sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Livros - As Origens do Ritual na Igreja e na Maçonaria - H.P. BLAVATSKY

As Origens do Ritual na Igreja e na Maçonaria


Blavatsky, Helena - As Origens do Ritual na Igreja e na Maçonaria (pdf).cab

Sipnose:

Obra da genial Blavatsky, onde compara o Ritual da Igreja Católica com o dos principais Ritos Maçônicos, revelando a verdadeira origem e significado dos principais sacramentos cristãos. Leitura fácil e interessante, especial para os interessados em Cristianismo Esotérico.

Idioma: Português - BR
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domingo, 21 de setembro de 2008

SIMBOLOGIA DOS NÚMEROS


REFLEXÕES SOBRE A 5a INSTRUÇÃO DE A:. M:.
Por Irm:. Luis Genaro Ladereche Fígoli ( Moshe)


A NUMEROLOGIA é a ciência que estuda o simbolismo dos números. É a chave para desvendar os mistérios da vida, da cultura e da história humana. Utiliza-se dos números, símbolos sagrados, para a compreensão da realidade. Numerologia é o estudo das influências e qualidades místicas dos números. Segundo a numerologia, cada número ou valor numérico é dotado de uma vibração ou essência individual e indicaria tendências de acontecimentos ou de personalidade, apesar de não haver qualquer evidência científica de que os números apresentem tais propriedades. O filósofo grego Pitágoras é considerado por alguns numerólogos o pai da numerologia, apesar de não haver qualquer relação entre os cálculos que formam o mapa numerológico e o filósofo grego. Na verdade a numerologia é uma derivação da Gematria , um ramo da Cabala, que utiliza o alfabeto hebraico como base. A numerologia seria então uma adaptação dos princípios da Gematria para o alfabeto romano.

DA HISTÓRIA DOS NÚMEROS 
Os números naturais provavelmente tiveram suas origens nas palavras utilizadas para a contagem de objetos, começando com o número um. O primeiro grande avanço na abstração foi o uso de numerais para representar os números. Isto permitiu o desenvolvimento de sistemas para o armazenamento de grandes números. Por exemplo, os babilônicos desenvolveram um poderoso sistema de atribuição de valor baseado essencialmente nos numerais de 1 a 10. Os egípcios antigos possuíam um sistema de numerais com hieróglifos distintos para 1, 10, e todas as potências de 10 até um milhão. Uma gravação em pedra encontrada em Karnak, datando de cerca de 1500 a.C. e atualmente no Louvre, em Paris, representa 276 como 2 centenas, 7 dezenas e 6 unidades; e uma representação similar para o número 4 622. Um avanço muito posterior na abstração foi o desenvolvimento da idéia do zero com um número com seu próprio numeral. Um dígito zero tem sido utilizado como notação de posição desde cerca de 700 a.C. pelos babilônicos, porém ele nunca foi utilizado como elemento final.1 Os Olmecas e a civilização maia utilizaram o zero com um número separado desde o século I AC, aparentemente desenvolvido independentemente, porém seu uso não se difundiu na Mesoamérica. O conceito da forma que ele é utilizado atualmente se originou com o matemático indiano Brahmagupta em 628. Contudo, o zero foi utilizado como um número por todos os computus (calculadoras da idade média) começando com Dionysius Exiguus em 525, porém no geral nenhum numeral romano foi utilizado para escrevê-lo. Ao invés disto, a palavra latina para "nenhum", "nullae", foi empregada. O primeiro estudo esquemático dos números como abstração (ou seja, como entidades abstratas) é comumente atribuído aos filósofos gregos Pitágoras e Arquimedes. Entretanto, estudos independentes também ocorreram por volta do mesmo período na Índia, China, e Mesoamérica. No século XIX, uma definição do conjunto teórico dos números naturais foi desenvolvida. Com esta definição, era mais conveniente incluir o zero (correspondente ao conjunto vazio) como um número natural. Esta convenção é seguida pelos teorizadores de conjuntos, logicistas, e cientistas da computação. Outros matemáticos, principalmente os teorizadores dos números, comumente preferem seguir a tradição antiga e excluir o zero dos números naturais. Uma construção consistente do Conjunto dos Números Naturais foi desenvolvida no séc. XIX por Giuseppe Peano. Essa construção chamada de Axiomas de Peano, é uma estrutura simples e elegante, servindo como um bom exemplo, de construção de conjuntos numéricos. Obviamente, que os primeiros sistemas de contagem foram as mãos e pequenas pedras, cada uma representando uma unidade, como por exemplo, para contar animais, dias, etc. O primeiro objeto conhecido que atesta a habilidade de cálculo é do instrumento Ishango criado por populações da África Central e que e data de 20.000 a 25.000 anos atrás. O desenvolvimento da matemática permeou as primeiras civilizações, e tornou possível o desenvolvimento de aplicações concretas: o comércio, o manejo de plantações, a medição de terra, a previsão de eventos astronômicos, e por vezes, a realização de rituais religiosos. O estudo de estruturas matemáticas começa com a aritmética dos números naturais e segue com a extração de raízes quadradas e cúbicas, a resolução de algumas equações polinomiais de grau 2, a trigonometria e o cálculo das frações, entre outros tópicos. Tal desenvolvimento é creditado às civilizações acadiana, babilônica, egípcia, chinesa, ou ainda, àquelas do vale dos hindus. Na civilização grega, a matemática, influenciada pelos trabalhos anteriores, e pelas especulações filosóficas, tornou-se mais abstratas. Dois ramos se distinguiram, a aritmética e a geometria. Além disto, formalizaram-se as noções de demonstração e a definição axiomática dos objetos de estudo. Os Elementos de Euclides relatam uma parte dos conhecimentos geométricos na Grécia do século III a.D. A civilização islâmica permitiu que a herança grega fosse conservada, e propiciou seu confronto com as descobertas chinesas e hindus, notadamente na questão da representação numérica. Os trabalhos matemáticos se desenvolveram consideravelmente tanto na trigonometria (introdução das funções trigonométricas), quanto na aritmética. Desenvolveu-se ainda a análise combinatória, a análise numérica e a álgebra de polinômios. Durante o Renascentismo, uma parte dos textos árabes foram estudados e traduzidos para o latim. A pesquisa matemática se concentrou então, na Europa. O cálculo algébrico se desenvolveu rapidamente com os trabalhos dos franceses Viète e René Descartes. Em seguida, Newton e Leibiniz descobriram a noção de cálculo infinitesimal e introduziram a noção de fluxor (vocábulo abandonado posteriormente). Ao longo dos séculos XVIII e XIX, a matemática se desenvolveu fortemente com a introdução de novas estruturas abstratas, notadamente os grupos (graças aos trabalhos de Évariste Galois) sobre a resolubilidade de equações polinomiais, e os anéis definidos nos trabalhos de Richard Dedekind. 

INLFUÊNCIA DA ESCOLA PITAGÓRICA NO ESTUDO DOS NÚMEROS E NA MAÇONARIA 
 A maior contribuição para o estudo místico dos números foi sem dúvida do Pitágoras. Pitágoras de Samos (do grego Πυθαγόρας) foi um filósofo e matemático grego que nasceu em Samos pelos anos de 571 a.C. e 570 a.C. e morreu provavelmente em 497 a. C. ou 496 a.C. em Metaponto. Da vida de Pitágoras quase nada pode ser afirmado com certeza, já que ele foi objeto de uma série de relatos tardios e fantasiosos, como referentes a suas viagens e a seus contatos com as culturas orientais. Parece certo, contudo, que o Filósofo e matemático grego, fundou uma escola mística e filosófica em Crotona (colônia grega na península itálica), cujos princípios foram determinantes para evolução geral da matemática e da filosofia ocidental cujo principais enfoques eram: harmonia matemática, doutrina dos números e dualismo cósmico essencial. Aliás, ao que se sabe, Pitágoras foi o criador da palavra "filósofo". Os pitagóricos interessavam-se pelo estudo das propriedades dos números - para eles o número (sinônimo de harmonia) era considerado como essência das coisas - é constituído então da soma de pares e ímpares, noções opostas (limitado e ilimitado) respectivamente números pares e ímpares expressando as relações que se encontram em permanente processo de mutação, criando a teoria da harmonia das esferas (o cosmos é regido por relações matemáticas). Segundo o pitagorismo, a essência, que é o princípio fundamental que forma todas as coisas é o número. Os pitagóricos não distinguem forma, lei, e substância, considerando o número o elo entre estes elementos. Para esta escola existiam quatro elementos: terra, água, ar e fogo. Teria chegado à concepção de que todas as coisas são números e o processo de libertação da alma seria resultante de um esforço basicamente intelectual. A purificação resultaria de um trabalho intelectual, que descobre a estrutura numérica das coisas e torna, assim, a alma como uma unidade harmônica. Os números não seriam, neste caso, os símbolos, mas os valores das grandezas, ou seja, o mundo não seria composto dos números 0, 1, 2, etc., mas dos valores que eles exprimem. Assim, portanto, uma coisa manifestaria externamente a sua estrutura numérica, sendo esta coisa o que é por causa deste valor. A Escola Pitagórica ensejou forte influência na poderosa verve de Euclides, Arquimedes e Platão, na antiga era cristã, na Idade Média, na Renascença e até em nossos dias com o Neopitagorismo. Pensamentos de Pitágoras 1. Educai as crianças e não será preciso punir os homens. 2. Não é livre quem não obteve domínio sobre si. 3. Pensem o que quiserem de ti; faz aquilo que te parece justo. 4. O que fala semeia; o que escuta recolhe. 5. Ajuda teus semelhantes a levantar a carga, mas não a carregues. 6. Com ordem e com tempo encontra-se o segredo de fazer tudo e tudo fazer bem. 7. Todas as coisas são números. 8. A melhor maneira que o homem dispõe para se aperfeiçoar, é aproximar-se de Deus. 9. A Evolução é a Lei da Vida, o Número é a Lei do Universo, a Unidade é a Lei de Deus. 10. A vida é como uma sala de espetáculos: entra-se, vê-se e sai-se. 11. A sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas os homens podem desejá-la ou amá-la tornando-se filósofos. A numerologia mística maçônica encontra forte influência pitagórica, com também dos textos da cábala hebraica. A dualidade “corpo” e “alma” do orfismo e pitagorismo é encontrada em toda a extensão da doutrina mística maçônica. 

O MISTICISMO DOS NÚMEROS – Simbologia e Interpretação 
O plano para nosso sistema de algarismos segue uma continuidade definida. Para manter a ordem, números e nomes tiveram que ser estabelecidos. Revelam o fundamento místico de nosso sistema numérico. Depois que tivermos aprendido a razão desta sucessão específica de símbolos ou números, poderemos ver, prontamente, que tinham de seguir a ordem exata. Tal como ao construir uma Templo temos, antes de mais nada, de instalar os alicerces para depois levantar as paredes e o teto, os números evoluiram até a presente posição, porque isto era necessário. 

Gêneses dos Números Número “0” No começo (no via a ser) nosso mundo ou universo era massa nebulosa ou bola, girando pelo seu próprio valor de vibração. Não tinha princípio nem fim, significando a eternidade, e parecia-se a um círculo ou zero. O zero, ou círculo é o embrião de todos os números. Quando uma semente foi plantada (ou força da vida), no círculo, logo começou a brotar como ser humano. Quando a semente germinou veio a terminar em uma linha que os antigos denominavam como número 1. 
NÚMERO 1 . Mônada ou Unidade O número UM representa o homem. Ou o princípio masculino. É o símbolo do Sol, o pai de todos os números, ou UNIDADE. O selvagem aponta para si mesmo e coloca uma vara no chão para representá-lo. EU. O UM aparece sozinho. É criativo, engendrando originalidade e liderança. Sugere a primeira noção que o homem teve de si mesmo. 
NÚMERO 2. Diad ou Dualidade Muito tempo depois o selvagem evoluiu suficientemente para compreender que tinha uma companheira. Designava a idéia, primeiro apontando para si próprio (EU) e depois para a companheira (TU). Representava a idéia colocando duas varas na areia, indicando dois. Outro símbolo usado é o das duas asas de um pássaro. 
NÚMERO 3. Triad ou Trindade O resultado da procriação do homem e de sua companheira é o filho (NÓS). Três é a expressão de um e dois. Agora o homem precisava encontrar um símbolo. Resolveu desenhando um triângulo ou figura de três linhas, formando o primeiro plano fechado. É o primeiro número perfeito, ou trindade e faz-se significado espiritual. Três significa complementação. 
NÚMERO 4. Tetra ou Fundação Tornou-se imperativo conquistar o abrigo e proteção para a ele, companheira e filho. Isso representava construir moradia ou fundação. Quatro é um número material. Desenhou um quadrado de quatro linhas que é um símbolo concreto, sugere sólida fundação. Outro símbolo que os antigos usaram é um homem levantando bem alto um triangulo. Outro símbolo é um animal com quatro pernas.
 
Finalidade Mística dos Números • 
Pesquisadores, sábios, rosa-cruzes e magos, há milhares de anos, utilizam o conhecimento numerológico no mundo, como por exemplo: Platão, Aristóteles, Nicômaco, Fludd, Hermes Trimesgistus, Nostradamus, Cornelius Agrippa, Cagliostro, Eliphas Levi, Aleister Crowley, etc.;
• Até os dias atuais o homem continua usando os números como meio de acesso ao conhecimento que está além de sua mente racional.
• Os números emanam energias cósmicas, energias físicas telúricas, energias vibratórias sonoras, isso porque ao pronunciar o seu valor, um mantra é expelido com força, e cada um atua nos nossos chakras, podendo fazer-nos bem ou mal. Daí a importância da palavra;
• Cada número representa, portanto, uma área da experiência humana, fixada nos algarismos de 1 a 9;
• Cada letra da tabela numerológica corresponde a um número, recebendo, portanto a vibração dele e atraindo sua experiência;
• Assim, podemos realizar um mapeamento numerológico de uma pessoa ou de uma empresa, necessitando do nome completo de certidão ou a razão social, e a data de nascimento ou data da fundação;
• O nome de uma pessoa revela os traços mais marcantes de sua personalidade, além de identificar o seu grau evolutivo. A data de nascimento registra dentre outras coisas, como vai ser a vida prática da pessoa, indicando os melhores momentos, os níveis de desafios e testes a serem enfrentados;
• A utilização da Numerologia nos dá um método relativamente simples para entendermos a realidade e, conseqüentemente, o que o futuro nos trará, ajudando-nos a transformá-lo.
• Segundo os cabalistas, os números podem por isso ser usados e aplicados a fórmulas esotéricas, (numerologia), para entender e manipular estas forças espirituais a nosso favor, da mesma forma que os números também podem ser usados nos cálculos matemáticos para entender e manipular as forças, leis e energias do mundo físico a nosso favor.
• A numerologia é por isso um sistema místico que professa a crença na relação entre os números e essências espirituais, ou melhor: na possibilidade dos números poderem traduzir ou simbolizar as forças espirituais que influenciam as nossas vidas no mundo terreno
• A numerologia é composta por um vasto quadro de cálculos esotéricos, que permite conhecer as leis e fenômenos espirituais.
• No decorrer da historia, a numerologia evoluiu e separou-se da matemática, ( da qual proveio), da mesma forma como a astrologia se separou da astronomia, e a química se separou da alquimia.
• São Agostinho (13 Novembro 354- 28 Agosto 430 d.C.), eminente filosofo e teólogo dos inícios do Cristianismo, foi um dos mais destacados defensores da numerologia, tendo dito que: «os números são a linguagem universal oferecida por Deus há humanidade como instrumento de confirmação das verdades [terrenas como espirituais] »
• Tal como Pitágoras, também o Bispo e Doutor da Igreja, acreditava que tudo possuía uma relação numérica entre si, e que a mente humana podia através do calculo numérico investigar os segredos de todas as coisas, sendo que pelos números se podiam revelar os mistérios da obra de Deus.
• Resumindo: Segundo as antigas e seculares tradições, Deus teria dado ao homem uma mente racional que seria o instrumento de contato entre a matéria (corpo), o espírito e a alma. Mas para que esse contato ocorra, é necessário uma chave ou um código secreto que é revelado através dos números. Os números então seriam a chave para acessar o mundo e a dimensão invisível onde habitam as energias sutis e superiores. 

  Simbologia Maçônica dos Números 
 Pelas doutrinas herméticas e ocultas, das quais a Maçonaria é originária, aos números Impares são atribuidas qualidades Místicas ou Misteriosas enquanto os númros Pares podem transmitir influências negativas. No Grau de A:. M:. vamos limitar-nos ao estudo dos quatro primeiros números, quais sejam: 1, 2, 3 e o 4. 

NÚMERO 1 • Representa a mônada individual, o astro e o homem, isto é o princípio ativo. • Considera-se o Simbolo da Unidade da Vida; • Representa o homem em toda sua plenitude; • Pode-se entender como o zero antecedeu ao um: ambos são um só e mesmo deus, porém o primeiro (zero), está em seu aspecto imanifestado, enquanto que o segundo (um) apresenta-se em plena manifestaçãp em virtude do pathos da vontade divina. È um raio de luz cósmica emanado do zero para, com ele, formarem todos os outros números. 
  NÚMERO 2 • Significa o divisível, o antagônico, o passivo com relação ao primeiro, a saber: o fogo e a água, a luz e a sobra, o dia e a noite, o bem e o mal, o preto e o branco, o quente e o frio. Embora isso, os antônimos coexistem mesmo contrários na aparência; • O número dois representa a dualidade. Age de forma dualística, como vimos representado por duas linha paralelas (como já vimos). Também poderia ser representado por uma linha perpendicular unida no topo inferior a outra linha horizontal. • O Aprendiz não deve se aprofundar no estudo do número 2 porque, fraco ainda no cabedal de conhecimentos de nossa filosofia, poderá escolher o caminho oposto que deveria seguir. Por isso mesmo é que o Aprendiz deve ser guiado no caminho do conhecimento, para poder ultrapassar o abismo da dúvida e do descaminho, até atingir o terceiro número. • Segundo as antigas tradições, Adão e Eva representavam o número 2 e acabaram por comer o fruto proibido (descaminho, descrédito, dúvida, falta de fé) sendo expulsos do Paraíso (plano espiritual). 
  NÚMERO 3 • Ao número 3 é atribuida a trindade de Deus: O pensamento (sabedoria), a ação (força) e o amor (beleza). • O 3 é o primeiro número perfeito e completo de energia, pois observando o primitivismo do 1 somado ao antagonismo do 2, é gerado o equilíbrio perfeito, representado pela tríade; • A tríade é a base da Geometria (tão importante para o trabalho maçônico) pois o trângulo é sua principal figura. • Em quase todas as religões e doutrinas secretas encontramos a tríade como sendo a principal manifestação da entidade criadora. • Na familia, se o 1 representa o Pai, o 2 representa o Pai e a Mãe, o três representa o Pai, a Mãe e o Filho em perfeita comunhão. O gerado, o engendrado. • De maneira mística o Número 3 representa a tríade divina: Vita = A Existência Verbum= A Expressão ou o Verbo Lux = A Sabedoria ou a Luz • Na Maçonaria encontramos o ternário em praticamente todos em emblemas, símbolos, rituais e alegorias: No Delta Sagrado Nos Graus Simbólicos Nas Colunas em que o Templo se sustenta: Sabedoria, Força e Beleza Nos Conceitos Virtuosos: Liberdade, Iguladade e Fraternidade Nas Joias Móveis – A Bíblia, o Esquadro e o Compasso; Na idade do Apr:. Nas Viagens Iniciáticas; Nas Pancadas na Porta para adentrar ao Templo Na Marcha do Apr:. No Toque e na Bateria; Os Tres primeiros degraus da Escada de Jacó para chegar a Mestre; Nas três primeiras artes: Geometria , Lógica e Retórica. 
  NÚMERO 4 • Os números são como a vida, cíclicos. Como já dissemos antes, os números impares são místicos e os pares são mas ligados a aspectos materiais e terrenos. Por isso é que 4 são os elementos da antiguidade que tudo compôe: TERRA, ÁR, ÁGUA E FOGO; • Iniciando o ciclo na unidade (o criado) involui para o dois (a ambiguidade) evolui para o tres (a perfeição, o espírito voltado ao criador) e finalmente involui para o quatro (a materialidade representado pelos quatro elementos). Mas o quatro nada mais é do que a passagem necessária para os números maiores. Neste momento, o Apr:. consciente de seus deveres, e tendo recebido a Luz, deverá recomeçar as quatro provas no caminho para o Segundo Grau, podendo caminhar só, mas com os conselhos dos fraternos IIrm:. e pela experiência de seus instrutores. 

 Autor: Irm:. Luis Genaro Ladereche Fígoli Moshe M:. I:.33° 

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 Fontes Consultadas:
  Ritual do Grau de Apr:. M:. da GLRGS; 
 Della Junior, Raymundo – Maçonaria 100 Instruções de Aprendiz; 
 Da Camino – Maçonaria Mística; 
 Doyer, Colin – O Simbolismo na Maçonaria; 
 Castellani, José – O Rito Escocês Antigo e Aceito; 
 Ragon, J.-M. – Ritual do Aprendiz Maçom (escrito por volta do ano 1810); 
 Da Camino – O Maçom e a Intuição; 
 Adoum, Jorge – O Grau do Aprendiz e seus Mistérios; 
 Hitchcock, Helyn – A Magia dos Números ao seu Alcance
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O Carpinteiro - Video Motivacional

Para os IIrm:. que me solicitaram, com T:.F:.A:. deste Aprendiz sempre:

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terça-feira, 9 de setembro de 2008

O Surgimento da Maçonaria no Brasil

PEÇA DE ARQUITETURA


Antecendentes históricos e origens da Maçonaria no Brasil - Século XIX


Por Irm:. Luis Genaro Ladereche Figoli


A 17 de junho de 1822, foi criada a primeira Obediência maçônica do Brasil, O Grande Oriente Brasílico, ou Brasiliano com a finalidade principal de lutar pela independência política do Brasil. Para que fosse fundado o Grande Oriente, a Loja Comércio e Artes, criada em 1815, inativa após o alvará governamental de 1818, que proibia o funcionamento das sociedades secretas, e que reerguida em 1821, foi dividida em três Lojas, daí resultando, além dela mesma, a União e Tranqüilidade e a Esperança de Niterói.

O Grande Oriente Brasílico foi, praticamente, uma entidade política, que se dedicou, com exclusividade, à luta pela independência do Brasil e que, depois da concretização desta, foi envolvido por disputas políticas pelo poder, o que ocasionaria o seu fechamento.

Alguns pósteros têm criticado essa primeira célula do Grande Oriente do Brasil, por essa atividade política, que seria, segundo eles num ranço anacrônico, incompatível com a doutrina maçônica. Mas a luta pela independência do Brasil justifica qualquer procedimento e permanece, até hoje, como o maior galardão da história da maçonaria brasileira.

Como foi dito, mesmo a Maçonaria pré-existir à 1822 com uma Loja (Comércio das Artes) - dos quais não há muitos registros - é a partir dessa data e da fundação do Grande Oriente que vê-se consolidada a sociedade em solo pátrio, não sem inúmeras dificuldades e vicisitudes. Mesmo antes dessa data, a Maçanoaria foi em pelo menos dois momentos proibida de funcionar no Brasil.

O primiero momento, em 1818, através do Alvará Real de D. João VI, que proibia "todas e quaesquer Sociedades Secretas, de qualquer Denominação que ellas sejam" (no português arcaico da época). O referido Alvará Real, é um documento importante na História da Maçonaria brasileira, porque a sua meta principal era, exatamente, a de proibir o funcionamento das ainda incipientes Lojas do território nacional, na época em que o Brasil era Reino Unido ao de Portugal e Algarve.

E ele foi motivado pela agitação do meio maçônico, empenhado em obter a independência do Brasil, através de movimentos regionais nacionalistas, de caráter geralmente republicano, os quais não podiam, evidentemente, agradar à Coroa.

Toma-se o Alvará de 1818, como uma conseqüência direta da fracassada Revolução Pernambucana de 18175.

O seu texto mostra, na realidade, o empenho do rei D. João em proibir, com o uso da força, qualquer nova tentativa de rebelião, com participação das hostes maçônicas. Embora muito citado na literatura histórica da Maçonaria brasileira, o seu texto não é transcrito e, por isso, ainda permanece bastante desconhecido. Tratando-se, porém, de uma peça histórica relevante para o levantamento da História de nossa Independência, aí vai ele, com parte de seu texto integral, na ortografia da época:

"Eu El-Rei faço saber aos que este Alvará com força de Lei virem:
.................
Sou Servidor Declarar por Criminosas e Prohibidas todas e quaesquer Sociedades Secretas, de qualquer Denominação que ellas sejam; ou com os nomes e formas já conhecidas, ou debaixo de qualquer nome ou forma, que de novo se disponha ou imagine: pois que todas e quaesquer deverão ser consideradas, de agora em diante, como feitas para Conselho e Confederação contra o Rei e contra o Estado.

Pelo que Ordeno que todos aquelles, que forem comprehendidos em ir assistir em Lojas, Clubs, Comités ou qualquer outro ajuntamento de Sociedade Secreta; aquelles que para as ditas Lojas, ou Clubs, ou Ajuntamentos convocarem a outros; e aquelles que assistirem á entrada ou recepção de algum Socio, ou ella seja com juramento ou sem elle; fiquem incursos nas penas da Ordenação livro V, tit.VI e §§ 5 e 9, as quaes penas lhes serão impostas pelos Juizes, e pelas formas e processos estabelecidos nas Leis para punir os Réos de Lesa-Magestade.

Nas mesmas penas incorrerão os que forem Chefes ou Membros das mesmas Sociedades, qualquer que seja a denominação que tiverem, em se provando que fizeram qualquer acto, pesuasão ou convite de palavra ou por escrito, para estabelecer de novo, ou para renovar, ou para fazer permanecer qualquer das ditas Sociedades, Lojas, Clubs ou Comités dentro dos Meus Reinos e seus Dominios; ou para a correspondencia com outros fóra delles: ainda que sejão factos practicados individualmente, e não em Associação de Lojas, Clubs ou Comités.

Nos outros casos serão as penas moderadas a arbitrio dos Juizes na forma adiante declarada. As Casas, em que se congregarem, serão confiscadas, salvo provando os seus proprietarios que não souberão, nem podiam saber que a esse fim se destinavão. As medalhas, sellos, symbolos, estampas, livros, cathecismos ou instrucções, impressos ou manuscriptos, não poderão mais publicar-se, nem fazer d´elles uso algum, despacharem-se nas Alfandegas, venderem-se, darem-se, emprestarem-se, ou de qualquer maneira passarem de uma a outra pessoa, não sendo para immediata entrega ao Magistrado, debaixo da pena de Degredo para hum Presidio, de quatro até dez annos de tempo, conforme a gravidade da culpa e circumstancias della.

Ordeno outrossim que n´este crime, como excepto, não se admitta privilegio, isenção ou concessão alguma, ou seja de Foro, ou de Pessoa, ainda que sejão dos privilegios incorporados em Direito, os os Réos sejão Nacionaes ou Estrangeiros, Habitantes do Reino e Dominios, e que assim abusarem da hospitalidade que recebem; nem possa haver Seguro, Fiança, Homenagem, ou Fieis Carcereiros sem minha Especial Authoridade.

E os Ouvidores, Corregedores, e Justiças Ordinarias todos os annos devassarão deste Crime na Devassa geral. E constando-lhes que se fez Loja, se convidão ou congregão taes Sociedades, procederão logo á Devassa especial e á apprehensão e confisco, remettendo os que forem Réos e a culpa á Relação do Districto, ou ao Tribunal competente; e a copia dos Autos será tambem remettida á minha Real Presença.

E este se cumprirá tão inteiramente como nelle se contém, sem embargo de quaesquer Leis ou Ordens em contrario, que para este effeito Hei por derrogadas, como se dellas se fizesse expressa menção......"

Com o fracasso da Revolução de 1817 e a expedição do Alvará de 1818, as Lojas resolveram cessar os os seus trabalhos, até que pudessem ser reabertas sem perigo. Os maçons, todavia, continuaram a trabalhar, secretamente, no Clube da Resistência, fundado por José Joaquim da Rocha, em sua própria casa, na rua da Ajuda.

O agitado período de transição de Reino Unido ao de Portugal e Algarves, existente desde 1815, para país independente, iria trazer intensas lutas políticas pelo poder, envolvendo o Grande Oriente, já que lá estavam dois grupos que aspiravam à privança do príncipe regente D. Pedro (depois imperador) e que desejavam comandar, politicamente a jovem nação independente: o grupo do Grão-Mestre do Grande Oriente, José Bonifácio de Andrada e Silva, ministro todo-poderoso da regência e figura internacionalmente conhecida, e o grupo do 1o. Grande Vigilante, Joaquim Gonçalves Ledo, político fluminense, que era, realmente, a maior liderança maçônica da época, mas não tinha o prestígio nacional e internacional do Andrada.

Nos primeiros dias após a proclamação da independência, de 7 de setembro de 1822, iam adiantadas as escaramuças entre os dois grupos, dentro do Grande Oriente, as quais culminariam com o golpe aplicado por Ledo, ao conseguir destituir Bonifácio do Grão-Mestrado, à socapa e fora de assembléia geral, empossando D. Pedro no cargo, a 4 de outubro de 1822. O troco seria no terreno político, com Bonifácio mostrando ao imperador que a luta da independência exigia um período de calmaria política interna, que estava sendo quebrada pelo grupo adversário, com exigências descabidas a D. Pedro e uma rede de intrigas, que poderiam minar a luta externa. As exigências descabidas eram: o juramento prévio de D. Pedro à Constituição ainda não votada e aprovada e a assinatura de três papéis em branco. Diante disso, enquanto José Bonifácio instaurava processo contra os membros do grupo de Ledo, D. Pedro enviava a este a ordem para fechar o Grande Oriente, o que aconteceria a 25 de outubro de 1822.

A carta enviada por D. Pedro, ao 1º Grande Vigilante, Joaquim Gonçalves Ledo, suspendendo os trabalhos do Grande Oriente, datada de 21 de outubro tinha o seguinte texto:


Meu Ledo:
Convindo fazer certas averiguações tanto publicas como particulares na M.: mando primo como Imperador, secundo como G.: M.: que os trabalhos se suspendão até segunda ordem Minha. É o que tenho a participar-vos agora. Resta-me reiterar os meus protestos como I.: Pedro Guatimozin G.: M.: - S. Cristovão, 21 Obro. 1822. PS ---
Hoje mesmo deve ter execução e espero que dure pouco tempo a suspensão porque em breve conseguiremos o fim que deve resultar das averiguações ”.

Ledo, porém, não cumpriu, imediatamente, a ordem, preferindo manter entendimentos com o Grão-Mestre, o qual, logo depois, reconhecendo, talvez, que havia tomado uma decisão precipitada, enviou, a 25 de outubro, ao seu 1º Grande Vigilante, a seguinte carta:

“Meu I.:
Tendo sido outro dia suspendidos nossos augustos trabalhos, pelos motivos que vos participei, e achando-se hoje concluidas as averiguações, vos faço saber que segunda feira que vem os nossos trabalhos devem recobrar o seu antigo vigor, começando a abertura pela G.: L.: em assembléa geral. É o que por ora tenho a participar-vos, para que passando as ordens necessarias assim o executeis. Queira o S.:A.: do U.: dar-vos fortunas imensas como vos deseja o vosso I.:P.:M.:R.: + ".
(I.P.M.R + significa Irmão Pedro Maçom Rosa-Cruz. Rosa-Cruz é o sétimo grau do Rito Francês, ouModerno, no qual funcionava o Grande Oriente Brasílico.)

Os acontecimentos políticos, todavia, iriam se precipitar, o que acabou impedindo essa reinstalação, sendo, o Grande Oriente, fechado, definitivamente, a 25 de outubro.

Durante praticamente todo o período restante do 1o. Império, as Lojas brasileiras permaneceram em recesso, só começando a ressurgir quando o cenário nacional caminhava para uma grave crise política, que iria levar, a 7 de abril de 1831, à abdicação de D. Pedro I em favor de seu filho, D. Pedro, então com pouco mais de cinco anos de idade, ao qual, alguns dias depois, ele escreveria uma carta, como se adulto fosse o herdeiro, plena de dramaticidade.

Em 1830, então, ressurgia a Maçonaria brasileira, com a criação do Grande Oriente Nacional Brasileiro, o qual ficou, também, conhecido como Grande Oriente da rua de Santo Antônio e, posteriormente, Grande Oriente do Passeio, em alusão aos locais em que se instalou, no Rio de Janeiro.

Embora fundado em 1830, antes da abdicação de D. Pedro I, o Grande Oriente do Passeio viria a ser instalado a 24 de junho de 1831, quando passou a se denominar apenas Grande Oriente Brasileiro, que era formado pelas Lojas União, Vigilância da Pátria e Sete de Abril, às quais logo se juntou a Razão, de Cuiabá. Sua Constituição, elaborada no início de suas atividades, previa que o Grande Oriente Brasileiro seria instalado quando existissem, no mínimo, três Grandes Orientes Provinciais, o que ocorreu logo depois, quando, ao Grande Oriente da Província do Rio de Janeiro, juntaram-se o de Pernambuco e o Paulistano. A primeira Loja da Província de São Paulo foi a Inteligência, de Porto Feliz, fundada a 19 de agosto de 1831, no Rito Moderno e sob a jurisdição do Grande Oriente Brasileiro.

A administração do Grande Oriente do Passeio tinha homens de grande envergadura e de peso político-social, em seus quadros, como o senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, seu Grão-Mestre, Joaquim José Rodrigues Torres (visconde de Itaboraí ) como seu Grande Orador, e padre Belchior Pinheiro de Oliveira, como seu Grande Secretário.

Os remanescentes do antigo Grande Oriente Brasílico, todavia, verificando que, após o 7 de abril, havia um clima de maior liberdade política, que seria propício aos trabalhos maçônicos, reuniram-se em outubro de 1831, para deliberações, reinstalando os três primeiros quadros no 3o. dia do 9o. mês do Ano da Verdadeira Luz de 5831, ou seja, 23 de novembro de 1831, da Era Vulgar. Para que esse ato fosse legal, os primeiros Oficiais do Brasílico reuniram-se em Grande Loja (o corpo administrativo) juntamente com o primeiro Grão-Mestre nomeado, sob a determinação de que todos só serviriam provisoriamente, até que fosse concluída a Constituição do Grande Oriente do Brasil, sucessor do Brasílico, ou Brasiliano. Algum tempo depois, ou seja, no início de 1832, era lançado, com a assinatura do Grão-Mestre José Bonifácio e sem data, um manifesto do Grande Oriente do Brasil, dirigido às demais Potências maçônicas do mundo.

As duas Obediências maçônicas, passavam, evidentemente, a disputar a posição de legítima sucessora do Grande Oriente Brasílico. O Grande Oriente Brasileiro, ou do Passeio, fora fundado, na realidade, por muitos maçons remanescentes dos quadros do Grande Oriente de 1822, que o consideravam extinto. Quando antigos dignitários do antigo Brasílico resolveram reinstalá-lo como Grande Oriente do Brasil, muitos maçons e Lojas deixaram o Passeio e aderiram a ele.

Após muitas idas e vindas, com tentativas de fusão, incorporação, brigas e divisões políticas, o Grande Oriente Brasileiro ou do Passeio acabou exinguindo em 1860 com a absorção de suas últimas Lojas pelo Grande Oriente do Brasil. Passava, então, a Maçonaria brasileira a contar com apenas uma Obediência no território nacional.

Mas a paz no seio da Maçonaria não seria conseguida por muito tempo, o que é tema para outro artigo.

Todavia, o que desejamos ressaltar que o marco da nossa Maçonaria Nacional se encontra na ata que a seguir será decifrada e que marca o começo da primeira Obediência em nosso País:

“À Gloria do Grande Architecto do Universo:
Aos vinte e oito dias do terceiro mez do Anno da Verdadeira Luz 58221, achando-se abertos os trabalhos da nossa Officina em o gráo de Aprendiz e havendo descido do Oriente o irmão Graccho, Veneravel da Loja Commercio e Artes, única até este dia existente e regular no Rio de Janeiro e que nessa ocasião resumia o povo maçonico reunido para a inauguração e criação de um Grande Oriente Braziliano em toda a plenitude de seus poderes, foi por acclamação nomeado o irmão Graccho, que acabava de Veneravel, para presidente da sessão magna e extraordinaria naquella ocasião convocada para a eleição dos officiais da Grande Loja na conformidade do paragrafo-capitulo da parte da Constituição jurada. Tomando assento no meio do quadro em uma mesa para esse fim preparada,, na qual estavam o Evangelho, o Compasso, a Esquadria, a Constituição e uma urna, disse o irmão presidente que era mistér nomear um secretario e um escrutinador para a apuração dos votos na presente sessão. E sendo eleito o irmão Magalhães, que servira de primeiro Vigilante e o irmão Anibal, que servira de segundo, aquelle para secretario e este para escrutinador, fez o Presidente ler os artigos da Constituição respeitantes a eleição e logo depois que o Presidente disse que se passasse a fazer a nomeação do Grão Mestre da Maçonaria brasileira, foi nomeado por acclamação o irmão José Bonifacio de Andrada. Propos logo o irmão Presidente que se applaudisse tão distincta escolha com a triplice bateria e se despachasse ao novo eleito uma deputação a participar-lhe este successo e rogar-lhe seo comparecimento para prestar juramento de tão alto emprego. Foram nomeados o irmão Diderot e o irmão Demetrio, os quais voltaram dizendo o irmão Diderot que o Grão Mestre, por motivos de obrigação a que o chamava o seu emprego civil não podia comparecer, que acceitava o cargo com que a Loja o honrava e o agradecia, que protestava a todo o corpo maçonico brazileiro a mais cordial amizade e todos os serviços que lhe fossem possiveis. Procedeu-se depois á nomeação do Delegado do Grão Mestre e se bem que a Constituição determinasse que fosse ella feita por votos, o mesmo povo dispensou o artigo fazendo a escolha por acclamação e foi, com effeito, acclamado o irmão Joaquim de Oliveira Alvarez. Applaudiu-se a sua eleição e enviou-se-lhe uma deputação composta do irmão Turenne e do irmão Urtubie, a qual de volta participouque se achava na sala dos passos perdidos o irmão Grande Delegado. Saiu uma nova deputação de cinco membros dirigindo-lhe a palavra o irmão Diderot. Foi depois introduzido na Loja por baixo da abobada de aço e estrellada, prestando o seguinte juramento do ritual: “Eu, F.:, de livre accordo e vontade, na presença do Supr.: Arch.: do Universo, que le no meu coração e no de todo o Povo Maçon.: Brasil: aqui representado, juro não revelar a profano algum nem Maç.. deste ou de outro qualquer Or.: a palavra sagrada da Ord.: e a de Passe deste Or.:, assim como todos os segredos que são concernentes ao logar de Gr.: Delegado do Or.: Brasil.:, tanto nesta occasião como em outra qualquer, exceto ao meu futuro successor. Outrossim prometo preencher todas as obrigações do meu cargo conformando-me com a Constituição deste Or.: e com os regulamentos da Gr.: Loj.:, de uma maneira que possa promover o aumento e gloria deste Or.: e de todas as LLoj.: do seu circulo, e de empregar todos os meus esforços sempre que forem necessarios a bem de todos os maçons, e de sustentar a causa do Brazil quando compativel for com as minhas faculdades. E se trair e perjurar qualquer destas obrigações de novo me submetto ás penas dos meus ggr.: e ao desprezo e execração publica. Assim Deus me salve”! Recebeu applausos, dirigiu a palavra a toda a Grande Assembléa e pediu que o dispensassem de assistir por mais tempo, porque deveres igualmente sagrados de seu emprego o chamavam á casa. Sahindo o Grande Delegado, procedeu-se por cedulas nominaes á eleição dos demais Oficiaes da Grande Loja e sahiram com maioria absoluta, para Primeiro Grande Vigilante o irmão Diderot, para Segundo Grande Vigilante o irmão Graccho, para Grande Orador o irmão Kant, para Grande Secretario o irmão Bolivar, Promotor o irmão Turenne, Chanceler o irmão Adamastor. Foram gradualmente applaudidas as suas nomeações e seguiram-se as nomeações dos Veneraveis das tres Lojas Metropolitanas que se devião igualmente erigir e foram eleitos os irmãos Brutus, Anibal e Democrito2. Applaudiu-se a nomeação e em actosuccessivo prestou o Primeiro Grande Vigilante o juramento nas mãos do presidente e subindo ao trono, o deferiu a todos os outros Officiaes e Veneraveis. Mandando depois aos Officiaes da Gr.. Loj.: tomarem os seus logares, ordenou applausos de agradecimento a todos os OOff.: da preterita Loja Commercio e Artes pelos assiduos desvelos na causa da Maçonaria. Proposto pelo irmão 1º Gr.: Vig.: para a proxima sessão o sorteamento dos membros e a designação dos Dignitarios das Lojas então criadas, o irmão ex-Orador pedindo a palavra ponderou que podia, pela sorte, ficar algumas das Lojas privada de IIr.: que, pelo seu gráo, pudessem ser DDign.: e portanto propunha que se fizesse o sorteio por turmas dos ggr.: existentes, para que a cada uma coubesse igual numero de IIr.: graduados. Porem o 1º Vig.: tomando a palavra, mostrou que era mais liberal sortear promiscuamente e deixar a cada uma das LLoj.: a nomeação dos seus DDign.:, para o que poderia ser eleito qualquer Ir.: de qualquer gr.:, dando-se depois o gr.. de Mestr.:, assim como na criação da Gr.. Loj.., sahindo GGr.: DDign.: IIr.. MMestr.:, ipso facto hão de receber os altos ggr.: . E suposta a moção suficientementediscutida e posta a votos foi approvada a emenda e se decidiu que se procedesse da maneira indicada pelo ir.: 1º Gr.. Vig... Deste modo se deram por terminados os trabalhos desta sessão magna e extraordinaria ficando assim installada a Gr.. Loj.:, ordenando porém o ir: 1º Gr.: Vig.: que eu, Gr.: Secr.: da Gr.. Loj.: lavrasse e exarasse a presente acta, para perpetuo documento neste livro que deverá servir para as das Assembléas Geraes e igualmente da Gr.: Loj.:”(seguem-se as assinaturas).

Nota: Todos os nomes citados eram nomes simbólicos (ou heróicos) usados, na época. Assim, Graccho era o capitão João Mendes Vianna, Diderot era Joaquim Gonçalves Ledo, Kant era o cônego Januário da Cunha Barbosa, Bolivar era o capitão Manoel José Oliveira, Turenne era o coronel Francisco Luís Pereira da Nóbrega, Adamastor era Francisco das Chagas Ribeiro, Brutus era o major Manoel dos Santos Portugal, Aníbal era o major Albino dos Santos Pereira e Demócrito era o major-ajudante da Brigada de Marinha Pedro José da Costa Barros. Também observar que o termo Grande Loja, na época, referia-se à Alta Administração do Grande Oriente, com suas Dignidades e Oficiais.

*Membro da Loj:. Simb:. Palmares do Sul nro 213
G:.L:.R:.G:.S:.
M:.M:.

Fontes Consultadas:
 Castellani, José - A Maçonaria Brasileira na Década da Abolição e da República

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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A MORAL MAÇÔNICA E OUTRAS REFLEXÕES SOBRE A 4ª INSTRUÇÃO DE A.∙. M.∙.

PEÇA DE ARQUITETURA

Por Irm:. Luis Genaro Ladereche Figoli*

A 4ª Instrução de A.∙. M.∙. se desenvolve a partir de três temas centrais, que aparentemente desconexos numa leitura superficial, apresentam-se suficientemente complementares após uma análise mais aprofundada e interpretativa de seus significados, sendo o fio condutor, a moral Maçônica:

1. Da Forma e Dimensões do Templo (no ritual Loja);
2. Da Base de Sustentação do Templo (no ritual Loja);
3. Da Moral Maçônica e suas aplicações

O TEMPLO

O Templo é o lugar onde se desenvolvem os trabalhos maçônicos e é reunida a Loja, manifestação do Logos ou Palavra que vive em cada um de seus membros e encontra em seu conjunto uma expressão harmônica e completa.

É, ao mesmo tempo, um lugar de trabalho e de adoração, uma vez que nunca cessa de construir-se enquanto for de real proveito a todos; e como esta construção simbólica necessita ser a expressão do Plano do Grande Arquiteto, no qual a atividade construtiva busca sua inspiração, este esforço constante em direção à Verdade e à Virtude é a mais efetiva e verdadeira adoração.
Etimologicamente, a palavra templo relaciona-se com o sânscrito tamas, "escuridão", de onde vem também o latim tenebrae (por temebrae), "Trevas". Significa, portanto, lugar escuro, e por conseguinte "oculto", aludindo ao antigo costume de construir os templos em grutas ou criptas subterrâneas, fora da luz exterior e ao amparo da indiscrição profana.

Isto informa-nos que todos os templos no princípio, foram antes de tudo, lugares de recolhimento e silêncio; e da mesma forma também o são os templos sucessivamente erigidos sob uma forma arquitetônica específica mas sempre caracterizados interiormente por essa penumbra mais ou menos completa que favorece à concentração do pensamento e à sua elevação para o transcendente, em direção ao que há de menos conhecido e misterioso. Também este isolamento do mundo exterior é favorecido por uma atenção mais profunda sobre os ritos e cerimônias que nesses templos - sejam religiosos ou iniciáticos - tem se sempre desenvolvido.

O Templo maçônico é um quadrilongo estendido do Oriente ao Ocidente, isto é, "em direção à Luz". Sua largura é do Norte ao Sul (desde a potencialidade latente à plenitude do manifestado), e sua altura do Zênite ao Nadir. Isto quer dizer que praticamente não tem limites e compreende todo o Universo, no qual se esparge a atividade do Princípio Construtivo, que sempre atua na direção da Luz, como pode ser observado em toda a natureza.

Quanto às três dimensões do Templo, podemos considerá-las até certo ponto equivalentes; tanto o Sul e o Zênite, como o Oriente, indicam o Mundo Divino dos Princípios ou domínio do Transcendente; enquanto o Norte, o Nadir e o Ocidente representam, de diferentes modos, o mundo manifestado ou fenomênico.

A diferença baseia-se principalmente em que a direção do Oriente ao Ocidente refere-se à Senda da vida ou Caminho do Progresso; a do Norte ao Sul, à Lei dos ciclos, que nos aproxima alternativamente do domínio das Causas e dos Efeitos; e a vertical, ao Pai e a Mãe, de quem somos igualmente filhos, ou seja, às duas gravitações, celestial e terrena, que respectivamente atraem nossa natureza espiritual e material.



DA BASE DE SUSTENTAÇÃO DE UM TEMPLO

Três grandes colunas sustentam o Templo Maçônico (distintas das duas que se encontram no Ocidente): a Sabedoria, a Força e a Beleza, ou seja, a Onisciência, a Onipotência e a Onipresença do G.∙.A.∙.D.∙.U.∙., reafirmadas como Princípios de Verdade, de Atividade e de Amor ou Harmonia. Estas três colunas representam ao Ven.∙. Mestre e ao 1º e 2º Vig. que tem assento respectivamente no Oriente, no Ocidente, e no Meio dia, onde são manifestados respectivamente aquelas três qualidades.

O Delta luminoso, com o Olho Divino no centro, brilha no Oriente por cima do assento do Ven. Mestre, símbolo do Primeiro Princípio, que é a Suprema Realidade, em seus dois lados, ou qualidades primordiais que a definem, expressas em síntese inimitável a no trinômio vedântico Sat-Chit-Ananda (Ser, Consciência e Bem-Aventurança).

Nos dois lados do Delta, que representa a verdadeira luz (a luz da Realidade transcendente), aparecem o sol e a lua, os dois luminares visíveis, manifestação direta e refletida dessa luz invisível, que ilumina nossa terra e que simbolicamente representam a Luz Intelectual e a Material.

Em resumo, a primeira, Sabedoria, corresponde ao Venerável Mestre, ou seja, a inteligência criadora que concebe e manifesta interiormente o plano do G.: A.: D.: U.:, representada pela Deusa Minerva; a Força, que corresponde ao Primeiro Vigilante, é a força volitiva que trata de realizar o que a primeira concebe, representada por Hércules e a Beleza, consignada ao Segundo Vigilante e representada por Vênus. Estas três faculdades também as encontramos dentro do mesmo homem, segundo nos diz Jorge Adoum. Recebem, também, o nome de Colunas Morais. A Sabedoria, ou pensamento que a dirige; a Força, ou Energia Moral que a executa e a Beleza, ou Harmonia das forças mentais. 



DA MORAL MAÇÔNICA E SUAS APLICAÇÕES

Em Loja e fora dela falamos constantemente sobre moral, ética, dever, virtude, vício, sobre o bem e o mal e conceitos afins, pressupondo que todos tenham a mesma compreensão dessas idéias. Raramente paramos para refletir, de maneira crítica, sobre tais valores, a fim de estabelecer um conhecimento mais preciso e claro sobre eles, de forma a ter validade e entendimento gerais, entre todos nós.

A primeira Constituição Maçônica, aquela de 1721, publica em Londres em 1723, no seu primeiro artigo, já estabelecia que "Um Maçom é obrigado, por sua Condição, a obedecer à Lei moral;" Portanto, esse é o primeiro dever do Maçom, dever esse que precede a todos os outros e decorre, logicamente, do pressuposto de uma Ordem Superior e Inteligente, da qual temos consciência e atribuímos à sabedoria do G.'. A.'. D.'. U.'..

Moral é algo que diz respeito exclusivamente ao homem, enquanto ser livre e inteligente e, portanto, com capacidade para escolher entre esta ou aquela conduta, e agir conforme sua vontade. Não há moral entre os seres inferiores, pois estes, quando agem, o fazem em razão de sua natureza, sem interferência de juízo de valor. O leão que abate sua presa não age moral ou imoralmente, simplesmente segue sua natureza felina, para atender a uma necessidade vital.

A idéia de Moral implica, portanto, em noções de bem e de mal, de dever, de obrigação, de responsabilidade, enfim, de valores humanos que são necessários à vida em grupo. Para alcançar a perfeição de nossa natureza, quer física, quer espiritual, será necessário desenvolver nossas virtudes físicas e espirituais, procurando afastar de nós o seu contrário, a que damos o nome de vício.

Segundo Aristóteles, há duas espécies de virtude: uma intelectual e outra moral. A primeira, via de regra, adquire-se e cresce em nós graças ao ensino. Por isso requer experiência e tempo dedicado à instrução. A virtude moral, por outro lado, é adquirida como resultado de uma prática constante, ou seja, do hábito. É interessante notar que a palavra grega "éthos", que significa "hábito", deu origem também à palavra ética, que significa moral.

E aqui nós chegamos a um ponto fundamental para compreender o valor da Maçonaria, de seus métodos de ensino e de sua Moral. Se a virtude moral não se adquire pela instrução, pelo aprendizado teórico, mas sim pela prática de atos virtuosos, todo o esforço da Ordem deve estar direcionado para criar, desenvolver, conservar e aprimorar os hábitos que conduzam a essa virtude moral.

Todos nós nascemos com aptidão para desenvolver hábitos, bons ou maus. A Maçonaria oferece ao iniciado um método apropriado para desenvolver sua auto-disciplina, a partir da reiteração ritualística constante, exaltando os valores superiores que devem guiar o homem em suas relações consigo mesmo e com os seus semelhantes.

A própria dinâmica de uma sessão maçônica acaba por desenvolver a tolerância de seus participantes, fazendo com que aprendam a ouvir e somente falar nos momentos oportunos. A prática de ações e gestos ritualísticos são exercícios simbólicos que trazem para a consciência a natureza de hábitos que, muitas vezes, não foram devidamente considerados por nós.

Para entendermos Moral Maçônica e implicações, precisamos definir claramente qual a missão do A.∙. M.∙. sendo estes conceitos aplicáveis não apenas a este grau mais a todos os maçons de todos os graus.

Para a Maçonaria, o Gr.∙. de A.∙. M.∙. é considerado como sendo o alicerce de sua Filosofia Simbólica.

A principal missão de um A.∙. M.∙. é o desbastar da pedra bruta, isto é:

• Vencer as suas paixões;
• Desvencilhar-se de seus defeitos;
• Criar sólida fundamentação para sua própria Elevação;
• Contribuir para a reestruturação moral da humanidade;

Esta missão dar-se-á inicialmente através da inteligência que é o sentimento não adulterado do homem ainda no seu estado primitivo, áspero e despolido, conservando-se neste estado ate que pelo cuidado de seus Mestres e pelo próprio esforço e perseverança adquire a educação liberal, virtuosa e indispensável para que se transforme em um homem culto e valioso, plenamente capaz de fazer parte da sociedade civilizada.

O A.∙. M.∙. deve abrir seu coração para:

• Praticar o Bem;
• Exercer a Fraternidade;
• Exercer a Caridade;
• Ser exemplo no âmbito familiar, no trabalho e no ambiente social;

Assim procedendo tornar-se-á útil para a construção do Verdadeiro Templo à Virtude.

A Maçonaria (e nós Maçons) tem como obrigação, defender:

• A liberdade dos homens e dos bons costumes;
• O reconhecimento da igualdade de todos perante a Lei Natural e perante o G:.A:.D:.U:.;
• A prática permanente da Fraternidade;
• A prática permanente da Solidariedade;
• O reconhecimento de todos como verdadeiros IIrms.∙.
E lutar contra;
• Os Vícios;
• A Ignorância;
• Os erros;
• A Intolerância;
• O Fanatismo.


Membro da Loj:. Simb:. Palmares do Sul nro 213
G:.L:.R:.G:.S:.
M:.M:.

Fontes Consultadas:
 Ritual do Aprendiz Maçom (REAA) GLRGS
 D´elia Junior, Raymundo – Maçonaria 100 Instruções de Aprendiz;
 Autor Desconhecido – Manual do Aprendiz Maçom;
 Da Camino, Rizzardo – Maçonaria Mística;
 Da Camino, Rizzardo – O Maçom e a Intuição;
 Adum, Jorge – Grau do Aprendiz Maçom e seus Mistérios;
 Dyer, Colin – O Simbolismo na Maçonaria;
 Bloes, Antonio Carlos – Peça de Arquitetura “O Dever Fundamental”

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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

POR QUE MORREM AS LOJAS MAÇÔNICAS ?


As Lojas Maçônicas morrem pela observância/inobservância de quaisquer das ações e atitudes seguintes:

01. Por não se freqüentar os seus trabalhos;
02. Pela falta de energia do Ven:.;
03. Pela falta de atividade do Secr:.;
04. Pela falta de empenho do Tes:.;
05. Por não se chegar nunca na hora do início dos trabalhos;
06. Por não se querer aceitar cargos;
07. Por se estar sempre disposto a criticar e nunca disposto a fazer;
08. Por procurar-se encontrar sempre algum defeito nos trabalhos da Of:.;
09. Por desgostar-se em não ser indicado para integrar alguma Comissão;
10. Por não se desempenhar seu trabalho;
11. Por não se emitir opinião franca e leal sobre os assuntos consultados, e, criticar, depois, a alternativa seguida;
12. Por pensar e exteriorizar opinião que desabone oficiais e dignidades;
13. Por ser intempestivo, arrogante, vaidoso ao ponto de não reconhecer seus próprios erros;
14. Por fazer-se uso da palavra para agredir e tratar assuntos políticos e religiosos, proibidos em L:.;
15. Por acreditar-se perfeito, infalível e superior;
16. Por aspirar-se a todos os direitos e não se cumprir com os deveres;
17. Por não se praticar na vida profana a conduta que devemos ter com os IIrm:.;
18. Por não se respeitar as opiniões nem os direitos maçônicos e profanos, civis, econômicos e sociais, de todos os Irm:.

Com a colaboração do Irm:. Paulo Kettner, enviado por e mail. Clique para ler mais...
MAÇONARIA E RELIGIÃO

Enviado por e mail pelo Irm:. Paulo Kettner Clique para ler mais...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

A Revolução Farroupilha e a Maçonaria - Antecedentes Históricos sobre o envolvimento da Maçonaria na Guerra dos Farrapos.

PEÇA DE ARQUITETURA


Ha 170 anos, escrevia-se nestas latitudes, uma das páginas mais importantes e bonitas da história do Rio Grande do Sul, do Brasil e, porque não, da América.

Homens idealistas, liberiais, valentes e patriotas, reuniram-se para lutar por um ideal que está na essência da natureza humana: A LIBERDADE.

Sim, o homem livre é o homem moralmente correto. É o homem que não se deixa acorrentar pelo interesse ímpio, escuso, viciante e viceral do poder.

“Liberdade" designa a ausência de submissão, de servidão e de não determinação, isto é, ela qualifica a independência do ser humano. De maneira positiva, liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional. Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários.
Como disse Cecília Meirelles em Romanceira da Inconfidência:

"Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda."

Ser livre, ademais, é um atributo indispensável na Maçonaria. Nesta instituição não se admite, desde épocas remotas, da sua própria fundação, de que o homem seja escravo de outro homem, escravo de ideias, convicções, dogmas ou qualquer que seja a submissão a que esteja sujeito.
Foi com esse espírito libertário, inspirados nas idéias iluministas da Revolução Francesa, da Independência dos Estado Unidos, da Independência da Provincia Cisplatina, da Independência Argentina, dos movimentos brasileiros como a Inconfidência Mineira, a Federação dos Guanais (Bahia), Cabanagem (Pará), que nossos antepassados, plantaram com a chamada Revolução Farroupilha, a semente da República, da Democracia e o repúdio à submissão do imperialismo representado pela Monarquia despótica do Império do Brasil.

No ano de 1835 os ânimos políticos estavam exaltados. Como em todos os grandes movimentos políticos, entrechocavam-se no cenário os conservadores, que representavam os interesses da monarquia que eram chamados de “caramurus” e os liberais representados pelos “farrapos” ou “farroupilhas” como eram chamados despectivamente, para significar tratar-se de gente sem nenhuma reprsentação na sociedade. Longe de se darem por ofendidos pelo apodo, os nacionalistas passaram a adota-lo com orgulho, procurando dar arras assim ao seu espírito democrático e de menosprezo pelas distinções e honrarias, de que tão ciosos se mostravam os monarquistas.

Mas no próprio cenário liberal, haviam várias tendências. Vozes moderadas clamavam apenas contras as más administrações, esperançosas que tudo pudesse se remediar com um pouco mais de atenção por parte do governo central. Outras, mais avançadas, propugnavam a federação: enquanto se negasse às provincias o direito de se governarem por sí, a situação permaneceria a mesma. Outras, ainda, iam aos extremos da secessão, ou seja, da separação do Rio Grande do resto do país. E procurando aproveitar-se da confusão, Rosas (Argentina) e Rivera (Uruguay) atiçavam o mal-estar reinante, que a miopia dos estadistas do Rio de Janeiro não sabiam estancar.
A difusão do liberalismo no Brasil realizou-se pela Maçonaria, pelos carbonários (que era uma sociedade secreta e revolucionária que atuou na Itália, França, Portugal e Espanha) e pela Sociedade “Itália Jovem”, movimento revolucinário que lutou pela independência da Itália e que derrotados, foram seus líderes exilados no Brasil.
Diga-se de passagem, a Maçonaria já havia tido um papel importante na Independência do Brasil, tendo sido o Imperador Dom Pedro I inciado na sociedade e chegado ao cargo de Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil. Posteriormente, por questões políticas (já que a Maçonaria é republicana por natureza), Dom Pedro I proibiu que as Lojas funcionassem e muitos maçons foram perseguidos politicamente, presos e mortos.

Mas voltando a 1835, devido a toda esta efervecência política, e ao descontentamento de estancieiros, liberais, industriais do charque, e militares locais, promoviam-se reuniões em casas de particulares, lideradas por um ex- coronel do estado maior do exército imperal, que havia lutado na campaha contra a Independência da Provincia Cisplatina, tendo sido condecorado por isso, mas que caiu em desgraça frente ao Imperador por denúncias de negociações secetas com o prócer uruguaio (e também Maçom) Juan Antonio Lavalleja para a separação do Rio Grande do Sul e anexação ao Uruguay, tendo sido exonerado do cargo. Este militar atendia pelo nome de Bento Gonçalves da Silva.

Estas reuniões aconteciam em sociedades secretas como os Carbonários e a Maçonaria.

Na noite de 18 de setembro de 1835, houve uma reunião histórica na loja Maçônica Philantropia e Liberdade, da qual Bento Gonçalves da Silva era Venerável-Mestre. Ficava na Rua da Igreja, n° 67, atual Rua Duque de Caxias, no trecho que começa no Solar dos Câmara, em Porto Alegre.

O número remete, provavelmente, ao prédio antigo da Assembléia Provincial, existente até hoje. Estavam presentes José Mariano de Mattos (um ferrenho separatista), Gomes Jardim (primo de Bento e futuro Presidente da República Rio-Grandense), Vicente da Fontoura (farroupilha, mas anti-separatista), Pedro Boticário (fervoroso farroupilha), Paulino da Fontoura (irmão de Vicente, cuja morte seria imputada a Bento Gonçalves, estopim da crise na República), Antônio de Sousa Neto (imperialista e farroupilha, mas simpatizava com as idéias republicanas) e Domingos José de Almeida (separatista e grande administrador da República).

Decidiu-se por unanimidade, nesta reunião, que dali a dois dias, no dia 20 de Setembro, de 1835 tomariam militarmente Porto Alegre e destituiriam o presidente provincial Fernandes Braga.
Vamos ler, na transcrição “ipsis literis”, a ata daquela noite histórica, que se gendrou dentro de uma Loja Maçônica igual a esta:
Eis a ata nº 67 que deu origem a Revolução Farroupilha:

Aos dezoito dias do mês de setembro de 1835 E:. V:. e 5835 V:. L:.,reunidos em sua sede, sito à Rua da Igreja, nº 67, em lugar Claríssimo, Forte e Terrível aos tiranos, situado abaixo da abóbada celeste do Zenith, aos 30º sul e 5º de latitude da América Brasileira, ao Vale de Porto Alegre, Província de São Pedro do Rio Grande, nas dependências do Gabinete de Leituras onde funciona a Loj:. Maç:. Philantropia e Liberdade, com o fim de, especificamente, traçarem as metas finais para o início do movimento revolucionário com que seus integrantes pretendem resgatar os brios, os direitos e dignidade do povo Riograndense. A sessão foi aberta pelo Ven:. Mestre, Ir:. Bento Gonçalves da Silva. Registre-se, a bem da verdade, ainda as presenças dos IIr:. José Mariano de Mattos, ex- Ven:., José Gomes de Vasconcellos Jardim, Pedro Boticário, Vicente da Fontoura, Paulino da Fontoura, Antônio de Souza Neto e Domingos José de Almeida, o qual serviu como secretário e lavrou a presente ata. Logo de início o Ven:. Mestre, depois de tecer breves considerações sobre os motivos da presente reunião, de caráter extraordinário, informou a seus pares que o movimento estava prestes a ser desencadeado. A data escolhida é o dia vinte de setembro do corrente, isto é, depois de amanhã. Nesta data, todos nós, em nome do Rio Grande do Sul, nos levantaremos em luta contra o imperialismo que reina no país. Na ocasião, ficou acertada a tomada da capital da província pelas tropas dos IIr:. Vasconcellos Jardim e Onofre Pires, que deverão se deslocar desde a localidade de Pedras Brancas, quando avisados. Tanto Vasconcellos Jardim como Onofre Pires, ao serem informados, responderam que estariam a postos, aguardando o momento para agirem. Também se fez ouvir o nobre Ir:. Vicente da Fontoura, que sugeriu o máximo cuidado, pois certamente, o Presidente Braga seria avisado do movimento. O Tronco de Beneficência fez a sua circulação e rendeu a medalha cunhada de 421$000, contados pelo Ir:. Tes:. Pedro Boticário. Por proposição do Ir:. José Mariano de Mattos, o Tronco de Beneficência foi destinado à compra de uma Carta da Alforria de um escravo de meia idade, no valor de 350$000, proposta aceita por unanimidade. Foi realizada poderosa Cadeia de União, que pela justiça e grandeza da causa, pois em nome do povo Riograndense, lutariam pela Liberdade, Igualdade e Humanidade, pediam a força e a proteção do G:. A:. D:. U:. para todos os IIr:. e seus companheiros que iriam participar das contendas. Já eram altas horas da madrugada quando os trabalhos foram encerrados, afirmando o Ven:. Mestre que todos deveriam confiar nas LL:. do G:. A:. D:. U:. e, como ninguém mais quisesse fazer uso da palavra, foram encerrados os trabalhos, do que eu, Domingos José de Almeida, Secretário, tracei o presente Balaústre, a fim de que a história, através dos tempos, possa registrar que um grupo de maçons, homens livres e de bons costumes, empenhou-se com o risco da própria vida, em restabelecer o reconhecimento dos direitos desta abençoada terra, berço de grandes homens, localizada no extremo sul de nossa querida Pátria. Oriente de Porto Alegre, aos dezoito dias do mês de setembro de 1835 da E:. V:., 18º dia do sexto mês, Tirsi, da V:. L:. do ano de 5835. Ir Domingos José de Almeida - Secretário.

E assim começara a Guerra dos Farrapos que só teria conclusão uma década depois com o armistício assinado junto a Duque de Caxias que veio com a missão de apaziguar o Rio Grande do Sul.

Irm:. Luis Genaro Ladereche Fígoli
M:.M:.
Loja Palmares do Sul n°213
G:.L:.R:.G:.S:.
Agosto de 2008
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Fonte de Consulta Bibliográfica:
Collor, Lindolfo – Garibaldi e a Guerra dos Farrapos, Fundação Paulo do Couto e Silva – 4ª edição – 1989;
Flores, Moacyr – Modelo Político dos Farrapos, Editora Mercado Aberto - 3ª edição – 1985;
Castellani, José – A Maçonaria e o Movimento Republicano Brasileiro – Traço Editora – 1989;
- A Ação Secreta da Maçonaria na Política Mundial – Editora Landmark – 2ª edição – 2007;
Quevedo, Julio (Organizador) – Rio Grande do Sul, Quatro Séculos de História – Martins Livreiro Editor – 1999;
Cheuiche, Alcy – A Guerra dos Farrapos – Habitasul – 1984;
Cocuzza, Felippe – A Maçonaria na Evolução da Humanidade - Editora Icone – 1994;
Fagundes, Morivalde Calvet – Revelações da História da Maçonaria Gaúcha –Episódios da História Antiga e Moderna da Maçonaria I – Editora da Academia Brasileira Maçonica de Letras - 1986
Wikipédia (A Revolução Farroupilha, Guerra dos Farrapos, Proclamação da República Brasileira, Revoluções no Brasil, Bento Gonçalves da Silva, Carbonários, Jovem Itália e a Revolução Italiana, Giussepe Garibaldi).
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sábado, 16 de agosto de 2008

O PAVIMENTO DE MOSAICO

PEÇA DE ARQUITETURA

A três passos da porta, que se encontra no Ocidente, estão situadas as duas colunas, J. e B., emblema dos dois princípios e dos pares de opostos que dominam o mundo visível. A atividade combinada destes dois princípios aparece manifestadamente no pavimento de mosaico em ladrilhos brancos e negros, que se estendem desde a base das colunas em direção ao Oriente, igualmente em forma de quadrilongo, ocupando o centro do Templo.

O pavimento de mosaico é um belo emblema da multiplicidade engendrada pela dualidade, constituída pelos pares de opostos que se encontram constantemente um perto do outro; o dia e a noite, a obscuridade e a luz, o sonho e a vigília, a dor e o prazer, as honras e as calúnias, o êxito e a desilusão, a sorte e o azar, etc. Sobre estes opostos, que se encontram em todos os caminhos e em todas as etapas de nossa existência, o iniciado que tenha provado da Taça da Amargura deve marchar com ânimo sereno e igual, sem deixar-se exaltar pelas condições favoráveis nem reprimir-se pelas aparências desfavoráveis.

Por cima desta visão dualística da vida formada por pares de opostos, levanta-se a ara ou Altar (etimologicamente "altura" ou elevação), símbolo da elevação de nossos pensamentos, por meio do qual percebemos a realidade transcendente que se esconde sob a aparência contraditória, e atingimos o conhecimento da palavra, ou seja da Verdade, que é o propósito intimamente benéfico de toda experiência, sempre compreendida como útil ao nosso progresso e benefício mais verdadeiro.

As três luzes que se encontram sobre o altar, formando um triângulo equilátero, representam a necessária relação, que deve existir em nossa inteligência, entre a dualidade ocidental (ou fenomênica) das colunas e a Unidade Oriental da Verdadeira Luz, por meio da qual se realiza o ternário da harmonia e do perfeito equilíbrio, sobre todos os extremos e as tendências dualistas.

Entre estas luzes tem seu lugar mais conveniente o livro sagrado, símbolo da Verdade que se encerra na tradição, uma vez que saibamos convenientemente interpretá-la por meio de nossas faculdades inteligentes, representadas pelo esquadro e o compasso que são colocados sobre esse livro para que possamos realmente compreendê-lo e medi-lo em toda a sua extensão.
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quarta-feira, 30 de julho de 2008

A MARCHA DO APRENDIZ

PEÇA DE ARQUITETURA

A MARCHA DO APRENDIZ
Após o neófito receber a Luz, tornando-se Aprendiz Orientado, momento em que aprende a soletrar as Primeiras Palavras, e são ensinados os Primeiros Passos no Novo caminhar, quando então toma consciência de que é a Arte Real o principal objetivo da Maçonaria.

Como todos os demais integrantes da Instituição já realizaram, seus Primeiros Passos tem início na Porta do Templo em direção única do Ocidente para o Oriente, no eixo da loja, por três passos completos com os pés em esquadria, simbolizando a necessária e obrigatória retidão de conduta, que a partir de então deverá nortear toda sua Nova Vida.

Assim o PRIMEIRO PASSO da marcha de Aprendiz, simboliza sua Luta, sabedor que é representado pelo Cordeiro, animal do ardor e da coragem, demonstrando a disposição que deve ter um Aprendiz para dedicar-se aos conhecimentos de seu Grau.

O SEGUNDO PASSO simboliza a Perseverança, indicando que um Maçom deve ser forte e trabalhar com prudência e sem temor;

O TERCEIRO PASSO simboliza a Fraternidade, sendo considerado como o símbolo da Amizade e União, que deve aglutinar todos os Maçons.

Completado o Terceiro Passo, o Aprendiz chega vitorioso dos esforços que empregou, mais distanciado das trevas e iniqüidades da sociedade profana.

Também representam os três passos, o Nascimento, a Vida e a Morte, correlacionado com às provas físicas a que se submeteu no Cerimonial Iniciático, através da primeira, segunda e terceira viagem simbólica


Fonte:
D´Elia Junior, Raymundo - Maçonaria 100 Instruções de Aprendiz, Madras, Pag 79, 2007.


Irm:. Luis Genaro Ladereche Fígoli
M:.M:.
Loj:. Sim:. Palmares do Sul nro 213
G:.L:.R:.G:.S:.
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quarta-feira, 23 de julho de 2008

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ORIGEM HISTÓRICA E ARQUITETÔNICA DO TEMPLO

PEÇA DE ARQUITETURA


Como surgiu o Templo Maçônico da forma moderna, quais as origens e influências históricas e arquitetônicas no seu desenvolvimento
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Por Irm:. Luis Genaro Ladereche Figoli*

As construções de templos maçônicos iniciaram-se com a Maçonaria moderna, sendo o primeiro inaugurado em 1776 na Inglaterra. Contribuíram para seu estilo a Igreja Medieval, os agrupamentos e seitas místicas da época e o modelo de parlamento inglês.

O templo maçônico, como o conhecemos, é realmente recente.

Na realidade, o primeiro templo maçônico, que foi a Grande Loja de Londres, teve lançada a sua pedra fundamental no dia 1 de maio de 1775. Sendo inaugurado e consagrado a 23 de maio de 1776.

Antes disso, as Lojas maçônicas reuniam-se em tabernas ou nos adros das igrejas, numa prática herdada das lojas de maçons de ofício, ou operativos. As tabernas européias, nos séculos 17 e 18, possuíam uma função importante e tinham uma fama bem diferente dos bares e cervejarias atuais: serviam para descontraídas reuniões de entidades associativas e intelectuais.

A primeira obediência maçônica do mundo, a Grande Loja de Londres, criada em 24 de junho de 1717, foi formada, inicialmente, por quatro Lojas que tomavam como título distintivo, os nomes das tabernas em que se reuniam: 1. O Ganso e a Grelha; 2. A Macieira; 3. A Coroa e 4. O Copo e as Uvas.
A Loja da taberna O Ganso e a Grelha era também chamada de Loja de São Paulo, porque celebrava as reuniões no pátio da Igreja de São Paulo. Esta Loja que posteriormente adotaria o nome de “Antiquity” (teria sido fundada em 1691) e a partir dos primeiros anos do século 18 teria começado a promover modificações estruturais que iriam redundar na moderna Maçonaria.

Inicialmente operativa, teria iniciado a admitir homens não ligados à arte de construir.

Assim, o Templo Maçônico, não teria surgido de uma só vez. Teria servido de modelo arquitetônico o Templo de Jerusalém (que era modelo do Templo de Salomão) e que já servira de modelo para as Igrejas. Isso não é de estranhar, visto que a Maçonaria Operativa frutificou à sombra da Igreja, reunindo-se nos adros ou dentro delas mesmas.

O conceito que havia, aí, uma influência da ordem dos Templários cujos estatutos consideravam o templo de Jerusalém como o símbolo das obras perfeitas e dedicadas a Deus.

Parece indiscutível que a orientação na construção dos Templos Maçônicos, assim como das Igrejas, tem origem no Templo de Jerusalém, assim como algumas peças arquitetônicas internas e as duas colunas vestibulares. Todavia existem outras influências não só das antigas civilizações, como do misticismo medieval e oriental, influência esta não apenas na concepção do templo, como também na sua Doutrina, Ritualística, Filosofia e Misticismo.

Outras contribuições:

- Das antigas Civilizações

a) O Templo de Salomão (depois o Templo de Jerusalém), com sua forma, orientação, divisão e as colunas vestibulares. Além disso, arrecada daquele templo, o Altar de Perfumes, estrela de Cinco Pontas, Mar de Bronze, além do Altar, com Trono que fica no Oriente (santo dos santos do Templo de Jerusalém);

b) Dos gregos, as colunas dórica, jônica e corintia, e a estrela de cinco pontas (Pentáculo ou Pentagrama) que é a estrela hominal da escola de Pitágoras (e que foi introduzida na maçonaria no século 18. Dos gregos ainda, a doutrina maçônica adotou a mística do Deuses e Semi-Deuses gregos, vinculados aos oficiais de uma Loja:
- Venerável Mestre – representa Zeus (Júpiter) por sua condição de dirigente, podendo ser absorvido também pela deusa Atená (Minerva), da sabedoria;
- 1° Vigilante – representa Ares (Marte), deus da agricultura e da guerra, ou da força, e pode também ser relacionado a Héracles (Hércules);
- 2° Vigilante – representa Afrodite (Vênus), deusa do amor e da beleza;
- Orador – representa Apolo, deus do Sol, pois sendo responsável pela guarda da lei e pelas peças de oratória, este oficia representa a luz;
- Secretário – representa Artemis (Diana), deusa da lua, já que este oficial reflete nas atas a Luz que vêm do Orador;
- Mestre de Cerimônias – representa a Hermes (Mercúrio), mensageiro dos deuses olímpicos, pois este oficial, em sua circulação é o mensageiro das dignidades da Loja.
Dos gregos ainda temos a Espada Flamejante (que representa o raio que Zeus tem em sua mão). Ainda do Pitagorismo temos a similaridade entre os graus iniciáticos (Ouvintes, Matemáticos e Físicos), que correspondem aos nossos graus simbólicos e ainda o pensamento Pitagórico, que apregoava que a evolução do pensamento humano se dá pela: Intuição, Análise e Síntese. Além disso, é do Pitagorismo, a influência mística dos números na maçonaria, embora também possa ser localizada na Cabala Hebraica. Do pensamento de Pitágoras, temos a dualidade (corpo e alma) e os conceitos do bem e do mal (vício e virtude).

c) Dos egípcios, a contribuição foi a decoração estelar do teto. Os templos egípcios eram a representação da Terra e do Universo, de onde brotavam as colunas como gigantescos papiros em direção ao firmamento. Observar que as colunas vestibulares (originárias dos babilônicos) são na verdade uma contribuição egípcia ao Templo de Salomão. Ainda dos egípcios advêm os mitos solares e o conceito da trindade (Osíris, Isis e Horus), presentes também na mitologia grega e na Igreja Católica (Santa Trindade).

d) Dos Sumérios, o Pavimento de Mosaico, sendo para eles um terreno sagrado. Já para os gregos era apenas um elemento decorativo.

- Dos agrupamentos medievais:

a) Dos astrólogos – As colunas zodiacais e o simbolismo das mesmas;
b) Da Alquimia – os quatro elementos (ar, água, terra e fogo) e, principalmente, nos elementos encontrados na Câmara de Reflexões. A Alquimia pretendia fazer a transmutação de metais em ouro. Simbolicamente a Alquimia Espiritual, transforma o homem impuro em puro;
c) Dos Rosa-Cruzes – Encontram-se na decoração dos graus simbólicos;
- Da Igreja Medieval e da Igreja do Início da era Moderna
a) A Maçonaria teve decisiva contribuição da Igreja, pois como vimos, cresceu e fortaleceu á sombra desta. As antigas Igrejas tinham duas colunas na entrada e um triângulo eqüilátero (Delta) na fachada. Além disso, adotou o conceito de uma Entidade Única Criadora (Deus) – teísmo - que denominou como GADU – lembrar que as antigas civilizações eram, por excelência, politeístas – e o uso da Bíblia como Livro da Lei

- Do Parlamanto Inglês que existe desde 1296

a) Do Parlamento Inglês, a Maçonaria adotou a disposição existente dos assentos dos Maçons em templo, as hierarquias. Neste, o Presidente tem assento no “Great Chair” (Grande Cadeira), sendo ladeado pelos líderes do governo e da oposição, enquanto os demais membros sentam-se frente a frente, situação de um lado e oposição de outro em bancadas de diferentes níveis. Também a Sala dos Passos Perdidos, que é uma anexo do Parlamento Inglês, foi colocado como anexo do Templo Maçônico.

Membro da Loj:. Simb:. Palmares do Sul nro 213
G:.L:.R:.G:.S:.
M:.M:.

Assista uma maquete eletrônica do Templo de Salomão:
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