sábado, 23 de abril de 2011

Pessach e Páscoa - A diferença entre as festas judáicas e cristãs e suas influências na Maçonaria.

Por Luis Genaro L. Fígoli (M.´.I.´.)*

Neste momento em que festejamos a passagem da Páscoa, que nos últimos anos se transformou num evento comercial, de trocas de presentes, principalmente de chocolates (com coelhinho e tudo!!!), é importante resgatarmos o verdadeiro significado desta Passagem (Páscoa significa passagem) que é comemorada, como festa pagã, há mais de 3.500 anos pelo homem.

Para explicar a diferença entre a festa judaica pagã e a festa cristã (e suas interpretações), valho-me da Wikipédia, que passarei a reproduzir a seguir.

Todavia, é importante salientar, a influência da Páscoa (ou Pessach) na Maçonaria.

Como sabemos, a Maçonaria é um repositório dos antigos e sublimes mistérios de todas as sociedades, inclusive a Hebraica e a Cristã.

São muitos símbolos que adotamos destas comunidades antigas, entre outros, o uso da Bíblia, a Kabbala, e principalmente, a noção de monoteísmo (ou seja o culto a um único Deus).

A Passagem (para os Judaicos) ou o Renascimento (para os Cristãos) são conceitos fortemente arraigados na doutrina maçônica que tem seu próprio ritual de iniciação, em parte, inspirado nestes eventos.

Além disso, a Astrologia também foi adotada pela Maçonaria. O movimento dos astros celestes, da terra, dos mares trazem profundas influencias nos conceitos doutrinários da Ordem, como por exemplo, os solstício (que marcam duas datas importantes em Junho e Dezembro) como os dias dedicados aos padroeiros da Maçonaria, os São Joãos (Batista e Evangelista). No caso da Páscoa ou Pessech, marca a passagem do equinócio da primavera (no hemisfério norte) e do outono (no hemisfério sul).

Daí o conceito da passagem ou renascimento, visto que a primavera representa para a natureza, um verdadeiro renascimento. Atento a isto, tendo em vista as festividades milenares já praticadas pelo povo Hebraico, é que a morte e ressurreição de Cristo foi localizada pelos cristãos, temporalmente, neste período, justamente para poder coincidir com a festa tradicional, numa ótima jogada de "marketing" se fosse nos tempos atuais.

Mas vamos aos conceitos e a história:

Pessach (do hebraico פסח, ou seja, passagem), também conhecida como Páscoa judaica, é o nome do sacríficio executado em 14 de Nissan segundo o calendário judaico e que precede a festa dos pães ázimos (Chag haMatzot). Geralmente o nome Pessach é associado a esta festa também, que celebra e recorda a libertação do povo de Israel do Egito, conforme narrado no livro de Shemot (Êxodo).

De acordo com a tradição, a primeira celebração de Pessach ocorreu há 3500 anos, quando de acordo com a Torá, Deus enviou as Dez pragas do Egito sobre o povo do Egito. Antes da décima praga, o profeta Moisés foi instruído a pedir para que cada família hebréia sacrificasse um cordeiro e molhasse os umbrais (mezuzót) das portas com o sangue do cordeiro, para que não fossem acometidos pela morte de seus primogênitos.

Chegada a noite, os hebreus comeram a carne do cordeiro, acompanhada de pão ázimo e ervas amargas (como o rábano, por exemplo). À meia-noite, um anjo enviado por Deus feriu de morte todos os primogênitos egípcios, desde os primogênitos dos animais até mesmo os primogênitos da casa do Faraó. Então o Faraó, temendo ainda mais a Ira Divina, aceitou liberar o povo de Israel para adoração no deserto, o que levou ao Êxodo.

Como recordação desta liberação, e do castigo de Deus sobre Faraó foi instituído para todas as gerações o sacríficio de Pessach.

É importante notar que Pessach significa a passagem, porém a passagem do anjo da morte, e não a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho ou outra passagem qualquer, apesar do nome evocar vários simbolismos.

Um segundo Pessach era celebrado em 14 de Iyar,para pessoas que na ocasião do primeiro Pessach estivessem impossibilitadas de ir ao Tabernáculo, fosse por motivos de impureza , ou por viagem .

Celebração da Pessach na época do Segundo Templo

Pessach caracterizava-se por ser uma das três festas de peregrinação ao Templo de Jerusalém. Um mês antes da festividade, Jerusalém tinha suas estradas reformadas e poços restabelecidos para garantir o conforto dos peregrinos. Geralmente todos aqueles que distanciavam trinta dias de jornada de Jerusalém vinham para as festividades, o que aumentava a população de cerca de 50 mil para cerca de três milhões. Estes peregrinos geralmente hospedavam-se na cidade e cidades vizinhas, acampando ou em casa de conhecidos.

Em 14 de Abib, pela manhã, o chametz (alimento fermentado) era eliminado e os sacerdotes do Templo preparavam-se para Pessach. O trabalho secular encerrava-se ao meio dia e iniciavam-se os sacríficios à quinze horas. A oferenda de Pessach constituia-se de cordeiros ou cabritos, machos, de um ano de idade, e abatidos pela família (era permitido um cordeiro por família) em qualquer lugar no pátio do Templo. O shochet efetuava o abate, e sangue era recolhido pelos cohanim em recipientes de prata e ouro, que passavam de um para outro até o cohen próximo ao altar, que derramava o sangue na base deste altar. O recipiente vazio depois retornava para novo uso. Estes recipientes não podiam possuir fundo plano par evitar a coagulação do sangue. Em seguida, o animal era pendurado e esfolado, e aberto tinha suas entranhas limpas de todo e qualquer excremento. A gordura das entranhas, o lóbulo do fígado, os dois rins com a gordura sobre estes e a cauda até a costela eram retirados e colocados em um recipiente, salgados e queimados sobre o altar.

As oferendas de Pessach eram feitas em três grupos com cada um de no mínimo trinta homens .O primeiro grupo deveria entrar e quando o pátio do Templo estivesse cheio ,os portões eram fechados .Os levitas entoavam o Halel e repetiam-no (se necessário) até que todos houvessem sacrificado seus animais .A cada vez que o Halel era entoado os cohanim tocavam três toques de shofar: Tekiá, Teruá e Tekiá.Após a oferenda queimada das partes do sacríficio , os portões eram abertos , o primeiro grupo saia ,e entrava o segundo e iniciava-se novamente o processo .E assim com o terceiro grupo .Após todos terem saído ,lavava-se o pátio da sujeira que ali acumulara .Um duto de água atravessava o pátio do Templo e havia um lugar por onde ele saía. Quando se queria lavar o chão era fechada a saída e a água transbordava inundando o recinto .Depois abria-se a saída e a água saia com todas as sujeiras acumuladas, ficando o chão completamente limpo .

Deixando o templo, cada família carregava seu animal sacrificado e o assava , fazendo em suas casas uma ceia festiva ,onde todos se vestiam de branco. Esta ceia seguia os príncipios do atual sêder de Pessach,com exceção da inclusão do cordeiro pascal. Após a ceia, muitos iam para as ruas festejar, enquanto outros iam para o Templo, que abria suas portas à meia-noite.

Com a destruição do Segundo Templo, a impossibilidade de haver um local de reunião e sacrifício tornou inviável a continuação dos sacríficios de cordeiros. Inicia-se então a transformação de Pessach em uma noite de lembranças, sem o sacrifício pascal.

Observâncias da Pessach após a destruição do Segundo Templo

Pessach é hoje uma festa central do Judaísmo e serve como uma conexão entre o povo judeu e sua história. Antes do ínicio da festa, os judeus removem todos os alimentos fermentados (chamados chametz) de seus lares e os queimam. Não é permitido permanecer com chametz durante a Pessach. Os objetos de chametz são escondidos, e outros, passíveis de um processo de casherização são mantidos, os utilizados para cozinhar passam pelo fogo, e os de comidas frias passam pela água. É proibido realizar qualquer trabalho depois de meio-dia de 14 de Nissan, ainda que um judeu possa permitir que um goy realize este trabalho.

A festa de Pessach é antes de tudo uma festa familiar, onde nas primeiras duas noites (somente na primeira em Israel) é realizado um jantar especial chamado de Sêder de Pessach. Desta refeição somente devem participar judeus e gentios convertidos ao judaísmo. Neste sêder a história do Êxodo do Egito é narrada, e se faz as leituras das bençãos, das histórias da Hagadá, de parábolas e canções judaicas. Durante a refeição, come-se pão ázimo e ervas amargas, e utiliza-se roupa de sair para lembrar-se do "sair apressado da terra do Egito".

E a Pascoa???

A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário.

A Páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição. É o dia santo mais importante da religião cristã. Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica, que é uma das mais importantes festas do calendário judaico, celebrada por 8 dias e onde é comemorado o êxodo dos israelitas do Egito, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.

A última ceia partilhada por Jesus Cristo e seus discípulos é narrada nos Evangelhos e é considerada, geralmente, um “sêder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos ativermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pessach. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta mesma festividade.

A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. De fato, para entender o significado da Páscoa cristã atual, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar os antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa. Ostera (ou Ostara) é a deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Deméter. Na mitologia romana, é Ceres.

O dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas. (A igreja, para obter consistência na data da Páscoa decidiu, no Conselho de Nicea em 325 d.C, definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária - conhecida como a "lua eclesiástica").

A Quarta-Feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa, e portanto a Terça-Feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa. Esse é o período da quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas. Com esta definição, a data da Páscoa pode ser determinada sem grande conhecimento astronômico. Mas a seqüência de datas varia de ano para ano, sendo no mínimo em 22 de março e no máximo em 24 de abril, transformando a Páscoa numa festa "móvel".

De fato, a seqüência exata de datas da Páscoa repete-se aproximadamente em 5.700.000 anos no nosso calendário Gregoriano.

Fonte: Wikipédia

É M.´.I.´. da Loj.´. Simb.´. Palmares do Sul nº 213 no RS juridicionada à G.´.L.´.M.´.R.´.S.´., Gr.´. 14°, membro da Loj.´. de Estudos e Pesquisas Acácia do Litoral. Publicou mais de 50 artigos sobre Maçonaria.
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sexta-feira, 15 de abril de 2011

RITO NA MAÇONARIA – A IMPORTÂNCIA DO RITUAL E DA LITURGIA NOS TRABALHOS DA ARTE REAL

Por Luis Genaro Ladereche Fígoli

Aprender e ensinar: ninguém de fato ensina ninguém e, de forma geral, não há como aprender sem a abertura da consciência. É o despertar. É o descobrir com seu proprio psiqué, as verdades que estão disponívies para serem descobertas.

Consciência vem do vocábulo latin “conscientia” que significa “com conhecimento”, “com a ciência”. A consciência nos traz o saber, o conheciemento verdadeiro que nos dá a luz da sabedoria.

Alguns afirmam existir uma “consciência universal” onde se reúne todo o conhecimento, onde se encontra a “verdade oculta”.

Se assim for, podemos afirmar que a verdade absoluta somente é alcançada através da consciência (chave) usando-se a razão (psiqué), a intuição (o sexto sentido), a dedução e a indução.

Consciência é uma qualidade psíquica, isto é, que pertence à esfera da psique humana, por isso diz-se também que ela é um atributo do espírito, da mente, ou do pensamento humano.

O objetivo deste trabalho é fazer que os irmãos pensem, meditem e reflitam sobre a essência da verdade, que é o principal objetivo do maçom: a busca da verdade, oculta através de símbolos, ritos e alegorias, que nada mais tem por missão a abertura da consciência do maçom.

Se conseguirmos que os irmãos se perguntem e possam se responder: porque estamos aqui ?? De onde viemos ?? E para onde vamos ?? , com certeza, grande parte do caminho teremos trilhado em busca da luz verdadeira.

A maçonaria é uma comunidade em cujo centro se desenrola um renascimento espiritual do homem. Trata-se de uma evolução para a maturidade, de um processo psíquico e íntimo, para uma iniciação. Para obtê-la, a maçonaria encontrou um método especial que, por meio de repetições ritualísticas e mais um desenvolvimento gradual, põe em andamento o autoencontro e a individualização do homem.

São os rituais e símbolos em que inicialmente se inspiraram os costumes das antigas irmandades de pedreiros.

Além disso, entraram nos rituais dos maçons ideais do gnosticismo, da kabbala, dos pythagoraeas e do cristianismo.

O ritual maçônico torna-se, para cada participante, um portador de venturas e um centro dos seus pensamentos e ações. Em todas as lojas do mundo, os rituais, no seu desenrolar essencial, são parecidos, de tal maneira que cada um poderá entender sentido e conteúdo, mesmo não entendendo a língua do respectivo país. O ritual é a parte essencial. Com efeito, pela eficácia de sua forma, deve produzir um ambiente geral positivo, que se eleva por cima dos acontecimentos da vida cotidiana. Eis por que, durante o ato ritualístico, a música também é de grande importância. Por meio do ritual maçônico, a experiência de ensino é transmitida.

O ritual maçônico revela ao participante que existe algo mais que números e lógica, algo mais que aquisição e concorrência, algo mais que a luta pela existência, que preocupações e incômodos. Num ritual, evidentemente, só se revela aquele que está disposto a vivê-lo. Apresenta-se de certa forma como envelope para um recado que foi levado por todos os países e povos, para todos os tempos e que também deverá continuar nesse caminho. É pouco provável que exista uma idéia cujo objetivo é o homem, pura e simplesmente, e mais a procura da origem, da razão e do destino na vida humana, e que não se possa encontrar num ritual maçônico.
A maçonaria chama esse trabalho também uma arte real.

Como se disse já, a maçonaria tem apenas três tipos de segredos: os rituais, os meios de reconhecimento e a identidade dos seus membros. Debrucemo-nos hoje sobre os rituais.

Conceitos:

Ritos – são um conjunto de graus que formam um todo coerente, organizado de acordo com um ou alguns simbolismos particulares: corporativo, alquímico, místico, metafísico, esotérico, cabalístico, etc.

Ritual – é a forma grafada ou não do rito, que descreve, regula, orienta e preceitua o catecismo ritualístico;

Ritualistica – confunde-se com rito. É tudo aquilo que é próprio de um ritual e compreende a interpretação coerente dos símbolos, prática continuada dos mistérios, sem perder o fulcro nos princípios, preceitos e proposições.

Liturgia – é o rigor doutrinário que estabelece ordem e sequência entre os eventos da celebração do rito, garantidos os significados de todos os eventos. A liturgia é a cerimônia ritualística.

“Rito é elo entre o profano e o sagrado”.

Cerimônia mágica

A cerimônia mágica, que é a ritualística maçônica de suas sessões, é o caminho do maçom para atingir estados alterados de consciência e poderes que estão no transcendente, mais além da imediata existência humana.


Rito
-forma (do rito)
-dinâmica (do uso dos símbolos)
-ordenação (sequência lógica de eventos)
-significações (conteúdo do rito)
-codificação (simbolismo e chaves)
Liturgia:
- cerimônia (ritualística)
- transmissão (oral)
- vestes apropriadas (explicar)
- gestos rituais (mudras )
- orações rituais (mantras )
- símbolos visuais (yantras )

tende a = formação da egrégora

tende a = Estágio elevado da consciência

tende a = Verdades ocultas

tende a = Aproximação da Criatura com o Criador

Para atingirmos este estagio elevado da consciência (e assim possamos “descobrir” as verdades ocultas em nossa simbologia) não podemos praticar nossa ritualística de forma mecânica e displicente sob pena de estarmos transformando uma prática iniciática milenar em uma medíocre representação teatral, vazia e sem finalidade.

Correta prática Ritualística:
- compenetração
- seriedade
- vibração mental positiva
- postura em loja
- correta circulação
- silêncio

As vibrações equilibradas do procedimento do ritual maçônico propaga-se por uma correspondência sutil, além do corpo físico, na forma psíquica, onde elas estabelecem um estado de harmonia e de serenidade necessário à obtenção dos estados superiores do ser. É a saída do “tempo ordinário” entrando no “tempo simbólico”.

Simbolismo ritualístico

Os símbolos maçônicos podem ser tangíveis (esquadro, compasso, pedra bruta, etc) ou de natureza oculta, a qual desenvolvida em uma forma de cerimonial, controlada e dirigida pelo ritual da ordem, pode ser designada como o simbolismo ritualístico da maçonaria.
Nesta ordem encontram-se os rituais:
- de descalçamento;
- do despojamento dos metais;
- da investidura;
- da circunvolução;
- da investidura das luvas;
- da aceitação;
- da purificação;
- da luz.

BIBLIOGRAFIA:
- MACKEY, Albert G – O Simbolismo da Maçonaria;
- CARVALHO MONTEIRO, Eduardo – O Esoterismo na Ritualística Maçônica;
- GOULART JACQUES, WALNYR – Uma Loja Simbólica REEA;
- LOPES CASALS, Pedro Henrique – Casos da Maçonaria;
- D´ELIA JUNIOR, Raymundo – Maçonaria 100 Instruções de Aprendiz;
- NOGUEIRA FILHO, Samuel – Maçonaria Religião e Simbolismo;
- QUEIROZ, Álvaro de – Os Símbolos Maçônicos REEA;
- VALZACCHI, Paulo – O Diário de Um Maçom;
- GUIMARÃES, João Francisco – Aprendiz, Conhecimentos Básicos da Maçonaria;
- GERVÁSIO DE FIGUEIREDO, Joaquim – Dicionário de Maçonaria;
- Wikipédia.

Abril de 2011. Apresentado na Loja Tradição, Justiça e Liberdade n° 179, Oriente de Porto Alegre.
SFU
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domingo, 13 de março de 2011

O Fato Histórico, a Fenomenologia e o Anacronismo no estudo da Maçonaria.

Por Irm.´. Luis Genaro (Moshe) M.´.I.´.


Na Maçonaria história e lenda se confundem. O limite entre o que é fato histórico e o que é lenda, nem sempre é perfeitamente delimitado para o estudioso da Maçonaria, trazendo aos menos especializados, dúvidas e equívocos que acabam se perpetuando.

Não podemos esquecer, que na Maçonaria e nas Ordens Iniciáticas secretas (ou discretas como é a Maçonaria), todas simbólicas, o conhecimento se transmite, em grande parte, através da tradição oral. Se houver um erro de um determinado fato histórico, um excesso, ou uma deformação histórica, ela tende a se perpetuar entre seus adeptos.

Não é difícil encontrar Maçons que defendem a ideia que o primeiro maçom foi Adão (o homem primevo segundo a Bíblia), ou que Jesus teria sido o fundador da Maçonaria, de que a Maçonaria teria surgido durante o Império do Antigo Egito, de que Pitágoras teria sido um dos principais ícones da Maçonaria antiga, etc. Há os que afirmem que a Maçonaria está ligada diretamente à Criação do Universo. Nestas afirmações, não há nenhuma fundamentação histórica, baseada em fato histórico científico, perdendo-se completamente em “atos de fé” ou de deformações no conhecimento sobre as verdadeiras origens da Ordem.

Todo “ato de fé” é traduzido num Dogma. E dogma (ou a presença dele) é a característica mais comum de uma Religião. A Maçonaria propugna não ser uma Religião (embora tenha religiosidade) e, portanto, não pode ser defensora de dogmas, sejam eles quais forem. Como temos uma Crença comum (da existência de um principio Criador que denominamos Grande Arquiteto do Universo) e devido as grandes influências da Igreja Católica e da religião Hebraica (ligado às origens da Maçonaria que se desenvolvera paralelamente ao Cristianismo, principalmente no final da Idade Média e na Idade Moderna), existem elementos comuns que podem confundir os menos estudiosos.

Mais complexo (e não menos polêmico) é a história sobre a Construção do Templo de Salomão e a Lenda de Hiram, que é a coluna vertebral da Maçonaria, principalmente nos Graus Simbólicos. O que se sabe sobre a construção do Templo, é que consta na Bíblia, no 3° Livro de Reis (Primeiro Reis) Capítulos 5 a 9 . Não há registros históricos da Construção deste Templo, em nenhum dos documentos originados pelas diversas sociedades da época (como por exemplo o Antigo Egito, o Império Chinês, Hindu, nem nos outras populações que residiam na Terra naquele período). Não foram encontrados registros arqueológicos do Templo de Salomão (que segundo a própria Bíblia teria sido destruído e reconstruído 3 vezes). Restaram apenas, ruínas do que fora o Templo de Herodes que, segundo a histografia, poderia ter sido construído no mesmo lugar onde teria existido o famoso Templo do Rei Sábio. Se o Templo de Salomão é uma dúvida razoável, a saga de Hiram é uma Lenda. Nem na Bíblia encontramos o desenrolar da estória que se conta na Maçonaria. Isso sem considerar o aprofundamento que se faz, nas instruções dos Graus chamados filosóficos. Mas este é um assunto para outro artigo.

Importante para o estudioso na Maçonaria é separar o que é fato histórico, lenda, invencionice, fenomenologia e anacronismo.

O Historiador trabalha com hipóteses, coisas que, em última instância não deixam de serem especulações, mas, mesmo assim, ele faz sobre essas especulações uma análise dialética, ou seja, baseada em proposições e contra proposições, que torna o que é Histórico impossível de ser construído sem um elevado grau de abstração. Busco e defendo que a abstração é científica, existe até uma metodologia de trabalho baseada nela.

Chama-se Fenomenologia. Uma metodologia segundo a qual não existe uma verdade definitiva, todos os fatos só existem quando acontecem, mas é impossível retrata-los tal como eles realmente são, pois toda e qualquer tentativa de fazê-lo será apenas mais uma interpretação e, como tal, extremamente parcial, baseada em juízos de valores e características individuais que, como o nome diz, são diferentes em cada um. Sendo assim, duas interpretações de um mesmo fato não serão iguais nem mesmo se forem dadas por duas testemunhas oculares.

Ninguém pode negar que, em sua época, Platão foi um cientista, no entanto, ele não se baseava em fatos comprovados ou mesmo em documentos totalmente dignos de credibilidade. Mesmo assim, até hoje não ficou comprovado que ele tenha inventado nada, nem mesmo a História de Atlântida, afinal ele a atribuí a Sólon, o famoso político grego. O que Platão fazia então? Ele abstraía em cima de acontecimentos que presenciava ou dos quais tomava conhecimento. Suas abstrações foram tão brilhantes que ele iniciou uma corrente de pensamento tão forte que até hoje é tida como válida. Agora vejamos. Se Platão podia faz Ciência através, única e exclusivamente, da abstração, porque nós também não podemos?

Temos que ter em mente que nossas concepções pessoais estão e sempre estarão envolvidas em tudo o que escrevermos, dissermos ou pensarmos, mas não podemos deixar que elas (que são os nossos paradigmas) nos retirem do eixo que deve ser o fundamental de cada trabalho sério e, sendo assim, científico: a busca da verdade.

A busca da verdade é ingrata, pois por mais que a busquemos, tudo o que encontraremos será nossa própria construção do que é real.

Um erro comum para quem estuda a história é o anacronismo. O anacronismo é o ato de se atribuir coisas de um tempo a outro, de se colocar um costume, uma organização, uma arma, um pensamento... Em um tempo que não é o dela. Em geral o anacronismo se dá em relação a tempos mais remotos, por exemplo, é comum se acreditar que Roma foi sempre um Império, que sempre teve um Imperador, afinal, sempre ouvimos falar de César, do Império Romano, mas isso é uma inverdade, o Império Romano só pode ser considerado como iniciado em 27 a.C., quando Otávio é considerado Augusto, ou ainda, em 14 d.C., quando depois de sua morte, Tibérius assume como o primeiro Imperador
Romano, visto que Augusto é considerado pela historiografia como Príncipe, mas não como imperador. Depois dessa explicação, pode-se constatar uma coisa, Júlio César, o famoso César de Roma, aquele que enfrenta Asterix e Obelix em suas histórias, nunca foi Imperador, ele era apenas um dos Cônsules da Roma Republicana, e sendo assim, anterior ao nascimento do Império. Considera-lo Imperador seria um anacronismo.

Muitas conclusões de Maçons em trabalhos apresentados (inclusive em Livros e Artigos) estão baseadas em anacronismos. Em algumas ocasiões, estes anacronismos se revelaram e se incorporaram em nossos Rituais, modificando o fundamento inicial dos mesmos, alterando, logicamente, o significado e interpretação original. Neste sentido, podemos citar a questão do uso do bastão, o uso da Bíblia, o acendimento das luzes (no REAA), o uso de sinos ou sinetas, a incorporação de uma harmonia (música) sacra e religiosa, etc.

Tudo na Maçonaria é simbólico. Mas é muito importante que possamos resgatar os conceitos originais, reestabelecer a verdade histórica, retirar de nossos estudos e rituais àquilo que represente anacronismos, como forma de ficar mais claro para os neófitos e para todos os Maçons, qual a Verdade (que é o principal objetivo de nossa busca dentro da Ordem). A tese de que todos nos temos uma interpretação sobre a Verdade (fenomenologia) não impede que tenhamos a condição de “depurar” o conhecimento para que as nevoas da ignorância se dissipem com mais facilidade.

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

sábado, 16 de outubro de 2010

E nasce mais uma Loja: "Luighi Rossetti" no Oriente de Águas Claras em Viamão/RS

EVENTOS

Dizem que um homem se completa quando tem um filho, escreve um livro e planta uma árvore.

Para um maçom, além dessas três conquistas, agrega-se mais uma: participar da fundação de uma Loja Maçônica.

A maçonaria, em termos quantitativos, vêm decrescendo nas últimas décádas. Nos anos 50 eramos mais de 6 milhões em todo o mundo. Hoje somos um pouco mais de 3 milhões, sendo que só nos EUA residem mais de 1,5 milhão.

Se é verdade de que nossa maior obrigação é sermos construtores sociais, buscando através de nossa filosofia, moral, ética e constumes, transformar a nossa sociedade em uma humanidade mais justa e perfeita, a admissão de novos membros para a Ordem e, principlamente, a fundação de novas Lojas é uma das mais relevantes missões de um bom maçom. Por outro lado precisamos ocupar espaços, numa estratégia de levar nossa mensagem à sociedade.

Somos o útimo repositório (conjuntamente com a ordem Rosacruz) dos antigos e milenares mistérios e filosofias ocultas, voltadas ao crescimento do "homem-moral" e do "homem-espiritual" que, como dizemos, tem como meta sermos "construtores sociais" e participar ativamente da re-ligação (religião, religare) do homem caído ao Divino.

É com essa honra que participei da reunião de fundação de uma Loja no Oriente de Àguas Claras, Distrito de Viamão, no RS.

Segundo a história, no século XVIII o território do atual Rio Grande do Sul já deixara de ser apenas uma zona de passagem entre Laguna e Colônia do Sacramento. A riqueza de seus campos já fizera com que colonizadores aqui se fixassem. E entre esses, inclusive um dos integrantes da frota de João de Magalhães, Cosme da Silveira, que já em 1725 se teria localizado em terras do atual município de Viamão.

Em 1741, Francisco Carvalho da Cunha estabelece-se nos campos de Viamão, no sítio chamado Estância Grande, onde ergueu a capela dedicada à Nossa Senhora da Conceição. Com a vinda de elementos açorianos, a quem foram doadas várias sesmarias, o povoamento recebeu grande impulso.

Elevada à categoria de freguesia em 1747, por ocasião da invasão castelhana (1766) se instalava nela a sede do governo da capitania. E em 1880 desmembra-se de Porto Alegre para tornar-se vila e sede do município. A importância histórica e social de Viamão iniciou quando foi sede das primeiras estâncias de criação de gado.

Os grandes rebanhos de gado e cavalos, que existiam na campanha do Rio do Prata, transitavam por Viamão para serem comercializados em Laguna (SC). A partir de 1732, O Rio Grande de São Pedro - como era conhecido o Rio Grande do Sul - passou a atrair colonizadores que se radicaram na região de Viamão.

O município, portanto, foi um dos primeiros núcleos de povoamento do Estado (formado por lagunenses, paulistas, escravos e portugueses). Só a apartir de 1752 chegaram os primeiros casais de imigrantes açorianos, que desembarcaram na região de Itapuã. Esses açorianos são os mesmos que colonizaram a região dos Porto dos Casais, atual capital do Estado. Além de Porto Alegre, a população de Viamão originou cidades como Santo Amaro, Triunfo, Rio Pardo, Taquari e as cidades do litoral norte.

Os habitantes primitivos foram os índios mbyá-guaranis e kaingangs. Em 1763, a cidade recebeu o governo do RS, que tinha a sede na Vila do Rio Grande, e que transferiu devido à invasão do estado pelos espanhóis. Viamão se conservou sede do governoaté 1773.

Nesta época, a sede foi transferida para Porto dos Casais (atual Porto Alegre). Viamão também foi palco de operações militares na época farroupilha. Até hoje, restos de embarcações farrapas repousam no fundo das águas do Guaíba, em Itapuã, no canal a Ilha do Junco e o Morro da Fortaleza. A origem do nome Viamão é muito controversa.

Uma das versões é a de que, a certa altura do Rio Guaíba, pode-se avistar cinco afluentes (rios Jacuí, Caí, Gravataí, Taquari e dos Sinos), que formam uma mão espalmada. Daí a frase: "Vi a mão". Conforme alguns, seria originário do nome "ibiamon", que significa "Terras de Ibias" (pássaros).

Outros afirmam que seria uma passagem entre montes, o que chamavam de via-monte. E existe ainda o relato de que teria como origem o antigo nome da província de Guimarães, em Portugal: Viamara.

Um interessante registro histórico encontra-se no livro "Viagem ao Rio Grande do Sul" do biólogo francês Aguste de Sant-Hiliere (1770-1859), que entre Junho de 1820 e Janeiro de 1821, percorreu o RS e registrou pormenorizadamente a sua viagem e descobertas, nos dando um fiel retrato de nossa terra de antanho.

Na página 44 do referido Livro, marca a passagem em 19 de Junho de 1820, por Morro Grande e Àguas Claras a caminho da Vila de Viamão:

"Passando Morro Grande, o terreno vai ficando mais arenoso, as pastagens muito secas e quase por toda a parte reduzidas a um capim rasteiro. Constantemente aparecem capões onde as árvores pouco crescidas, carregadas de líquens e divididas desde a base em numerosos ramos, relembram as árvores espessas dos nossos jardins ingleses. Vi, em certos pontos, encostas baixas e arredondadas, muito pouco elevadas, às quais dão o nome de lombas. Como são mais secas que as vár zeas (vargem), o capim aí tem vigor, e as vacas que se habituam a pastar nas lombas só dão cria de dois em dois anos, en quanto nas várzeas o fazem anualmente. Durante os dias passados, não encontrei um só regato; informaram-me, entretanto, da existência de muitos na região por mim visitada, mas desaparecidos pela seca, sem precedentes, deste ano. Hoje, con tudo, atravessei o que se chama arroio das Águas Claras, por que efetivamente é de uma rara limpidez."

Com o crescimento de Porto Alegre, o aumento da violência e da necessidade de estar próximo ao verde que o ser humano tem, fez com que se desenvolvessem condominios na região de Águas Claras e hoje é uma importante região com mais de 20.000 habitantes, uma importante empresa cervejeira e um povo disposto à emancipação política e administrativa, do município mãe de Viamão.

Estamos com isso contribuindo com este povo trabalhador, numa terra que teve participação ativa na revolução e guerra farroupilha, e uma região marcada pela história de nossa pátria gaúcha. Não é a toa que foi escolhido como nome da mais nova Loja, um dos heróis de dois mundos, o italiano (genovês), carbonário e maçom Luighi Rossetti (1800-1840), amigo e companheiro de Giussepe Garibaldi, combatente da Revolução Farroupilha, que teria morrido em luta na localidade.

No livro "Memórias de Garibaldi" de Alexandre Dumas (1802-1870), o mesmo escritor de "O Conde de Monte Cristo" e dos "Tres Mosqueteiros", que se debruça na suposta auto-biografia de Garibaldi, conta na página 136, a morte de Rosseti:

"Em Setenbrina, foi assassinado o meu dileto Rossetti. Derrubado do cavalo após haver realizado portentos, gravamente ferido, coagido a render-se, ele preferiu finar-se na luta a entregar sua espada. Mais uma lacinante chaga em meu coração. Mais de uma vez fui ouvido evocando o nome de Rossetti, e é sabida a estima que lhe dedicava. Que seja-me concedido, agora, a despeito da impotência de minhas palavras , redizer à Itália o que tantas vezes já disse: Oh, Itália, mãe! Acabamos de perder, eu, um dos meus mais caros irmãos; tu, um dos teus mais generosos filhos!."

A morte em Viamão, como relata Alexandre Dumas, se deu em função de uma retirada ao cerco de Porto Alegre. Naquele ano, a situação do exército republicano se agravava todos os dias. As necessidades se acentuavam bem como os recursos. Os combates em Taquari e de São José do Norte haviam desmantelado a infantaria. As supremas necessidades facilitaram a deserção e a população, como ocorre em guerras duradouras, passou a fatigar-se com a mesma. Fez-se sentir o sentimento de que era chegada a hora de concluir o conflito. Dentro deste quadro, as lideranças imperais passaram a fazer propostas para um acordo (armistício) que, apesar de vantajosas para os republicanos, foram rejeitadas por seus líderes. A recusa acabou recrudescendo o descontentamento nas esferas mais sacrificadas do exército farrapo e do povo. Houve então a decisão de abandonar o cerco e a retirada.

A divisão de David Canabarro , na qual tomavam parte dos marujos, foi designada para iniciar o movimento e abrir os caminhos da serra, ocupados pelo General Labatut, francês ao serviço do Imperador. Bento Gonçalves com o restante do exército farrapo, viria a seguir, componda a retagurda. A guarnição Setembrina (nome dado à Vila de Viamão pelos farrapos em função da data do início da revolução Farroupilha) deveria acompanhar Bento Gonçalves e retira-se por último, porém não pode fazer o referido movimento, pois fora atacada pelo temido Moringue (Francisco Pedro Buarque de Abreu, primeiro e único barão do Jacuí, (Porto Alegre, 1811 — Porto Alegre, 7 de julho de 1891), também chamado Chico Pedro ou Moringue (Mouringue ou Muringue), foi um militar brasileiro, a serviço do exército imperial durante a Revolução Farroupilha).

Nesta luta na Vila Setembrina, no dia 23 de novembro de 1840, tombou lutando o ideólogo republicano e bravo companheiro Luighi Rossetti.

O letrado e culto, Luighi Rossetti havia cursado direito, redigia muito bem e era mazzinista por convicção, unindo-se a Garibaldi desde o primeiro dia que encontraram-se no Rio de Janeiro. Tão logo chegou ao Rio Grande do Sul, suas qualidades foram imediatamente aproveitadas pelos farroupilhas, que o encarregaram da redação confecção do jornal "O Povo", òrgão de divulgação oficial da República Riograndense. Durante o período que circulou, este jornal teve 160 edições, das quais Luighi Rossetti foi o redator principal. Ali foram noticiados os feitos dos exércitos republicanos e as doutrinas libertárias que o movimento republicano preconizava.

Diz Elmar Bones em sua obra LUIGHI ROSSETTI - O EDITOR SEM ROSTO (L&PM - 1996), que era através deste jornal, às vêzes com edições precárias, que circulavam as idéias novas, que solapavam o poder dos reis e da aristocracia. A burguesia emergente acenava ao povo com bandeiras como a igualdade, liberdade, fraternidade. Os jornais circulando de mão em mãos, distribuídos pelas militâncias, traduziam esses conceitos para a realidade concreta. Luighi Rossetti foi um escritor que não deixou nenhum obra escrita, porém, as cartas que escreveu a Domingos Jose de Almeida, o poderoso Ministro das Finanças da Republica Riograndense, a Giovanni Batista Cuneo e outros seus amigos e superiores, resgataram o profundo conhecimento ideológico à causa republicana.

Nestas cartas e artigos, Rossetti pregou o liberalismo como forma de derrubada do poder absolutista monárquico e propagandeou uma revolução republicana para todo o Brasil. Sonhava com uma confederação de repúblicas independentes. Por graça destes meios de comunicação, exercendo suas funções, registrou seus pensamentos e seus atos, que ora solicitava ajuda, emitia conselhos, conspirava e também lutava. Diz este autor, que Rossetti é um pouco mais que um nome, sem rosto. De sua figura não ficou um único bico-de-pena.

Nos 160 números do jornal "O Povo", órgão oficial da revolução, seu nome aparece duas ou três vezes, e por razões que nada têm a ver com o jornal como, por exemplo, numa publicação de "ordem do dia" em que o Cel. Teixeira Nunes elogia a conduta do tenente Luighi Rossetti na tomada de Laguna.

Parabéns aos fundadores, à comunidade de Águas Claras, à G.´.L.´.M.´. do Estado do RS, e a todos os maçons sem fronteiras, por mais um elo nesta corrente fraternal.


Registro Fotográfico:


Registro Vídeo:
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

AS METÁFORAS

DEBASTANDO A PEDRA BRUTA


EXPECTATIVAS

Um açougueiro estava em sua loja e ficou surpreso quando um cachorro entrou. Ele espantou o cachorro, mas logo o cãozinho voltou. Quando tentou espantá-lo novamente, foi que viu que o animal trazia um bilhete na boca. Ele pegou o bilhete e leu:

- Pode me mandar 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor. Assinado....

Ele olhou e viu que dentro da boca do cachorro havia uma nota de 50 reais. Então pegou o dinheiro, separou as salsichas e a perna de carneiro, colocou numa embalagem plástica junto com o troco, e pôs na boca do cachorro.

O açougueiro ficou impressionado e como já era mesmo hora de fechar o açougue, decidiu seguir o animal. O cachorro desceu a rua, quando chegou ao cruzamento deixou a bolsa no chão, pulou e apertou o botão para fechar o sinal. Esperou pacientemente com o saco na boca até que o sinal fechasse e ele pudesse atravessar a rua. O açougueiro e o cão foram caminhando pela rua, até que o cão parou em uma casa e pôs as compras na calçada. Então, voltou um pouco, correu e se atirou contra a porta. Tornou a fazer isso. Ninguém respondeu na casa. Então, o cachorro circundou a casa, pulou um muro baixo, foi até a janela e começou a bater com a cabeça no vidro várias vezes. Depois disso, caminhou de volta para a porta, e foi quando alguém abriu a porta e começou a bater no cachorro. O açougueiro correu até esta pessoa e o impediu, dizendo:

- Por Deus do céu,o que você está fazendo? O seu cão é um gênio!

A pessoa respondeu:

- Um gênio? Esta já é a segunda vez esta semana que este estúpido esquece a chave!!!

Moral da história: você pode continuar excedendo às expectativas, mas para os olhos de alguns, você estará sempre abaixo do esperado. Qualquer um pode suportar a adversidade, mas se quiser testar o caráter de alguém, dê-lhe o poder.

Quem conhece os outros é inteligente. Quem conhece a si mesmo é iluminado. Quem vence os outros é forte. Quem vence a si mesmo é invencível!



AS QUATRO VELAS

Quatro velas estavam queimando calmamente. O ambiente estava tão silencioso que podia-se ouvir o diálogo que travavam:

A primeira vela disse:

- Eu sou a Paz! Apesar de minha luz as pessoas não conseguem manter-me, acho que vou apagar. E diminuindo devagarzinho, apagou totalmente.

A segunda vela disse:

- Eu me chamo Fé! Infelizmente sou muito supérflua. Há pessoas que não querem saber de mim. Não faz sentido continuar queimando.

Ao terminar sua fala, um vento leve bateu sobre ela, e ela se apagou. Falando baixinho e com tristeza a terceira vela se manifestou:

- Eu sou o Amor! Não tenho mais forças para queimar. As pessoas me deixam de lado, só conseguem se enxergar, esquecem até daqueles à sua volta que as amam. E sem demora apagou-se.

De repente... entrou uma criança e viu as três velas apagadas.

- Que é isto? Vocês deviam queimar e ficar acesas até o fim.

Dizendo isso começou a chorar. Então a quarta vela falou:

- Não tenha medo criança, enquanto eu queimar podemos acender as outras velas, eu sou a Esperança.

A criança com os olhos brilhantes pegou a vela que restava e acendeu todas as outras...

"Que a vela da esperança nunca se apague dentro de nós..."


A IMPORTÂNCIA DE SER VOCE MESMO!

Certo dia, um Samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, veio ver um Mestre Zen. Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, sua beleza e o encanto daquele momento, o samurai sentiu-se repentinamente inferior.

Ele então disse ao Mestre:
- "Por que estou me sentindo inferior? Apenas um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente me senti inferior e jamais me sentira assim antes. Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Por que estou me sentindo assustado agora?"

O Mestre falou:
- "Espere. Quando todos tiverem partido, responderei."

Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre, e o samurai estava ficando mais e mais cansado de esperar. Ao anoitecer, quando todos tinham saído, o samurai perguntou novamente:
- "Agora você pode me responder por que me sinto inferior?"

O Mestre o levou para fora. Era um noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte. Ele disse:
- "Olhe para estas duas árvores: a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado de minha janela durante anos e nunca houve problema algum. A árvore menor jamais disse à maior: "Por que me sinto inferior diante de você? " Esta árvore é pequena e aquela é grande - este é o fato, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso."

O samurai então argumentou:
- "Isto se dá porque elas não podem se comparar."

E o Mestre replicou:
Então não precisa me perguntar, você sabe a resposta. Quando você não compara, toda a inferioridade e superioridade desaparecem. Você é o que é e simplesmente existe. Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore, não importa, você é você mesmo.

Uma folhinha da relva é tão necessária quanto a maior das estrelas. O canto de um pássaro é tão necessário quanto qualquer Buda, pois o mundo será menos rico se este canto desaparecer.

Simplesmente olhe à sua volta. Tudo é necessário e tudo se encaixa. É uma unidade orgânica: ninguém é mais alto ou mais baixo, ninguém é superior ou inferior. Cada um é incomparavelmente único. Você é necessário e basta. Na Natureza, tamanho não é diferença. Tudo é expressão igual de vida!

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domingo, 25 de julho de 2010

Maçonaria e Espiritismo - Considerações Doutrinárias


por Irm.´. Luis Genaro L. Figoli (Moshe)

Uma das máximas mais cultuadas dentro da Maçonaria, é que ela é apolítica e não religiosa. Não deve se envolver em discussões sobre Religião e Política, já que ecumênica, aceita em suas hostes Irmãos de todas as crenças e cores partidárias.

O princípio comum é a crença num princípio Criador Incriado, que denominamos de Grande Arquiteto do Universo, como forma de congregar todas as crenças individuais.

Este crença é impreativa para que ocorra a iniciação nos augustos mistérios da Ordem, como prevê o 19° Landmark:

“19° - A crença no Gr.´. Arq.´. do Univ.´. é um dos mais importantes Landmark da Ordem. A negação nesta crença é impedimento absoluto e insuperável para a Iniciação”.


Para ler o artigo completo é necessário ser iniciado na Maçonaria. Peça o artigo pelo e mail: luisgenaro@hotmail.com ou espacodomacom@hotmail.com ou faça download aqui



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terça-feira, 22 de junho de 2010

SOLSTÍCIOS E A LOJA DE SÃO JOÃO

UM POUCO DE HISTÓRIA



Para os povos da Antiguidade, junho era um mês especial. A primavera chegava ao fim e o verão se aproximava. E, com a nova estação, dias mais longos e quentes: época ideal para o plantio.

A festa Junina é uma celebração brasileira de origem europeia, historicamente relacionada com a festa pagã do solstício de verão (Litha) que era celebrada no dia 24 de junho segundo o calendário pré-gregoriano e cristianizado na Idade Média como “festa de São João”.

Alguns estudiosos dizem que essa festa começou na época dos celtas, na Europa por volta do ano 1250 a.C. O dia 24 de junho é próximo do Solstício de Verão (o dia mais longo do ano), época em que eles festejavam as colheitas e a fertilidade dos campos.

Na Europa antiga, bem antes do descobrimento do Brasil, já aconteciam festas populares durante o solstício de verão (ápice da estação), as quais marcavam o início da colheita. Dos dias 21 a 24, diversos povos , como celtas, bascos, egípcios e sumérios, faziam rituais de invocação da fertilidade para estimular o crescimento da vegetação, prover a fartura nas colheitas e trazer chuvas. Nelas, ofereciam-se comidas, bebidas e animais aos vários deuses em que o povo acreditava. As pessoas dançavam e faziam fogueiras para espantar os maus espíritos. Por exemplo: as cerimônias realizadas em Cumberland, na Escócia e na Irlanda, na véspera de São João, consistiam em oferecer bolos ao sol, e algumas vezes em passar crianças pela fumaça de fogueiras.

As origens dessa comemoração também remontam à antiguidade, quando se prestava culto à deusa Juno da mitologia romana. Os festejos em homenagem a essa deusa eram denominados "junônias". Daí tem uma das procedências do atual nome "festas juninas".
Tais celebrações coincidiam com as festas em que a Igreja Católica comemorava a data do nascimento de São João, um anunciado da vinda de Cristo. O catolicismo não conseguiu impedir sua realização. Por isso, as comemorações não foram extintas e, sim, adaptadas para o calendário cristão. Os primeiros países a comemorá-las foram França, Itália, Espanha e Portugal.

Na Europa, as festas juninas comemoravam a deusa Juno, mulher de Júpiter, que fazia parte do panteão do Império Romano. Para diferenciar as festas de Juno da festa de João, a Igreja Católica passou a chamá-las "joaninas". Com o tempo, as festas joaninas, realizadas em junho, acabaram sendo mais conhecidas como "juninas".

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Como veio para o Brasil

As primeiras referências às festas de São João no Brasil datam de 1603 e foram registradas pelo frade Vicente do Salvador, que se referiu aos nativos que aqui estavam da seguinte forma: "os índios acudiam a todos os festejos dos portugueses com muita vontade, porque é muito amigos de novidade, como no dia de São João Batista, por causa das fogueiras e capelas".

Quando os jesuítas chegaram ao Brasil, difundiram várias festas religiosas. Junto com essas festas trouxeram em especial as festas joaninas. Comemoradas com fogueiras, rezas e muita alegria, o curioso é que antes da chegada dos colonizadores, os índios realizavam festejos relacionados à agricultura no mesmo período. Os rituais tinham canto, dança e comida. Deve-se lembrar de que a religião dos índios era o animismo politeísta (adoravam vários elementos da natureza como deuses). De junho a setembro é época de seca em muitas regiões do país. Os rios baixos e o solo seco deviam ser preparados para o plantio. Os roçados do ano anterior ainda estavam repletos de mandioca, cará, inhame, batata-doce, abóbora e abacaxi. Também era época de colheita do milho, do feijão e do amendoim. Tanta fartura era considerada uma bênção e devia ser comemorada com danças, cantos, rezas e muita comida. Essa coincidência de comemorações fez com que as festas juninas ficassem entre as preferidas da população. E a tradição mantém-se até hoje em várias cidades brasileiras: nas festas juninas deve-se agradecer a abundância do ano anterior, reforçar os laços familiares e rezar para que os maus espíritos não impeçam a próxima colheita. As festas de Santo Antônio e de São Pedro só começaram a ser comemoradas mais tarde, mas como também aconteciam em junho passaram a ser chamadas de festas juninas.

As Fogueiras

Os pagãos acreditavam que elas espantavam os maus espíritos. As festas juninas são as guardiãs da tradição secular de dançar ao redor do fogo. Originalmente, o ponto alto dos festejos ao ar livre era o solstício de verão, em 22 de junho (ou 23), o dia mais longo do ano no Hemisfério Norte. As tribos pagãs também comemoravam dois eventos marcantes nessa época: a chegada do verão e os preparativos para a colheita.

Nos cultos, celebrava-se a fertilidade da terra. Ao pé da fogueira, faziam-se oferendas, pedindo aos deuses para espantar os maus espíritos e trazer prosperidade à aldeia.

Assim como a cristianização da árvore pagã do solstício de inverno em árvore de Natal, a fogueira do dia de "Midsummer" (24 de Junho) tornou-se, pouco a pouco na Idade Média, um atributo da festa de São João, o santo celebrado nesse mesmo dia.

Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as festas de São João européias (da Estônia ao Portugal, da Finlândia à França).

INFLUÊNCIAS NA MAÇONARIA

De acordo com alguns autores, o S. João a que se referem às Lojas dos graus simbólicos do Rito Escocês Antigo e Aceite, não é nenhum dos dois S. Joãos Solsticiais celebrados pelo Cristianismo, na tradição romana dos Janua - o Baptista (24 de Junho) e o Evangelista (27 de Dezembro) -, mas o cipriota S. João Esmoler, também conhecido como S. João de Jerusalém, cujas ações de apoio aos cruzados e à reedificação de templos, entretanto destruídos pelos povos ditos bárbaros lhe teriam valido a eleição como patrono da Maçonaria.

A tradição recente, contudo, (e esta vem, pelo menos, do séc. XVIII), atribui ao Solstício de Verão, incarnado pela festividade de S. João Baptista, uma importância diferenciada, símbolo do início de numa nova vida, através do baptismo, e da entrada numa época cíclica de maior Luz. O Baptista, que hoje celebramos, lembra-nos, assim, o fundamento iniciático da Ordem a que pertencemos. Parafraseando René Guénon, a iniciação consiste essencialmente na transmissão de uma influência espiritual, transmissão que só se pode efetuar por intermédio de uma organização tradicional regular, sendo completamente descabido falar de iniciação fora do âmbito de uma tal organização . A regularidade a que Guénon alude, refere-se a organizações que, ao longo dos tempos, de forma não interrompida, numa cadeia de transmissão contínua, asseguram uma influência espiritual, suportada em ritos apropriados.

A identidade específica e o sentido de pertença de cada um dos seus membros a uma organização iniciática tradicional são suficientes para uma iniciação virtual, uma vez que o trabalho interior que se lhe segue se refere à iniciação efetiva, que é, em suma, em todos os seus graus, o desenvolvimento no ato das possibilidades que a iniciação virtual propicia. Esta iniciação virtual funciona, assim, como uma entrada, um começo, o ponto de partida para um caminho, cujo objetivo é chegar ao fim. Assim, se a iniciação virtual é a entrada no caminho, o percurso que ele aponta constituirá a iniciação efetiva. O caminho que a iniciação abre é, sempre, um caminho operativo, que consiste no sistemático trabalho sobre a pedra bruta que cada um de nós é. Desviarmo-nos daqui, é fugir do percurso que nos foi desvelado no dia da nossa iniciação.

É claro que, na senda do nosso aperfeiçoamento, está implícita a procura do aperfeiçoamento do Mundo que habitamos, e de tudo o que o povoa. O trabalho de Loja, no entanto, consiste numa ajuda exterior ao trabalho interior de realização e nunca numa projeção para o exterior de algo que não esteja devidamente depurado das suas impurezas e irregularidades, como a pedra bruta que cada um de nós representa.

Existe por vezes uma urgência extrema em alguns de nós, na transposição dos trabalhos de Loja para o mundo profano, no exercício de ações conjunturais para fora dos muros da nossa Augusta Ordem. Todas as ações conjunturais de verdadeiros Maçons no mundo profano são conjunturalmente positivas, mas não são ações maçónicas.
O verdadeiro trabalho maçónico é o trabalho de Loja, que é o aperfeiçoamento de cada elemento ou pedra que a constitui. Sempre que esse trabalho não é devidamente realizado, o processo iniciático interrompe-se, ou é abalado, e surge uma necessidade imediata de projeção para o exterior do que está incompleto ou imperfeito. Essa projeção é, frequentemente, nefasta, quer para a Maçonaria, quer para os Maçons, quer para a sociedade profana. Qualquer edificação composta de materiais imperfeitos está condenada a ruir, e a provocar vítimas inocentes. No concílio de Arras, em 1023, as autoridades eclesiásticas determinaram que as igrejas deveriam exprimir a representação, nas suas paredes, das cenas e dos ensinamentos das Sagradas Escrituras. É assim que as igrejas e as futuras catedrais se transformam num verdadeiro catecismo visual da mensagem cristã: os personagens do Antigo Testamento são colocados no Norte, enquanto que os do Novo Testamento recebem a luz brilhante do sol , pela sua localização no sul do edifício.

Esta codificação, que se estende também aos arquétipos formais dos diversos personagens intervenientes, resulta numa verdadeira sinergia de comunicação. A iconografia mostrava de modo recorrente, a imagem central de Cristo crucificado, tendo à sua direita Maria a Mãe -, e à sua esquerda, o discípulo que Ele mais amava João Evangelista, eventualmente simbolizando o Novo Testamento, a Luz, o amigo fiel. Na época medieval era este um dos santos mais venerados. A sua festa realizava-se a 27 de Dezembro, por alturas do solstício de Inverno. No entanto, os velhos manuscritos alemães e ingleses das corporações de pedreiros livres apenas fazem referência a Cristo, a Maria e aos quatro mártires coroados os “quatro coronati” que se constituíam patronos e protetores dos construtores.

Um velho ritual pagão que festejava o Sol no mês de Junho, foi apropriado pelo culto romano da deusa Vesta, patrona do Fogo e, posteriormente, pelo cristianismo, que o atribuiu a João Baptista, no solstício de Verão, a 24 de Junho. Etimologicamente, Junho, deriva do latim Junius-Junior, que significa o mais novo, ou o que renova. Para o Cristianismo, João Baptista é o testemunho da Luz, do verbo incarnado, o que introduz o rito do baptismo, ou seja, da renovação. Vinte e três Papas adoptaram o seu nome; duas ordens cavalheirescas renderam-lhe homenagem. Por diversas vezes, ao longo destes anos de aprendizagem das coisas da Maçonaria, tenho partilhado convosco algumas reflexões sobre o sentido e a intensidade simbólica da tradição Joanita e doutras que, em diferentes sistemas culturais e religiosos, a precederam ou acompanharam.

De igual modo estabelecemos a sua relação com os ciclos naturais. No caso vertente, com os que se referem a essa relação íntima e inultrapassável entre o movimento de translação da Terra e a fonte de luz, de vida, de energia que é o Sol. Conjuntamente, percorremos os trilhos da inegável atribuição mítica dos momentos solsticiais. Do Oriente mais ou menos próximo à Sul américa pré-colombiana, das estepes gélidas do Norte à saturada humidade equatorial, da Patagônia ao Alasca, penso que, embora com declinações e efeitos diferenciados, há uma consciência simultaneamente pragmática e mística do aparente ciclo solar, essência do mito do eterno retorno.

Se pensar é perguntar para obter respostas, não estarei longe da verdade ao admitir que estas desaguam no registo das repetições a que nos habituámos a ter como regras. Esta eterna, periódica e sistemática recorrência solsticial, que ao fim e ao cabo sintetiza o sentido natural da vida, estão explicadas, na sua dimensão simbólica, no ritual que acabamos de interpretar. A nossa memória está prenhe. Que mais dizer? Os Joãos que temos vindo a referir não são, na tradição Maçónica, meros símbolos solsticiais. São mais que as duas portas da eterna repetição que os romanos atribuíam a Janus bicéfalo, que os pitri e deva yana hindus, ou o yin e yang do Zen.

O positivismo iluminista do século XVIII, juntamente com a coeva descristianização da Maçonaria Anglo-Saxónica, relegaram para plano secundário o papel fundador que o João Baptista, primeiro e, mais tarde, o João Evangelista, representam na ancestral cultura Maçónica, na sua síntese filosófica e esotérica, e que se reporta ao tempo de Salomão. Ao procurar repor, pela erudição, um sentido naturalista no ato simbólico que hoje festejamos, as Lojas que seguiram essa tendência afastaram-se da sua essência cultural.

Pretendo com isto dizer que, na tradição ancestral, as Lojas Maçónicas não são Lojas Solsticiais, mas sim e antes de tudo, Lojas de S. João. E é o profundo significado filosófico e esotérico desse fato que importa aqui tentar reter, como cultura, mais do que todos os aspectos científicos e naturalistas relacionados com o ciclo Solar e as inerentes relações agrárias ou agrícolas. Estas, sim, são meramente simbólicas, no que diz respeito à nossa Nobre e Augusta Ordem. João Baptista é um profeta que anuncia e prepara, no sistema iniciático, a vinda da Luz. Ele ensina a humildade, a renúncia ao ego, sem as quais a iniciação e o progresso espiritual são impossíveis: É preciso que ele cresça e que eu diminua. (Haverá expressão mais profunda deste sentido do que esta? Pobre do Mestre que não aspire a ser ultrapassado pelo seu discípulo!). Baptista simboliza, assim, o grande iniciador, o Mestre sábio que prepara, humildemente, o caminho ao Aprendiz.

O Evangelista, em contrapartida, representa o Irmão que recebeu a Luz e que a dimana na sua sabedoria, identificando-a com o Verbo e com o Amor.

É assim que os Joãos que, sistemática e racionalmente procuramos reduzir ao emblemático ciclo solsticial, simbolizam duas fases fundamentais que cada Maçom deve atravessar e reviver no seu percurso iniciático: a da expectativa do vislumbre da Luz, num esforço e em obras que constituem já amor; e a da chegada da Luz que, em simultâneo com o conhecimento, nele fará eclodir o Amor na sua verdadeira perfeição.

Antigo e Novo Testamento, Moisés e Salomão, Baptista e Evangelista, mais do que marcos emblemáticos, icónicos ou simbólicos, são a face exprimível de uma cultura ancestral que nos enforma. Mais do que negada ou substituída, ela deve ser entendida na sua real substância e esta, sobrejaz a todo e qualquer sistema religioso ou eclesiástico, do mesmo modo que a língua, os usos ou os costumes.

Serve isto para propor aquilo que nos pertence e nos é intrínseco. Mais do que ir ao mundo profano buscar figuras influentes, pro fluentes e eventualmente poderosas, para decorar a vaidade das nossas Lojas, importa receber no nosso seio aqueles que, humildemente, queiram partilhar conosco essa busca do Saber que se sustenta na Beleza do Amor e na Força do trabalho e da sustentabilidade, para que os nossos valores, mais do que as pessoas que os encarnam ou transmitem, possam de facto exercer a influência necessária à sua consolidação naquilo a que hoje resumidamente chamamos o sentido de cidadania.

Que a força iniciática do baptismo renovador que celebramos no Solstício de Verão, produza a Luz sábia e irradiante que, por intermédio do Amor, voltaremos a colher no próximo solstício de Inverno.

O Baptista, que agora celebramos, deverá lembrar-nos o fundamento iniciático da Ordem a que pertencemos.

Bibliogragfia:
- Trabalho atribuído a Luis C.•. (M.•. M.•. - R.•. L.•. Convergência, n.º 501, a Oriente de Lisboa, G.•. O.•. L.•.)
- Wikipédia
- Rodrigues da Silva, Robson – Reflexos da Senda Maçônica;
- Castellani, José – O Rito Escocês Antigo e Aceito;
- Dyer, Colin – O Simbolismo na Maçonaria








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domingo, 20 de junho de 2010

Mistérios do Número 5 - A Quintessência (Simbologia dos Números)

Por Irm.´. Luis Genaro L. Fígoli (Moshe) Loja Palmares do Sul 213 RS
No princípio criou Deus os céus e a terra. Foi a criação dos elementos Ar e Terra. O espírito de Deus se movia sobre a face das águas. A Água tinha sido criada. E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus. Foi a criação do Fogo.
O Fogo do Sol evaporava a Água que subia em forma de Ar úmido e caia sobre a Terra novamente como Água. E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra que era Ar, Água, Fogo e Terra, e soprou em suas narinas o “fôlego da vida”. Aos quatro elementos que eram matéria inerte, foi agregada uma alma, um espírito. Todos os animais (Gênesis 1:30) incluindo o Homem (Gênesis 2:7) receberam um sopro de vida (nefesh, em hebraico). Entretanto somente Adão recebeu algo novo e inédito no Universo: o hálito vivo de Deus (neshamah, em hebraico) com o que ambos, criatura e Criador, se tornam inseparavelmente ligados. Foi isso que distinguiu o Homem dos outros animais. Nasce a quinta-essência na versão das Sagradas Escrituras. No Dicionário Brasileiro da Enciclopédia Mirador vemos que quinta-essência é: substância etérea e sutil considerada pelos alquimistas como o quinto elemento, além da água, ar, terra e fogo, e que é obtida após cinco destilações sucessivas; é o elemento mais puro do organismo humano. Ele pode também ser escrito como quintessência. Os alquimistas se esforçaram pela busca de um elemento primordial do qual derivariam todos os demais. Diferentes pensadores antigos tentam definir este elemento primordial que para uns seria um dos quatro elementos unidos ou, simplesmente, o ouro representante simbólico do Sol, da Luz, do Poder Criativo e da Revelação Divina. Para os cabalistas a quinta-essência se forma de Quatro pela adição de Um. Quatro são os elementos: Ar, Água, Terra e Fogo. Um é o espírito dominando os quatro elementos. A Metafísica considerava a quinta-essência como o espírito ou causa universal de todas as coisas. Na alquimia o número cinco ocupa uma posição de destaque. Vem dela o nome quintessência; símbolo, de concepção alquímica segundo a qual os quatro elementos da antigüidade ( água, fogo, terra e ar ) devem ser complementados por uma quinta essência originária do elemento dominante imaterial do espirito do mundo. Sua participação na totalidade do Universo deveria ser acrescida mediante a atividade espiritual. Este quinto elemento, como coroação dos outros, era visto como o elemento vivificador e mencionado a águia do ar, a fênix no fogo, o golfinho na água e o homem na terra. A representação matéria viva deixa então de ser quaternária para ser quintenária e a sua formulação gráfica da matéria quintessência da é o pentagrama. A matéria sem a quintescencia é considerada inerte pois é esse "espírito" universal que permite a vivificação da matéria. Neste ponto podemos dizer o que vem a ser a quintessência dos alquimistas. Na realidade é o mais alto aspecto da água. A água no universo se apresenta em sete níveis, cinco no plano material e dois do espiritual. Assim em ralação à vida orgânica a água se manifesta em cinco estados: Solido , Líquido, Gasoso, Vapor, e Quintessência. Tales de Mileto e outros filósofos antigos afirmavam ser a água o principio de todas as coisas. Na realidade quando os sacerdotes e filósofos assim ensinavam eles na realidade não estavam se referindo ás formas da água do plano material, mas a um fluido potencial contido no universo. Esse princípio no Antigo Egito era representado por Kneph, o deus "não revelado". Simbolicamente era representado pela figura de uma serpente( emblema da eternidade ) circundado um jarro de água, com a cabeça suspensa sobre a água. Dizem os alquimistas que quando a terra pre-adâmica era reduzida por Alkahest a sua primeira substância, é semelhante à água clara. O Alkahest é "O um invisível", a água, o primeiro princípio, em sua segunda transformação. A água no estado de quintessência é o principio vital essencial vivificador do universo, o elemento transformador da mateira matéria inerte - quatro - em matéria viva - cinco - portanto um símbolo de transformação alquímica. Mas, ainda existem dois estados mais elevados dá água sendo o mais elevado de todos a LUZ, gênese de todas as coisas, conforme ensinava o filósofo Tales de Mileto, e cita a própria Gênese Bíblica 1:2 O Espirito de Deus pairava sobre a face das águas...". Essa natureza da água faz com que ela seja ela seja usada em grande número de rituais iniciatórios em todo o mundo e em algumas doutrinas conhecido pelo nome de batismo. O batismo confere à pessoa, graças à natureza quintescencial da água, uma condição energética de volta à origem, simbolicamente representativa de uma transformação, o sair da materialidade representada pelo mistério quatro e o despertar na espiritualidade representada pelo mistério cinco. A água é desde a mais remota antigüidade símbolo da pureza por isso o batismo com a representa a purificação do ser. A data em que o batismo foi instituído perde-se na névoa do tempo desde que na antiga Índia era tido como rito de purificação nas cerimonias religiosas. Também no Antigo Egito era religiosamente praticado em cerimônias nas Pirâmides, e em alguma delas ainda hoje existe pia batismal em forma de sarcófago. Também na Grécia nos Mistérios de Eleusis o batismo com água já era praticado. Na religião hebraica o batismo não era pela água e sim pela circuncisão. João, o Batista, fez voltar à Palestina a prática do batismo pela água. Até mesmo Jesus recebeu essa forma de batismo no Rio Jordão, mostrando a sua importância. Vale salientar uma visita feita por um sacerdote hebreu de nome Nicodemos a Jesus às escondidas dentro da noite. Naquele encontro Jesus disse que não entraria no reino de Deus aquele que não nascesse de novo da água e do espirito. Essa citação tem muitas interpretações mas entre elas a da necessidade do renascimento do batismo pela água da caminha espiritual. Julgam que a água benta usada no catolicismo é de origem recente. Na realidade o seu emprego é muito mais antigo do que supõem, é um dos mais antigos ritos praticados no Egito, de onde passou para Roma pagã. Os sacerdote do antigo Egito aspergiam com água com água benta as imagens dos deuses. O que faz com que aquilo que é inerte transmite-se em vivo é a água em sua quinta essência promove por isso o número cinco e um número relacionado com o lado biológico. As interações dos seres com o mundo e do mundo com os seres pertencem ao mistério cinco. A maneira como o ser interage a nível orgânico, como reage com o mundo exterior e como e como o mundo exterior age sobre ele a nível biológico. Uma maneira básica de receber do exterior inclui-se, é claro, os meios de sobresistência biológica, assim sendo todo o sistema metabólico e digestivo está contido no mistério cinco. Veremos agora que o número cinco está ligado a tudo o que é orgânico, a tudo o que se apresenta vivificado ou diretamente ligado às formas vivas. O organismo tem apenas cinco fontes básicas de alimentos para se nutrir: Assim os alimentos tem como origem: Reino Vegetal, Reino Animal, Reino mineral, Água e Prana. A vida orgânica depende diretamente dessas cinco manifestações da natureza.. Existem cinco tipos básicos de alimentação vegetal: cereais ( sementes - massas ), féculas (raízes = batatas = massas e similares), frutas, folhas, caules. Cinco derivados básicos de origem animal: Sangue, gordura, carne, ovos e leite. Os alimentos a nível de metabolismo agrupam-se em cinco categorias: Proteínas, Glicídios ( Açucares ), Lipídios ( gorduras ), Vitaminas e Sais Minerais. Vale salientar que em decorrência do mistério cinco o organismo não requer mais que cinco órgãos básicos ligados ao metabolismo e ao sistema digestivo/condutor/metabólico. Portanto, são necessárias apenas cinco as vísceras: rins, pulmões, baço, fígado, coração. Estudamos em outra palestra que existem quatro reinos na natureza: Humano, mineral, vegetal, animal. Mas a ciência diz que os seres vivos distribuem-se em cinco grupos: Animal, vegetal, Fungo, Protista e Monera. Também são grupados como Vírus, Bactéria, Fungos, Animais e Monera. Os animais podem ser: Mamíferos, Ovíparos ( aves, repteis e anfíbios ), Peixes, Crustáceos e Insetos. Seja qual for o animal considerado, quanto ao tegumento ele se apresenta com: Pelo, Pluma, Escama, Placa e Glabro ( sem pelo ). As formas reprodutivas também são cinco: Cissiparidade, oviparidade, parturição, e esporulação. No organismo humano existem 5 glândulas de secreção internas: Testículo/ovário, Supra-renal, Tiróide, Paratiroide, Timo[4]. As secreções externas do organismo são: Suor, Lágrima, Urina, Esperma e Sucos Digestivos, ao mesmo tempo em que outras tantas são as que se processam em cavidades fechadas: Sangue, Líquido Sinovial, Liquido Céfalo Raquideano, Humor Vítreo e Humor Cristalino. O organismo humano para viver depende de cinco fontes de nutrição: Vegetal, Animal, Mineral, Água e Prana. Vale dizer que cada uma dessa fonte contribuiu com cinco elementos para a alimentação: Dos vegetais: Raiz, Caule, Flor, Fruto e Semente. Dos animais: Carne, Leite, Ovo, gordura e Sangue. Dos minerais: Hidrogênio, Oxigênio, Carbono, Cálcio e Pospores. ( O organismo depende de muitos outros elementos químicos, mas este é o grupo maior. Os demais elementos químicos em ordem de importância podem ser sucessivamente distribuídos em grupos de cinco. Da água: Solida, Liquida, Gasosa, vapor e quintessência. Do Prana: O prana que o ser absorve através da respiração apresenta-se com cinco variedades. Quando à motilidade dos seres também o numero cinco está presente: Temos que considerar no que diz respeito a motilidade ativa e a passiva. Ativa aquele que se processa por um impulso ativo do ser, e a passiva aquela que depende de fatores externos: Motilidade passiva: Parada, flutua, Levada pelo vento, Cai, Rola. ( Algo pode estar parado, pode flutuar, pode flutuar e ser conduzida pelas correntes aquáticas, flutuar nas correntes aéreas, e pela modificação do grau de inclinação de uma superfície ele pode rolar ). Motilidade ativa: Fixo ( o ser agarra-se à algo ), Anda, Voa, Nada, Rasteja. Cada elementos de uma desses quinários podem ser desdobrados em outros cinco e assim sucessivamente: Existem cinco tipos de Nado: Craw, Borboleta, Peito, Costas e Cachorrinho, assim como existem cinco tipos de marcha, cinco tipos de flutuação, e assim por diante.
Fonte: Diversos artigos Internet
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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Livro na íntegra: La Masoneria (Ferrer Benimeli)

Meus caros leitores:

Apresento o livro, na íntegra, do autor José Ferrer Benimeli, especialista espanhol em história da Maçonaria, para pesquisa e consulta. Este autor tem vários livros sobre a Ordem, entre os quais, um dos mais importantes (além deste apresentado no post) é "Arquivos Secretos do Vaticano e da Franco Maçonaria" que vale a pena ler.

A partir de agora, além dos artigos inéditos de nossa lavra e de IIrm.´. que colaboram com o Blog, passaremos a apresentar livros na íntegra para que nossos leitores tenham mais uma fonte de consulta para suas pesquisas.

O presente livro está escrito no idioma espanhol(já que nosso site é visitado por internautas do todo o mundo), mas acredito que os IIrm.´. de língua portuguesa não terão de dificuldade de ler e interpretar. Sugiro, se alguma passagem estiver confusa, que se utilizem do recurso do Google Tradutor que é um bom instrumento para traduzir em vários idiomas.


Espero que gostem e comentem.

Irm.`. Luis Genaro - Editor de Espaço do Maçom

La masonería - Ferrer Benimeli






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sexta-feira, 11 de junho de 2010

NOVO DESING DO BLOG ESPAÇO DO MAÇOM

NOVO DESING DO BLOG ESPAÇO DO MAÇOM

Estamos inaugurando hoje o novo desing de nosso Blog Espaço do Maçom. Objetiva dar mais fluidez à leitura, com fundo branco e caracteres em preto, seguindo a tendência de todos os grandes sites, buscando ser de visual mais limpo.

Por outro lado, como fundo escolhemos uma vela acessa que representa a luz que buscamos quando ingressamos na Ord.´.

Também ficaram mais fácil e organizados os assuntos abordado pelo Blog, e passamos os indicadores para a coluna da direita, o que beneficia a leitura dos artigos.

Além disso, abrimos um canal via TWITTER onde poderemos interagir diretamente com nossos leitores, IIrm.´. ou não, através do qual pretendemos aperfeiçoar nosso site, colhendo sugestões e críticas e aprofundando os debates em torno dos artigos postados no Blog. Adicione-nos no seu Twitter e acompanhe as novidades!!!

Espero que nossos leitores tenham gostado das inovações, todas buscando a melhor interação com vocês.

T.`.F.`.A.´.

Luis Genaro - Editor
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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Meditação: O Caminho para a Luz

Concentre-se nas velas para melhorar a meditação.

Meditação é um estado de consciência em que nós entramos, espontaneamente, quando a Kundalini adentra o Sahasrara. Isso é um acontecimento momentâneo, sutil. É a Yoga, a união com o Divino e o começo de uma nova consciência. É essa consciência que nós temos que aprender a manter. A meditação na Sahaja yoga é bastante simples. Isso pode ser facilmente conseguido através da prática regular de algumas técnicas simples que nos foram dadas por Shri Mataji.

Em primeiro lugar, usamos a fotografia acima para "receber vibrações". Como você logo vai descobrir, a foto emite um fluxo de vibrações frescas e calmantes que pode ser sentido como uma brisa fresca nas mãos e mesmo no topo da cabeça.

Então, duas vezes por dia, de manhã e à noite, tente se beneficiar dessas vibrações. Coloque a foto num lugar onde você possa meditar sem ser perturbado. O elemento fogo tem a propriedade de neutralizar negatividades do ambiente, sente-se, confortavelmente, mantendo as mãos sobre os joelhos e com as palmas viradas para cima e em direção à imagem. Não precisa pensar em nada em particular , apenas mantenha a atenção no alto de sua cabeça (Sahasrara Chakra).

Você começará a sentir as vibrações fluírem nas mãos e no corpo. Interiormente, você perceberá, no princípio, que seus pensamentos se alternam entre uma volta ao passado ou em projeções para o futuro. Tente testemunhá-los e deixá-los ir embora, gradualmente, constatando que uma sensação de paz começa a se estabelecer. Depois de algum tempo, seus pensamentos param e você se percebe num estado de calma e de relaxamento da consciência. Sua mente está relaxada, sem pensamentos, embora completamente alerta.

A fotografia age como fonte das próprias vibrações. Se seu sistema se encontrar em bom estado, você sentirá uma brisa fresca sobre as mãos e no alto da cabeça. Também poderá sentir nas mãos uma sensação de calor, formigamento ou dor em pontos específicos que indicam a presença de problemas. Estes problemas poderão ser resolvidos com o uso de técnicas ensinadas nos encontros da Sahaja yoga.

A meditação pode ser praticada de manhã, por 10 a 30 minutos. À noite, a mesma meditação é feita, colocando-se os pés em uma bacia com água morna salgada (duas colheres de sal). Esta é uma técnica muito eficaz para eliminar a negatividade através do elemento água. O lava-pés deve durar cerca de 15 minutos. Depois, a água deve ser jogada no vaso sanitário e as mãos, lavadas. É melhor não se usar a mesma bacia para outros fins.

Com estas simples práticas - a meditação matutina para fortalecer o corpo sutil, e o lava-pés noturno para limpá-lo - você sentirá rápido progresso. É muito importante seguir com regularidade estas práticas. Faça com que elas se tornem parte integrante do seu dia. Técnicas de meditação mais avançadas são ensinadas gratuitamente nas reuniões da Sahaja Yoga, onde você aprenderá a localizar os desequilíbrios energéticos e a solucioná-los.



Livro de Visitas





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