriente Brasílico ou Brasiliano”, que depois viria a ser denominado de “Grande Oriente do Brasil”.

José Bonifácio de Andrada e Silva (O Patriarca da Independência) é eleito primeiro Grão-Mestre, tendo Joaquim Gonçalves Ledo como 1º Vigilante e o Padre Januário da Cunha Barbosa como Grande Orador. O Objetivo principal da criação do GOB foi de engajar a Maçonaria como Instituição, na luta pela independência política do Brasil, conforme consta de forma explícita das primeiras atas das primeiras reuniões, onde só se admitia para iniciação e filiação em suas Lojas, pessoas que se comprometessem com o ideal da independência do Brasil.

- No dia 02 de agosto – por proposta de José Bonifácio, é iniciado o Príncipe Regente, D. Pedro, adotando o nome histórico de Guatimozim (último imperador Asteca morto em 1522), e passa a fazer parte do Quadro de Obreiros da Loja Comércio e Artes.

- No dia 05 de agosto – por proposta de Joaquim Gonçalves Ledo, que ocupava a presidência dos trabalhos, foi aprovada a exaltação ao grau de Mestre Maçom que possibilitou, posteriormente, em 04 de outubro de 1822, numa jogada política de Ledo, o Imperador ser eleito e empossado no cargo de Grão-Mestre, do GOB.

Porém, foi no mês de agosto de 1822 que o Príncipe, agora Maçom, tomou a medida mais dura em relação a Portugal, declarou inimigas as tropas portuguesas que desembarcassem no Brasil sem o seu consentimento.

Em 14 de agosto parte em viagem, com o propósito de apaziguar os descontentes em São Paulo, acompanhado de seu confidente Padre Belchior Pinheiro de Oliveira e de uma pequena comitiva.

Faz a viagem pausadamente, percorrendo em 10 dias, 96 léguas entre Rio e São Paulo. Em Lorena, a 19 de agosto, expede o decreto dissolvendo o governo provisório de São Paulo. No dia 25 de agosto chega a São Paulo sob salva de artilharia, repiques de sino, girândolas e foguetes, se hospedando no Colégio dos Jesuítas. De São Paulo se dirige para Santos em 5 de setembro de 1822, de onde regressou na madrugada de 7 de setembro. Encontrava-se na colina do Ipiranga, às margens de um riacho, quando foi surpreendido pelo Major Antônio Gomes Cordeiro e pelo ajudante Paulo Bregaro, correios da corte, que lhes traziam noticias enviada com urgência pelo seu primeiro ministro José Bonifácio.

D. Pedro, após tomar conhecimento dos conteúdos das cartas e das noticias trazidas pelos emissários, pronunciou as seguintes palavras:

“As Côrtes me perseguem, chamam-me com desprezo de rapazinho e de brasileiro. Verão agora quanto vale o rapazinho. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações; nada mais quero do governo português e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal”.

A independência do Brasil foi realizada à sombra da acácia, cuja as raízes prepararam o terreno para isto. A Maçonaria teve a maior parte das responsabilidades nos acontecimentos literários. Não há como negar o papel preponderante desta instituição maçônica na emancipação política do Brasil.

Desde 1815 com a fundação da Loja Maçônica Comércio e Arte, que daria origem as Lojas União e Tranqüilidade e Esperança de Niterói e a posterior constituição do Grande Oriente do Brasil em 17 de Junho de 1822, o ideário de independência se fazia presente entre seus membros e contagiava os brasileiros.

À frente do movimento, enérgica e vivaz, achavam-se a Maçonaria e os Maçons. Entre seus principais Obreiros, pedreiros livres, de primeira hora podemos destacar: Joaquim Gonçalves Ledo, José Bonifácio da Andrada e Silva, José Clemente Pereira, Cônego Januário da Cunha Barbosa, José Joaquim da Rocha, Padre Belchior Pinheiro de Oliveira, Felisberto Caldeira Brant, o Bispo Silva Coutinho, Jacinto Furtado de Mendonça, Martim Francisco, Monsenhor Muniz Tavares, Evaristo da Veiga dentre muitos outros.

Faz-se necessário também alçar a figura do personagem que se destacou durante todo o movimento articulado e trabalhado pela Maçonaria, o Príncipe Regente, Dom Pedro.

Iniciado Maçom na forma regular prescrita na liturgia e nos rituais maçônicos, e nesta condição de pedreiro livre no grau de Mestre Maçom, aos 24 anos de idade, proclama no 07 de setembro a nossa INDEPENDÊNCIA.

Posteriormente, no dia 04 de Outubro de 1822, D. Pedro comparece ao Grande Oriente do Brasil e toma posse no cargo de Grão-Mestre, sendo na oportunidade aclamado Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.

No mesmo dia, Joaquim Gonçalves Ledo, redigiu uma nota patriótica ao povo Brasileiro, a primeira divulgação, depois da independência, que dizia:

“Cidadãos! A Liberdade identificou-se com o terreno; a natureza nos grita Independência; a razão nos insinua; a justiça o determina; a glória o pede; resistir-lhe é crime, hesitar é dos covardes, somos homens, somos Brasileiros. Independência ou Morte! Eis o grito de honra, eis o brado nacional...”

O agitado período de transição de Reino Unido ao de Portugal e Algarves, existente desde 1815, para país independente, iria trazer intensas lutas políticas pelo poder, envolvendo o Grande Oriente, já que lá estavam dois grupos que aspiravam à privança do príncipe regente D. Pedro (depois imperador) e que desejavam comandar, politicamente a jovem nação independente: o grupo do Grão-Mestre do Grande Oriente, José Bonifácio de Andrada e Silva, ministro todo-poderoso da regência e figura internacionalmente conhecida, e o grupo do 1o. Grande Vigilante, Joaquim Gonçalves Ledo, político fluminense, que era, realmente, a maior liderança maçônica da época, mas não tinha o prestígio nacional e internacional do Andrada.

Nos primeiros dias após a proclamação da independência, de 7 de setembro de 1822, iam adiantadas as escaramuças entre os dois grupos, dentro do Grande Oriente, as quais culminariam com o golpe aplicado por Ledo, ao conseguir destituir Bonifácio do Grão-Mestrado, à socapa e fora de assembléia geral, empossando D. Pedro no cargo, a 4 de outubro de 1822. O troco seria no terreno político, com Bonifácio mostrando ao imperador que a luta da independência exigia um período de calmaria política interna, que estava sendo quebrada pelo grupo adversário, com exigências descabidas a D. Pedro e uma rede de intrigas, que poderiam minar a luta externa. As exigências descabidas eram: o juramento prévio de D. Pedro à Constituição ainda não votada e aprovada e a assinatura de três papéis em branco. Diante disso, enquanto José Bonifácio instaurava processo contra os membros do grupo de Ledo, D. Pedro enviava a este a ordem para fechar o Grande Oriente, o que aconteceria a 25 de outubro de 1822.

A carta enviada por D. Pedro, ao 1º Grande Vigilante, Joaquim Gonçalves Ledo, suspendendo os trabalhos do Grande Oriente, datada de 21 de outubro tinha o seguinte texto:

“Meu Ledo:
Convindo fazer certas averiguações tanto publicas como particulares na M.: mando primo como Imperador, secundo como G.: M.: que os trabalhos se suspendão até segunda ordem Minha. É o que tenho a participar-vos agora. Resta-me reiterar os meus protestos como I.: Pedro Guatimozin G.: M.: - S. Cristovão, 21 Obro. 1822. PS --- Hoje mesmo deve ter execução e espero que dure pouco tempo a suspensão porque em breve conseguiremos o fim que deve resultar das averiguações ”.

Ledo, porém, não cumpriu, imediatamente, a ordem, preferindo manter entendimentos com o Grão-Mestre, o qual, logo depois, reconhecendo, talvez, que havia tomado uma decisão precipitada, enviou, a 25 de outubro, ao seu 1º Grande Vigilante, a seguinte carta:

“Meu I.:
Tendo sido outro dia suspendidos nossos augustos trabalhos, pelos motivos que vos participei, e achando-se hoje concluídas as averiguações, vos faço saber que segunda feira que vem os nossos trabalhos devem recobrar o seu antigo vigor, começando a abertura pela G.: L.: em assembléa geral. É o que por ora tenho a participar-vos, para que passando as ordens necessárias assim o executeis. Queira o S.:A.: do U.: dar-vos fortunas imensas como vos deseja o vosso I.:P.:M.:R.: + ". (I.P.M.R + significa Irmão Pedro Maçom Rosa-Cruz. Rosa-Cruz é o sétimo grau do Rito Francês, ou Moderno, no qual funcionava o Grande Oriente Brasílico.)

Os acontecimentos políticos, todavia, iriam se precipitar, o que acabou impedindo essa reinstalação, sendo, o Grande Oriente, fechado, definitivamente, a 25 de outubro.

Durante praticamente todo o período restante do 1o. Império, as Lojas brasileiras permaneceram em recesso, só começando a ressurgir quando o cenário nacional caminhava para uma grave crise política, que iria levar, a 7 de abril de 1831, à abdicação de D. Pedro I em favor de seu filho, D. Pedro, então com pouco mais de cinco anos de idade, ao qual, alguns dias depois, ele escreveria uma carta, como se adulto fosse o herdeiro, plena de dramaticidade[1].

Em 1830, então, ressurgia a Maçonaria brasileira, com a criação do Grande Oriente Nacional Brasileiro, o qual ficou, também, conhecido como Grande Oriente da rua de Santo Antônio e, posteriormente, Grande Oriente do Passeio, em alusão aos locais em que se instalou, no Rio de Janeiro.

Embora fundado em 1830, antes da abdicação de D. Pedro I, o Grande Oriente do Passeio viria a ser instalada a 24 de junho de 1831, quando passou a se denominar apenas Grande Oriente Brasileiro, que era formado pelas Lojas União, Vigilância da Pátria e Sete de Abril, às quais logo se juntou a Razão, de Cuiabá. Sua Constituição, elaborada no início de suas atividades, previa que o Grande Oriente Brasileiro seria instalado quando existissem, no mínimo, três Grandes Orientes Provinciais, o que ocorreu logo depois, quando, ao Grande Oriente da Província do Rio de Janeiro, juntou-se o de Pernambuco e o Paulistano. A primeira Loja da Província de São Paulo foi a Inteligência, de Porto Feliz, fundada a 19 de agosto de 1831, no Rito Moderno e sob a jurisdição do Grande Oriente Brasileiro.


*M.∙. M.∙.
Loja Maç.∙. Palmares do Sul n° 213
Set/2009

[1] - Cinco dias após abdicar, ou seja, a 12 de abril de 1831, D. Pedro I, aguardando o embarque para a Europa, a bordo do navio Warspite, redigiu a seguinte carta de despedida ao seu filho, que viria ser o imperador d. Pedro II:

"Meu querido filho, e meu imperador. Muito lhe agradeço a carta que me escreveu, eu mal a pude ler, pois que as lágrimas eram tantas que me impediam a ver; agora que me acho, apesar de tudo, um pouco mais descansado, faço esta para lhe agradecer a sua, e para certificar-lhe que enquanto vida tiver as saudades jamais se extinguirão em meu dilacerado coração.
Deixar filhos, pátria e amigos, não pode haver maior sacrifício; mas levar a honra ilibada, não pode haver maior glória. Lembre-se sempre de seu pai, ame a sua mãe e a minha pátria, siga os conselhos que lhe derem aqueles que cuidarem da sua educação, e conte que o mundo o há de admirar, e que me hei de encher de ufania por ter um filho digno da pátria. Eu me retiro para a Europa: assim é necessário para que o Brasil sossegue, e que Deus permita, e possa para o futuro chegar àquele grau de prosperidade de que é capaz. Adeus, meu amado filho, receba a bênção de seu pai que se retira saudoso e sem mais esperanças de o ver.
[Ass.] D. Pedro de Alcântara"


Bibliografia

História do Grande Oriente do Brasil
José Castellani

A Maçonaria e as Forças Secretas da Revolução
Morivalde Calvet Fagundes

A Maçonaria na independência do Brasil
Teixeira Pinto

Os Maçons na Independência do Brasil
José Castellani

A Maçonaria e a independência Brasileira
Tito L. Ferreira e Manoel Rodrigues Ferreira

A Independência e o Império do Brasil
Melo Morais

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

OS CHAKRAS

VÍDEO SLIDE SHOW


Copyright Luis Genaro







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OS CHAKRAS

OS CHAKRAS

Chacras ou xacras, também conhecidos pela grafia chakras são, segundo a filosofia ioga, canais dentro do corpo humano (nadis) por onde circula a energia vital (prana) que nutre órgãos e sistemas. Existem várias rotas diferentes e independentes por onde circula esta energia. Os chakras são os pontos onde essas rotas energéticas estão mais próximos da superfície do corpo.

Imagine que os chacras são uma lâmpada com uma tomada do lado. Eles tanto indicam a quantidade de energia naquele sistema específico como podem ser usados para recarregar a energia do sistema. Existem muitos canais e uma grande divergência quanto ao número exato. Algumas linhas afirmam existir 32, outra 114 e ainda 88.000 -sendo assentes todos que os principais são sete.

Na Doutrina Espírita os chacras são chamados de Centro de Força.

Energia ultravioleta

A palavra chacra vem do sânscrito e significa "roda", "disco", "centro" ou "plexo". Nesta forma eles são percebidos por videntes como vórtices (redemoinhos) de energia vital, espirais girando em alta velocidade, vibrando em pontos vitais de nosso corpo. Os chakras são pontos de interseção entre vários planos e através deles nosso corpo etérico se manifesta mais intensamente no corpo físico.

Os vedas (2.000 a. C.) contêm os mais antigos registros sobre chakras de que se tem notícia. Quando foram escritos, a ioga já sistematizava o conhecimento e o trabalho energético dos chacras.

São sete os principais chacras, dispostos desde a base da coluna vertebral até o alto da cabeça e cada um corresponde à uma das sete principais glândulas do corpo humano. Cada um destes chacras está em estreita correspondência com certas funções físicas, mentais, vitais ou espirituais. Num corpo saudável, todos esses vórtices giram a uma grande velocidade, permitindo que a "prana", flua para cima por intermédio do sistema endócrino. Mas se um desses centros começa a diminuir a velocidade de rotação, o fluxo de energia fica inibido ou bloqueado - e disso resulta o envelhecimento ou a doença.

Os chacras são conectados entre si por uma espécie de tubo etérico (Nadi) principal chamado "sushumna", ao longo do eixo central do corpo humano, por onde dois outros canais alternados "Ida" que sai da base da espinha dorsal à esquerda de sushumna e "pingala" à direita ( na mulher estão invertidas estas posições ).

Os nadis conduzem e regulam o "prana" (energias yin e yang) em espirais concêntricas. Estes nadis são os principais, entre milhares, que percorrem todo o corpo em todas as direções, linhas meridianos e pontos. Para os hindus os nadis são sagrados, é por meio da "Sushumna" que o yogi deixa o seu corpo físico, entra em contato com os planos superiores e traz para o seu cérebro físico a memória de suas experiências.

O corpo físico e cada um dos chacras

Nosso corpo físico tem uma ligação sutil com o mundo astral. É através do desequilíbrio desta energia vital que as pessoas adoecem e acabam obstruindo esta ligação com o Divino. Daí, a relação entre as doenças e as crises emocionais. É muito comum ver pessoas que acabam somatizando e transformando energias negativas, depressão, raiva, solidão, em doenças físicas, como cânceres e outras mais graves. Nosso corpo físico tem pontos, que quando ativados, fazem fluir a energia vital, nos trazendo alegria e, principalmente, saúde. É através dos nadis (meridianos) - caminhos invisíveis dentro do nosso organismo - que a energia vital caminha por todo o nosso corpo e chega aos chacras, em pontos que concentram vibrações mais específicas, conforme veremos à seguir:

Muladhara
(Chacra Raiz)
Nome em sânscrito: MULADHARA ("Base e fundamento"; "Suporte")
Mantra: Lam.
Localização: Base da Espinha.
Cor: Vermelho.
Elemento: Terra.
Funções: Traz vitalidade para o corpo físico.
Qualidades Positivas: Coragem, Estabilidade. Individualidade, Paciência, Saúde, Sucesso e Segurança.
Qualidades Negativas: Insegurança, Raiva, Tensão e Violência.
O primeiro chacra (conhecido como Chacra Base ou Raiz), situado na base da espinha dorsal, relaciona-se com o poder criador da energia sexual. Quando esse chacra está enfraquecido indica distúrbios da sexualidade ou disfunções endócrinas. Quando excessivamente energizado, indica excesso de hormônios, sexualidade exacerbada ou até mesmo a presença de um tumor no local.

Svadhisthana
(Chacra orgão genital e base da barriga)
Nome em sânscrito: SWADHISTANA ("Morada do Prazer")
Mantra: Vam.
Localização: Abaixo do umbigo.
Cor: Laranja.
Elemento: Água.
Funções: Força e vitalidade física.
Qualidades Positivas: Assimilação de novas ideias, Dar e Receber, Desejo, Emoções, Mudanças, Prazer, Saúde e Tolerância.
Qualidades Negativas: Confusão, Ciúme, Impotência, Problemas da bexiga e Problemas Sexuais.
O segundo chacra também chamado esplênico, sacro ou do baço, é responsável pela energização geral do organismo, e por ele penetram as energias cósmicas mais sutis, que a seguir são distribuídas pelo corpo. Quando esse chacra é estimulado, propicia uma boa captação energética.

Manipura
(Chacra do umbigo)
Nome em sânscrito: MANIPURA ("Cidade das Jóias")
Mantra: Ram.
Localização: Zona da barriga.
Cor: Amarelo.
Elemento: Fogo.
Funções: Digestão, emoções e metabolismo.
Cristais: Âmbar, Olho de Tigre e Ouro.
Qualidades Positivas:
Auto controle, Autoridade, Energia, Humor, Imortalidade, Poder pessoal e Transformação.
Qualidades Negativas: Medo, Ódio, Problemas digestivos e Raiva.
O terceiro chacra (conhecido como Chakra do Plexo Solar) localiza-se na região do umbigo ou do plexo solar, e está relacionado com as emoções. Quando muito energizado, indica que a pessoa é voltada para as emoções e prazeres imediatos. Quando fraco sugere carência energética, baixo magnetismo, suscetibilidade emocional e a possibilidade de doenças crônicas.

Anahata
(Chacra cardíaco)
Nome em sânscrito: ANAHATA ("Invicto"; "Inviolado")
Mantra: Yam.
Localização: Coração.
Cor: Verde (cura e energia vital); Rosa (Amor).
Elemento: Ar.
Funções: Energiza o sangue e o corpo físico.
Qualidades Positivas: Amor incondicional, Compaixão, Equilíbrio, Harmonia e Paz.
Qualidades Negativas: Desequilíbrio, Instabilidade emocional, Problemas de coração e circulação.
O quarto chacra situa-se na direção do coração. Relaciona-se principalmente com o timo e o coração. Sua energia corresponde ao amor e à devoção, como formas sutis e elevadas de emoção. Quando ativado desenvolve todo o potencial para o amor altruísta. Quando enfraquecido indica a necessidade de se libertar do egoísmo e de cultivar maior dedicação ao próximo. No aspecto físico, também pode indicar doenças cardíacas.

Visuddha
(Chacra Laríngeo)
Nome em sânscrito: VISHUDDA ("O purificador")
Mantra: Ham.
Localização: Na garganta.
Cor: Azul claro.
Elemento: Éter.
Funções: Som, vibração, comunicação.
Qualidades Positivas: Comunicação, Criatividade, Conhecimento, Honestidade, Integração, Lealdade e Paz.
Qualidades Negativas: Depressão, Ignorância e Problemas na comunicação.
O quinto chacra fica na frente da garganta e está ligado à tireóide. Relaciona-se com a capacidade de percepção mais sutil, com o entendimento e com a voz. Quando desenvolvido, de forma geral, indica força de caráter, grande capacidade mental e discernimento. Em caso contrário, pode indicar doenças tireoidianas e fraquezas de diversas funções físicas, psíquicas ou mentais.

Ajna
(Chacra Frontal)
Nome em sânscrito: AJNÃ ("O Centro de comando")
Mantra: Om.
Localização: Na testa, entre as sobrancelhas.
Cor: Azul índigo.
Elemento: Luz.
Funções: Revitaliza sistema nervoso e a visão.
Qualidades Positivas: Concentração, Devoção, Intuição, Imaginação, Realização da alma e Sabedoria.
Qualidades Negativas: Dores de cabeça, Falta de concentração, Medo, Problema nos olhos, Pesadelos e Tensão
O sexto chacra situa-se no ponto entre as sobrancelhas. Conhecido como "terceiro olho" na tradição hinduísta, está ligado à capacidade intuitiva e à percepção sutil. Quando bem desenvolvido, pode indicar um sensitivo de alto grau. Enfraquecido aponta para um certo primitivismo psico-mental ou, no aspecto físico, para tumoração craniana.

Sahashara
(Chacra Coroa)
Nome em sânscrito: SAHASHARA ("O Lótus das mil pétalas")
Mantra: Aum.
Localização: No topo da cabeça, bem no centro.
Cor: Violeta e Branco.
Elemento: Todos os elementos.
Funções: Revitaliza o cérebro.
Qualidades Positivas: Percepção além do tempo e do espaço. Abre a consciência para o infinito.
Qualidades Negativas: Alienação, Confusão, Depressão e Falta de Inspiração.
O sétimo é o mais importante dos chacras, situa-se no alto da cabeça e relaciona-se com o padrão energético global da pessoa. Conhecido como chakra da coroa, é representado na tradição indiana por uma flor-de-lótus de mil pétalas na cor violeta. Através dele recebemos a luz divina. A tradição de coroar os reis fundamenta-se no princípio da estimulação deste chacra, de modo a dinamizar a capacidade espiritual e a consciência superior do ser humano.

Como energizar os chacras

Várias terapias, como o Reiki e a cromoterapia se utilizam dos chakras como base para diagnóstico e tratamento de males que atingem desde o corpo físico até o espiritual. Através de gestos , que podem ser incorporados no dia-a-dia é possível ativar estes pontos de energia, buscando a harmonização do corpo e da alma.
" Concentrar-se no que está fazendo, pensando na região do chakra já é uma forma de reativá-lo. Procure ficar em um lugar tranqüilo, para que nenhum barulho possa tirar sua concentração. " Coloque uma de suas mãos aberta em frente ao chakra, sem tocar no corpo, e faça movimentos circulares no sentido horário, como se estivesse massageando o local, mas à distância. " Sentar-se na posição de lótus - pernas cruzadas - tronco ereto - e fixar o olhar na ponta do nariz estimula o chakra frontal ou do terceiro olho.

" As cores e os cristais são formas visuais de estimulação do chakras. Utilize a pedra com a cor correspondente a do chakra e direcione suas vibrações.

Origem

A palavra chacra significa literalmente roda. Os chacras são os pontos onde se encontram e fundem as Nadís, ou meridianos, canais condutores da energia no organismo. Estas Nadís unem-se em vários pontos que rodam no sentido dextrógeno.

A noção de chacra faz parte do tantra ou tantrismo, para o qual a kundalini reside no Muladhara. O objetivo das práticas tântricas, que são essencialmente Bhakti Yoga, é a subida da kundalini através dos chakras, ativando-os, a fim de se unir no Sahasrara com Shiva, aqui representado como essência espiritual.

Os chacras, descritos em textos tântricos tradicionais, despertaram também a atenção do movimento esotérico europeu, por exemplo, do Rev. Leadbeater, teosofista.

Os chacras estão registrados em culturas antigas e referenciados como pontos energeticos utilizados para cura e progresso energetico e Espiritual. O Qi Gong da China ou Acupunctura, O Yoga da Índia e outras culturas antigas tinham conhecimento destes pontos e de como trabalhar com eles era benéficio à saúde.

Prana, ki e chi

Atualmente, com a universalização do conhecimento, existe a tendência a considerar a convergência dos conceitos das culturas indiana e chinesa sobre estes centros de energia (chakras), e os nadis. Os nadis seriam correspondentes aos meridianos chineses, assim como prana, ki e chi seriam nomes diferentes para a mesma energia vital.

As pesquisas de Hiroshi Motoyama, em Osaka, com o campo eletromagnético humano, mostram a relação entre os meridianos e os nadis, bem como as alterações nas ondas cerebrais durante a ativação dos centros ou chakras superiores.

Kundalini

O primeiro chakra, denominado no ocidente como Chakra Base ou Chakra Raiz é o responsável por manter o fluxo de energia ascendente da terra para o corpo. Emocionalmente ele conecta a pessoa ao mundo presente sendo o responsável pelo bom ânimo. Esse chakra também exerce forte influência sobre os demais "bombeando" energia da terra (telúrica) para cima em direção aos demais centros de energia.

Nos pés há chakras secundários, Plantares, que se relacionam diretamente ao Chakra Raiz sendo os responsáveis pela perfeita troca de energia entre o corpo e a terra.

A energia telúrica absorvida por esses três chakras, ao ser modificada pelo Chakras Raiz, em seu caminho ascendente aos demais chakras recebe o nome de Kundalini.
Técnicas orientais e descrições herméticas relatam o fluxo dessa energia, usando-se a expressão "fogo serpentino", que descreve sua ascensão através dos nadis.

Definição da Doutrina Espírita

Para a Doutrina Espírita os chacras, chamados ali de Centros de força do Perispírito, são órgãos que acompanham a alma, após a morte do corpo físico e, quando da encarnação, presidem à organização somática. Também é através do chakra localizado no ombro que a psicografia é possível. Na obra Evolução em Dois Mundos, o espírito André Luiz narra sua evolução nos seres vivos.

Cada chacra, no corpo físico, está diretamente ligado, além de um plexo nervoso, a uma glândula específica. Os sete principais seguem o elenco apontado pela teosofia, mas dezenas de outros existem. Em alguns livros são também nominados de "centros psíquicos" e em Kardec aparecem como "poros perispiríticos". Embora claramente definidos pelas obras psicografadas desde a década de 1940, a aceitação no meio espírita ainda não é total, havendo grande resistência a este estudo, sob alegação de "influência oriental".

Nos anos 60, foi estudado pelo ex-padre e grande espírita, Carlos Torres Pastorino, na obra "A técnica da mediunidade".

Cada um dos chacras está associado a determinadas emoções e sentimentos. Isto
explica a somatização das emoções em nossos corpos e o funcionamento de técnicas ocidentais modernas como o passe espírita.

As cores e os Chakras

CHAKRA DE NÚMERO 01, BÁSICO OU RAIZ: DE COR VERMELHO;
CHAKRA DE NÚMERO 02, UMBILICAL OU SACRAL: DE COR LARANJA;
CHAKRA DE NÚMERO 03, PLEXO SOLAR: DE COR AMARELO;
CHAKRA DE NÚMERO 04, CARDÍACO: DE COR VERDE;
CHAKRA DE NÚMERO 05, LARÍNGEO: DE COR AZUL (CÉU)
CHAKRA DE NÚMERO 06, FRONTAL: DE COR ÍNDGO OU AZUL ANIL E,
CHAKRA DE NÚMERO 07, CORANÁRIO: DE COR VIOLETA.






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sábado, 18 de julho de 2009

MANIFESTO DE SANTA CRUZ DO SUL - GRANDE LOJA MAÇONICA DO RS


MANIFESTO DE SANTA CRUZ DO SUL

Estamos vivenciando a pior das crises de nossos tempos. Nossa nação é espoliada e grande parte da população está desanimada, frente à contínua e histórica prática de alguns políticos. A política - arte constitucional de transformar e melhorar as condições de vida da população - é considerada por muitos a arte da mentira e da fraude. A sociedade há muito espera uma manifestação dos maçons frente a este caos social. Pois bem, neste Manifesto de Santa Cruz, nós maçons, vimos responder aos anseios de nossa população. Até quando aceitaremos que pessoas mal intencionadas, não comprometidas com o bem estar geral da nação, continuem administrando e governando de forma irresponsável os rumos de nossa pátria? Até quando assistiremos estes senhores cometerem as mais absurdas medidas? Passam-se os anos e nosso povo continua analfabeto, sem emprego, com fome e morrendo nas filas dos SUS, nossos aposentados sofrendo nas filas intermináveis do INSS. Não se admite que faltem médicos nos hospitais públicos e sobrem funcionários e serviçais de políticos pagos com o dinheiro dos nossos impostos. Nós, maçons, não aceitamos que uma lacuna jurídica reconduza a seus postos, agentes públicos condenados por corrupção. Em Brasília, a conhecida prática de renúncia para não perder o mandato e poder ser reeleito, não pode mais ser aceita! Somos agentes da história. Conclamamos a todos que acreditam que a nossa nação não pode ser mais surrupiada, a caminhar conosco, em busca da volta dos princípios basilares da Honestidade, Ética e Verdade. Sociedade! Nós maçons, homens livres, de bons costumes, estamos caminhando e defendendo a causa de nosso Brasil. Esperamos que nossas palavras não se percam com o vento, e sim encontrem eco nos corações e mentes de todos os verdadeiros brasileiros, participando conosco deste momento, da mesma maneira como no passado. Nós maçons estamos dispostos a contribuir para a história de nosso querido Brasil. O Brasil não é para poucos, e sim para todos os brasileiros! O mundo depende daqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos. Sonhemos um novo Brasil.

Manifesto gerado na 121ª ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Sul - Santa Cruz do Sul, de 03 a 05 de julho de 2009. Presentes mais de 150 Lojas, aproximadamente mil maçons.
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domingo, 30 de novembro de 2008

Autoconhecimento - O Caminho da Verdade

PEÇA DE ARQUITETURA


Por Irm:. Luis Genaro Ladereche Figoli (Moshe)

"Ó homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses."

A mensagem acima foi escrita há muito tempo em um Templo consagrado ao deus Apolo, em Delfos, na Grécia. É atribuído ao sábio filósofo Sócrates. Encerra uma grande verdade conhecida pelos mestres hermetistas. A verdade de que somos uma expressão individualizada e limitada do Universal, encerrando em nosso íntimo uma parcela da natureza de Deus. Como um microcosmo, refletimos em proporção limitada aos nossos pensamentos e sentimentos, o poder Criador Dele.
Esse é o princípio em que se baseia a maioria dos pesquisadores dos segredos da alma humana.

Podemos traduzir a mensagem acima a uma linguagem mais atual nos seguintes termos:
Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os segredos do universo e a maneira de agir de Deus.

Quem alcançar um determinado grau de evolução espiritual, correspondente ao domínio e conhecimento de si mesmo entenderá o sentido profundo e maravilhoso destas palavras.

"Buscai e encontrareis".

A busca por sabedoria, evolução e conhecimento acabam sempre levando o homem em um determinado momento ao centro de tudo: seu próprio eu.

Conseqüentemente, inicia-se uma busca por um tipo de conhecimento cujo domínio e Compreensão, podem trazer luz e direção à nossa vida. Trata-se do autoconhecimento; ou seja: o conhecimento de si mesmo. A partir do momento em que o homem desperta para a necessidade dessa busca interior, inicia-se uma verdadeira jornada em sentido vertical rumo à evolução do seu ser. A conseqüência disso se traduz em uma melhoria consistente em sua vida como um todo. Melhora-se a auto-estima e tende-se valorizar a vida. Isso, no entanto, pode ser prejudicado se o caminho escolhido é limitado por algum tipo de sectarismo místico-religioso radical que tira a liberdade de escolha do iniciante. Por isso, frisamos que o primeiro passo para a aquisição de uma consciência de si mesmo mais evoluída e livre de incisões ideológicas impostas por terceiros, consiste em uma busca assídua por conhecimento, através do estudo da experiência humana em todos os tempos sem se deixar levar pelos preconceitos de natureza filosófica, mística ou religiosa.

A busca por autoconhecimento, assim como todas as coisas em nosso caminho, jamais será em vão. Pode começar de muitas formas, mas ao final nos encontraremos em um local onde a verdade se manifesta em plenitude.

Acreditamos que todo ser humano é um eterno aprendiz mergulhado nos infindáveis mistérios da criação. Ninguém é dono da verdade. Por isso; a prática do autoconhecimento não pode jamais estar vinculada, unilateralmente a uma determinada corrente de pensamento; seja esta de fundo místico, ideológico ou religioso.

O aprendiz deve ser crítico e estar disposto a separar com sabedoria o joio do trigo, com muito cuidado. Somente através da busca constante da sabedoria, somos capazes de penetrar no mais secreto e oculto de todos os mundos - nosso eu interior –e descobrir o maior de todos os tesouros escondidos debaixo dos céus. Trata-se da centelha divina que trazemos dentro de nós que nos torna capazes de refletir aqui na terra, uma pequena fração do poder e da glória do Grande Criador do Universo e transformar nossa personalidade para melhor mediante o desenvolvimento da espiritualidade. E aprender que, mudando a nossa personalidade para melhor, tudo à nossa volta se torna também melhor, exatamente como os velhos sábios ensinaram em escritos antigos de alquimia. Diziam ter descoberto a pedra filosofal com a qual se pode transformar qualquer metal em ouro.

Porque quando se lapida a alma com todo labor e persistência, eliminam-se as escórias de nossa personalidade, representadas simbolicamente pelos metais inferiores e surge polido e purificado o ouro espiritual ou a pedra filosofal dos antigos alquimistas; ou ainda a pedra angular descrita na Bíblia, já que ambos significam a mesma coisa.

O conhecimento da Arte Real pode ser estudado, mas não pode ser assimilado sem que seja devidamente incorporado à personalidade através de uma prática metódica e constante.

A partir de então, conscientizei-me de que a fé é um poder tremendo que qualquer pessoa pode utilizar para a realização dos seus propósitos, independente da sua religião ou crença.

Pode ser utilizado tanto para edificar a espiritualidade, objetivo maior da vida humana, como para atingir objetivos puramente materiais.

Entretanto, aqui está a diferença entre o profano e o iniciado: Quem utilizar esse imenso poder original de Deus para coisas mesquinhas ou negativas pode descer aos abismos infernais de acordo com a lei universal de ação e reação porque não a usou com sabedoria. Quem usar o Poder Divino com cuidado e sabedoria, pode ascender aos céus inefáveis da consciência espiritual.

Utilizar os segredos da 'Ciência Incomunicável' com sabedoria consiste simplesmente em utilizar o nosso poder criador para desenvolver os nossos dons inatos e para a realização de nossos ideais sublimes na vida.

Todos têm um nobre ideal na vida. Cada um possui dons que lhe são inerentes. Estes são os modos pelos quais se manifesta a grandeza e a vontade de Deus entre os homens.
O poder criador é a centelha divina que trazemos dentro de nós que nos torna capazes de refletir aqui na terra uma pequena fração da força e da glória do Grande Arquiteto do Universo.

Utilize-o!

Multiplique os seus dons. Exatamente como nos ensina a Parábola dos Talentos proferida pelo divino Mestre Jesus. (Evangelho de Mateus cap. 25 vers. 14-29).

M:.M:.

Membro da Loj:. Simb:. Palmares do Sul nro 213 RS

G:.L:.R:.G:.S:.


Fonte:
Ferreira, Francisco – “Alquimista por Acaso”
“Segredos Herméticos Desvelados”
“Manual de Alquimia”
Bardon, Franz – “Iniciação ao Hermetismo”

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Teísmo, Deísmo a Ateísmo.

PEÇA DE ARQUITETURA


Por Irm:. Luis Genaro Ladereche Figoli (Moshe)*

CRENÇAS

ATEÍSMO – é a filosofia que professa a inexistência de um poder Criador; O ateísmo ou ateía (não confundir com atéia, feminino de ateu[1]) em um sentido lato, refere-se à descrença em qualquer Deus, deuses ou entidades divinas. Os ateus podem, contudo, incluir-se em várias modalidades de pensamento, sendo o pensamento ateísta dividido em duas categorias específicas: o ateísmo fraco e o ateísmo forte.Alguns autores defendem um uso mais restrito do termo, reservando-o apenas para determinados grupos. Assim, não poderiam ser englobadas na categoria dos ateus todas as pessoas indecisas quanto a qualquer crença religiosa (agnósticos), o que excluiria do conceito e sua definição aqueles que são designados como ateus fracos. Contudo, é freqüente, em discursos orientados por uma religião e cultura específicas, que se considere como ateu todo aquele que não partilhe as mesmas crenças religiosas. Por exemplo, era freqüente que os antigos romanos acusassem os antigos cristãos de ateísmo, justificando assim a sua perseguição. Os textos cristãos, por seu lado, usavam o mesmo termo para classificar os seus perseguidores. Este tipo de discurso ainda é freqüente atualmente.

AGNOSTICISMO – é a crença que a existência ou não de um poder Criador nunca será resolvida (Immanuel Kant). As bases filosóficas do agnosticismo foram assentadas no século XVIII por Immanuel Kant e David Hume, porém só no século XIX é que o termo agnosticismo seria formulado. Seu autor foi o biólogo britânico Thomas Henry Huxley numa reunião da Sociedade Metafísica, em 1876. Ele definiu o agnóstico como alguém que acredita que a questão da existência ou não de um poder superior (Deus) não foi nem nunca será resolvida. Nas palavras de Huxley, sobre a reunião da Sociedade Metafísica, "eles estavam seguros de ter alcançado uma certa gnose — tinham resolvido de forma mais ou menos bem sucedida o problema da existência, enquanto eu estava bem certo de que não tinham, e estava bastante convicto de que o problema era insolúvel."Desde essa época o termo "agnóstico" também tem sido usado para descrever aquele que não acredita que essa questão seja intrinsecamente incognoscível, mas por outro lado crê que as evidências pró e contra Deus não são ainda conclusivas, ficando pragmático sobre o assunto.

TEÍSMO – é a crença num princípio Criador, incriado;

Continua....


TEÍSMO - Conceito

O Teísmo (do grego Theós, "deus") sustenta a crença em deus, opondo-se ao ateísmo. Trata-se de um conceito introduzido em 1678, por Ralph Cudworth.

Ralph Cudworth (1617-1688):
Filósofo e Teólogo Inglês, membro da escola filosófica denominada “Platonistas de Cambridge”

TEÍSMO - Divisão

Podemos dividir Teísmo em:
Monoteísmo: Crença em um só Deus;
Politeísmo: Crença em vários Deuses;
Henoteísmo: Crença em um só Deus, mas não nega a existência de outros

TEÍSMO - Formas

O Teísmo pode ser:

Teísmo Cristão - O teísmo cristão é a crença na existência de um Deus único - monoteísmo - como causa primária e transcendental do universo e relativo ao cristianismo, sendo cristão o que recebeu o batismo e professa a religião cristã. O termo cristianismo pode ser entendido como o conjunto de religiões cristãs, ou seja, que se baseiam nos ensinamentos, na vivência e nas idéias de Jesus Cristo

Teísmo Monismo - Chama-se de monismo (do grego monos, "um") às teorias filosóficas que defendem a unidade da realidade como um todo (em metafísica) ou a identidade entre mente e corpo (em filosofia da mente) por oposição ao dualismo ou ao pluralismo, à diversidade da realidade em geral. No monismo um oposto se reduz ao outro, em detrimento de uma unidade maior e absoluta. As raízes do monismo na filosofia ocidental estão nos filósofos pré-socráticos, como Zenão de Eléia, Parmênides de Eléia. Spinoza é o filósofo monista por excelência, pois defende que se deve considerar a existência de uma única coisa, a substância, da qual tudo o mais são modos. Hegel defende um monismo semelhante, dentro de um contexto de absolutismo racionalista.Em filosofia da mente, monismo é, no mais das vezes, materialismo sobre a natureza da mente.Algumas religiões pagãs, como é o caso da Wicca, utilizam o conceito de monismo para explicar a crença de que tudo o que há foi criado por uma única divindade, neste caso, a figura de uma Deusa-Mãe como entidade cósmica primordial. Essa crença se baseia no fato de que, na natureza, os únicos seres capazes de gerar vida, de criar, são as fêmeas. Esta era a concepção dos povos antigos em seus cultos, e só depois de muito tempo é que surgiu a figura do Deus, que passou a dividir espaço com a Antiga Deusa através do dualismo.

Teísmo Aberto - Teísmo Aberto é a teologia que nega a onipresença, a onipotência e a onisciência de Deus. Seus defensores apresentam outra definição onde afirmam pretender uma reavaliação do conceito da onisciência de Deus, na qual se afirma que Deus não conhece o futuro completamente, e pode mudar de idéia conforme as circunstâncias. Afirmam também, alguns defensores, que o termo “Todo-poderoso” não pode ser extraído do contexto bíblico pois, segundo eles, a tradução original da palavra do qual é traduzida tal expressão havia se perdido ao longo dos séculos. O Teísmo Aberto tem origem na Teologia do Processo. Surgido na década de 30, a Teologia do Processo, tendo como principais representantes Charles Hartshorne, Alfred North Whitehead e John Cobb, é uma tendência filosófico-teológica chamada panenteísmo, que consiste na aproximação do pensamento teísta e panteísta; herdando as características de tais inovações mais filosóficas que teológicas, surgindo a seguir o Teísmo Aberto.

DEÍSMO - Conceito

O deísmo é uma postura filosófico-religiosa que admite a existência de um Deus criador, mas questiona a idéia de revelação divina.
É uma doutrina que considera a razão como uma via capaz de nos assegurar da existência de Deus, desconsiderando, para tal fim, a prática de alguma religião (Voltaire 1694-1778).
Deus se revela através da ciência e as leis da natureza.
O deísmo pretende enfrentar a questão da existência de Deus, através da razão, em lugar dos elementos comuns das religiões teístas tais como a "revelação divina", os dogmas e a tradição. Os deístas, geralmente, questionam as religiões denominacionais e seus deus(es) dito(s) “revelado(s)”, argumentando que Deus é o criador do mundo, mas que não intervém, diretamente, nos afazeres do mesmo, embora esta posição não seja estritamente parte da filosofia deísta. Para os deístas, Deus se revela através da ciência e as leis da natureza.
É interessante dizer, que o conceito deísta de divindade não corresponde, necessariamente, ao que comumente a sociedade entende ser "deus". Ou seja, existem várias formas de se compreender aquilo que é, supostamente, transcendente ou sobrenatural. Então, Deus pode ser compreendido como o princípio vital, a energia criadora ou a força motriz do Universo. Todavia, não propriamente como um ser antropomórfico. Tal representação é específica das religiões fundamentalistas, os quais o deísta não considera como sendo a verdade.
O deísta não necessariamente nega que alguém possa receber uma revelação divina, mas essa revelação será válida apenas para a pessoa que a recebeu (se realmente a recebeu). Isto implica a possibilidade de estar aberto às diferentes religiões como manifestações diversas de uma mesma realidade divina, embora não crendo que nenhuma delas seja a “verdade” absoluta.
Muitos deístas podem ser definidos como agnósticos teístas, pois consideram que no dia-a-dia as ações humanas devem ser orientadas pelo pensamento racional .


*M:.M:.
Membro da Loj:. Simb:. Palmares do Sul nro 213 RS
G:.L:.R:.G:.S:.

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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A Importância da Maçonaria e do Maçom em nossa Sociedade

PEÇA DE ARQUITETURA

Por Irm:. Luis Genaro Ladereche Fígoli (Moshe)

Uma das características mais grandiosas da Maçonaria é que sua filosofia não mudou com o passar dos séculos. Ela é atemporal.

Pouco foi alterado nos rituais e na própria filosofia, como podemos atestar, em relação ao pronunciamento transcrito abaixo, realizado por ocasião da posse como Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil em 24 de Junho de 1901, ao assumir o elevado cargo Maçônico.

Este Irm:. era Quintino Bocaiuva (1). Vejam a atualidade do discurso:


"Pelas tradições gloriosas da nossa Ordem, pela pureza das nossas doutrinas, pela majestade dos símbolos dos nossos ritos, pelo influxo dos sentimentos honestos e piedosos que são a essência da nossa moral maçônica; pela vastidão dos domínios onde impera a autoridade da nossa soberania; pelos vínculos fraternais que enlaçam a todos os maçons na superfície de nosso planeta; pelo esplendor dos Templos aonde se reúnem nas diversas partes da terra habitada todos os homens de boa vontade que rendem culto a Religião do amor e do Bem, pela força que resulta da nossa própria união; pela comunhão sagrada e misteriosa em que virtualmente nos encontramos unidos pela mesma aspiração do Ideal; pela influencia benéfica e salutar desta Escola em perpetua. e assídua função onde fazemos a aprendizagem das virtudes que, únicas, podem enobrecer o homem e aonde reciprocamente nos educamos sob as austeras regras do Dever, qualquer que seja a esfera aonde exerçam a nossa atividade; pela ação até aqui potente e irresistível dos nossos princípios maçônicos de Tolerância, Fraternidade e Justiça, somos no seio Sociedade Profana um Poder cuja autoridade se exerce pela influencia moral, cem vezes mais forte e eficiente do que a força que possa ser representada por todos os exércitos do mundo.

"Esse Poder estriba-se em duas colunas inabaláveis: a UNIVERSALIDADE E A UNIDADE.

"Onde quer que haja um Templo Maçônico ai esta a nossa Religião; onde quer que haja um grupo de obreiros trabalhando pelo Bem da Humanidade, ai ternos o nosso lugar.

"Somos um só Povo no meio de todos os Povos; falamos urna língua no meio da diversidade de todos os idiomas; SOMOS CIDADAOS COM IGUALDADE DE DIREITOS NO SEIO DE TODAS AS NACIONALIDADES. O Continente Maçônico abrange os continentes terráqueos, nas devesas dos mais sombrios e desolados desertos podemos encontrar um irmão ou ainda na solidão melancólica dos oceanos, flutuando à mercê das vagas, ou quietas ou revoltadas podemos com outros irmãos entoar o hino da nossa gratidão ao Supremo Arquiteto do Universo e, aportando ao primeiro porto achar mão amiga que por um dos sinais simbólicos nos faça sentir que estamos, senão em terra da nossa Pátria, pelo menos em uma terra amiga.

"Tal é a concepção mais elevada e justa da nossa Instituição; tal é a eficácia e a solidez dos vínculos que devem ligar a todos os Maçons espalhados pela superfície da Terra.

"Como todas as instituições humanas, a nossa tem atravessado séculos de existência acompanhando as vicissitudes dos tempos e conformando-se com elas, lutando, agindo, criando, resistindo, vencendo, em todas as épocas em todas as latitudes, em todos os climas, em todas as nações, mantendo sempre a luz do dia ou nas criptas dos subterrâneos sóbrios, erguido e majestoso, o Lábaro da Fé, - o estandarte impoluto da nossa crença maçônica, o pendão glorioso sobre o qual se esculpiu o Triangulo simbólico que e a estrela guiadora que nos conduz a conquista do nosso Ideal, - a posse definitiva da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade entre os homens.

"Fundindo no seio da nossa Sociedade Maçônica todos os elementos sãos da Sociedade Profana, amalgamando-os e depurando-os no cadinho da nossa Fe; purificando-os ao fogo das caçoilas aonde fazemos arder a mirra perfumosa que em espirais de fumo, se evola, como uma invocação ao Grande Arquiteto do Universo, nós nos habilitamos a influir sobre os destinos dos povos, infiltrando no seu seio as nossas doutrinas, a nossa moral, as nossas idéias, os nossos princípios, procurando modelar as agremiações humanas pela feição da nossa Sociedade e procurando transfundir no seu seio o vigor e a energia; a virilidade a discriminação, o desprendimento, o altruísmo, enfim, que e a resultante da depuraçaõ a que nos próprios nos sujeitamos de boa mente afim de alcançarmos para as nossas consciências a satisfação de havermos praticado o Bem e para o nosso próximo os benefícios da paz e o estimulo do aperfeiçoamento, progressão moral, sucessiva e ascendente, por meio da qual nos aprimoramos lenta mas continuamente, do nosso Criador Onipotente - foco eterno da Luz, fonte perene do Bem, da Justiça e do Amor.

"É essa, meus prezados irmãos, a face política da missão histórica desempenhada pela Maçonaria em todos os tempos e em todos os países.

"Na nossa Pátria não registra a Historia um só cometimento social e político de grande alcance a que não esteja ligada a influencia da Maçonaria.

"Para não citar mais de quatro fatos recordarei com orgulho que podem considerar-se efeitos da ação maçônica: a Independência que nos deu a soberania da Pátria; o Sete de Abril que nos deu a primeira vitória democrática: A Abolição da Escravidão que instaurou o regime de igualdade entre os cidadãos brasileiros e, finalmente, a instalação da Republica que selou para sempre o princípio de Soberania popular.

"Em todos os movimentos sociais colaborou a nossa Ordem, não somente pela influencia das suas doutrinas, como ainda pela ação de muitos dos seus mais distintos Membros - doutrinas e homens que levaram para o campo da luta política a e inspiração da Magnanimidade e da Tolerância - a cujo influxo puderam realizar as essas Revoluções de modo incruento e atraindo para a nossa Pátria a admiração do mundo.

"No momento atual a ação da nossa Sublime Ordem pode e deve ser de salutar efeito para a sociedade Brasileira.

"A nossa missão tem o caráter de perpetuidade porque o progresso e o aperfeiçoamento humano são sucessivos e no desdobramento a vida sempre renovada das gerações que se sucedem não ha limite para o esforço humano.

"Educar, ensinar, melhorar constantemente as condições do povo, e a tarefa mais nobre e mais profunda a que podem dedicar-se os homens de boa vontade congregados, como nos, na mais forte e poderosa das agremiações sociais. Somos um organismo vivaz e poderoso pela contextura da nossa Instituição; exercemos a nossa influencia desde o lar domestico ate a praça publica; temos voz, e temos voto desde os Templos ate os comícios populares ou ate as assembléias deliberantes; a infiltração dos nossos princípios opera-se continua e ininterruptamente no seio da sociedade.

"Modelada hoje a nossa Instituição pelo mesmo molde das instituições políticas da nossa Pátria, tendo adotado para nosso regime maçônico a mesma forma federativa do regime político em que vivemos, nós representamos, contudo o principio superior e elementar da UNIDADE - base da nossa grandeza e garantia do nosso poder.

"Na aspiração comum da nossa Ordem devem se manter vivas e respeitadas as tradições veneráveis da Instituição Maçônica e, como obreiros abnegados do Bem, temos o dever de trabalhar pela felicidade da Nação em cujo seio vivemos e a qual nos prendem, com os vínculos bem mais fortes, dos interesses morais e afetivos da nossa alma. A cada geração, a sua parte no trabalho e na luta, no esforço e no sofrimento.

"Saibamos cumprir o nosso dever como souberam cumprir o seu os nossos predecessores. Leguemos aos vindouros, intacta e refulgente, a gloriosa herança dos nossos antepassados, e acrescentando e mais opulento ainda, o cabedal da sabedoria, do seu patriotismo, da sua abnegação, das suas virtudes, da sua grandeza moral, única majestade inacessível as vicissitudes e alternativas das revoluções humanas"

QUINTINO BOCAIUVA (24/06/1901)


(1) Breve Biografia:

Quintino Antônio Ferreira de Sousa Bocaiúva (Itaguaí, 4 de dezembro de 1836 — Rio de Janeiro, 11 de junho de 1912) foi um jornalista e político brasileiro, conhecido por sua atuação no processo da Proclamação da República. Como político, foi o primeiro ministro das relações exteriores da República, de 1889 a 1891, e presidente do estado do Rio de Janeiro, de 1900 a 1903. Em 1899 foi reeleito Senador, sendo subseqüentemente escolhido para o governo do Estado do Rio de Janeiro (1900-1903). De 1901 a 1904, na Maçonaria, ocupou o Grão-Mestrado do Grande Oriente do Brasil, posto mais elevado na hierarquia da Ordem. Em 1909 retornou ao Senado, tendo exercido o cargo de vice-presidente de 1909 a 1912. Nessa função, apoiou a candidatura do Marechal Hermes da Fonseca à presidência da República (1910) e, nesse mesmo ano, ocupou a presidência do Partido Republicano Conservador do caudilho gaúcho José Gomes Pinheiro Machado.Quintino Bocaiúva faleceu no bairro do Rio de Janeiro onde morava, e que hoje, em sua homenagem, leva o seu nome: Quintino Bocaiúva.
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Reflexões sobre a Primeira Instrução do A:.M:.


A simbologia e seus ensinamentos vistos na primeira instrução resumem a moral maçônica e o labor no desbaste da P:.B:. que deve haver por parte do A:.M:.

Todavia, o painel da loja de A:.M:. e sua simbologia só pode ser revelada, ou ainda, incitada àquele que já foi iniciado, não nos parecendo lícito a ele desvelar com suas jóias e paramentos. Passo a algumas singelas considerações sobre a primeira instrução. Entendo que a simbologia inicialmente demonstrada é, antes de tudo, uma reflexão a perpétua aprendizagem, aprendizagem esta voltada para o mistério que se encerra na própria vida. Trabalha o A:.M:. em sua P:.B:. talhando-a, corrigindo imperfeições através de princípios e virtudes. Há todo um convite simbólico e ao mesmo tempo real para que ocorra um descobrir-se através do trabalho.

A teoria simbólica dos elementos apresentados é um convite ao estudo e a prática de virtudes, as quais não podem ficar represas; antes, devem ser um elemento na construção de uma sociedade mais justa e perfeita.

Novos conhecimentos são adquiridos, novos horizontes. As virtudes deixam de ser simples palavras para se tornarem, creio, materializadas. A Moral não é apenas uma necessidade, antes: é um processo de evolução do homem e por fim, da sociedade. A matéria prima é a pedra que existe em nossos corações, de nosso íntimo áspero, com seus vícios e imperfeições.

Creio que a repetição destes estudos faça com que se crie no Maçom uma internalização das virtudes, com as quais ele passará a conviver e a ser um disseminador. Há todo um processo de elevação, também simbolizado pela Escada de Jacob, elemento que aliás entendo requer uma profunda reflexão.

Ora, de que adianta saber que em si há uma pedra em estado bruto, viciada, se não pode ser tocada, trabalhada, transformada em uma devida P:.P:., base do verdadeiro templo que podemos compreender ser o A:.M:., a Loja ou mesmo do templo do G:.A:.D:.U:.? As alegorias constantes na Loja nos são uma lembrança e o procedimento que nos levam a construção do templo interior. Este deve ser o trabalho incessante do Maçom, instado por todos os elementos simbólicos da Loja a se tornar justo e perfeito, para que brilhe como uma verdadeira jóia.


*Trabalho enviado pelo Irm:. André Cunha, A:. M:. da Loj:. Simb:. Palmares do Sul 213, RS.
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A Escada de Jacó na Maçonaria e o Círculo misterioso

PEÇA DE ARQUITETURA

Por Irm:. Luis Genaro Ladereche Figoli (Moshe)

INTRODUÇÃO

A Escada de Jacó ou Jacob, existente no Painel da Loj:. de Apr;., é uma importante alegoria que a maçonaria, como fiel guardiã de antigas tradições, adotou como ligação do plano material em que vivemos com o plano superior que aspiramos.

Mas antes de nos adentrarmos na interpretação da simbologia da Escada de Jacó, precisamos conhecer as origens desta simbologia e o porquê está presente na maçonaria, sendo uma passagem Bíblica, ligada às tradições judaico-cristãs.

A maçonaria não é religião. Isso está claro em sua filosofia e ritualística. Não é religião porque entendemos que as religiões são estágios decadentes de filosofias superiores, são dogmatizações a serviço do poder temporal, é caricaturas de algo esotérico vulgarizado no mundo exotérico . É certo que o vulgo não pode entender verdades transcendentes e as religiões são um freio social e uma evasão, coisas infelizmente necessárias para as massas incapazes de aprender uma Filosofia mais profunda só ao alcance de uns poucos iniciados.

Quanto mais se estuda a origem e evolução da Humanidade, com base a ciências como a antropologia, a arqueologia, a lingüística, etc., mais o período histórico recua, desnorteando a chamada ciência oficial.

Na maçonaria acontece o mesmo. Embora alguns lhe dêem uma idade muito recente (no século XVIII) precisamente na Inglaterra, é evidente que neste tempo houve apenas uma reorganização para adaptar-se à realidade moderna. É mais do que óbvio que a idade da maçonaria se perde na noite dos tempos. A semelhança dos símbolos e da filosofia, entre a maçonaria e antigas ordens existentes no Egito, Grécia, Roma, Mesopotâmia, China, Índia e civilizações pré-colombianas não é mera coincidência.
Ninguém poderá duvidar (e o iniciado muito menos) de que o fio da tradição espiritual tem continuado a exercer sua função construtiva ao longo da História humana, ora em períodos de clandestinidade lutando contra forças opressoras, ora em períodos de liberdade, mas ainda mantendo alguns aspectos secretos da herança ancestral.

Assim como existem várias teorias sobre o surgimento do homem (da criação direta e especial de Deus chamada de Criacionismo, da evolução casual e sem finalidade chamada de Evolucionismo, e da evolução planejada e dirigida por uma Inteligência Superior ´Deus` chamado de Esoterismo), também a Maçonaria contêm várias teorias sobre sua criação e evolução. Leadbeater afirma que escrever sobre a história da Maçonaria seria um empreendimento colossal, pois seriam necessários conhecimentos enciclopédicos e muitos anos de pesquisas. Por outro lado, grande parte dos conhecimentos, segredos e filosofia hoje presentes na Ordem nos foram legados por tradição oral, devido ser uma Instituição secreta e reservada que fora perseguida na maior parte de sua existência.

As grandes filosofias esotéricas, de tradição milenar, (das quais a Maçonaria é no mínimo herdeira) aceitam a evolução como um grande drama da Natureza, planejado e dirigido pelo Criador até se chagar ao Homem; por sua vez, a História é um drama de povos em conflito, obedecendo a um Plano já determinado, mas o Criador intervém quando alguém provoca desvios desse Plano. Assim foi que Ele fez através dos Iluminados Moises, Abrahão, Noé, Jacob, Jesus, etc., como nos contam as Escrituras. Nesse Plano, o Homem tem como missão evoluir da matéria ao espírito, do corpo à essência. Nosso caminho é a volta ao Criador, através da ascensão espiritual. E a ascensão espiritual se dá através da prática da Virtude e da Moral, como abordaremos mais tarde.

Como conhecimentos históricos e científicos progrediram na área da pesquisa humana, e especialmente no espírito crítico das Escrituras, ao estudo da Maçonaria os métodos científicos foram gradualmente aplicados e por isso hoje se conta com um vasto cabedal de informações mais interessantes e exatas sobre a história da Ordem. Em conseqüência disto e de outras linhas de investigação, existem quatro escolas ou correntes principais do pensamento maçônico, organizadas não como escolas, mas como quatro segmentos importantes de conhecimento. Cada uma delas aproxima-se da Maçonaria de uma forma peculiar. Cada uma delas tem seu cânone de interpretação dos símbolos e cerimônias maçônicas, e cada escritor moderno é influenciado particularmente por uma delas. Por isso na Maçonaria há tantas divergências interpretativas.

Não é objetivo deste trabalho, fazer uma análise da história da Maçonaria, nem aprofundar-se na interpretação das chamadas escolas de pensamento filosófico que a norteiam. Mas de forma resumida (e para fundamentar o que vamos tratar a seguir) apresentaremos as referias Escolas ou linhas de pensamento:

Escola Autêntica ou Histórica – Por este pensamento, as antigas tradições da Ordem foram minuciosamente examinadas à luz de registros autênticos ao alcance do historiador, principalmente sobre atas de Lojas e documentos legais e todos os registros acessíveis. Como os registros escritos sobre Maçonaria especulativa, antecedem pouco ao seu renascimento em 1717, ao passo que as atas mais primitivas subsistentes de qualquer Loja operativa, pertencem ao ano de 1598 , os defensores desta Escola, apontam como origem da Maçonaria as Lojas e Corporações da Idade Média, e supor que os elementos especulativos (símbolos, alegorias, etc.) foram exertados posteriormente ao tronco operativo. A escola admite que se aceitarmos o fato de que o simbolismo e cerimonial da Maçonaria é anterior a 1717, não há, praticamente , nenhum limite quanto a idade a que se lhe atribuir. Por isso esta Escola não busca a origem dos Mistérios além dos construtores medievais;

Escola Antropológica ou Primitiva - Esta Escola de pensamento está aplicando as descobertas antropológicas num estudo da história da Maçonaria e com notáveis resultados. Os atropologistas reuniram uma vasta soma de informações sobre costumes religiosos e iniciáticos de muitos povos, antigos e modernos, e os estudiosos maçônicos tem encontrado neste campo uma série de sinais e símbolos, tanto dos graus especulativos como dos operativos, em pinturas murais, esculturas, gravuras e edifícios das principais raças do mundo. Inclusive semelhanças de culturas e cultos em civilizações que não haveriam de ter tido contato físico. Neste sentido, esta escola de pensamento, confere Maçonaria muito maior antiguidade do que a atribuída aos históricos, bem como fazem analogias com os antigos Mistérios de muitas nações com cerimônias análogas às empregadas nas atuais Lojas Maçonicas. Das investigações antropológicas resulta bem claro que, quaisquer que sejam os elos na cadeia de descendentes, nós, maçons somos os herdeiros de uma antiqüíssima tradição que, por incontáveis tradições, tem estado associada com os mais sagrados mistérios do culto religioso.

Escola Mística ou Teológica - Esta terceira Escola do pensamento maçônico, perquire os mistérios da Ordem de um ponto de vista do plano para o despertar espiritual e o desenvolvimento interior do homem. Os pensadores desta filosofia, analisando suas próprias experiências espirituais, declaram que os graus da Ordem são símbolos de certos estados de consciência, que tem que ser despertados ao iniciado de forma individual se ele espera atingir e conquistar os tesouros do espírito. Eles dão testemunho de outra natureza muito mais elevada acerca da validade de nossos ritos maçônicos, testemunho que pertence antes à religião do que à ciência. O objetivo do misticismo é a união consciente com Deus e a Oficina visa retratar a senda para esse objetivo, oferecendo o roteiro que oriente a marcha do buscado do Supremo. Tais seguidores estão mais interessados na interpretação do que na pesquisa histórica. O objetivo é viver a vida indicada pelos Símbolos da Ordem para poderem atingir a realidade espiritual de que esses símbolos são sombras. O método místico busca a união estática com o Supremo, através da oração e da prece.

Escola Oculta ou Esotérica – O principal e distintivo postulado é a eficácia sacramental do cerimonial maçônico, quando devida e regularmente executado. Assim talvez possamos chamá-la de escola sacramental ou oculta. Pode ser definido como o estudo e conhecimento do lado oculto da natureza, por meio dos poderes existentes em todos os homens, mas ainda adormecidos na maioria da humanidade. Esses poderes podem ser acordados e treinados no estudante oculto por longa e cuidadosa disciplina e meditação. O escopo do ocultista é alcançar a união com Deus por meio do conhecimento e da vontade, treinar toda a natureza, física, emocional e mental, até que se torne uma perfeita expressão do divino espírito interno, e possa ser empregado como um instrumento eficiente no grande Plano que Deus criou para a evolução da espécie humana, que está representado pela Maçonaria pela construção do Santo Templo. Para o ocultista é de grande importância a exata observância de uma forma, e pela utilização da magia cerimonial ele cria um veículo através do qual possa a luz divina baixar e difundir-se em auxílio do mundo, invocando, para isso, a ajuda dos Anjos, espíritos da natureza e outros habitantes dos mundos invisíveis.

Continua....

A ESCADA DE JACÓ E SUA APLICAÇÃO NA MAÇONARIA

A Escada de Jacó (ou Jacob), como vimos, encontra-se presente no Painel da Loj:. de Apr:. M:. tendo um lugar de destaque, não apenas na representação deste Painel, como em toda a mística maçônica.

A menção da Escada de Jacó encontra-se no Antigo Testamento, em Gênesis 28 10:22:

“ Jacé deixou Bersabéia e partiu para Harã. “Chegou a certo lugar e resolveu passar a noite aí, porque o Sol já se havia posto.Jacó pegou a pedra do lugar, colocou-a sob a cabeça, e dormiu. “ Teve então um sonho: Uma escada se erguia da terra e chegava até o céu, e anjos subiam e desciam por ela. “Javé estava de pé, no alto da escada, e disse a Jacó: “Eu sou Javé, o Deus de seu pai Abraão e o Deus de Isaac. A terra sobre a qual você dorme, eu a entrego a você e sua descendência. Sua descendência será numerosa como a poeira do chão, e você ocupará o oriente e o ocidente, o norte e o sul. E todas as nações da terra serão abençoadas por meio de você e de sua descendência. Eu estou com você e o protegerei em qualquer lugar onde você for. Depois o farei voltar a esta terra, pois nunca o abandonarei, ate cumprir o que prometer”. Ao despertar, Jacó disse: “De fato Javé está neste lugar e eu não sabia disso”. Ficou com medo, e disse: “Este lugar é terrível. Não é nada menos que a Casa de Deus e a Porta do Céu”.

Noutra passagem Bíblica em João 1 51, Jesus conversando com Natanael, disse-lhe:

“Eu lhes garanto: vocês verão o céu aberto, e os anjos subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.

São várias outras passagens que na Bíblia à referência da Escada de Jacó, que seria o elo físico entre o nosso reino e o reino dos céus, por onde os Anjos e enviados de Deus, transitam para dar luz à humanidade.

Mas cabem algumas reflexões antes de nos voltarmos à interpretação propriamente dita.

Por que a Maçonaria, sendo não religiosa, adota alguns símbolos principalmente do Cristianismo em seu Templo é lhes dá tamanha relevância em sua ritualística, como é o caso do Livro da Lei (representado pela Bíblia Cristã), a Escada de Jacó, os padroeiros São João Batista e São João Evangelista, o próprio Templo de Jerusalém que é ícone do Judaísmo, etc.

Obviamente que voltando no tempo, vamos encontrar a Maçonaria operativa adotando simbologias cristãs que era a religião preponderante, dominante e representativa do Estado. Seria lógico, que estas corporações utilizassem o cerimonial, os símbolos, as alegorias e a própria Bíblia como instrumentos de trabalho, pois dogmaticamente, acreditavam no Deus do Cristianismo. Posteriormente, na fase especulativa, a Maçonaria não abandonou esses símbolos já que incorporados à tradição da Ordem, em que pese houve um movimento no final do século XVII e início do século XIX para que fossem abolidas todas as referências ao Cristianismo, inclusive esta, da Escada de Jacó.

Mais tarde, as antigas tradições foram retomadas e mesmo um símbolo Cristão, foi adotado dentro de outra simbologia. Não é mais através da oração e da prece católica que o indivíduo sobe a Escada de Jacó, mas sim, simbolicamente pela prática da Virtude e da elevação moral.

Inicialmente a Escada de Jacó era representada por 3 degraus, correspondente aos 3 graus da Maçonaria Simbólica. Posteriormente por 7 degraus (como os há no Templo) representando as 7 Virtudes necessárias para atingir o grau de perfeição moral. Atualmente é representada por um número não especificado de degraus, demonstrando que o caminho é longo, pesado e infinito.

INTERPRETAÇÃO SIMBÓLICA DA ESCADA DE JACÓ

Assim que às escuras nuvens da ira Divina se dissiparam e abriu-se o Céu, passamos a desfrutar de um raio de Sua Glória na “Abóbada Celestial da Loja”. E, mais do que isso, o mesmo ser Divino nos ensinou a conseguir chegar ao topo do mesmo, pelos meios emblemáticos ilustrados por uma Escada composta de três principais lances que levam ás três virtudes teológicas: Fé, Esperança e Caridade. Assim, simbolicamente, um canal é aberto quando abrimos o L:. da L:., para comunicação entre a criatura e seu Criador, com o cativante objetivo de restaurar ao homem a felicidade suprema da qual foi privado pelo pecado original.

O objetivo maior da maçonaria pode parecer utópico. Mas essa escada representa um rumo certo, um caminho a seguir.

O questionamento que permanece é se seria ou não uma pretensão desarrazoada subir os degraus da escada.

A reposta está nos símbolos que estão inseridos entre os degraus e o topo da escada: se o ponto mais alto parece algo inatingível, os símbolos da fé, esperança e caridade, lembram a importância desse caminhar - a forma e o meio.

O ensinamento contido nesses degraus - vinculando a subida rumo ao aperfeiçoamento, à prática da fé, esperança e caridade - é claro no sentido de que a forma com que se pretende alcançar o objetivo maior de aperfeiçoamento é fundamental.

Falta aos homens à busca pelo sonho, o anseio eterno da utopia. Mas se o alto da escada nos parece algo intangível, os primeiros degraus estão próximos. Já seria um enorme progresso humano se fossem dados os primeiros passos.

Essa lição serve para guiar nossa conduta pessoal, na família, na sociedade e entre IIrm:..

No alto da escada, encontramos a Estrela Flamigera ou Estrela de Sete Pontas, irradiando sua energia na forma de raios de luz e calor. Como não se trata de emblema deste Grau, não farei análise mais aprofundada da mesma. Apenas direi que a Estrela guia-nos com sua luz pela Escada ao caminho do Divino.

A Escada vê-se apoiada no L:. da L:., significando, claramente que não há como iniciar a sua ascensão sem passar por ele, ou seja, pelos ensinamentos e normas que ele contem e que segundo a tradição foi por inspiração de Deus. Mais, numa interpretação mais aprofundada e livre, se mesmo iniciada sua marcha na ascensão da Escada, falharmos na observância do L:. da L:. faltará a base e fatalmente cairemos no abismo do erro e do vício, tendo que reencontrar o caminho.

O L:. da L:., por sua vez, encontra-se no topo do circulo com um ponto dentro, ladeados por duas paralelas, uma ao Norte e outra ao Sul. Deste Círculo vamos nos ocupar mais tarde.

Para galgarmos os degraus (ou graus??) da Escada, encontramos três emblemas, representados pelas figuras de uma CRUZ, uma ÂNCORA e um CÁLICE com uma MÃO. São grandes as simbologias destas alegorias.

A CRUZ – A cruz é um dos símbolos humanos mais antigos e é usada por diversas religiões, principalmente a cristã, embora nem todos os cristãos a usem como símbolo. Ela normalmente representa uma divisão do mundo em quatro elementos (ou pontos cardeais), ou então a união dos conceitos de divino, na linha vertical, e mundano, na linha horizontal. Na Maçonaria e no Painel, representa o símbolo da Fé. A fé renovadora que é a Sabedoria do espírito, sem a qual o homem não levará nada a termo. Também simboliza a Morte. A morte para o mundo profano, sem o qual não poderá almejar ascender ao mundo espiritual que a Maçonaria propicia a seus iniciados.

A ÂNCORA - A âncora aqui não representa tão somente a esperança, todavia sua colocação nos degraus da escada de Jacó significa o elemento que deve ser ultrapassado, pois a âncora tem a finalidade precípua de nos fixar à matéria. Também representa a Esperança no Aperfeiçoamento Moral. Também representa a força de gravidade que nos impulsiona para baixo (nossos vícios e erros) que devemos carregar e livrar-nos para poder ascender na Escada da Virtude.

O CÁLICE - O cálice representa a provação, o juízo final, transposto este obstáculo, atingimos a luz maior, a estrela de sete pontas. Mas não chegaremos a este estágio sem a CARIDADE que é a beleza que adorna o espírito e os corações bem formados, fazendo com que neles se abriguem os mais puros sentimentos humanos.
Por outro lado, continua ele, a Escada como símbolo da Moral, representando o crescimento espiritual do homem na busca da sua perfeição e do elo entre o céu e a terra, é muito antiga.

Portanto, ao vermos o Painel da Loja de Aprendiz, devemos lembrar imediatamente de duas coisas: da Escada de Jacó, símbolo do ciclo evolutivo da vida e da ascensão virtuosa que o Maçom deve almejar até a celestial plenitude, e que seus degraus representam as virtudes que o Maçom precisa adquirir para atingir a perfeição, sendo que as principais delas são a Fé, a Esperança e a Caridade, as Virtudes humanas.

CIRCULO ENTRE PARALELAS: o Mistério da 1ª Instrução do Aprendiz

Diz nosso Ritual:

“Em toda Loja Regular, Justa e Perfeita, existe um ponto dentro de um círculo pelo qual um Maçom não pode transpor. Este círculo é limitado entre o norte e o sul por duas grandes linhas paralelas, uma representando Moisés, a outra representando o Rei Salomão. Na parte superior do círculo fica o L:. da L:., que suporta a Escada de Jacó, cujo cimo toca os Céus. Caminhando dentro deste circ:., sem nunca o transpormos, limitar-nos-emos às duas linhas Paralelas e ao L:. da L:. e enquanto assim procedermos, não podemos errar.”

Atrás desta explicação escondem-se alguns mistérios e simbologias, que tentaremos humildemente decifrar a partir desta peça de arquitetura.

Se o Temp:. é a representação do Universo, e está orientado de Leste a Oeste e de Norte a Sul, podemos dizer que o eixo que vai do Ocidente (representado pelas colunas J e B) ao Oriente (representado pelo Delta), corresponde ao equador terrestre. Sua profundidade é da superfície ao centro da terra e sua altura é da Terra ao Céu.

Quando verificamos que o círculo é limitado entre norte e sul, podemos observar no Globo Terráqueo, que de fato, entre o equador e o norte e o sul, existe os trópicos de câncer (no Norte) e de Capricórnio (no sul). Assim, simbolicamente, estamos desvendando este mistério pela luz da Astronomia.

Segundo as Leis Astronômicas, o Sol na sua viagem simbólica ao redor da Terra na visão do terráqueo (na verdade quem gira em torno do Sol é a Terra), descreve uma ecliptica que nunca ultrapassa os trópicos de câncer e capricórnio e em cujos ápices, temos os solstícios de verão e inverno e quando está perfeitamente alinhado, temos os equinócios de primavera e outono.

No templo maçônico, essas datas solsticiais estão representadas num símbolo, que é o Círculo entre Paralelas Verticais e Tangenciais. Este significa que o Sol não transpõe os trópicos, o que sugere, ao maçom, que a consciência religiosa do Homem é inviolável e que na sua caminhada não deve ultrapassar os limites impostos pela Ordem assim como o Sol não ultrapassa seus próprios limites impostos pelo Criador; as paralelas representam os trópicos de Câncer e de Capricórnio e os dois S. João.
O ponto no centro representa o Ser Supremo, o Circulo denota o deslocamento anual do Sol e as paralelas assinalam os solstícios entre os quais aquele deslocamento esta limitado.

As duas paralelas, também representam o binário (o bem e o mal, a noite e o dia, a virtude e o erro, o masculino e o feminino, aqueles pares opostos que limitam todo o círculo da existência. Daí aos deslocarmos em redor do círculo, somos levados a tocar esses dois pólos e, assim, obtermos pela experiência dolorosa e amarga aquela educação da alma que é a razão central de nosso nascimento nesse mundo material.

Devemos considerar o espírito iniciando sua jornada a partir do leste, seguindo a circunferência, passando pelo ensolarado lado da vida, passando pela coluna da luz ao Sul, passando pelo ocaso a oeste, até chegar à coluna da total escuridão, não apenas na escuridão da Terra, mas muito maior escuridão espiritual advinda da absoluta desilusão que acomete o peregrino ao descobri que todas as Instituições humanas lhe falharam, e na palavra do maior de todos os Mestres, ele diz:” Ó Senhor, meu Deus, por que me abandonastes??”. Porém a coluna do norte apenas toca o círculo e, assim o peregrino ao completar a circunferência, chega a alvorada de seu segundo nascimento e vê a escuridão ser engolida pelo fulgor de uma Luz muito mais resplandecente do que aquela que lhe faltara, pois finalmente sua Jornada está finda e já pode retornar ao lugar de onde veio. O compasso cria uma ponte entre o aparente intransponível abismo que separa a o ponto central e a circunferência. Se fossemos apenas um ponto girando para sempre ao redor da circunferência do destino, nossa perspectiva seria desesperadora. Porém, cada um de nós é um compasso, e o ponto que esta no centro do círculo é a Centelha Divina que está dentro de nós, e assim, a partir deste centro jamais poderá errar .

M:.M:.

Membro da Loj:. Simb:. Palmares do Sul nro 213 RS

G:.L:.R:.G:.S:.

Fontes Consultadas:
Ø Ritual do Aprendiz Maçom (REAA) GLRGS
Ø D´elia Junior, Raymundo – Maçonaria 100 Instruções de Aprendiz;
Ø Autor Desconhecido – Manual do Aprendiz Maçom;
Ø Da Camino, Rizzardo – Maçonaria Mística;
Ø Da Camino, Rizzardo – O Maçom e a Intuição;
Ø Adum, Jorge – Grau do Aprendiz Maçom e seus Mistérios;
Ø Dyer, Colin – O Simbolismo na Maçonaria

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